Vida Roubada

35 Capítulo 32


Ela simplesmente não podia acreditar no que estava vendo, não podia ser verdade, não podia ser possível. Enquanto sentia as mãos de Tommy segurando a sua, enquanto ouvia os aplausos do púbico que tinha ouvindo-a cantar... Tudo o que conseguia pensar, era que Jonnathas estava ali, olhando para ela com lágrimas rolando em sua face, o que tornava sua feição assustada ainda pior.

- Tudo bem? – sussurrou Tommy em seu ouvido, fazendo-a perceber realmente onde estava em um palco.

Com a respiração acelerada ela virou e encarou seu amigo.

- Jonnathas... Ele esta aqui! – sussurrou tremula.

Tommy assustou-se.

- Onde?

- Ali... – então ele não estava mais. Nervosa começou a olhar em voltar mais não o viu, então saiu do palco com Tommy em seu encalço, preocupado, pois Alice estava em um momento de risco, com trinta e sete semanas, segundo o medico, a criança poderia nascer a qualquer momento.

- Alice, me espere! – gritou quando a viu passando pelas pessoas, sem nem ao menos se preocupar se estava se esbarrando em alguém, se poderia machucar-se.

Ela não poderia pensar, sua mente estava com um só pensamento, precisava vê-lo, não estava louca. Então quando finalmente conseguiu sair do bar olhou de um lado a outro e não o enxergou. Um medo de que talvez pudesse ter enlouquecido a fez seguir em direção à bilheteria.

- Boa noite... Adam, você viu um homem loiro de olhos claro que estava com um casaco preto... Ele é alto... – disse com certa dificuldade.

- Alice... Sabe quantos homens loiros e de casaco preto estão ai dentro? – disse o jovem e magro rapaz que cuidava da bilheteria.

- Mas... Acho que ele acabou de entrar... E...

- Se ele acabou de entrar... Não era para ele estar lá dentro? – questionou o rapaz como se ela fosse louca.

Raivosa Alice gritou entredentes e se afastou do rapaz enquanto lágrimas começaram a molhar sua face.

Estarei ficando louca?

Meio que andando, meio que cambaleando, começou a seguir uma direção sem nem mesmo perceber para onde estava indo. Escutou seu nome sendo chamado, mas não olhou para trás, não era a voz de Tommy quer queria ouvir, era a voz de seu Jonnathas...

Foi então que braços amigos lhe envolveram, fazendo com que ela acomodasse sua cabeça no peito de Tommy e chorasse.

- Eu juro, eu juro que o vi! – sussurrou desolada.

Tommy que ainda estava assustado abraçou-a apertado. Pensou tanta coisa quando a viu atravessando a rua desnorteada seguindo em direção ao outro lado, como talvez um carro aparecendo e atropelando-a.

- Vamos para casa! – sussurrou Tommy em seu ouvido – Vou fazer um chocolate quente e uma massagem nos seus pés... – ela soluçou – Calma... Calma... Pense no bebê...

Foi difícil, mas conseguiu fazer com que ela entrasse tomasse um copo d’água, o que acabou servindo para que ela parasse de tremer. Paul ficou tão preocupado que acabou fazendo questão de levá-los. Mas Alice não demonstrava qualquer emoção, mesmo que as pontadas um seu ventre tenha se intensificado desde quando acordou.

Assim que chegaram ao prédio, ela estava tão transtornada que nem mesmo agradeceu a Paul pelo cuidado e carinho. Ao menos Tommy fez o que a boa educação pedia e juntos seguiram até o seu apartamento. Mas então a surpresa de mais cedo voltou para deixa-la sem palavras, Jonnathas estava sentado no chão encostado em sua porta, mas levantou-se quando os viram, olhou de Alice para Tommy e então voltou a olhá-la novamente, parando por um tempo em sua barriga enorme de quase nove meses.

- Você esta gravida! – disse ele com os olhos marejados.

- Sim... – ela nem ao menos soube como encontrou sua voz, mas conseguiu dizer algo que fizesse sentido, então aproveitou e apertou a mão de Tommy, buscando força.

- Quanto tempo...? – perguntou Jonnathas.

Ela respirou fundo, engoliu em seco e enquanto lagrimas caiam de sua face, levou sua mão livre para sua barriga, acariciando-a.

- Trinta sete semanas! – respondeu.

