Vida Roubada

32 Capítulo 29


Acordou cedo, depois de todo aquele tempo sem vê-lo, ficar cara a cara com Edward não foi nada como esperava, afinal, ele não a esbofeteou nem nada do tipo como ela bem acreditava que merecia, mas também não foi uma situação fácil, nem ao menos tiveram uma conversa.

Ela o amava com todas as suas forças, em cada respirar que a deixava viva, mas também sabia que quando mais precisou demonstrar o quanto o amava ela fraquejou, ela o magoou de uma forma que talvez jamais possa ser capaz de entender. Até porque o Edward sempre esteve ao seu lado, nunca deixou duvidas de seus sentimentos, até mesmo quando ainda temia que talvez Tanya pudesse querê-lo de volta, ele jamais fraquejou em lhe demonstrar que ela era a única.

Olhou para a água que estava começando a borbulhar na chaleira e cruzou os braços, não havia passado das seis da manhã, ainda estava com sua roupa de dormir, sua filha ainda estava vivendo os sonhos dos deuses e Jasper dormia relaxado na sala. Assim que a água ficou no ponto certo a colocou de encontro ao pó, fazendo a mágica que a muito foi descoberta, transformando a água em café em alguns segundos.

Não fez muito, era somente para ela, somente uma xícara, talvez duas... Sorriu... Talvez Esme sempre estivesse certa “Não há nada melhor que uma boa xícara de café para desanuviar a mente”... Sentia a falta da mulher que foi mais que uma sogra, fora uma amiga, mas depois de tudo vê-la se tornou tão errado que se afastou. Soprando a xícara, tentando esfriar o café encostou-se no armário da cozinha, mas logo se afastou, sentiu algo estranho na bancada do armário e virou-se para ver do que se tratava, sorrindo ao segurar o livro preto que por muito tempo em sua vida se fez presente, mas que agora estava meio que esquecido.

Era uma bíblia, deixou a xícara em cima da bancada e abriu-a, olhando para a primeira pagina. Havia um marca texto dentro, sem qualquer discrição virou-o e leu o que estava escrito.

Para que nunca se esqueça o que realmente importa.

Com amor,

Rose.

Diferente dela sua prima nunca se deixou esquecer-se da importância de Deus em sua vida. Tentando não se recriminar mais que o normal, olhou para a página marcada e viu o capitulo marcado a caneta I coríntios.

Suspirou. Abraçou a bíblia e fechou os olhos, pensando em como ler este pequeno trecho lhe trouxe lembranças esquecidas.

“Acredite, não existe amor no mundo capaz de suportar tanta dor.”

Conseguia lembrar muitíssimo bem do quando Emmett lhe disse essa frase, lembrou de por muito tempo ter se questionado sobre isso, teve um momento até que chegou a concordar, mas com a resposta que Esme lhe deu a essa pergunta.

“Isso meu bem, somente quem ama de verdade pode saber. Até porque, não existe um grande amor sem um grande sofrimento, uma grande batalha por trás. A história nos mostra isso, Romeu e Julieta seriam tão aclamados se tivessem se casado e tido filhos sem qualquer problema? – balançou a cabeça negativamente, suspirando debochada – A felicidade marca nossas lembranças, mais a dor, quando intensa e voraz marca nossa alma, e por isso somos capazes de ir onde preciso for para aplacar esse sofrimento!”

Seu amor por Edward seria tão voraz assim?

Estava começando a acreditar, porque a dor que sentia era tão intensa que sua mente estava começando a dar voltas.

- Posso saber o que se passa em sua cabeça? – a voz de Jasper a fez abrir os olhos. – Essa ruga em sua testa mostra que talvez sua mente esteja fritando. – comentou sorrindo. – Acho que certas coisas nunca mudam.

Isabella sorriu – Nada demais, só estava me lembrando de algo que sua mãe me disse certa vez.

Ele olhou para o bule com café – Posso? – assim que ela assentiu, ele se serviu do resto do café. – Minha mãe é uma verdadeira filosofa, o que foi que ela disse dessa vez?

Isabella balançou a cabeça negativamente. – Esquece, não é nada demais.

- Oh... Será que fiz algo tão terrível assim que minha mãe tenha me arruinado em palavras que até mesmo você não tem coragem de me dizer?

Isabella deixou a bíblia do Emmett de volta ao lugar que encontrou, pegou seu café e sentou-se nada mesa, tomou um gole e serviu de alguns biscoitos. – Não era para você estar dormindo?

Ele percebendo a deixa para mudarem de conversa sentou-se de frente para ela e serviu-se de biscoitos também.

- Sim, mas como dormir mais cedo que de costume não conseguir ficar na cama por mais tempo. Foi criado para o trabalho! – disse com certo orgulho e um sorriso convencido nos lábios.

- Ah Carlisle ficaria orgulho em escudar isso.

Os dois gargalharam. Então se olharam em silencio por alguns segundos.

- Você sabia que sua mãe nunca acreditou que nos amassemos?

Jasper arqueou as sobrancelhas, de um modo que a fez lembrar-se de Edward. – Não?

