Vida Roubada

34 Capítulo 31


Notas iniciais
Antecipando o cap de amanha...

Feliz de das mães, as leitoras que são mães *-*

ALGUM TEMPO DEPOIS...

Com ajuda de Rose finalmente depois de tanto trabalho conseguiu colocar tudo em ordem. Passou meses longe, era natural que tenha ficado muita coisa acumulada.

É incrível como você consegue ganhar os casos com tamanha facilidade... disse Rose segurando algumas pastas contra o peito.

Não é tão fácil assim, me dedico muito para conseguir os resultados que consigo!

Não estou dizendo o contrário, só estou concordo com Derek... Você nasceu para brilhar em qualquer tribunal!

Edward sorriu.

Acho que anda conversando demais com Derek, esta sendo muito influenciada por ele!

Rose sorriu amplamente Posso fazer o que? Derek é um homem incrível, é bem compreensível que Tanya tenha se apaixonado por ele... Digo mais, se não tivesse Emmett em minha vida teria caído de amores também.

Edward gargalhou. O que fez Rose sorrir de satisfação, fazia tanto tempo que não o via gargalhando de modo tão descontraído, talvez as visitas diárias de Isabella estivesse finalmente fazendo efeito.

O que Emmett pensa disso? perguntou brincalhão.

Rose revirou os olhos.

E ele precisa saber disso por quê? respondeu em um tom divertido. Além do mais, mesmo se eu quisesse Derek, ele jamais me olharia, não quando se tem uma mulher maravilhosa como Tanya... suspirou Sinceramente não entendo porque Jane ainda reluta em aceitar o casamento do pai.

Edward arqueou as sobrancelhas.

Dinheiro! Agora além de uma madrasta ela terá que dividir a herança com um irmão... Um filho homem! Um filho que será criado para comandar tudo... Jane já estava certa de que seus filhos e seu marido iriam ficar com tudo...

Rose respirou fundo.

Não acredito que não aja amor entre eles... Derek me pareceu um homem familiar e...

E muito justo e verdadeiro. Ele nunca foi de medir palavras ou tentar camuflar a verdade... E isso é algo que Jane talvez nunca perdoe! disse relembrando do aniversario de Derek há quase dois anos.

Sinto por ele, sei o quanto ele sofre pela falta da filha. comentou Rose.

É, mais ele tem Tanya e o pequeno Derek... comentou Edward Sei que ninguém substitui ninguém, mas ao menos ele tem outras grandes alegrias na vida. Edward levantou-se e começou a organizar sua pasta de couro. Mudando de assunto, como andam as coisas em casa?

Tudo certo, Emmett esta cada vez com mais clientes, meu pai e minha mãe parece que estão voltando a se entender... Acho que o perdão de Isabella era tudo o que eles precisavam para voltarem a se enxergar.

Edward encarou Rose.

Isabella a perdoou?

Rose arqueou as sobrancelhas Não sabia? o questionou Pensei que soubesse afinal minha irmã esta todos os dias em sua casa...

Edward pressionou os lábios um no outro. Não é bem assim... Já pedir para Isabella parar, mas ela não querer... Já basta que ela continue trabalhando naquela loja, ela não precisa cozinhar nem mesmo organizar o meu quarto... comentou, mas internamente desejou que ela continuasse, até porque era reconfortante dormir sentindo o perfume dela em seu travesseiro. Além do mais, não é sempre que nos encontramos, às vezes quando chego, ela já foi... E quando nos encontramos falamos sobre Rebecca... Então... Não, eu não sabia!

Rose o analisou por alguns segundos.

Já faz algum tempo, acho que na noite em que Jasper viajou... Desde então elas estão se dando bem, o que é bom para Rebecca, até porque é mamãe que fica com ela o dia todo... Ah e eu papai? Você precisa ver, ele tanto resistiu, mas não teve jeito, minha linda sobrinha fez o que faz de melhor, o conquistou com seu sorriso e seu jeitinho fofo!

Edward sorriu.

É... Rebecca tem esse poder mesmo. fechou sua pasta. Fico feliz em saber que as coisas estão bem por lá.

Você deveria vim nos visitar, minha casa sempre estará aberta para você.

Eu sei... Quem sabe agora que as coisas se acalmaram?