Trinta sete semanas... Trinta e sente semanas... Era o tempo exato que ficou longe... Era o tempo certo que tinha abandonando-a depois de ter feito amor com ela... Por Deus, ele abandonou Alice por conta do que era certo, porque Isabella tinha tido um filho dele, mas ele nem sequer pensou na possibilidade de tê-la abandonado grávida.

Desesperado levou as duas mãos a face e chorou sem nem ao menos se importar com o fato de ser visto por Alice e seu acompanhante. Não, ele não podia cometer o mesmo novamente, tinha tornado tudo tão errado com Isabella, por sorte conseguiu ver as coisas a tempo.

- Jonnathas? – Alice chamou receosa lembrando se do modo que ele agiu quando ela o chamou assim da ultima vez, mas ele sorriu.

- Faz tanto tempo que ninguém me chamava assim... – disse assim que a encarou novamente.

- Talvez seja porque não seja o seu nome... Não é mesmo? – disse Alice.

- Não... Chamo-me Jasper, Jasper Cullen. – disse enquanto limpava as lágrimas de sua face. Voltou a olhar para Tommy e então encarou Alice que estava respirando fundo, enquanto fechava os olhos. – Sei que é tarde... Mas, podemos conversar...?

- Conversar? Sobre o que JASPER? – ela sorriu triste – Não precise se preocupar com a criança, pode voltar para sua mulher... Imagino que deva estar casado, não?

- Alice...

- Não! Por favor, não quero pena de você... Não de você... Olha...

- Não estou casado! – disse ele cortando-a.

Alice olhou-o assustada, ele não a tinha deixando por conta de outra?

Não foi isso que ele havia lhe dito?

Uma nova pontada em sua barriga a fez ofegar, essa tinha sido mais forte e ainda estava doendo... Era como uma maldita cólica, mas ainda mais intensa, de modo que a deixava de perna bamba, por isso acabou se apoiando na parede.

Jasper e Tommy se aproximaram.

- Alice...? O que foi? – perguntou Tommy.

- Nada demais, só gases... Acho... – disse ofegando.

- Acho melhor entrar... Ter uma conversa aqui não é o ideal! – sugeriu Tommy o que acabou deixando Jasper irritado, mas ao menos ele acabou por se controlar e concordar com ele.

Porém o fato de Tommy retirar as chaves da casa do bolso acabou por deixa-lo a ponto de explodir. Os três acabaram entrando, Alice se acomodou enquanto o “dono” da casa os deixava sozinhos. Jasper seguiu até a janela enquanto ela, mesmo com dor o analisava com cuidado, em um determinado momento olhou para a mão esquerda dele e não encontrou aliança.

- Então não se casou... Isso quer dizer que você me deixou por nada? – perguntou.

Jasper se virou e a encarou.

- Esta chateada porque não me casei? – perguntou irônico. – Porque fiz algo diferente de você?

- Do que diabos esta falando? – perguntou Alice.

- Estou falando desse homem que abraça você com intimidade e que tem as chaves da sua casa! – gritou Jasper.

Raivosa Alice se levantou e apontou o dedo para ele.

- Não venha querer colocar a culpa mim... – gritou Alice, tentando controlar o choro e a dor que sentia – Você me abandonou, me largou por outra mulher... Eu não fiz nada, pelo contrario eu implorei por você, pedi que ficasse! – disse entre dentes.

- Ela teve uma filha... Uma garota que é minha filha! – disse ele fazendo Alice ofegar – Meus pais me criaram para ser correto, eu não podia fingir que não tinha essa filha, além do mais o que tive com Isabella não foi algo bobo, temos uma história, fiquei confuso e além de largar você, cometi outros erros imperdoáveis... Maldição... Estraguei o casamento dela... – Jasper balançou a cabeça negativamente – Foi louco chegar e vê-la se casando com meu irmão... Eu já tinha perdido você, simplesmente não podia perdê-la... Então fiz tudo para conseguir deixa-la infeliz, deixar o meu irmão infeliz... E acabei me deixando ainda mais infeliz... Eu amo Isabella, sempre serei grato por nossa historia e amizade, mas não sou apaixonado por ela, isso, esse sentimento eu sinto por você... Mas talvez eu tenha chegado tarde demais... Talvez minha sina seja não poder ficar com meus filhos e nem mesmo com a mulher que amo!

Alice não soube o que dizer... Foi tanta informação que a fez ficar ainda mais desnorteada... Noiva, filha, irmão, casamento, infelicidade... E para completar sua bolsa rompendo.

