Vida nova,amor de sempre...
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Karina POV
Hoje à noite irei à um barzinho com minhas amigas, Malú e Nina, elas disseram que um músico muito gato do Rio de Janeiro iria tocar, eu não fiquei animada, não estou tão desesperada assim para ficar com alguém, já elas é o contrário.
Quando falaram que ele, o tal músico gato vinha do Rio de Janeiro, um calafrio percorreu meu corpo, na hora me lembrei, dos tempos em que eu e um certo muleque vivíamos brigando, mas é claro que o Pedro não estaria em São Paulo, afinal, por que eu estou pensando no Pedro? Existem milhares de músicos cariocas que podem vir tocar aqui em São Paulo, mas nenhum deles terá o sorriso bobo do Pedro...
Meus pensamentos foram afastados, quando vi o horário, já estava quase na hora de eu ir para o barzinho, eu estava vestindo um short jeans rasgadinho, um blusa preta com a estampa dos Beatles e meus Vans preto, é claro que eu não iria me arrumar toda só pra ir a um barzinho, então fui bem confortável, já a Malú foi com um vestido branco de renda, Nina, uma calça jeans e uma blusa decotada, ambas de salto.
Quando elas me viram, chegando no bar, começaram a me xingar, afinal "eu não estava arrumada adequadamente". Depois de algumas broncas,começamos a conversar,rir , enfim, se divertir.Elas estavam tomando cerveja e eu um suco de laranja, porque eu vim de carro.
-Meninas, eu vou ao banheiro, já volto-disse
-Quer que eu vá junto contigo, "miga"?-Nina falou, mas eu disse que não, só iria ao banheiro mesmo lavar as mãos.
Depois de sair do banheiro, eu fui atropelada por um homem, que nem olhou na minha cara para pedir desculpas.
-A "Dona Educação" MANDA LEMBRANÇAS, otário.
Foi a única coisa que consegui dizer, mesmo assim, o tal homem nem olhou na minha cara, claro que depois disso já fiquei de mau-humor, fui pensando palavrões ao longo do caminho, quando finalmente sentei e olhei para o palco, lá estava ele, o cara que tinha me atropelado, na hora eu fiquei com vontade de matá-lo, ele até era bonitinho, mas não via a hora de xingá-lo, afinal, ele me atropela e fica por isso mesmo?
O homem que me atropelou começou a cantar "Proibida pra Mim", ele cantava e alguém tocava violão, mas não consegui vir quem era, tinha muitas garotas em volta, mas eu nem me preocupei..
Nina e Malú estavam enlouquecidas, porque uns caras da mesa ao lado falaram com elas enquanto fui ao banheiro, as duas estavam loucas para ficar com alguém, enquanto elas foram conversar com os caras eu fiquei na nossa mesa,curtindo a música.
-Ká vamos lá com a gente, o Léo tem mais um amigo, vamooos!-Choramingou Malú, mas eu imediatamente recusei, eu não estava afim de ficar com ninguém, e depois do meu último babaca, quer dizer, namorado, eu quero ficar um tempo sozinha...
Depois de mais algumas músicas o "cara que havia me atropelado" foi até o bar pegar uma água, eu pensei em ir até e falar com ele, xingar ele, mas me acalmei, e fiquei sentada o encarando.Ele percebeu e veio na minha direção sorrindo, pensando que eu queria um autógrafo ou algo mais.
-Oi, posso sentar?
-Depende, se você me pedir desculpas!-Falei rispidamente.Ele fez um cara de sonso, como se ele nunca tivesse me atropelado.- Eu sou a garota que você atropelou, quando estava indo para o palco, ahh, mas você não deve se lembrar do meu rosto,afinal, além de me atropelar, nem olhou na minha cara para pedir desculpas.
Ele ficou vermelhou, e eu fiz a minha cara de "poucos amigos" e a única coisa que ele conseguiu falar foi "desculpa" e antes que ele pudesse falar mais alguma coisa, a nossa "conversa" foi interrompida.
-Cadú,temos que voltar para o palco.-Eu acho que era o amigo dele, eu não sei, pois ele estava de costas para mim, mas eu sabia que o tinha visto em algum lugar, mesmo de costas..Pedro!Eu nunca seria capaz de esquecer aquele cabelo bagunçado e voz rouca .
Pedro POV
Eu estava morando em São Paulo à uma semana, meu trabalho é muito bom, eu dou aula de música numa escola de artes, mas é claro que eu me apresento em alguns barzinhhos, com o primo,Cadú.Hoje iremos fazer nossa primeira apresentação, eu e ele chegamos atrasados e fomos correndo para o palco, enquanto Cadú corria, esbarrou numa garota, que gritou "A Dona Educação MANDA LEMBRANÇAS, otário." Claro que eu comecei a rir na hora, me lembrando da Karina, a minha eterna esquentadinha, mas é claro que não poderia ser ela,afinal, o que ela estaria fazendo em São Paulo, naquele barzinho? Porque estou pensado na esquentadinha, sendo que eu estou atrasado?Eu corro até o palco e finalmente a apresentação começa..
