Vida em outro mundo
5 Hospital (Matheus)
Notas iniciais
Já faz uma semana que estou preso aqui nessa cama localizada em um hospital localizado em um mundo estranho habitado somente por, pelo o que parece, pokemons. Descobri depois de ver usarem Heal Pulse na minha perna.
Se eu estou feliz em realizar o meu sonho de infância,você pergunta?
Não, eu não estou. Pelo contrário.
Eu estou apavorado.
Quem em sã conciência gostaria de ir a um mundo onde todos os habitantes podem te matar facilmente?
Parece que eles não me abriram para experimentos pois acham que sou um pokemon estranho e raro de se encontrar.
Mas e se eles já soubessem que eu não sou um pokemon?
Eles já teriam feito experimentos em mim?
Eu seria exibido como atração em álgum tipo de zoológico por eu ser um alienígena nesse mundo?
Eu seria escravo da família daquele lucario que me visita?
Aquele lucario que me visita...
Ele me apavora.
Não só ele também é um daqueles que têm a capacidade de me matar num piscar de olhos como ele também parece ser um dos fortes, tem dentes pontiagudos, olhos vermelhos que penetram a alma e uma arma para matar quem o abraça. Tentei pensar numa função para aquele terceiro espinho, porém essa foi a única que eu cheguei a imaginar.
Ele também sabe que eu não sou um pokemon.
Talvez ele esteja pensando enquanto lê aquele livro como ultilizar o meu segredo como suborno.
Ele talvez o use para que eu me humilhe, ou para me tornar no escravo dele, ou me faça roubar, ou matar alguém.
—Você está bem? — MERDA. Nem percebi que eu o estava observando.
—S-S-Sim eu estou bem, Luke. — Aprendi na primeira visita que esse era o nome da fera (sei que não é certo chamá-lo assim) que está aguardando para me atacar, próxima a mim.
Sério. Luke. Quem daria o nome Luke a um riolu, sabendo que ele se tornará um lucario.
Ele não fez uma boa expressão. O que eu devo fazer para eu deixá-lo feliz e não querer me matar?
—Eu só estava distraído, não se preocupe comigo. — Ele caiu nessa?
—Está bem, mas me avise quando não se sentir bem. — Tipo quando eu estar na mesma sala que você? Como agora?
—Certo, eu vou te chamar. — Com isso ele voltou a ler o livro. Sou grato a ele pois se não fosse por ele eu já estaria morto.
Obviamente, estou falando do livro.
Voltei então a minha atenção ao DS em minhas mãos.
Parece que nem tudo existe em ambos os mundos, como a Nintendo, que só existia no meu anterior.
O meu DS esteve me ajudando muito nas visitas dele, porque ele tira um pouco do foco que eu tenho do monstro. Se eu não tentar me comunicar com ele, as minhas chances de sobrevivência aumentam e se me perguntarem sobre o porquê de eu deixar a minha guarda aberta, eu morreria em único golpe mesmo. Então por que me preocupar ainda mais. Mas, não sei o que farei em breve. A luz da bateria já esta vermelha.
No momento estou jogando um jogo que me relaxa. É incrível como consegui fazer a bateria durar. Isso me faz lembrar da sorte que tive em terem devolvido a minha mochila antes de verem a minha cópia do Pokemon Platinum, que eu tive que tornar irreconhecível.
'Já estava quebrado.' Era o que eu respondia quando me perguntavam.
Minha vida agora está numa corda-bam... A LUZ ESTÁ PISCANDO.
E AGORA O QUE EU FAÇO?
Calma, Matheus, calma. Desligue o DS. Guarde-o. E finja dormir despreocupado com o mundo ao redor, embora isso claramente não seja a verdade.
"Bem, já estou indo para casa" SIM! "Amanhã será o dia em que irei ter que te levar até lá." NÃO!
Quando ele saiu do meu quarto, fiquei sozinho com meus pensamentos.
Como pude me esquecer que a família daquilo irá uidar de mim?
Chorei as minhas saudades de casa até dormir de verdade.
(Dia seguinte)
—Vamos. O meu pai está nos esperando lá fora. — A coisa disse.
—Não posso ficar aqui mais um pouco? Não me sinto muito bem. — Eu falei tentando não ter que ir a casa/toca da fera.
"Infelizmente o hospital precisa desse quarto para outros pacientes. E você já parece ter se curado da queda e sejá lá o que aconteceu antes." Ele respondeu possivelmente (noventa portento de certeza) sabendo que eu não queria ir. "Espera um pouco. Você nunca falou seu nome a ninguém. Poderia me dizer agora?" Ele pediu.
Bem, falar meu nome não muda as minhas chances de sobrevivência. Então, por que não?
—É Matheus Bell.
—Bom nome e estranho também. Talvez fação piadas quanto ao seu nome, mas é a sua vida e não a minha.
Me levantei da cama e finalmente percebi o quão grande ele é. Me virei imediatamente para ele não ver o medo em meu rosto.
"Me diga. Se você pudesse voltar pra sua casa agora, você voltaria?" A resposta não era óbvia?!
"Sim, eu voltaria." Eu fui síncero, já que ele aparenta detectar as minhas mentiras.
"Mas, você ainda nem saiu desse hospital e viu o mundo."
"Não é preciso ser um gênio para perceber que esse é um mundo perigoso para mim." Falei em um tom baixo.
"Você tem razão. Se eu fosse você tomaria cuidado porque eu não posso te salvar de tudo." Ele estava certo, eu devo tomar cuidado aqui ou senão eu não irei sobreviver muito tempo.
Ele saiu logo após ter me dito as palavras, que eu tenho certeza que me marcarão para sempre, para me esperar do lado de fora. Não me senti preparado pra partir daqui ainda então tentei analisar algo. Analisei minhas roupas novas.
Disseram ser seda de leavanny, eu não quero imaginar como eles fazem seda aqui. Me deram essas roupas novas pois as minhas anteriores estavam gastas.
Peguei a minha mochila. Olhei o espelho. Vi um garoto pálido de roupas brancas para denotar a sua pálidez, parecia até um fantasma, talvez eu realmente seja um considerando que eu fui atropelado. Então sai do quarto para ir ver o mundo desconhecido.
O que de máligno ele fará comigo?
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