- Oh Deus! – gritou.

- Imagino que seja uma confusão, que talvez você realmente não me perdoe, mas, por favor, acredita em mim!

- Eu não posso... – queria dizer que não poderia aguentar a dor que surgiu e que era ainda mais forte, mas não conseguiu completar a frase, deixando Jasper ainda mais arrasado.

- Você o ama? Diz para mim... Se você olhar nos meus olhos e me falar que é ele que ama... Eu vou entender juro que não farei nada do que fiz com Isabella... Só me diz! – pediu Jasper.

Mas Alice curvou-se com a dor que continuou aumentando, fazendo com que Jasper se aproximasse rapidamente e a segurasse. Ela levantou a face e o encarou – Não posso aguentar... Dói demais!

- Alice... O que... – foi então que ele percebeu o liquido que escorreu pelas pernas de sua amada. – Oh Deus, não me diga que chegou a hora? Por favor... – ele não era medico, mas por ter feito primeiros socorros e estudado um pouco sobre anatomia humana, acabou tendo conhecimento generalizado sobre saúde, e sabia que antes da criança nascer, um liquido saia de dentro da mulher.

- Vai nascer Jonnathas... Vai nascer... – disse agarrando ele pelo braço com força. – Me ajuda... Dói demais.

Ele precisou de alguns segundos para pensar no que fazer. – Hospital... Você precisa de um hospital... Oh Deus – murmurou temeroso, e então gritou para o marido ou namorado de Alice que apareceu o mais rápido possível.

- O que esta acontecendo... O que você fez? – perguntou Tommy raivoso.

- Não fiz nada! Ela vai ter o bebê! – respondeu enquanto segurava Alice que não conseguia ficar em pé com tamanha dor que estava sentindo.

Tommy olhou para Alice e então por alguns minutos se viu anos atrás, quando viveu um momento parecido. Fechou os olhos e respirou fundo para então voltar seu olhar para sua amiga. – Vou ao bar, ver se consigo encontrar o Paul... Fica com ela! – disse Tommy.

- Vai para o bar?

- Sim! Tem ideia melhor? Precisamos de um carro, ou acha que nos dois juntos conseguiremos carrega-la até o hospital sem risco algum? – Tommy suspirou acalmando-se – Vou chegar em alguns minutos no bar... Tente não deixa-la nervosa!

Alice parecia alheia, não conseguia pensar e nem mesmo raciocinar direito tamanha era sua dor. Jasper por pouco não largou Alice e partiu para cima dele, afinal, como ele ousava dizer que ele a estava deixando nervosa?

- Fica comigo... Estou com medo! – foi tudo o que Jasper precisou ouvir para deixar de encarar Tommy.

- Estou aqui... Não vou a lugar nenhum sem você... Sem vocês!

---

A noite passou mais rápido do que poderia imaginar, assim que abriu os olhos Isabella teve a certeza disso, afinal, por mais que tivesse que tomar banho e se arrumar, tudo o que pensava era que o tempo não poderia passar e que os três poderiam ficar assim, juntos para sempre...

Mas sabia que não poderia, então guardou a cena em sua memoria, junto de todas as outras e levantou-se depois de beijar sua menina suavemente na testa. Sem fazer barulho algum, pegou seu outro uniforme dentro de sua gaveta e na ponta dos pés foi até o banheiro, precisava tomar um banho rápido, já estava atrasada para o ônibus.

Como de costume desde que Jasper fora atrás de sua noiva, deixou a porta do banheiro entreaberta, afinal, Rebecca poderia acordar e chamar por ela. Deixou que a agua gelada tocasse seu corpo, no começo estremeceu, mas depois foi reconfortante ao ponto de lavar seus cabelos. Quando saiu do box do banheiro, enrolou-se em sua toalha para em seguida começar a escovar seus dentes, então olhou-se no espelho, de fato estava um pouco abatida, mas no geral estava bem, sentia-se bem.

Retirou a toalha de seu corpo, secou bem seus cabelos, para então a colocar detrás da porta como de costume, em seguida pegou sua calcinha e vestiu, quando estava a ponto de colocar seu sutiã, sentiu a presença de alguém e pensando em Rebecca acabou virando-se de vez e abrindo a porta, dando de cara com Edward, que estava paralisando olhando-a com uma fome de saudade nos olhos.

Não fazia muito tempo que estava ali, somente o suficiente para ver que ela ainda continuava linda.

