— Acho que você não conhece a Mônica, ela não vale por meio na força.

— Tá certo, não vou subestimá-la já que não a conheço ainda...! — olhei rapidamente para onde vinha a voz, estavam lá Cascão e Magali, Franja e Marina... Só.

— O que vocês estão fazendo aqui? — perguntei incrédulo. Apesar de não estarem em muitos para ajudar, estavam aqui, eu podia não crer, mas gostava da companhia deles aqui, por mais que estivéssemos na minoria e poderíamos morrer.

— Pensou que iríamos deixá-los sozinhos aqui? — perguntou Marina.

— Jamais. — continuou Franja.

Quando fui falar algo, Denise me interrompeu dizendo:

— O papo já acabou? — disse ela ironizando.

— Já podemos acabar com vocês? — disse Mônica, mostrando seu outro lado, o qual eu nunca tinha visto.

Na hora em que estralei os dedos para encarar o que estava na minha frente, um dos lobos me atacou pelas costas, caí no chão, bati meu nariz que sangrava agora e minhas lentes de contato caíram, eu enxergava muito pouco e embaçado. Isso é péssimo!

Coloquei uma das mãos no nariz para cobrir o sangue antes que os lobos me atacassem, era tarde demais. Por esse motivo me transformei em lobo, talvez os pelos cobrissem parte do sangue, e eu era mais forte como lobo. Um lobo me atacou por trás e rolamos pela rua, mesmo sem enxergar muito bem o mandei para longe, talvez fosse o suficiente até encontrar Mônica, que por sinal não era uma loba, e não tinha chance contra eles. Voltei a forma humana.

Alguém de camiseta amarela encostou em um de meus braços, ela falou:

— O que aconteceu? — era Magali, reconheci pela voz.

— Meu nariz tá sangrando, e eu não enxergo! — disse.

— Você ficou cego?

— Não, eu perdi minhas lentes de contato caindo no chão. — Depois de falar isso ela desencostou do meu braço e ouvi um barulho de água. — Devo perguntar o que foi isso?

— Melhor não! — ela respondeu. — Olha, você vai pro rio, ou pra algum lugar onde possa limpar o sangue que está alagando o chão quase. E eu vou cuidar da Mônica entendeu?

— Sim — menti. Na verdade eu não sabia bem o que fazer, se ia cuidar de Mônica, ou se ia ajudar os outros com os lobos.

Segui reto, sem enxergar, sangrando, com os braços abertos. Estava me sacrificando por todos eles.

— Vão embora — gritei para meus amigos sem olhar para trás. Estava perdido, eu sabia. Sabia também que todos os lobos iriam atrás de mim, eles não resistiriam ao cheiro do sangue.

E como esperei vieram eles até mim. De um jeito estranho...

— Eu não posso deixar você fazer isso! — então era ela quem estava me abraçando, não um dos lobos. Como eu fui burro em pensar isso. Continuei de braços abertos, lamentei não tê-la abraçado também. Mas parei de andar quando ela me abraçou.

Por um momento pensei em deixá-la ali, me abraçando, mas essa ideia saiu da minha cabeça rapidamente quando lembrei dos lobos que corriam atrás de mim, se eles viessem um pouco mais rápido levariam Mônica a morte. Por isso rapidamente tirei a de meus braços e corri para o outro lado, o qual os lobos seguiram sem ao menos pensar se deveriam.

Depois de muito correr, ouvi o barulho de água bem próximo, continuei correndo e finalmente cheguei lá onde pude lavar meu nariz, o sangue ficaria no lago, então eu teria que me lavar e sair dali para não ter um fim.

— Sabe, você não é o único ser rápido aqui!

— Por que sempre me seguem?

— De nada! Franja está cuidando para que os lobos mantenham distância, Magali levou Mônica a um local mais seguro. — disse ele calmo. — Nós podemos aguentar isso! disse ele também confiante.

— Ela vai morrer sem mim!

— Como você é desesperado, calma. Ela está em boas mãos!

BAM!

— Uma bomba. O que foi isso? — perguntei.

Notas finais
Séério, se gostarem e se não gostarem também, deixem reviews!Eles são importantes para o escritor saber como está indo sua história