Vida Roubada

24 Capítulo 22


Notas iniciais
Capitulo pequeno... Mas feito de coração pra encerrar 2012....

http://www.youtube.com/watch?v=v9xZqZDH9oU

Rosálie estava deitada, apesar de já ter passado quase uma semana desde que falou com Emmett, o efeito de sua presença era marcante em sua vida, pois não havia um único momento que não pensasse nele, em como talvez as coisas poderiam mudar, nos olhos dele... Por Deus ele a olhou de um jeito que quase a enganou novamente, por pouco não se jogou naqueles enormes braços que por muitas vezes a abraçou e a fez acreditar que nada no mundo poderia lhe derrubar.

Suspirou, acreditando ser uma completa idiota. Estava passando da hora de esquecê-lo, não de continuar sofrendo, pensando nele, suspirando e chorando pelos cantos, enquanto as lembranças deixavam-na mais destroçada a cada minuto.

Mas como esquecê-lo?

Como apagar as memórias?

Desde que ele entrou em sua vida, desde que ele passou a fazer parte de seu mundo real, ela jamais pensou que teriam um ultimo beijo, um ultimo abraço, uma ultima conversa de amor com aquelas lindas palavras ao pé do ouvido...

Ele era dela, ao menos era assim que sempre quis acreditar!

Sem querer sua mente vagou entre o passado e o presente, no dia em que tudo que era para ser mágico e se tornou incrivelmente doloroso.

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Dizer que estava nervosa era pouco, estava com medo, receosa, mas também estava esperançosa, talvez as coisas pudessem voltar como eram antes, porque ele a amava, amava sim, não podia ter se enganado tanto ao ponto de não perceber as coisas, de não perceber que era tudo mentira.

Foram longos dias, longas semanas até finalmente encontrá-lo.

Não soube como teve a sorte de encontrar com um dos clientes de Emmett, em como ele lhe fora prestativo e lhe deu de bom grado o endereço de seu noivo...

Noivo!

Ele ainda era seu noivo sim, nunca iria aceitar a loucura de romper por uma carta, afinal, eles não iriam romper, pois assim que se olhassem, ah, assim que se olhassem ela tinha total certeza que as coisas voltariam a ser como eram antes, tudo voltaria ao seu normal, e ela poderia se aconchegar em seus braços grandes novamente, poderiam cantar enquanto dançavam, poderiam viver a vida que sempre sonharam.

Respirou fundo e olhou para a pequena casa, já era noite, entretanto as luzes da casa estavam todas apagadas, somente a parte da garagem estava acessa, ele estava trabalhando até tarde, deveriam ser muitos serviços.

Respirou fundo e com passos lentos aproximou-se da entrada da carpintaria improvisada, a enorme porta estava aberta, havia pedaços de madeira por todo o lado, equipamentos espalhados por uma enorme mesa no canto direito. Entretanto, nada disso chamou sua atenção de verdade, no centro do espaço meio bagunçado, curvado sob uma mesa, lixando um enorme pedaço de madeira, estava Emmett, completamente concentrado, com os braços descobertos graças a sua camiseta regata completamente molhada de suor. Seu rosto estava coberto por óculos de proteção que usava para trabalhar e em sua cabeça havia um boné.

O ar por pouco lhe deixou, ele estava lindo!

Conseguia com facilidade imaginar sua vida, Emmett trabalhando em sua carpintaria e enquanto ela cuidava da casa e trabalhava por meio período como professora para ajudar nas despesas da casa. Conseguia visualizar as pequenas brigas, porque ele estava tão concentrado no trabalho que esquecia de comer, como também conseguia visualizar as pazes com ele lhe surrando uma linda melodia de amor enquanto a lua brilhava no céu. Ah conseguia com facilidade ver seus filhos, lindos filhos correndo pela casa...

Fechou os olhos e sentiu um aberto no coração, uma dor aguda conhecida como saudade que constantemente lhe atormentava.

Criando coragem, aproximou-se, mordeu seu lábio inferior e assim que chegou a entrada da garagem ficou parada por um tempo, para finalmente anunciar sua chegada – Emmett! – sua voz saiu fraca, mas foi o suficiente alto para que ele parasse com o que estava fazendo. Era nítido que ele parecia não acreditar, pois respirou fundo e voltou a se concentrar em seu trabalho – Emmett... – chamou novamente – Emmett, sou eu, Rosálie!

Dessa vez ele parou, virou-se lentamente e encarou-a. Devido ao enorme óculos de proteção, Rose não conseguiu vê-lo muito bem, mas conseguia perceber um brilho naqueles olhos escuros que acalentava sua alma, um brilho que estava ali por causa dela, talvez por isso, quando aquele brilho de repente foi apagando, ela tenha se assustado.

