Vidas Cruzadas
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Atenção que esse é o ponto de vista do Nathan. É pequeno, talvez até meio besta, mas é importante. :)
Boa leitura!
Nathan P.OV
Depois que eu fui expulso do colégio, a minha vida mudou da água para o vinho, comecei a estudar à noite numa escola pública aqui da Califórnia e durante o dia trabalhar ajudando os meus pais nas feiras, não que eles quisessem isso, mas eu tinha que redimir por ter perdido a bolsa que eles tanto batalharam pra conseguir e eu simplesmente perdi. Mas até que trabalhar com eles não foi tão ruim assim, carregar aqueles caixotes pra cima e pra baixo me renderam um corpo mais... Malhado.
No dia em que fui expulso, eu recebi uma ligação de um número desconhecido pra mim, não atendi, mas essa pessoa deixou uma mensagem na caixa postal, fui verificar e acabei me surpreendendo, era a Sarah, ela chorava muito e quase não dava para entender quase nada do que ela falava, fiquei com a consciência pesada, ela realmente ficou muito mal pelo que aconteceu, mas ela ainda era a culpada da minha expulsão e era melhor ficar bem afastado dela, para não acabar criando falsas expectativas novamente, como eu disse, a Sarah não passa de uma garotinha mimada. Uma das coisas que entendi, foi quando ela disse que tinha levado uma bofetada do Max, ele realmente tinha passado dos limites, mas ela sabia se defender, esse caso acabou com uma voadora no Max. A outra coisa que entendi, foi quando ela disse que me amava, mas será que era verdade? Eu a amei no primeiro instante que a vi, apesar de nossas brigas e discussões, eu a achava linda e amava ela cada vez mais, mas será que ela sentia o mesmo? Não quero saber, ela é a culpada da minha expulsão.
No primeiro mês que eu passei longe, ela me ligou todas as semanas e eu já estava acostumado, nunca atendi uma ligação, mas sempre ouvia as mensagens que ela deixava, ela sempre contava como havia sido a semana dela e eu ria bastante, mas depois de um mês, ela parou de ligar, talvez ela tenha desistido á que eu não respondia nenhuma e aquilo começou a me fazer falta, até que depois de muito tempo, ela ligou, ela tinha um tom mais triste e cansado na voz e dessa vez a culpa era minha, por fazer ela se sentir tão culpada de uma coisa que fizemos juntos, pra falar a verdade, eu era um dramático. Ela me convidou pra ir ao Starbucks, ainda pensei em ir e pedir desculpas por ser tão rude com ela, mas não fui o meu orgulho fala alto demais.
Falei da Sarah para o meu pai e ele disse que eu fui muito duro, que eu deveria falar com ela e pedir desculpas por ter sido tão idiota, uma parte de mim também pedia isso, mas a outra me impedia de ir procurar por ela e de qualquer reaproximação. A minha mãe ficou sabendo dessa estória também e ela tinha a mesma opinião que o meu pai, mas porque eu não conseguia ser igual a eles? Eu deveria realmente procurar a Sarah?
Continua...
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