Vida pós morte

5 Capítulo 5 - Nova esperança


Notas iniciais
Qual será a surpresa que vai impactar os sobreviventes? Que rumo eles tomarão?

Como diz a famosa frase de Charlie Chaplin: "A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."

O sol ofuscava a visão, a sua sombra era a única silhueta que não contia sangue cotejando da boca e carne entre os dentes, mas em nada poderia ajudar. O cansaço atrapalhava ainda mais e o suor quase a segava. Tudo que pedia era uma chance de escapar. O "bando" de "cadáveres ambulantes" rodeavam e sacudiram suas mãos, sedentos por algo que diminuísse sua fome.

Um tropeço fez seu coração bater ainda mais forte, mais uma falha como aquela iria a matar. Se rastejou desesperada para tentar fugir dos "cadáveres ambulantes", os lamentos e orações da mulher era ouvidos longe. Isso fez com que o sobrevivente que passava próximo ao local à ajudasse.

Um rapaz ruivo saltou do carro em movimento, rolou pela pista para não se machucar seriamente, se levantou, o "bando" de "cadáveres ambulantes" foram atraídos e logo atropelados. O rapaz ruivo se aproximou da mulher, que logo se encolheu.

__ Ei... não precisa ter medo... só quero lhe ajudar... Está com fome? Sede? Cansada? --- Afirmou o rapaz e logo a questionou. ---

A mulher ficou apenas olhando para o rapaz, não se pronunciou. O rapaz segurou o braço e levantou a mulher, o braço dela se elevou e feriu o ruivo com um tapa na lateral do rosto.

__ Ouviu? Por acaso é surda? Não vou fazer para você... Vamos recomeçar? --- Ele perguntou, reafirmou o que havia prometido e finalizou com um pedido. ---
__ Sou Marcos...! se souber falar, apenas diga seu nome. --- Se apresentou e pediu que a mulher fizesse o mesmo. ---

__ So... sou... Andressa --- Ela por fim quebrou o silêncio. ---

Andressa parecia frágil, tanto que acabou desmaiando. Marcos a segurou antes que caísse no solo. O ruivo a levou para o veículo.

Minutos depois...

Andressa abriu lentamente os olhos, e a primeira coisa que viu foi a face de uma bela garota de cabelos ruivo e curtos, assim como os de Marcos, aparentemente a garota tinha dezesseis anos de idade.

__ Marcos... ela acordou! --- A garota avisou. ---

__ Finalmente... --- Disse Marcos, abrindo um sorriso, entregou uma garrafa de água e um pacote de biscoito. ---
__ Se alimente, e é bom se hidratar... a viajem vai ser longa... --- Aconselhou Marcos. ---
__ Andressa... essa é Barbara e esse que está dirigindo é o Francis... --- Marcos apresentou sua irmã e o amigo. ---

__ Bom tê-la conosco, Andressa... --- Disse Francis, era um rapaz de físico atlético e de longos cabelos negros.---

Andressa disse nada, apenas se sentou e apreciou a vista pela janela. O carro em que os quatro estavam se aproximou de uma avenida, não estava tão deserta quanto parecia. Logo à frete havia carros atravessados na estrada.

__ Fiquem aqui... irei retirar isso do caminho para passarmos... --- Ordenou Marcos, se retirando do carro. ---

__ Vou com você... dois irá agilizar tudo... --- Disse Francis, desligou o motor do veículo, retirou a chave e saiu. ---

Marcos e Francis se aproximou dos automóveis, mantendo o silêncio. Um vulto passou pela varanda de um comércio, Francis se arrodiou ao ouvir dos passos, levantou a arma na altura suficiente para atirar na cabeça de alguém com 1,70 de altura, disparou um único tiro, passando sobre a cabeça de Vanessa, a garota deu um chute na pistola que estava na mão de Francis e o dominou no chão. Com toda agitação Marcos se aproximou para ajudar Francis, e acabou tendo o braço perfurado pela flecha dispado por Bianca. Grego correu até onde Marcos estava e acabou nocauteando o ruivo com a coronha do rifle.

Os olhos se abriram em meio a escuridão, os pulsos amarrados e doloridos começam a encomodar. Nada se via, apenas deu para ouvir barulho de correntes se arrastando e um grunhido ao fundo.

__ Eleonor... Francis... Andressa... --- Marcos chamou pelo nome de seus companheiros. ---

Mas, ninguém o respondeu, um urro por perto assustou Marcos. Barulho da porta rangendo desviou o foco do ruivo e o fecho de luz iluminou o local, a corrente estendida sobre o chão foi puxada, fazendo o "cadáver ambulante" recuar.

__ Como está sua estadia em nosso hotel? --- Luiz perguntou de maneira sarcástica, o moreno se ajoelhou a frente de Marcos e retirou-lhe a mordaça. ---

__ Vou reclamar com o seu gerente, está faltando luz em meu quarto... --- Marcos respondeu fazendo gracinhas. ---

Luiz riu da piada do ruivo e lhe deu um soco na lateral do rosto com auxílio de um soco inglês, ocasionando um corte na bochecha de Marcos. O moreno saiu do quarto de um velho hotel. Logo voltou com uma garrafa de whisky, Luiz de um gole na bebida e despejou o ardente líquido sobre a cabeça do ruivo, o whisky desceu pelo rosto do rapaz ardendo seus olhos e o corte.

__ Enquanto quiser dar uma de Fabio Porchat na minha mão você vai se ferrar... --- Luiz o ameaçou enquanto sorria de maneira quase doentia. ---

O moreno novamente amordaçou o ruivo e se levantou, se locomoveu para fora do quarto e soltou a corrente em que o "cadáver ambulante" estava preso, é fechou a porta, deixando a escuridão se espalhar outra vez.

O dia amanhecia, o céu multicolor era a única companhia do rapaz, o silêncio era uma sentença naquela manhã. As pálpebras pesavam, o sono o dominava, assim mais um amanhecer invadia o horizonte, trazendo esperança de um dia melhor.

A porta estremecia ao ser erguida, a sombra da silhueta no solo aparecia, o rapaz ao vê-la bufou, a morena com a expressão arrependida o olhou. A escada foi abaixada, a mulher subiu, ficando sobre o grande caminhão.

Ela se aproximou do rapaz, sentando próximo a ele e o abraçou por trás.

__ Não fale nada... só quero aproveitar... antes que a responsabilidade não os deixe ter mais esse momento... --- Disse Ana, com a voz rouca e meiga ao pé do ouvido de Felipe. ---

__ Foi bom essa reconciliação... Vamos brigar mais vezes? --- Disse Felipe, com timidez, e com jeito brincalhão fez uma pergunta. ---

Ana ri de maneira controlada, dá um leve tapa na lateral do rosto de Felipe e beija-lhe o pescoço.

__ Como seria ter um filho nos dias de hoje? --- Pergunta Ana. ---

__ Por que da pergunta? --- Felipe responde com outro questionamento. ---

__ Só responde... --- Diz Ana. ---

__ Eu quero muito ter filhos, mas nos dias de hoje é muito complicado... mas... se tivesse eu daria minha vida para o proteger... --- Se expressa Felipe. ---

Ana sorriu e apertou ainda mais os braços ao redor do rapaz, lágrimas escorreram pela face da morena.

__ Por que está chorando? --- Pergunta Felipe ao sentir as lágrimas pingarem e escorrerem sobre seu ombro até o peito desnudo. ---

__ E... e... eu estou grá... grávida... --- Revelou Ana ---

Notas finais
Muito obrigado por doar um pouco de seu tempo! Como será que os sobreviventes irão receber essa notícia?