Rosálie assentiu e então se despediu de seu amigo, que saiu como sempre, tendo Isabella em seu pensamento. Durante todo o caminho até em casa tudo o que Rose lhe falou ficou martelando em sua cabeça, e como um desespero agonizante acelerou o carro, tendo a esperança de ao menos vê-la por alguns minutos.

E teve sorte, pois assim que chegou o cheiro da comida que estava sendo preparada chegou ao seu nariz no momento em que abriu a porta.

Caminhou sem fazer barulho, seguiu em direção à cozinha e ficou parado, olhando Isabella mexendo na panela, enquanto murmurava uma música familiar. Sorriu, pois assim como ela também cantarolava Unforgettable quando estava sozinho. Encantado, cruzou os braços e se se encostou à batente da porta, observando-a, enquanto sua mente trabalhava.

Ainda não confiava nela, ainda lembrava-se da cena de vê-la com seu irmão, cena essa que ainda doía dentro dele. Mas desde que perdeu sua mãe, desde que Isabella passou a demonstrar-se preocupação com ele em tantas pequenas atitudes, desde que conversou com seu irmão... A ideia de que talvez ela realmente o amasse voltou a ser possível.

Porque se ela não o amasse, não se preocuparia em demonstrar tanto cuidado e zelo em cada ato... Não se preocuparia em deixar bilhetes carinhosos na mesa que deixou arrumada para o seu jantar todos os dias, bilhetes esses que sempre tinha uma palavra de amor e saudade, também não se preocuparia em sempre que possível levar Rebecca ao parque em que se beijaram pela primeira vez e fazendo questão de lhe convidar, e nas vezes que não podia ir, não se preocuparia em lhe contar cada detalhe do passeio deixando claro o quanto fez falta...

Fechou os olhos por alguns instantes e então voltou a olhá-la.

Seu corpo não estava muito diferente, parecia que havia engordado um pouco, uns dois quilos talvez, entretanto continuava linda... Suas roupas agora eram simples, bem mais simples do que de quando a conheceu em Forks. Naquela noite usava uma saia azul escura que chegava até abaixo dos joelhos, assim como uma blusa de botão branca e um sapato preto baixo e fechado. Era sua habitual roupa de trabalho. Seus cabelos castanhos estavam presos em um coque, mas alguns dos fios já estavam soltos o que a deixava mais bela.

Suspirou silenciosamente.

Seria capaz de perdoá-la?

Nesse momento adoraria ter a certeza que sim... Mas ainda se sentia tão inseguro, temeroso...

E se Jasper não conseguisse resolver as coisas com sua noiva?

E se seu irmão decidisse que era Isabella que sempre quis?

O que ela decidiria?

Escolheria a ele ou Jasper?

Tinha tanto medo de saber a resposta, mas tinha um medo maior do que nunca de descobrir.

Em meio a tantas duvidas o molho do macarrão ficou pronto fazendo com que Isabella apagasse o fogo e virasse, ficando de frente para Edward que a olhava intensamente, ao ponto de fazê-la paralisar.

Nenhum dos dois saberia dizer por quanto tempo ficaram ali, olhando um dentro dos olhos do outro.

Olá! sussurrou Edward, fazendo com que ela sorrisse.

Chegou cedo! disse com um sorriso tímido nos lábios.

Se não gostar... Posso ir... Voltar depois... comentou enquanto dava um passo para trás.

Não! disse espontaneamente Não vá! pediu baixinho, mas ele escutou como se fosse um grito de desespero por sua presença.

Não vou a lugar algum! afirmou, fazendo com que ela sorrisse novamente.

Passou a língua entre os lábios Fiz aquele macarrão que você gosta... Com molho branco, camarão e cogumelos...

Hum... Faz tempo que não como algo assim... comentou com agua na boca.

Eu já teria feito antes, mas só hoje conseguir sair um pouco mais cedo... Se estiver com fome em alguns minutos já poderei servi-lo!

Ele a encarou enquanto suas duvidas ainda flutuavam em sua cabeça, mas acabou se deixando levar, então ergueu sua blusa de manga comprida até o cotovelo e se aproximou de Isabella.

Tenho uma ideia melhor... Você terminar de preparar o macarrão, então eu coloco a mesa, procuro um vinho na dispensa que combine e jantamos juntos... O que acha?

Isabella mordeu seu lábio inferior.

Tem certeza?

Sim, tenho... E é até bom, assim colocamos alguns assuntos em dia...