- Bem... Não com um amor avassalador, capaz de derrubar montanhas, vencer distâncias e ainda permanecer intacto, cada vez mais forte! – comentou passando o dedo indicador na borda de sua caneca.

- Mas ela acreditava que pudéssemos ser felizes! – afirmou Jasper fazendo-a olhá-lo de forma questionadora.

- Ela lhe comentou algo?

Ele sorriu.

- Sim, tanto ela como meu pai... E acho que posso concordar com eles, e pelo que já me disse, creio que você também concorda.

Ela assentiu. – Acho que hoje consigo entender o que ela me disse... E sabe de uma coisa? Seria fácil para nós sermos felizes, até porque, nunca nenhum de nos saberíamos o que é o grande amor, acabaríamos no contentado com o amor que tínhamos, que de qualquer maneira seria especial.

Jasper esticou sua mão livre e esperou até que Isabella encostasse a sua na dele, para então segurar aquela pequena e delicada mão com um sorriso na face. – Mesmo que eu não tenha Alice, eu sempre serei grato por ter você!

Ela sorriu – Posso me contentar com isso!

Voltaram a comer e então Jasper quebrou o silencio.

- Comprei minha passagem de navio para daqui a algumas semanas... – suspirou – Acho que tanto eu como Alice merecemos ao menos uma ultima conversa...

- Não vá assim... Não com esse pensamento derrotista, se tudo o que você me contou foi verdadeiramente real, tenho certeza que desse encontro não vai sair somente uma ultima conversa!

- Eu a magoei...

- Não mais do que eu magoei o seu irmão! – rebateu Isabella. Jasper a encarou sério.

- Falei com o Edward ontem, assim que ele saiu do quarto...

Isabella engoliu em seco. – Pelo visto vocês não se mataram nem nada do tipo... – comentou.

Jasper sorriu.

- Não... Conseguimos sobreviver, mas também não tive a chance de esclarecer muita coisa... É como meu pai sempre diz... O mais sábio de todos é o tempo... Quem sabe ai não está a nossa resposta, menos tempo possível para Alice e um pouco mais de tempo para o meu irmão!

- Acho que não podemos discordar... Ao menos ele voltou para casa com uma pessoa amiga! – comentou.

- Pessoa amiga?

Isabella assentiu – Com Sarah ao lado dele, acho que ao menos chegou em casa...

Jasper sorriu sinicamente, balançando a cabeça negativamente. – É... Bem provável!

- Jasper, do que esta falando?

- Em sua ingenuidade minha cara amiga!

Isabella piscou confusa.

- Tem como ser mais claro?

- Oh sim, tem como ser cristalino! Você nunca se perguntou quem poderia ter me ajudado a enviar aquele bilhete estúpido ao meu irmão?

- Eu... Confesso que nunca cheguei a fazer esse questionamento.

- Pois bem, está na hora de você descobrir em quem confia. Sarah é apaixonada por Edward, ela me viu rondando a casa de vocês algumas vezes, não foi difícil para ela me identificar e então me passar informações preciosas...

- Não, Jasper você só pode estar enganado!

- Não mesmo, ela me falou tudo o que você dizia a ela, até mesmo o que não disse, ela andava escutando atrás das portas e me passava todas as informações, por isso, nunca tive duvidas de suas duvidas...

Com os olhos arregalados e uma expressão de verdadeiro choque Isabella olhou para o seu amigo. – Me diga que esta brincando!

- Não, estou falando serio, ela quer o seu lugar e me ajudou para tornar as coisas mais fáceis!

Sentindo-se tonta Isabella colocou as mãos em sua face e então se lembrou da primeira vez que saiu com Tanya, lembrou-se de uma frase que nunca deveria ter esquecido.

“Acredite em mim, onde menos esperamos, encontramos as cobras mais venenosas.”

Com os olhos ardendo de raiva, Isabella encarou seu amigo.

- Porque não me contou isso antes?

Jasper suspirou. – Desculpa, eu meio que esqueci em meio ao turbilhão de acontecimentos... Eu sinto muito.

Isabella olhou para o tempo, limpou uma lágrima que desceu por sua face e encarou seu amigo novamente.

- Pode cuidar de Rebecca para mim?

- Você sabe que sim, posso saber aonde vai?

- Encarar uma cobra, e mostrar que não é tão fácil manipular a todos por muito tempo!

Não demorou muito em sua higiene, muito menos em se arrumar. Saiu em vinte minutos, teve sorte ao pegar o ônibus e antes das oito sem encontrava de frente para a casa deixou meses atrás, uma casa carregada de lembranças e alegrias. Sentiu-se fraquejar, mas engoliu em seco e então sentiu a coragem dominando-a por todo o seu corpo novamente. Caminhou com passos decididos e chegou à porta de entrada, estava prestes a bater quando a porta abriu.

Com um sorriso nos lábios Carlisle a recebeu – Bom dia Isabella, é muito bom vê-la logo cedo, Rebecca esta...?

- Sinto muito Carlisle, Rebecca esta com Jasper. Posso entrar? – perguntou.

