Vida em outro mundo
8 Um fantasma. (Luke)
Notas iniciais
Chegou a hora de fazer ele me contar tudo sobre a vida dele.
Ao chegar a porta pus um sorriso falso no meu rosto, bati duas vezes, ignorei o fato que estou falando comigo mesmo e entrei.
—Oi, você está bem? — Eu falei tentando parecer amigável, porém ele estava muito absorvido na próprio mente para prestar atenção em mim. Bati na porta de novo com um pouco mais de força para provocar um pouco mais de som.
—LUKE! E-Eu não tinha percebido que você estava aqui. — Ele disse assustado pela minha aparição repentina.
—Oi, você está bem? — Falei novamente, observando um pouco o novo buraco da porta.
—Eu... estou. — Ele falou confuso com a minha simpatia repentina.
—Bom. — Falei tirando o meu sorriso falso e fechando a porta. — Chegou a hora de você começar a me contar a verdade sobre o seu mundo.
—O-O-O que você quer dizer c-com isso? — Ele disse completamente apavorado. Bom. Isso fará as coisas muito mais fáceis.
—Eu li a sua mente. Eu sei o que o povo do seu mundo pensa do meu. De alguma forma, vocês sabem sobre a nossa existência e a ridiculariza nos transformando em feras e que tudo o que sabem fazer é lutar. — Eu disse enquanto me aproximava dele fazendo o recuar para a parede.
—Eu juro que eu não sei como eles sabiam sobre a existência do seu mundo. — Ele falou, já com as costas contra a parede. Em meio ao medo ele fechou os olhos.
—ENTÃO COMO VOCÊ VEIO ATÉ AQUI? — Gritei tentando segurar o pescoço dele.
Ênfase em tentando. Minha mão havia passado direto por ele. Tentei pegar nele de novo, mas não consegui.
—Será? — Falei comigo quando uma ideia veio a minha mente.
Fechei os meus olhos e ativei o Psíquico, fazendo as faixas negras do meu cabelo levantarem em direções opostas.
—AAAAAAAAA!!!! -Ele gritou ao perceber estar flutuando. Como esperado, acabou sendo extremamente fácil.
Ele é um fantasma.
Os tipo fantasma possuem a capacidade de ignorar o impenetrável e tornando os seus corpos capazes de penetrar qualquer coisa ao mesmo tempo que faz golpes normais e lutadores passarem direto.
De volta para o interrogatório.
—Só me diga. COMO. VOCÊS. NOS. CONHECEM? — Gritei ao abrir os meus olhos para ver a expressão no rosto dele.
—EU NÃO SEI. Eu não sei. — Ele chorou durante a última parte.
Isso não irá levar a lugar algum.
—Está bem. Eu acredito em você. — Falei fazendo-o cair no chão dolorosamente. — Mas lembre-se do que eu te disse no hospital. Eu não o atacarei, mas não eu irei salvá-lo. E mais uma coisa, se eu suspeitar o seu comportamento, irei ler sua mente. — Falei enquanto saia do quarto dele.
Antes de sair, eu olhei mais uma vez para ele e o vi sentado, chorando e abraçando os joelhos com as costas contra a parede. A cena me fez lembrar os métodos que eu utilizei para fazê-lo falar.
Sai rapidamente do quarto do alienígena para evitar pensar nos meus métodos. Eu não iria machucar só assustá-lo. Ele parecia tão inocente.
Assim como eu há muito tempo atrás.
—Então... como foi. — Meu pai falou. Aparentemente eles não escutaram. Bom.
—Ele é um caso morto.
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