- Eu... Eu acordei e não vi você... Não tive a intenção de... – tentou explicar, mas acabou deixando sua voz morrer diante da imagem de Isabella seminua em sua frente.

Ela por sua vez nem ao menos tentou cobrir-se, gostou de ver o olhar de desejo que estava estampado no rosto de Edward.

- Tenho que trabalhar... Normalmente acordo mais cedo... – disse dando um passo, se aproximando dele. – Não pensei que fosse acordar agora...

- Então iria sair sem se despedir de mim? – perguntou ele não sabendo se olhava em seus olhos ou para os seus seios, que se encontravam desejosos para serem tocados por ele.

- Não... É claro que não... É que antes eu gostaria de preparar um café da manhã para você! – disse Isabella dando mais um passo em direção a ele, ao ponto de ficarem próximos, de poderem sentir o calor do corpo um do outro.

- Não precisa se preocupar com isso... Já não tenho mais o costume de me alimentar como antes... – parou de falar quando ela tocou graciosamente sua face.

Seus dedos finos e longos tocaram a lateral de sua face e então passou por sua bochecha e foi até seus lábios, acariciando-os delicadamente. – Mas isso é tão errado Edward... Você merece ser amado e cuidado a cada minuto do dia...

Ele engoliu em seco, em uma tentativa de desviar seus olhos dos dela acabou parando seu olhar para os lindos seios de sua amada... Eles ainda continuavam tão convidativos, que o deixava com agua na boca. Percebendo o quanto ele estava mexido, Isabella pegou uma de suas mãos, beija-a lentamente e então levou até um de seus seios, fazendo com que ambos estremecessem diante do contado.

- Me toque Edward... Me toque como só você é capaz! – sussurrou com a voz carregada de emoção.

Ele não pode resistir, não com suas mãos ali, naquele belo monte claro e seu lindo mamilo rosado. Teve que acaricia-lo, teve que senti-lo se enrijecer diante de seu contato, fazendo com que ele desejasse tocar o outro, fazendo com que ele desejasse beijar cada pedaço daquelas duas maravilhas femininas de Isabella. Foi então que ela gemeu... Gemeu o nome dele e uma vontade incontrolável de beijá-la o fez distribuir beijos por seu colo e pescoço até encontrar sua boca entreaberta que sem qualquer relutância aceitou seu beijo apaixonado.

Não sabiam bem onde estavam, mas sentiam a paixão os queimando e queriam mais, queriam o que sabiam que podiam ter. Por isso, sem qualquer receio Edward a imprensou na parede mais próxima e ela em resposta enlaçou-o pela cintura com uma de suas pernas, enquanto o beijo se tornava mais intenso.

O ar faltou, mais o desejo só crescia... E Isabella podia sentir isso muitíssimo bem estando com sua feminilidade tão próxima do pênis de Edward, que se tornava cada vez mais vivo, ainda mais quando ele voltou a colocar sua boca em um de seus seios, de maneira mais desesperada, chupando-a com loucura e sofreguidão, fazendo com que ela o agarrasse pelos cabelos, pressionando-o cada vez mais nela.

Ah... Como era bom ter a língua dele em seu mamilo, ter sua boca quente a sugando, sugando para longe a dor e a saudade... Deixando somente o amor e o desejo... Pelo menos até que Rebecca chorasse requerendo atenção, fazendo com que os dois se soltassem com a respiração falhando.

Isabella tremular de tanto ardor, levou as mãos até a face enquanto Edward mordia seu lábio inferior em uma tentativa de controlar-se.

- Deixe comigo... Vá se vestir, eu cuido dela! – disse ele depois de alguns segundos dando passos largos em direção ao quarto, conseguindo virar-se muitíssimo bem enquanto Isabella se arrumava e preparava o mingau de Rebecca que estava faminta, mas ao menos não chorava, pois estava nos braços de seu pai.

Enquanto ela tomava a mamadeira com o pai, Isabella conseguiu fazer um café e um suco, fez também algumas torradas com pães velhos que estavam na geladeira e logo enquanto Rebecca brincava no tapete, os dois comiam enquanto olhavam para a pequena. Não demorou muito para que Ângela chegasse. Ela percebeu que Edward estava com a mesma roupa da noite passada, mas também percebeu a alegria estampada na face de Rebecca e de sua filha, e por isso, não fez qualquer comentário ou disse nada.