- O que está fazendo aqui? – esbravejou – Tinha que vim, tinha que atrapalhar a minha vida!

- Emmett... Eu...

Enfurecido, retirou o boné e os óculos, Rosálie ofegou assustada, a face de Emmett estava de certo modo deformada. – O que foi? Descobriu de repente que não me ama mais? – tinha tanta amargura na voz dele que tornou tudo mais complicado.

- Emmett, meu amor, o que aconteceu? – perguntou com lágrimas nos olhos.

Ele sorriu de forma irônica – Nada que interesse a você, não temos nada Rose, acabou, não devo nenhum satisfação sobre minha vida!

- Que absurdo é esse? Eu amo você, você também me ama, eu sei... A gente vai se casar... Lembra? – disse com um nó na garganta.

- Você não entendeu não é mesmo?... – Ele fechou os olhos e suspirou, então voltou a encará-la – Sinto dizer, mas não te amo, não mais.

- Emmett...

- Sai da minha vida! Vai embora! Me esquece Rosálie!

- Emmett...

- Eu não quero você aqui, não quero olhar para você... Eu não te amo, não te amo! – gritou enfurecido de tal modo que a deixou ainda mais destruída. Com o coração sangrando, sentiu as lágrimas saindo de seus olhos enquanto corria pelas ruas escuras e desconhecidas.

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De volta a realidade limpou uma lágrima solitária que desceu em sua face e decidiu por se arrumar, pois descobriu da pior maneira de que por mais dolorosa que possa ser a sua vida, o mundo não para, não deixa de prosseguir porque estamos sofrendo.

Não demorou muito, olhou-se no espelho e viu um resultado muitíssimo bom com terninho branco, e uma blusa azul clara com babados. Sua linda saia de linho que marcava suavemente seu quadril e suas pernas tinha um comprimento abaixo de seu joelho, tendo um efeito ainda mais tentador com o salto que usava e os cabelos loiros cacheados cobertos delicadamente por um lindo chapéu.

Pegou sua bolsa e saiu de seu quarto, ainda no corredor escutou sua mãe e seu pai falando com Esme e Carlisle, pois desde a volta de Jasper os dois estavam inconsoláveis com o silencio do filho e por isso, Ângela e Ben decidiram por ficar até que as coisas melhorassem. Entretanto, um cantarolar baixo chamou sua atenção. Olhando em direção a doce e graciosa voz, Rose caminhou lentamente até o quarto de Rebecca, adentrando com facilidade, pois a porta estava entreaberta. Sorriu quando viu sua prima na cadeira de balanço, tendo sua filha nos braços enquanto cantarolava baixinho.

Isabella levantou a vista e olhou-a, sorriu docemente e continuou embalando sua linda menina.

- Ela acordou cedo... Edward não se conteve e ficou brincando até quando teve que arrumar-se... Ele logo estará pronto, então poderão ir! – disse docemente.

Rose sorriu. – Imagino o quanto ela deve ter ficado feliz com as brincadeiras do pai!

Isabella sorriu tristemente e levantou-se, colocou sua filha no berço e encarou sua prima. – É... Edward é um ótimo pai... – disse com ternura, entretanto uma pitada de tristeza apareceu em sua voz.

- Isabella... O que lhe esta afligido? – perguntou Rose com os olhos semicerrados.

- Nada... Eu... – suspirou e mordeu seu lábio inferior, se não poderia confiar em Rose em quem mais ela poderia confiar? – Jasper... Estou preocupada com Jasper...

- Imagino... – murmurou Rose – Ele também me deixou bastante preocupada, mas não há muito que possamos fazer, não quando ele não quer se ajudado! – lhe sorriu delicadamente – Fiquei feliz por tudo ter dado certo com Edward, confesso que fiquei com medo de sua reação.

- Como eu poderia ter acusado me marido enquanto os fatos me mostravam o contrario? – Isabela balançou a cabeça de forma negativa – Edward jamais seria cruel a esse ponto... Como Jasper também não... Ele é o pai de Rebecca e, no entanto eu ainda não fiz nada para ajudá-lo porque sou uma fraca... – sussurrou Isabella com a face corando.

Rosálie encarou sua prima e compreendeu errado seu constrangimento – Ninguém pensa que ele não é o pai de Rebecca... Creio que nem mesmo Edward irá se opor a aproximação de pai e filha...

- Eu sei...

- Então minha prima... Não se preocupe! – Rose possuía uma ternura no olhar demonstrando o quanto se preocupava com sua prima. – De alguma maneira eu sinto... As coisas vão se resolver!

