Vidas Valentes
2 Humanos?
Notas iniciais
O sinal tocou, mostrando que as aulas acabaram, amanhã é o primeiro dia das férias, finalmente ele poderia sair daquela escola, a qual só enfrentava todos os dias apenas pela educação que ofereciam, aquela era a melhor escola de todo o país, apenas por causa disso. Seu real desejo era estar em casa se desligado do mundo, com uma boa musica e um livro, mas não podia, não depois do que havia prometido, por isso estava lá. Afinal não tinha amigos, e as pessoas não gostavam dele.
Depois que todos sairão da sala, o garoto se levantou, pegou sua mochila já com todo seu material dentro e foi para o terraço, onde esperava todos os alunos irem embora para só depois ir embora. Assim que o ultimo aluno passou pelo portão ele saiu do terraço, não tinha pressa, afinal não tinha ninguém em casa o esperando.
Seus cabelos eram de um marom meio ruivo, seus olhos eram pretos e sua pele era branca mas ficou morena com o tempo. Andava com passos calmos em direção ao prédio onde morava, o dono do lugar era amigo dos pais do menino de olhos pretos, por essa razão não cobrava aluguel. Estava quase entrando, quando ouviu ser chamado:
–Ei garoto -Disse um homem de porte forte com um sobretudo — Qual o seu nome?
O garoto menor analisou o homem a sua frente antes de responder, alto, bem maior que ele, seus cabelos negros, sua pele bem mais morena que o do menino, tudo normal, tirando os olhos, que eram vermelhos, como um rubi.
–Por que você quer saber — Respondeu relutante
–Esqueça, já sei, nos veremos novamente Heitor...- Disse o homem já se virando para ir embora
–Espera! como você sabe meu nome?!
O homem não respondeu e apenas foi embora, Heitor confuso entra no prédio e se encaminha para a escada, ele estava com a cabeça doendo, não entendeu a cena que o homem criou, primeiro pergunta seu nome, para depois saber sem nem mesmo ter respondido a pergunta, e depois vai embora sem dizer seu nome, não entendia, será que eles se conheciam de algum lugar e não estava lembrando?
Subiu até o ultimo andar e entrou em seu apartamento que se resumia em 4 cômodos, a sala na entrada, do lado esquerdo a cozinha, do lado direito o quarto e o banheiro, Heitor jogou sua mochila em cima do sofá e se encaminhou para o quarto, onde se trocou, colocou o uniforme do seu trabalho, que iria começar da qui a pouco, por isto deveria tirar o homem de sobretudo de sua cabeça
Foi até a cozinha e comeu o macarrão que tinha feito para si mesmo ontem, depois de comer fez sua higienização, colocou um casaco por cima do seu uniforme, pegou sua carteira, celular e chaves e saiu novamente de seu apartamento. A sorte é que ele não trabalhava longe de seu apartamento, trabalhava no mercadinho da esquina.
E como todo dia, ele organizou as prateleiras, ficou no caixa atendendo as pessoas, limpou os corredores, todas as tarefas ficavam para ele e para o seu chefe, pois eram os únicos que trabalhavam lá.O dia se seguiu igual a todos os outros, até chegar a noite, quando estavam fechando, o chefe já tinha ido embora e Heitor ficou para terminar de fechar, ele estava levando o lixo para fora quando ouviu uma risada, uma risada de criança, curioso ele seguiu o som, a cada passo a risada aumentava.
De repente sentiu ser abraçado por traz e quando virou para ver quem era viu uma criança abraçado à ele dando risada, porém não dava para ver seu rosto.
–O que vo...
–Eu achei!-Disse o pequeno menino interrompendo Heitor-Eu achei mais um!
–Eu não entendi que brincadeira é essa mas temos que achar seus pais-Disse o de olhos negros com uma voz calma- Quando foi a ultima vez que os viu?
Ele se agachou e olhou para a criança, que por causa da franja em seu rosto, não conseguiu ver os olhos dele, mas por algum motivo se sentiu estranho perto daquele menino. O sorriso do pequeno ficou maior quando Heitor tentou segurar seus ombros, porém não conseguiu segura-lo, a criança pulou em cima do garoto maior o abraçando e fazendo os dois caírem sentados no chão
–Achei mais um renegado!- Falou a criança- Será que é você? quem nós estamos procurando...
Fale com o autor