A hora dos dois irem embora foi ruim, Rebecca não queria larga-los e chorou dolorosamente. Foi difícil tanto para Edward quanto para Isabella deixa-la assim, mas foram fortes o suficiente e conseguiram sair.

Isabella com lágrimas nos olhos olhou para ele e sorriu – Obrigada por ter ficado...

- Não precisa agradecer... – foi então que arqueou as sobrancelhas – É impressão minha ou estar se despedindo?

Ela o olhou assustada por alguns segundos e então sorriu tímida.

- Ah Edward, a parada de ônibus é logo ali... Não precisa se incomodar...

- Parada de ônibus? – ele que sorriu – Vamos Isabella, vou leva-la ao trabalho...

- Mas Edward...

- Sem discussão... Venha – disse segurando uma das mãos dela e puxando para o carro.

Foi um caminho tranquilo, apesar de os dois estarem fervendo, afinal, o que tinha acontecido mais cedo ascendeu um fogaréu que estava adormecido. Quando chegaram, Isabella sentiu-se doendo por se separar dele.

- Obrigada pela carona... Espero que não chegue atrasado ao escritório.

Edward revirou os olhos, ainda tinha que ir para casa, tomar banho e se trocar, é claro que iria chegar atrasado.

- Não se preocupe com isso... – disse e então pegou a mão esquerda de Isabella e viu que a aliança que havia colocado ainda estava lá. Brincou com o anel enquanto olhava para ela. – Volta para casa... – pediu mais uma vez.

Ela sorriu.

- Eu tenho medo... Se voltar significar nossa distância...

- Distancia? Não seria o contrario?

Ela abaixou o olhar.

- Você ainda não me perdoou... Eu sei que não... E talvez essa proximidade o machuque e o faça me querer longe.

Isso ele não pode contestar, ainda não havia perdoado mesmo, ainda conseguia ver aquela maldita cena quando fechava os olhos.

- Mas ficar longe, talvez signifique a distancia para sempre!

Foi então que ela voltou a olhá-lo.

- Não quer perder você!

- E eu quero voltar a acreditar nisso!

---

As horas passaram lentas, Jasper andava de um lado para o outro, olhava para direção da sala de parto e então voltava o seu olhar para Tommy que para sua infelicidade estava tão desesperado quanto ele.

Desde quando eles estavam juntos?

Será que ele tinha a mesma intenção que Edward, de dar seu nome à criança?

Não, não, não... Novamente não...

Com raiva acabou socando a parede, o que acabou levando com que gritasse, definitivamente, estava louco!

- Jonnathas! – percebendo o quão descontrolado ele se encontrava, Paul se aproximou.

Como resposta Jasper sorriu tristemente.

- Olá Paul... Desculpe não ter falado com você, mas...

- Que isso rapaz, fui casado... Sei o quanto louco é esse momento... É magico! – Jasper se lembrava de Paul, da forma como ele olhava para Alice e como a relação deles era amigável e carinhosa, por isso sorriu quando ele levou uma das mãos até seu ombro e apertou – Venha comigo... Você precisa de um café forte!

Nesse momento lembrou-se de sua mãe, e ouvi-lo falar assim fez com que sentisse Esme ali ao seu lado, por isso, concordou e seguiu com o velho amigo de sua Alice até o refeitório, ficou calado quando ele pediu café para os dois e assim que tomou um bom gole do liquido preto, acabou por se sentir mais relaxado.

- Ela vai ficar bem! – disse Paul analisando-o. – Essas coisas normalmente demoram mesmo.

- Eles aos menos poderiam deixar alguém ficar com ela... Alice estava aterrorizada!

- Sim, mas logo ela estará encantada... Faz parte do processo...

Jasper suspirou, e então suas duvidas voltaram a lhe atingir, olhou para Paul que ainda o encarava e sem rodeios o despejou com suas duvidas.

- Há quanto tempo eles estão juntos? – perguntou.

Paul arqueou as sobrancelhas. – Quem?

- Alice com aquele homem... Aquele... Aff, nem mesmo sei o nome dele...

- Tommy?

- Sim... Esse infeliz... Diga-me uma coisa Paul, ele pretendia assumir meu filho? – perguntou furioso.

Maldita história que estava se repetindo!

Paul o olhou por alguns segundos e então começou a rir, gargalhou com vontade.

- Do que diabos esta rindo? Por acaso me ver sofrer é divertido?