Ela arqueou as sobrancelhas questionando-o, mas ele lhe sorriu e balançou a cabeça negativamente, deixando claro que só iriam conversar depois, não agora.

Por mim será um prazer jantar com você!

Em resposta começou a organizar as coisas, os pratos, copos e talheres, deixando Isabella terminando de cuidar do macarrão, fazendo com que tudo ficasse pronto em poucos minutos, durante as movimentações, sempre que possível encontrava um modo de se tocarem, mesmo que fosse somente se encostarem.

Logo estavam sentados um de frente para o outro.

Não vai experimentar? perguntou Isabella ao perceber que ele olhava para o prato em silencio.

Como resposta ele suspirou Desde que minha mãe morreu meus jantares sempre foram somente eu. ele a olhou Obrigado por ter ficado... Significou muito para mim!

Delicadamente Isabella estendeu a mão e tocou a dele, como resposta ele não recuou diante o contado direto como sempre vinha fazendo ao tentar evitar uma aproximação mais intensa, pelo contrário, dessa vez seus dedos se entrelaçaram aos dela com facilidade e aconchego, seus olhares continuaram firmes um no outro, e para o deleite de ambos, ali estava aquela gostava e familiar corrente elétrica que um transmitia para o outro desde o primeiro momento.

Você sempre pode contar comigo... Sei pelo que esta passando, sei o quanto é difícil, sei que ninguém no mundo será capaz de substituí-la de sua vida... Mas nunca esqueça que você tem a mim e a Rebecca para sempre!

Ele fechou os olhos por alguns segundos, suspirou relaxado e voltou a olhá-la sorrindo emocionado, de modo que palavras fossem dispensadas.

Acho melhor comermos... Hum? Antes que esfrie!

Isabella assentiu, e com relutância tirou suas mãos das de Edward para finalmente vê-lo apreciar sua comida.

Está mesmo bom? perguntou insegura.

Uma delicia como sempre... Tens mãos de fada!

Faço o possível! disse antes de colocar um pouco do macarrão na boca e confirmar que realmente estava delicioso.

Tenho notado... Embora saiba que não concorde muito!

Esperou engolir a comida para retrucar Não vamos discutir sobre isso novamente, vamos? suspirou. Desde que aquela mulherzinha saiu de sua casa e Carlisle foi para a casa de repouso que está sozinho... Sei o quanto trabalha, ainda mais para recuperar a tempo que ficou longe... Só quero lhe ajudar.

Mas deve concordar comigo... É loucura Isabella, passa o dia trabalhando e depois vem para cá continua trabalhando... Sem falar que quando sai daqui enfrenta um longo caminho de ônibus e mais Rebecca e a casa onde mora. Não é de se estranhar que esteja sentindo dores.

Em resposta Isabella revirou os olhos, esse assunto novamente?

Já lhe disse que estou bem! disse o relembrando de tantas vezes já haviam discutido esse assunto, quando Jasper voltasse ela iria tratar de fazê-la pagar pelo infeliz comentário.

Agora, mas e depois?

Ela o olhou com lágrimas nos olhos.

Esta me pedindo para não vim mais? Não me quer aqui?

Assim como ela fez antes, Edward tocou sua mão delicadamente.

Não... Não tenho tanta força assim... suspirou Meu pedido é outro, quero que volte para casa, sua casa!

Ela piscou os olhos algumas vezes. Edward, eu...

Essa casa sempre foi sua, não vejo o porquê de você ter saído, embora entenda... Mas agora, não há motivos para que você não fique aqui. Além do mais eu gostaria de ver minha filha todos os dias deu um suspiro cansado Caramba Isabella, você não aceita nem mesmo minha ajuda financeira para Rebecca, já pensou que estou aceitando tudo aquilo que quer? Pensa que gosto de vê-la dando faxina em uma loja e que não vá a um medico? ele a questionou, mas ela respondeu para si mesma que nem tudo, afinal, ele ainda não a tinha perdoado Eu... Só quero que venha morar aqui... E... E eu sinto sua falta!

Em resposta Isabella sorriu timidamente.

Sente? De repente tudo o que ele disse se resumiu a ultima frase.

É claro que eu sinto!

Edward eu...

Não! Não vamos dizer nada, vamos ver até onde isso tudo nos leva? Volte para casa, você pode ficar no quarto principal, e eu volto para o quarto de hospedes... Como era antes, lembra? ela assentiu, mas não disse nada, nenhuma resposta. Ao menos pense no assunto, por favor?

