Vidas em jogo
7 Capítulo seis e meio.
Você demorou sabia o cabeça de ovo podre!- gritou uma mulher que estava parada na colina acima com as mãos na cintura.
—Pra quê tanto amor.- disse um homem corpulento de cabelos brancos subindo na colina com uma mochila nas costas.
—Vê se ferra, estamos esperando já faz uma hora!
—Ok ok desculpa.- o homem disse, ele levanta as mãos e joga a cabeça de lado.- Estava cuidando daquele trabalho e encontrei uma coisa bem interessante.
—Espero que não seja as porcarias das suas coleções de gibis.
—Não são gibis, são histórias em quadrinhos japonês que, graças à esse jogo posso lê-los à vontade em última edição.- disse convencido e lança uma piscadela.
Uma fina linha de veia aparece na testa da mulher se segurando muito para não matá-lo ali mesmo.
—Aliás bem que eu poderia ter pego um-.
Iria continuar a falar se uma pedra do tamanho de um punho não estivesse voando diretamente para o seu rosto, ele desviou da pedra a tempo de ser atingido e notou os olhos fulminantes dela o mirando mortalmente.
—Você não tem senso de amor a vida não é mesmo.- disse soltando fogos pelas narinas.
Ele suspira ignorando a ameaça dela e continua.
— Como eu ia dizendo... parece que alguém continua na jogada e ele não está sozinho.
—Hunf, que piada. Vai dizer besteiras agora?
—Não é besteira, eu vi vividamente com os meus lindos olhos escuros.
A mulher rolou seus olhos para o lado quebrando um palito de sua boca com os dentes. Era claro que aquele ruivo metido a "Eu sou o melhor" não iria andar acompanhado com alguém.
Ele era uma verdadeira pedra no seu caminho desde que começou essa nova vida de jogadora. Das várias vezes que tentava matar, era um falho. Tanto que ele foi o único que ela não conseguia eliminar em todas as partidas, suas frustrações só aumentava sua sede de vingança. Não era a toa que ele era o primeiro na sua lista negra.
Vendo o desdém da mulher ele continua.
—Você só não acredita porque não estava lá pra ver, não sei como ela subornou ele mas o que parece eles são aliados.
—Gaara não tem aliados.
—Não foi o que eu vi.
A mulher baixou a cabeça pensativa. Será mesmo que ele decidiu mudar seus planos, essa garota é tão forte assim a ponto dele trabalhar com ela? Se for, seria só mais uma barreira para eliminá-lo.
—E sendo sincero, a mina até que é uma gata.
Ela semicerra os olhos.
—Tem uma rival no amor agora.- disse provocativo com um sorriso de lado.
Um sorriso bem largo se expôs no seu rosto moreno da mulher. Levantou uma das mãos e arrastou o cabelos ruivos que batia até o meio das costas para o lado. O rapaz a olhou curioso, esperava alguma reação agressiva por parte dela depois de sua provocação, porém sua curiosidade durou pouco após ela puxar uma katana nas costas.
Era fim da picada.
—Sabe meu querido irmão, hoje teremos um jantar especial na mesa, e o jantar será sopa Omoi muito bem cozido.- disse sádica o olhando de forma psicopata, apontou sua lâmina para ele pronta para a guerra sangrenta que estava por vir.
Omoi só pôde sentir calafrios na espinha diante da ameaça da irmã. Choraria depois mas de certo cavaria o túmulo dele ali mesmo.
—Uma menina é?
Uma voz se presente atrás de ruiva chamando a atenção dos dois, o que faz Omoi dá graças pela interrupção.
—Sim, eu só pude ver de longe uma garota de cabelos rosa. Bem bonita aliás.
—Cabelo rosa... e o que eu te falei pra fazer.
Omoi gela na hora pelas últimas palavras do homem sentado na sombra de uma árvore brincando com a grama.
—Ou perai, você sabe que o cara é osso duro e-
—Eu perguntei o que te mandei fazer.- disse alterando o tom de voz.
—Chefe, deixa que eu cuido dele, eu dou conta disso.- a mulher diz ao se envolver na conversa.
—E você precisa falhar quantas vezes pra repetir a mesma frase?
Ela se cala na hora encolhendo o corpo, odiava quando seu lado frio o predominava.
—Se ele mudou a estratégia dele vamos mudar a nossa também.- se levantou por fim e encarou os dois, que na sua visão, não passava de dois adolescentes com menos de vinte anos.- Faremos uma surpresinha a eles então.- disse indiferente louco para colocar seu plano em ação.
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