- Ah... Jon... Qual é mesmo seu nome?

- JASPER! – gritou e então viu que vários olhares estavam encarando-o – Jasper Cullen! – disse mais baixo.

- Jasper... – Paul sorriu – Meu caro acho que estamos confusos... – Jasper o olhou como se ele fosse um maluco – Ok, vou lhe contar uma coisa que não deveria. Tommy e Alice não são nada mais que amigos, que irmão... A relação deles é casta e verdadeira, isso eu posso lhe garantir!

Jasper ofegou.

- Esta querendo dizer...

- Estou querendo dizer que o que vocês tiveram a marcou tão profundamente que ela precisou de um amigo que a segurasse para que não caísse do precipício que a deixou... Alice pode aparentar ser forte, mas é frágil e você a despedaçou... Eu mesmo a vi definhando a cada dia... – balançou a cabeça negativamente – Tommy também não estava bem, não sei muito sobre a história dele, mas Alice foi a responsável por salvá-lo... Talvez por isso você tenha visto o amor tão presente na relação dos dois, um amor tão forte que somente irmãos, irmão de alma são capazes de sentir!

Jasper levou as mãos até sua face e quis gritar...

O que infernos ele estava pensando?

Irmãos de alma... Pensou em sua relação com Isabella e de como fora incapaz de enxergar tudo antes, ela era sua irmã de alma.

- Você deveria agradecê-lo, afinal, não sei se Alice estaria aqui hoje, tendo o seu filho depois de tudo!

- Eu... Eu a amo... Muito, pode não parecer mais é verdade! – disse Jasper encarando Paul que assentiu.

- Eu sei, estou vendo em você o mesmo que vejo nela... Então faça um favor a si mesmo e até mesmo a Alice, a faça feliz porque ela merece!

De tudo o que Paul poderia falar isso era a ultima coisa que Jasper poderia sonhar em escutar, talvez por isso tenha voltado para a ala de espera um pouco atordoado e quando olhou para Tommy tudo o que sentiu foi raiva de si mesmo, por tudo o que sua atitude inconsequente causou.

Sua mente, seus pensamentos, suas lembranças...

Foi o pior castigo que pode ter!

Ali, naquela ala de hospital com a mulher que amava tendo seu filho, tudo o que conseguia pensar era que daria tudo para apagar cada lágrima que ela derramou por ele, para fazê-la esquecer do modo errado como ele agiu com ela... E então a magica aconteceu.

Uma enfermeira trazia um pequeno embrulho enrolado com uma manta azul em seus braços, ela olhou em volta e viu os três homens que esperavam por noticias... Tommy se adiantou e se aproximou do pequeno ser, enquanto paralisado Jasper olhava para o pacote que poderia ser seu filho.

- É...? – Tommy tentou dizer algo, mas sua voz morreu.

- A senhora Alice esta bem... Parabéns, você é pai de um menino! – disse olhando para Tommy, que a encarou assustado.

- Não... Eu não sou o pai... Sou somente o tio.

A enfermeira suspirou aliviada, de um modo que fez Jasper se questionar, ao menos até ver o garoto que ela carregava.

- Então acho que o tio e o avô podem esperar... Não é mesmo papai? – disse olhando para Jasper.

Ela se aproximou e estendeu o garoto para ele.

Jasper ofegou... Era o mesmo que olhar para ele...

Carregou seu filho e lágrimas desceram por sua face enquanto analisava os cabeços ralos e loiros de seu filho, enquanto via os dois pares de olhos azuis lhe encarando... Mesmo ele estando inchado o achou lindo e perfeito, cada pedaço de seu filho era único e especial.

- Olá garotão... Papai esta aqui... Nunca vou deixa-lo novamente... Eu juro! – disse antes de beijar a cabeça de seu filho.

- Bem... Tenho que leva-lo para alguns exames, nada demais, mas são exames de rotinas... Depois iremos entrega-los para vocês! – disse a enfermeira estendendo os braços.

Mas Jasper não fez qualquer menção de entregar seu filho para ela, olhou para Paul que o encarava emocionado e então encarou Tommy que olhava para o pequeno menino com uma emoção escondida em sua face. Com passos lentos se aproximou do tio de seu filho e sorriu para ele.

- Antes, acho que ele gostaria de conhecer o tio e padrinho! – disse Jasper entregando seu menino para Tommy, que em resposta não se conteve e chorou, lembrando que anos atrás, um dia já teve um pequeno e lindo pacote desses em seus braços.