Tudo bem... Prometo pensar com carinho! disse, tomou um longo gole de vinho Estive na casa de repouso ontem... Levei Rebecca...

Edward sorriu. Ele gosta quando você faz essas surpresas...

E eu gosto da companhia de seu pai... Carlisle é um grande homem!

Eu sei... Mas sinceramente, tudo o que eu queria era que ele voltasse para casa também!

Quem sabe qualquer dia desse ele não o surpreende? disse Isabella fazendo-o sorrir.

É quem sabe?

Voltaram a comer e juntos tomaram quase à garrafa toda de vinho branco, o que acabou deixando tudo mais leve. Então Isabella anunciou que iria para casa, estava ficando tarde e ainda gostaria de passar um tempo com Rebecca. Em resposta, Edward pegou as chaves do carro, insistiu em levá-la para casa e não houve uma só argumentação de Isabella que o fizesse mudar de ideia, voltou a questioná-la do porque ela não cedia às vontades dele, o que acabou surtindo efeito. Foi um caminho silencioso, mas confortável, demonstrando que um estava curtindo a presença do outro.

Quer entrar? perguntou Isabella perguntou assim que parou em frente a sua casa.

Edward olhou para a pequena casa e viu as luzes acesas e tudo o que pode pensar foi do momento em que viu Isabella com Jasper, na cozinha em um momento tórrido.

Não sei... murmurou.

Percebendo que a aproximação que tiveram estava se esvaindo, Isabella pegou em uma das mãos de Edward, fazendo com que ele olhasse para ela. Eu adoraria que entrasse aposto que Rebecca ainda esta acordada e enquanto você brinca com ela, posso fazer um café para nos dois... O que me diz?

Conseguiu fazer com que ele sorrisse, afinal, Rebecca sempre seria um motivo forte o bastante para que ele enfrentasse seus piores tormentos.

Digo sim!

Isabella saiu do carro e juntos adentraram a casa que dividia com Jasper. Assim que entraram, encontraram Ben e Ângela na sala brincando com Rebecca. A garota gargalhava com as caretas que Ben fazia.

Meu bem... Já chegou?! disse Ângela quando viu Isabella na porta, e foi recebida com um sorriso enorme.

Edward me trouxe hoje... disse enquanto era abraçada pela mãe.

Olá Edward... Quanto tempo?

É bom vê-la também Ângela... Ben! cumprimento-os enquanto Rebecca era entregue para ele. Olha só que linda esta a garotinha do papai... disse abraçando-a e então começou a jogá-la para cima, fazendo com que a pequena Rebecca voltasse a gargalhar.

Ela ainda não comeu, mas eu já fiz a sopa... Estava esperando passar mais uns vinte minutos... Ela anda estragando muita comida...

Tudo bem... Talvez seja melhor assim... Tenho certeza que Edward vai adorar dar de comida para ela... Ele tem um jeito próprio que ela adora.

E eu não sei? comentou Ângela.

Já que estão aqui, já vamos... comentou Ben sentindo-se um pouco deslocado, afinal, por mais que estivesse se esforçando, sua relação com Isabella ainda era desconfortável, talvez um dia as coisas pudessem ser menos dolorosas para os dois.

Se quiserem eu posso deixar vocês... Podemos, não é mesmo Rebecca? disse Edward ao escutar o comentário de Ben.

Não precisa, vamos andando, é até bom ficar olhando as estrelas... Curtindo a beleza da noite, enquanto você mata a saudade e curte sua filha que é visível o quanto ela esta feliz com o pai! disse Ben, dizendo um não de forma sutil.

Logo os dois saíram, mas antes Ângela deu um abraço em sua filha e sussurrou boa sorte para ela antes de finalmente ir.

Como há muito tempo não vaziam, os dois deram o jantar de Rebecca, Edward fazia o aviãozinho com a colher fazendo com que além de se alimentar, sua menina se divertisse no processo e então a preparam para dormir e com uma parceria tão forte que aos poucos voltava a se mostrar real novamente, deitaram-se um de cada lado da menina, que depois de tanto tempo sentia-se completa novamente, tendo a presença dos dois ao seu lado.

O fato de ser uma cama de casal acabou facilitando tudo, fazendo com que os três se acomodassem de forma confortável.

Cama nova? perguntou Edward enquanto enrolava os pequenos cachos de Rebecca em seus dedos.

