Vidas Cruzadas
4 Capítulo 4
Notas iniciais
-Sarah! Sarah! – uma voz masculina me chamava e batia de leve no meu rosto
-Ela não vai acordar! Dessa vez o Max passou dos limites – falava uma voz feminina, parecia ser a Sophia
-Calma Sophia, ela só está desmaiada, ela vai acordar. Sarah acorda – o rapaz continuava me chamando.
Mas quem diabos era esse rapaz que tanto me chamava? Abri os olhos lentamente para ter uma visão clara de quem havia me puxado e quando consegui ver, a surpresa foi grande. O Nathan que havia puxado de volta para a superfície.
-Nathan? – falei surpresa
-Ér... Oi – ele falou vergonhoso com um sorriso amarelo
-Seu idiota! Nunca mais toque em mim! Entendeu? – gritei enquanto batia nele
-Sarah! Para! Para com isso, Sarah! – Sophia me segurou – Nathan, muito obrigada pela sua ajuda e desculpa a reação dela, acho que ela ainda está um pouco desnorteada.
-Sem problemas... Eu entendo. Acho melhor eu sair e deixar vocês sozinhas – ele falou e foi embora
-Sarah, o Nathan te salva de ser afogada e é assim que você o trata? – ela perguntou incrédula
-E você esperava o quê? Que eu o beijasse? Sophia, o Nathan é um canalha, imbecil e que colocou cola no meu cabelo! – falei decepcionada
-Mas foi ele quem te salvou e se não fosse por ele, você poderia estar morta agora. – ela falou
-Mas como assim, ele me salvou? – perguntei interessada
-Eu não consegui te pegar, você se debatia demais, então o Nathan apareceu e quando percebeu o que estava acontecendo, ele pulou pra te buscar – respondeu
-Sério? – perguntei e ela assentiu – O Max me paga. Se eu morresse, hein? Eu devia contar tudo ao pai dele, isso sim.
-Eu acho que assim como você, o Nathan sente alguma coisa por você também – falou Sophia
-E desde quando eu sinto uma coisa pelo Nathan? Nós não nos entendemos, nunca daríamos certo. Nós só brigamos o tempo todo! – falei
-É assim que nasce um grande amor – ela falou e eu mostrei o dedo do meio pra ela que riu descontroladamente
...
Já era fim de tarde e eu precisava ir arrumar alguns adereços da decoração da festa junto com o Nathan. Quando cheguei no salão, o Nathan já estava lá, então me aproximei:
-Oi – falei
-Oi – ele respondeu sem olhar pra mim
-Já pensou como vai ser a decoração? – perguntei
-Já, eu pensei em colocar quadros com retratos antigos, algumas mesas com salgados e bebidas para os alunos mesmo se servirem, colocar tecidos no teto, tecidos de cor salmon, branco e dourado que era a cor da época. Se tiver uma sugestão melhor, pode falar – ele falou anda sem olhar pra mim
-Não... Está ótimo assim, onde eu começo a ajudar? – perguntei
-Pinta aqueles quadros, eles já tem os desenhos é só pintá-los – ele falou apontando para um canto da sala
-Onde você arrumou todas essas coisas? – perguntei
-Tinha lá no porão... Acho que essa já iria ser a decoração – ele falou
-Hm... – murmurei
Pintei todos os quadros que ele havia pedido, mas a maior parte do tempo eu fiquei observando o Nathan. Ele parecia ter um coração bom, mas às vezes ele se comportava como um idiota.
-O que foi? – ele perguntou olhando pra mim, quando percebeu que eu olhava pra ele
-Desculpa – falei e ele ergueu uma sobrancelha
-Hã? – ele se fez de desentendido
-Por eu ter te batido naquela hora, lá na piscina e... Obrigado por ter me salvo. E desculpa também por eu ter sido idiota das outras vezes. – falei e ele deu um sorriso de lado
-Vem aqui – ele me chamou
-Vai colocar cola no meu cabelo de novo? – brinquei e ele riu
-Não. Não vou – ele falou e eu fui até ele que me abraçou e o retribui, ele parecia tão... Verdadeiro. – Desculpa também, não é porque sou amigo e ando com o Max que eu sou igual a ele – ele falou enquanto me dava um abraço que parecia aqueles abraços de irmãos.