Tentando se controlar para chorar mais que do que estava chorando, Tommy segurou o lindo e saudável menino, sorriu ao vê-lo melhor e mostrou para Paul.

- É sua cara Jasper! – disse Paul, fazendo com que o pai orgulhoso sorrisse amplamente.

Tommy passou o menino para Paul, que depois o devolveu para o pai... Os três ficaram babando o lindo garoto que iriam mimar pelo resto de suas vidas, pelo menos até a enfermeira o retirar depois de ameaça-los em chamar os seguranças e expulsá-los do hospital.

- Alice esta bem? – perguntou Jasper, antes de entregar seu filho.

- Sim... Ela tem ancas de parideira... Poderão ter quantos filhos quiserem! – disse a enfermeira pegando o garoto e deixando os três sem palavras. – Logo poderá vê-la.

Sentiu um aperto em seu coração ao vê-la levando seu filho, mas acabou se controlando e desviou seu olhar, o que acabou fazendo-o encarar Tommy.

- Obrigado por me deixar segurá-lo... E por me intimar a ser padrinho! – disse Tommy.

- Quem deve agradecer algo aqui sou eu, obrigado por ter ficando com eles e me desculpe... Mas é que entendi tudo errado.

Tommy riu.

- Sem problemas... Só não a faça sofrer mais, que está tudo certo! – disse e então estendeu as mãos para Jasper e sem receio apertou-a, nascendo ali uma grande amizade.

Paul emocionado com a cena abraçou os dois e então sorriu – Viu? Até a enfermeira nos viu como uma família... Acho que poderemos fazer isso dar certo! – disse fazendo os dois sorrirem.

Foi então que outra enfermeira disse que Alice já se encontrava acomodada em um quarto e que poderia receber a visita de apenas um deles. Tommy nem ao menos esperou que qualquer um deles dissesse algo, simplesmente disse que era Jasper que iria de forma sutil, “mande um beijo para ela” disse olhando para Jasper.

Jasper encarou Paul que apenas sorriu e com um gesto simples de mão disse silenciosamente para ele ir.

Acompanhou a enfermeira lentamente, e quanto ela lhe indicou o quarto respirou fundo ao entrar.

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Escutou a enfermeira fechando a porta, mas seus olhos estavam presos em sua Alice, que se encontrava com os cabelos úmidos penteados para trás, usava uma camisola de hospital, um lençol a cobria até seu estomago e em sua mão direita se encontrava inserido agulha para que o soro fosse passado para sua veia. Estava com uma imagem cansada, mas possuía um brilho nos olhos e uma beleza única que somente uma mãe consegue ter... Pois era o mesmo que ver o amor estampado em cada feição de sua face.

- Você o viu? – perguntou depois de vários minutos que ficaram ali, um encarando o outro.

- Ele... Ele é lindo! – respondeu com a voz embargada.

- Se parece com você! – disse enquanto uma lágrima descia por sua face.

Jasper riu.

- É... Mas sabe de uma coisa? Ele tem um brilho que só poderia vim de você! – disse dando passos lentos até se aproximar dela e sentar-se na beirada da cama, fazendo-a fechar os olhos por alguns segundos, principalmente quando ele acariciou lentamente a lateral de sua face – Obrigado por esse lindo presente!

- Não o fiz sozinha! – disse sussurrando.

- Não! – confirmou Jasper, e então suspirou – Eu sinto muito, por tudo... Menos por ele! – terminou sua frase sorrindo – Rebecca vai adorar ter um irmão... – murmurou analisando as feições de Alice.

- Rebecca? Sua filha?

- Sim... – disse continuando a acariciar Alice – Eu quero que você a conheça Alice, eu quero que nosso filho cresça com ela e mais que tudo eu quero uma vida com você... Sei que talvez eu não tenha o direito de lhe pedir isso, sei que a magoei e quebrei a minha promessa de estar sempre com você... Mas agora é real, é sem medo... Por que agora sou estou inteiro para nos dois, para meus filhos... Não existi mais algo que eu não saiba ou não tenha certeza... – sorriu triste – Eu tive que voltar a encarar o meu passado, a ficar longe de você para perceber que para onde quer que eu vá, sempre terei você comigo, porque você é única, é minha metade, minha felicidade... É a mulher que amo e... Por Deus, agora posso afirmar, é a mulher que quero para todo o sempre! Eu te amo!... E não existi mulher no mundo capaz de me fazer esquecer esse sentimento...!