É... Aquela cama de solteiro estava começando a ficar pequena demais para eu e Rebecca... Jasper e Emmett nos deram essa de presente.

Edward engoliu em seco.

Hum... Entendo... suspirou Mas... Sei que não é da minha conta... Onde Jasper dormia?

Isabella desviou seu olhar de sua filha e encarou o homem de sua vida, então esperou que ele finalmente a olhasse.

É de sua conta! E desde que me mudei para cá, Jasper dorme na sala, no colchão que fica atrás da porta!

Edward sorriu internamente de forma debochada, lembrando-se do dia do casamento de Rose em que fora levar Rebecca para o quarto e do modo como se torturou quando viu a pequena cama de solteiro e o colchão.

Hum cavalheiro... murmurou.

Cavalheiros! corrigiu Isabella, fazendo com que ele a olhasse questionador Carlisle e Esme criaram dois cavalheiros!

Ficaram se olhando por um bom tempo e então algo inesperado aconteceu.

Papa!

Assustados, os dois olharam para a pequena que sorria travessa enquanto olhava para Edward, e então esticou os braços para ele e fez o inesperado mais uma vez, para que não restasse duvidas.

Papa!

Edward olhou para Isabella, os dois com lágrimas nos olhos.

Ela falou o que penso que disse? perguntou Edward tentando controlar a emoção.

É a primeira palavra dela... Não poderia ser outra! disse Isabella enquanto lágrimas caiam por sua face.

Entregue a emoção, Edward levou sua face ao rosto de sua filha e a beijou apaixonado.

Eu te amo... Minha menina, minha filha!

Como resta ela voltou a repetir a tão linda palavra.

Papa!

Com lágrimas nos olhos ele acariciou a face dela e então declarou seu amor, cantando para sua menina.

http://www.youtube.com/watch?v=vtM44JuXyCs

Eu queria o tempo parar
De novo lhe fazer ninar
Crescer e mudar, não dá pra evitar
É o caminho que Deus lhe traçou
Brinquedos, gibis, violão
Espalhados por todo lugar
Um dia a poeira eu irei tirar
No silêncio de não te encontrar.

Ele olhou para Isabella quando seus dedos se tocaram ao acariciaram sua menina. Então envolvida pelo momento, ela começou a cantar com ele, voltando a olhar para a pequena Rebecca que olhava encantada para o dois.

Vou guardá-lo em meu coração
As lembranças jamais mudarão
Pois quando partir e saudades sentir
Estará sempre em meu coração

Eles repararam que os olhinhos dela estavam piscando mais lentamente, o que indicava que logo ela cairia em um sono profundo.


Os dentinhos você vai trocar
E roupas maiores usar
O seu caminhar vai para longe o levar
Pois não posso impedir seu querer
Os dedinhos que agarram minha mão
Coisas grandes eu sei que farão
Você não é meu, é um presente de Deus
E o futuro está em suas mãos.

Nesse momento, Rebecca agarrou as mãos dos dois, como se dissesse que entendia o que cada palavra dizia, antes de fechar os olhos e começar a se entregar ao tão aguardado sono.


Vou guardá-lo em meu coração
As lembranças jamais mudarão
Pois quando partir e saudades sentir
Estará sempre em meu coração
Pois quando partir e saudades sentir
Estará sempre em meu coração.

Juntos, cada um de um lado das pequenas e fofas bochechas, a beijaram-na carinhosamente. Então continuaram deitados no silencio da noite, com Edward tocando os cabelos de sua menina e Isabella com a mão repousada na barriga de Rebecca.

Tenho que ir... disse Edward com relutância depois de logos minutos.

Não vá... Pediu Isabella. Fique com a gente!

Seus olhares se encontraram mais uma vez naquela noite.

Não sei se é certo... Eu...

Nada existi nada mais certo no mundo... Fique, por favor!

Ele não conseguiu dizer não, simplesmente levou sua mão até a de Isabella e então minutos depois caiu em um sono calmo e relaxante, como há muito tempo não tinha. Finalmente estava em paz, finalmente dos três estavam se sentindo em casa.

--

Finalmente havia chegado!

A cidade parecia à mesma, era como se não houvesse passado meses desde que partirá.