O bar estava cheio de gatas,todas na nossa volta, hoje a noite seria ótima..Eu e Cadú apresentamos umas 4 músicas e fomos beber algo, e ele foi falar com a garota, que ele "atropelou", eu não conseguia ver a garota, pois ela estava de costas.. Eu comecei a ria da "cara de cú" que meu primo ficou, pois a garota deve ter xingado ele, e como eu sou um primo muito bom, fui lá tirar ele dessa roubada, eu cheguei lá e nem olhei pra garota, eu não sei exatamente o porquê, parece que eu fiquei com medo que fosse a esquentadinha..
-Cadú,temos que voltar para o palco.
-Pedro?
Era a voz dela, a da minha eterna esquentadinha, eu a olhei, era impossível não reconhecer aqueles lindos olhos azuis, aquela boca.. Eu fiquei uns segundos a encarando, afinal,ERA A KARINA!
-Esquentadinha?-Falei, num ato de provocá-la, meu passa-tempo preferido a algum tempo atrás.Imediatamente ela sorriu, deve ter lembrado das nossas provocações, brigas, e com sorte, beijos- Posse sentar?
-Claro, muleque-ela deu aquele lindo sorriso, que eu raramente via.
Karina POV
Era o Pedro, o mané,o muleque, ele estava igual, com os mesmos cabelos bagunçados, o sorriso bobo, e aquele ar de despreocupação, ah, ele estava sarado, com músculos, deve ter começado a malhar, com certeza deve ter tanquinho..KARINA ACORDAA!Eu gritei comigo mentalmente, e me concentrei na conversa com Pedro.
-Esquentadinha, a última pessoa no mundo que que pensava ver aqui hoje, então, o que está fazendo aqui?
-Ainda me provocando, né muleque- Fiz uma cara de brava, que não durou muito tempo- Eu moro aqui em São Paulo, e você, muleque?
-Eu também moro aqui, esquentadinha-falou num tom, imitando a minha voz, o que me fez rir- Moro aqui exatamente uma semana, me mudei ontem para o apartamento, mas se soubesse que você morava aqui, já tinha ido direto para o seu-ele gargalhou
-Eu ainda luto sabia? Posso te matar em segundo, acho que você esqueceu disse? Não tem amor à vida não, muleque?
As provocações,lembranças, risadas e brigas surgiam a noite inteira, me espantei quando vi a hora, 4:30 da manhã, a Malú e a Nina já haviam ido embora.
-Muleque, tenho que ir embora, já é tarde.-Ele fez uma cara triste, eu também.
-Esquentadinha, tem como cê me descolar uma carona?-ele falou envergonhado-É que eu e você ficamos conversando e meu primo foi embora, e sabe, já é tarde pra eu ir de apé, e eu nem conheço a cidade-fez um carinha triste
-Como eu sou muito legal, eu vou sim te dar uma carona muleque, mas não acostuma não hein?!-falei sorrindo-Onde você mora?
-Pera eu tenho anotado aqui no telefone-ele me mostra o endereço e eu começo a rir-Tá rindo do que esquentadinha?
-Como você conseguiu o meu endereço?
-Você mora nesse prédio também?Em que apartamento?
-Aii muleque, cê ta me zoando é? Me diz como conseguiu o meu endereço?-Falei brava
Ele levantou as mão para cima, "se rendendo"
-Eu juro esquentadinha, juro, eu moro lá, o apartamento 303, me mudei ontem.
-Então era você?! Que ficou fazendo barulho a noite inteira? Eu quase fui no seu apartamento pra te matar, muleque, e eu nem sabia que era você!
-Qual é o seu apartamento, esquentadinha?
-Nós somos vizinhos, moro no 304, MAS NEM PENSA, em me visitar, copiou?
Ele concordou e fomos para o nosso prédio. Quando nós entramos no elevador, ele se aproximou, eu consegui sentir seu perfume, que era delicioso.
-Esquentadinha, posso te perguntar uma coisa?? Promete não me matar?
-Pergunta logo muleque.
-Então, eu mereço um boa noite?
-BOA NOITE, muleque-falei ríspida
-Fraco, boa noite pra mim é assim, ó-e ele me agarrou
Ele me beijou com muita intensidade, e eu retribui, ele segurava minha cintura com força, e eu os cabelos dele, ele foi descendo a mão para a minha bunda, mas aí eu puxei mais forte o cabelo dele, como quem diz"não" e ele entendeu o recado.No final de alguns minutos nos beijando, ele parou o o beijo, mordendo meu lábio inferior.
-Ainda beija muito bem esquentadinha- e partiu para mais um beijo- o elevador estava no 11° andar quando a porta se abriu e a gente se assustou.
-Vamos parar, tenho que ir para o meu apê-disse sem fôlego-vamos logo, dá pra me soltar?
-Okay, esquentadinha-ele me deu um selinho
Fui apertar o botão, do terceiro andar e ele ficou me olhando, dos pés a cabeça
-Muleque, para de babar, por favor..- ele morde o lábio inferior- Lembre-se, eu posso te matar em segundos, fica longe-sorri.
Chegamos ao nosso andar, ele se convidou para ir ao apartamento,mas eu disse não, as coisas poderia esquentar, e eu estava com uma calcinha muito feia, não queria que ele visse."Eu,Karina Duarte preocupada com a opinião do Pedro, o que aconteceu comigo?" Pensei. Depois disso fechei a porta na cara de Pedro, e disse boa noite.
Porque o destino faz essas coisas? Pô a minha tava ótima, minha vida nova!
Pedro POV
A única coisa que consegui pensar foi:
Vida nova, amor de sempre!
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