Alice chorou ainda mais diante de suas palavras. Completamente tocada com o que ele disse, e mais ainda, com a forma intensa que cada palavra saiu de seus lábios, ela levou uma de suas mãos de encontro à mão de Jasper a acariciava sua face, segurando-a forte.

- Para sempre? – perguntou.

- Para sempre! – afirmou Jasper, fazendo-a fechar os olhos.

- Eu te amo Jasper Cullen! – disse Alice, fazendo com que ele quase fosse explodir.

- Diz de novo! – pediu.

- Eu te amo... Nunca, por um segundo sequer me esqueci de você... Eu te amo... Eu te amo tanto que sua falta quase me matou!

- Nunca mais irei abandoná-la, eu prometo, e dessa vez, não são somente palavras! – disse se inclinando para ela.

Então o momento que ela mais sonhou finalmente chegou, finalmente estava provando daqueles lábios macios e daquela boca quente que tanto lhe aqueceu o coração. Ele foi carinhoso e delicado, como se ela fosse quebrar se fosse com muita sede, mas ela se sentia como um vulcão, e talvez por isso o tenha puxado pelos cabelos e tornado o beijo mais ardente do que ele pretendia.

Por eles o beijo teria continuado por mais tempo, mas então a enfermeira abriu a porta e em seus braços estava o pequeno milagre dos dois.

- Será que chegamos em uma péssima hora? – disse a enfermeira para o pequeno menino que dormia em seus braços em tom de brincadeira.

- Não! – disse Alice. – Deixe-me pegar o meu menino! – pediu com lágrimas ainda descendo por sua face.

Rindo a enfermeira entregou para a mamãe seu pequeno ser e então deixou que a pequena família tivesse o seu primeiro momento a sós.

- Ele é perfeito... O tio e avô ficaram encantados com ele! – disse Jasper fazendo Alice olhar para ele assustada, enquanto ele sorria – Não sabe? Bem, não me diga que descobrir primeiro que você que tem um irmão e um pai?... Ah... Inclusive um irmão que é padrinho de nosso filho!

- Do que esta falando? – ela tinha família, mas há muito tempo não sabia mais deles.

- Paul e Tommy... Estou falando de nossa família! – disse Jasper.

Demorou alguns segundos para que a ficha caísse e então emocionada Alice encarou seu amor.

- Você convidou Tommy para ser padrinho de nosso filho?

- Será que existi alguém melhor?

Não, Alice sabia que não, pois naquele momento de certo modo estava dando ao seu amigo uma nova chance de ser feliz. Ele não poderia ter sua vida perfeita de antes, mas teria uma família que o amaria com a mesma verdade que um dia fora amado, e a Paul, seu velho amigo que realmente era como um pai estaria dando uma segunda família.

- Não! – disse Alice e então levou uma de suas mãos até a face de seu marido e o beijou delicadamente – Obrigada por não querer afastá-lo de mim.

- Jamais faria isso... Irmãos de almas nasceram para ficar juntos, entendo isso! – disse Jasper com um sorriso verdadeiro nos lábios. – Então... Como chamaremos nosso pequeno?

Alice sorriu.

- Jonnathas, ele será nosso pequeno Jonnathas!

FIM DO CAPITULO

Notas finais
Em relação a Jasper e Alice, por enquanto só vou dizer uma coisa... Para ela é bem mais facil perdoar, apesar dele tê-la abandonado ele sempre deixou claro que a amava, msm quando ficou em duvida em relação ao seu sentimento por conta de Isabella... E outra, querendo ou n, n ouve traição... sem falar que um momento de nascimento é magico, nunca fui mãe mas sei que nesse momento, normalmente a mulher deseja o pai de seu filho ao seu lado....

em relação a Edward e Isabella.... bem posso dizer que o proximo cap vem com fortes emoçoes... na verdade os proximos e ultimos caps...

Agora sim, posso dizer que estamos caminhando para o fim...

temos por ai... Tanya e Isabella, Alice e Isabella, a doença de Isabella.... hummm... o que sera??? e quem conta a hist.... Meninas, vou ajudar vcs....

Pensem bem, é um homem idoso, que esta contando a hist nos dias atuais e que sim, participou da hist... fez parte de sua vida....

quem sera???

esse misterio só vai ser resolvido no final...

comentem, comentem, comentem....

bjs