Suspirou diante das pequenas gotas de agua que caia no céu e com sua mochila nas costas caminhou até um ponto de taxi para finalmente seguir rumo ao seu destino. Pelo adiantado da hora, imaginou que Alice estivesse no bar cantando, por isso, seguiu diretamente para lá.

O bar estava aberto, quando chegou podia-se ouvir o som de um piano, e então uma voz conhecida que encheu seus ouvidos e fez seu coração acelerar. Tremulo, pagou sua entrada e sem relutar levou-se para dentro.

Uma luz própria iluminava o palco, sua pequena e doce Alice estava com um botam vermelho e um longo vestido negro, sentada em um banco tendo um violão apoiado em sua perna e cobrindo a região de seu abdômen.

Ela estava cantando, acompanhando os acordes do violão que tocava e acompanhando o piano que era tocando por um homem que não lhe pareceu estranho, mas que ao mesmo tempo lhe pareceu ser desconhecido.

Foi então que a música acabou fazendo com que o homem atrás do piano tomasse a palavra.

Vamos a mais um pedido da noite... Um pedido bem conhecido... My funny valentine...

O coração de Jasper deu um pulo. Olhou para Alice e viu pelo movimento que seu peito fez, que ela respirou fundo, um ato simples que o fez sorrir... Um ato que demonstrava que ela ainda era afetada por ele.

Então a melodia começou a ser tocada... E logo aquela linda voz que o acalmava no hospital, aquela linda voz o que o fazia estremecer começou a cantar.

My funny valentine
Meu divertido namorado

Sweet comic valentine
Doce e cômico namorado

You make me smile with my heart
Você me faz sorrir com o meu coração

Your looks are laughable
Sua aparência é tão risível

Unphotographable
Infotografável

Yet youre my favourite work of art
No entanto você é minha obra de arte favorita

Foi tão fácil voltar aquele dia no hospital... Conseguiu vê-la contando que era cantora e que costumava cantar para ele quando estava em coma... Ah... ela chegou até mesmo perguntar se poderia cantar para ajuda-lo na dor. E por Deus, ela fez mais que isso... Muito mais...

Is your figure less than greek
É sua figura é menos que grega

Is your mouth a little weak
É sua boca um pouco fraca

When you open it to speak
Quando você abre para falar

Are you smart?
Você é esperto?

But dont change a hair for me
Mas não mude um cabelo por mim

Not if you care for me
Não se você cuidar de mim

Stay little valentine stay
Fique namoradinho fique

Each day is valentines day
Cada dia é dia dos namorados

Fique!

Ela lhe pediu, lhe implorou para ficar... Mas ele não atendeu ao único pedido dela, simplesmente lhe deu as costas e foi em busca de uma vida que não era mais dele, uma vida que não o fazia feliz, uma vida que não o completava...

Ah!

Como daria tudo para ter aquela chance novamente... Para escutá-la pedindo para ficar e poder dizer que sim... Sim, eu fico!

Uma chuva de aplausos o trouxeram de volta a realidade, ao fato de que não poderia voltar atrás, de que teria de alguma mostrar o quanto a amava, o quanto a queria de volta. Mas algo inesperado aconteceu, ou melhor, duas coisas inesperadas.

O homem que se encontrava atrás do piano se levantou e foi em direção a Alice, emoldurou a face dela e encostou sua testa a dela... Por Deus, eles eram íntimos, era visível... Então a segunda surpresa da noite. O homem estendeu suas mãos e Alice sorrindo retirou o violão de seu colo e as aceitou de bom grado, levantando-se e revelando uma barriga roliça.

Ela estava gravida!

Como se o ar estivesse faltando, Jasper ofegou mais de uma vez.

Gravida!

Lagrimas caíram de seus olhos...

Dele?

Ou do homem que segurava suas mãos com carinho?

Então seus olhares se encontraram e Alice por um milagre o viu seu rosto perdeu a cor, pois, por mais que desejasse por esse momento, não imagino que um dia ele pudesse acontecer...


FIM DO CAPITULO

Notas finais
Ai gente eu adoro Rebecca...

muito fofo ela chamando papai....

Bem... o nome dela mais uma vez ta tendo força, afinal, Edward e Isabella estão se aproximando.... eita, eita... será que ela vai voltar a morar com Edward????

fortes emoções por ai...

até porque Jasper e Alice finalmente ficaram frente a frente.... e o susto que ele levou quando viu ela gravida?????

comentem, comentem, comentem...

na proxima semana temos mais....

bjs

*_*