- Adoraria ter essa certeza! – Rose viu uma tristeza no olhar de sua prima que antes estava encoberta, e então percebeu que algo estava errado.

- Isabella... O que realmente está acontecendo? – perguntou, mas antes que pudesse obter uma resposta, Edward adentrou com um lindo sorriso na face.

- Bom dia Rosálie, já tomou seu café?

- Não Edward, mas não se preocupe, não estou com fome!

- Estou saindo em 10 minutos, só o tempo de tomar um café preto e comer um pedaço de pão. – disse se dirigindo para Isabella. Olhou para sua esposa e emoldurou sua face – Tudo bem? – perguntou notando algo de diferente nas feições de Isabella.

- Sim, estou bem – sorriu e colocou suas mãos sob as de Edward.

- Tem certeza? – questionou ainda preocupado.

- Sim... – afirmou antes de beijá-lo nos lábios delicadamente.

Edward se afastou e então suspirou – Estou descendo... Lhe espero Rose. – disse antes de se retirar e deixar as duas sozinhas novamente.

- Edward é um homem único, conte a ele seus tormentos, tenho certeza que ele entenderá e ainda irá lhe ajudar! – disse Rose.

- Eu não posso... – sussurrou Isabella virando-se de costas para sua prima.

Começando a compreender que as coisas eram mais complicadas do que imaginou Rose se aproximou de sua prima e puxando-a pelo braço fazendo com que ela lhe encare. – Confie em mim! – seus olhos eram pura verdade que deixou Isabella ainda mais transtornada.

- Não seria certo lhe colocar nesse jogo... Não seria justo! – disse se afastando e indo para o seu quarto, entretanto sua prima lhe segue.

- Isabella... O que diabo está acontecendo? Será que não vê que agindo assim poderá destruir o que tem com Edward?

- Me deixe Rose...

- Não! Não até que me diga o que de fato está acontecendo! – exigiu.

- Rose...

- Isabella, confie em mim! – pediu com tamanha intensidade que as palavras saíram dos lábios de Isabella antes mesmo que ela pudesse deter.

- Eu beijei Jasper, eu o beije e desde então desejo provar dos lábios dele novamente! Eu não sei quem escolher... Não sei quem amar... Só sei que meu coração bate e chama pelos dois, pois do mesmo modo que desejo Jasper eu me sinto desesperada com a idéia de perder meu marido!

Sem que ela pudesse conter, as lágrimas desceram como avalanche de seus olhos, demonstrando que de fato ela estava falando a verdade. Enquanto Rose encarava-a completamente surpresa com a declaração da prima.

- O que eu faço? Como eu posso arrancar um sentimento de dentro de mim? – perguntou Isabella.

Rose sorriu triste – Quem dera eu soubesse, já teria feito!

- Oh Rose... Me desculpe, eu não deveria está falando isso com você...

- Porque não? – Rose a interrompeu – Isabella o mundo não para com a intenção de nos ajudar a curar as feridas... Por isso, seja honesta, a verdade é a única coisa que realmente vale no final...

- Você não entende! Se eu falar para o Edward ele irá sair de casa, ele já quis ir embora... Eu simplesmente não posso viver sem ele!

- Então o que irá fazer? Empurrar essa história até que ela exploda como um vulcão destruindo tudo e todos? Porque é isso que vai acontecer minha prima, de um jeito ou de outro a verdade vai aparecer... E é ai que as coisas irão de complicar, porque saber da verdade por você, muda completamente tudo!

- Eu sei... Mas...

- É difícil? Dói?... – completou Rose e então suspirou – Imagino o quanto isso tudo está lhe deixando louca... Mas encare seus tormentos de frente, deixe ser atingida e lute quando puder lutar, mas seja honesta!

As duas se deram as mãos e sorriram uma para a outra – Eu amo você! – disseram juntas.

- Acho melhor você descer, Edward logo irá lhe chamar! – disse Isabella.

Rose a olhou por longos segundos então suspirou e se levantou, olhou mais uma vez para sua prima e deixou-a sozinha.

Como ela não conseguia ver?

Era tão nítido quem ela amava e quem ela pensava que amar...

Mas as vezes a resposta que tanto queremos e está bem em nossa frente, não consegue se fazer quando mais precisamos dela.

FIM DO CAPITULO

Notas finais
Não vou dizer muito...
só que necessito saber o que vcs acharam....
comentem, comentem, comentem....
Feliz Ano Novo para vcs e suas familias....
e que nos encontremos muitas e muitas vezes em 2013....
bjs