-Mas você colocou cola no meu cabelo – falei levantando o rosto para olhá-lo
-Cala a boca – ele empurrou minha cabeça de volta para o peito dele
-Grosso -= falei e ele riu
-Olha quem fala – ele respondeu
-Eu preciso da sua ajuda pra uma coisa – falei me soltando dele
-Em quê? – ele perguntou confuso
-Eu vou me vingar do Max – falei
-Você bebeu? Não, acho que fumou maconha vencida – ele falou
-Besta. Você vai me ajudar e ponto – falei
-Ok e se alguém nos descobrir? – ele perguntou
-Não vai acontecer nada. Pelo menos não com você que é babão do diretor e do filho dele. – falei
-Não sou – ele falou
-É sim
-Não sou
-É sim
-Não sou
-Prova então. Faça o que eu mando. – falei
-E o que você quer que eu faça? – ele perguntou
Expliquei tudo a ele, que riu a maior parte do tempo
-Você é louca! – ele disse rindo
-Vai ser hilário. O Max não sabe com quem se meteu, muito menos aqueles outros idiotas. Vão provar um pouquinho do furacão Sarah – falei convencida
-E se nos descobrirem? – Nathan perguntou de novo
-Cara, larga de ser medroso! Cagão! – falei rindo
-Cala a boca, vamos embora daqui, estou com fome – ele falou
-E que horas são? – perguntei
-19h30min – ele respondeu
-Algumas horas atrás nós estávamos quase nos matando no refeitório e agora estamos aqui, conversando como pessoas civilizadas – falei enquanto andávamos pelos corredores
-“E você? Precisa de um mapa, ou já sabe ir tomar no cú sozinho?” — ele falou imitando a minha voz
-Você que tinha começado naquele dia... Não tive culpa, e falarei de novo se você der um de besta para o meu lado – falei
-Eu acho melhor nós mantermos essa nossa “amizade” em sigilo. Pelo menos por enquanto – ele falou
-Também acho, mas porque você é tão babão do Max e do pai dele? – perguntei
-Eu não sou babão deles. – ele respondeu
-Então, porque acompanha o Max pra cima e pra baixo e ainda sai praticando bullying por aí? – perguntei
-Você sabe que eu sou bolsista? – ele perguntou e eu assenti – Então, eu preciso estudar aqui, e isso só aconteceria se eu fosse amigo do Max, eu não sou igual a ele.
-Mas você ter a sua bolsa aqui, você não precisa ser um babão deles – falei
-Eu não sou babão deles, mas acho que pra ter o que eu quero agora vou ter que me afastar deles. – ele falou
-E o que você quer? – perguntei
-Um dia você vai entender – ele respondeu quando paramos em frente ao corredor da ala feminina
-Espero – respondi com um sorriso e ele me deu um beijo no rosto
-Até mais – ele falou e eu acenei
O tempo havia passado rápido enquanto estive com ele. Aquela foi a primeira vez que eu e ele havíamos conversado sem criar alguma confusão, nós sempre acabávamos brigando. Fui para o meu quarto não contei nada a Sophia como o Nathan me pediu e a chamei para jantar. O Jantar dessa vez foi mais tranquilo, já que eu e o Max não aprontamos nada e logo fomos para os dormitórios.
Continua...
Notas finais
Vou indicar uma fic aqui :D Ela é bem legal, então espero que leiam: http://fanfiction.com.br/historia/262149/You_Save_My_Life/
Obrigado e Até a próxima :D Beijo ♥
Fale com o autor