Villa Lobos
9 Proteção.
Notas iniciais
Demorei, mas postei. Pequeno, mas tá ai e espero que gostem!
Mônica e eu trabalhávamos juntos, mas nem por isso tivemos contato após aquele dia. Uns momentos ela chorava e em uns momentos eu. O que tivemos foi muito intenso, não chegamos a ficar muito tempo juntos, e nos beijamos somente uma vez, mas eu a amava, como ninguém nunca amará depois.Minhas lágrimas caiam, e molhavam meu uniforme. Ela penetrava no lugar, mas não deixava molhado por muito tempo. Olhei minhas lágrimas por um longo período de tempo, analisando-as intensamente.
As feridas não curariam, o buraco feito em meu peito aumentaria, o sangue penetraria em meu olfato toda vez que a visse. Com a falta de seu amor não sobreviveria, com ou sem ela não sobreviveria. Podia estar sendo dramático demais, mas não me importava. Agora eu só queria protegê-la, Mônica tornara-se minha vida, não podia afastar-me dela. E agora teria que protegê-la dos lobos, que logo descobririam tudo porque Denise provavelmente e não duvido que vá contá-los sobre o que ocorreu. No dia em que compareci na Villa, Denise ainda não tinha contado o ocorrido, porém iria contar naquela noite. E naquela noite tive uma surpresa: Lobos fortes, protetores de outras aldeias, compareceram a Villa Lobos digamos que para ajudar aqueles como eu que conviviam diariamente com humanos, entre eles estavam Magali. Magali? A pequena e indefesa moça que trabalhava comigo, era do meu tipo?— Olá! – ela disse não como me dizia “olá” no trabalho como de costume, era mais arisco, seus olhos eram de lobo, seus dentes também. Sua expressão facial olhava-nos rapidamente como se a qualquer momento fosse nos atacar, não sentia medo, porém era essa impressão que passava. Logo se recompôs e com uma voz tranquila explicou que aqueles lobos iriam acompanhar-nos durante nossas atividades diárias, tomando conta para que nós não cometêssemos loucuras perto de humanos, no trabalho por exemplo. Loucuras do tipo, transformar-se na frente deles. O que infelizmente já acontecera comigo, não dessa forma eu me transformando na frente deles, mas me virando de lobo para humano. Depois da explicação, cada lobo que veio ajudar-nos foi até seu parceiro conhecê-lo melhor, Magali passou ao meu lado sem me notar, pois estava olhando fixamente para sua parceira. Puxei seu braço, ela virou-se numa posição de ataque, mas não atacou por olhar-me antes.— Nossa, o que faz aqui? – ela perguntou.— Eu sou daqui! – eu disse num tom de voz normal.— Eu nunca imaginei que algum dia nos encontraríamos e você diria que era lobo Cebola...— É Diego – disse Denise passando atrás de Magali, esta ouvira mas continuava olhando fixamente para mim quando colocou a mão no pulso de Irene que estava com sua instrutora. Magali virou-se sem soltar o pulso da menina, olhou para a instrutora e disse:— Pode deixar que dela eu cuido. – disse ela calma. A instrutora fora procurar um novo “aluno”, enquanto isso Magali permanecia estática olhando para Denise que tentava se soltar, quando Magali soltou-a, Denise bufou e saiu dali. Novamente Magali voltou a olhar para mim e disse – Boa sorte para você!— Eu digo o mesmo para você, essa sua aluna não é a das mais exemplares, ou confiáveis, ou... Ah, deixe. – poderia falar várias coisas de Denise, mas não queria tomar o tempo de Magali, que deu uma risada e foi atrás de sua aluna. Fiquei curioso para quem seria meu “tutor”, logo ouvi uma voz:— Eu vou ser seu tutor! – disse esse alguém, virei para trás era Do Contra. Seria bom ter ele como tutor, porque além de me ensinar várias coisas é sempre bom ter alguém com tamanho conhecimento ao seu lado. Semanas se passaram, e Do Contra admitiu que eu não precisasse de muita proteção em relação aos humanos, mas em relação aos lobos. Ele dissera que já sabia do que tinha acontecido na noite daquele dia, e que Denise contaria a todos a qualquer momento, agradecia somente por Magali ser a tutora de Denise, pois Magali sendo minha amiga tentaria também me proteger, apesar de ser algo que os lobos não devem fazer quando um deles se aproxima de um humano ao ponto de beijá-los.
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