- Oh, claro! – deu passagem para que ela adentrasse.

Assim que entrou na sala sentiu uma pontada em seu peito, lembrou-se das tantas vezes que já havia se sentado naquelas poltronas, quantas vezes viu Edward brincando com Rebecca, quantas vezes ele a abraçou... Fechou os olhos por alguns instantes e quando os abriu deu de cara com Esme. Esperou por tudo, esperou por um tapa, ou que ela a expulsasse da casa, mas não esperou pelo abraço que recebeu.

- O que se deve o prazer da visita? – perguntou quando se afastou.

Ainda atordoada, encarou-a e depois voltou a olhar para Carlisle que olhou para ela sorrindo.

- Gostaria de falar com Sarah! – disse com a voz fraca, estava desconcertada com tanto carinho na atitude e olhar deles.

Os dois se olharam como se estivesse conversando silenciosamente e depois voltaram a olhar para Isabella.

- Já era para ela estar na cozinha, fui até em seu quarto mais não a encontrei, acredito que deve estar na parte de cima, no quarto que pertenceu a Rose. – disse Esme.

- Posso subir?

- Sim... Mas não faça muito barulho, acho que Edward ainda estar dormindo!

Isabella assentiu. Pediu licença e então retirando mais forças de dentro de si que não tinha qualquer conhecimento, subiu degrau por degrau até chegar ao segundo andar. Olhou para o corredor, ou melhor, olhou para o quarto que dividiu com Edward e se imaginou adentrando-o, imaginou-se indo à cama que ele estaria, se imaginou beijando-o lentamente até que ele despertasse para então amá-lo como ele sempre mereceu ser amado... Com total devoção.

Mas sabia que se adentrasse aquele quarto nada seria como imaginou, por isso, voltou a se concentrar em seu foco, por isso, quando se encontrou frente a frente com a porta do quarto que já fora tanto de Edward quanto de Rose o abriu sem bater, afinal, cobra se pega no susto.

Entretanto, Isabella jamais imaginou ver o que viu.

Edward se encontra em pé de costas, com as mãos apoiadas na parede, vestindo somente roupa intima diferente de Sarah que se encontrava coberta pela blusa que Edward estava usando no dia anterior, Isabella poderia jurar com total certeza, entretanto Sarah o abraçava de uma forma tão intima que uma raiva poderosa a dominou, porque era a forma que ela o abraçou tantas e tantas vezes.

- Vamos deixar acontecer Edward! – disse Sarah, mas ele nada respondeu. – Você verá, logo terá se esquecido de Isabella... Ela logo será somente um pesadelo!

Dominado por instintos primitivos, Isabella largou sua bolsa no chão e com passos pesados e ruídos aproximou-se deles, antes mesmo que qualquer um dos dois virar em sua direção completamente. Raivosa, ajudou Sarah a ficar frente a frente com ela, com um puxão de cabelo.

- Sua vadia falsa! – gritou antes de esbofeteá-la, que em resposta gritou com a ardência em sua face.

- Isabella, mas o que... – Edward começou dizendo, mas foi interrompido.

- Depois! Depois falo com você, meu assunto agora é com ela! – gritou apontando para Sarah que ainda estava atordoada pelo tapa que levou – Então sou um pesadelo? Vamos ver o quão grande posso me tornar um pesadelo para você?

- Louca... – gritou Sarah antes de receber outro tabefe na face.

- Posso ser uma boa amiga Sarah, uma ótima amiga, mas sei como matar cobras venenosas! – disse para em seguida a duas se atracarem como duas onças.

Isabella estava visivelmente fora de si e talvez por isso acertasse grande parte dos golpes em Sarah. Edward estava olhando a tudo como se não fosse real, pensou em afastá-las, mas simplesmente continuou assistindo.

Era realmente Isabella que estava agredindo Sarah?

Era impressão sua ou ela estava agindo como uma onça raivosa que defendia sua ninhada e seu macho?

- ... Esse é por Rebecca... Por minha família... – Carlisle e Esme chegaram ao quarto, olharam para cena e viram o seu filho que nada fazia enquanto a mulher com quem ele passou a noite apanhava de sua esposa.

- Eu sabia que isso não seria bom... – comentou Carlisle com a voz sussurrante.

- Bem, ao menos está claro o quão apaixonada Isabella é pelo marido. – comentou Esme passando a mão no peito. Desde cedo um dor incomoda lhe atormentava.

- Esme! – repreendeu Carlisle.

- O que foi? Sejamos ao menos honestos Carlisle! – disse Esme bufando.

Carlisle balançou a cabeça – Edward! – gritou pelo seu filho e então quando ele o encarou – Pegue Isabella, deixe Sarah comigo! – disse fazendo Edward sair do transe.

Não foi tão fácil, Isabella gritava coisas sem sentido, mas Edward conseguiu segurá-la firme, enquanto Carlisle fazia sua parte com Sarah, entretanto todos perderam a noção do chão que uma frase atordoante saiu dos lábios de Isabella.

- Nunca, nunca irei perdoá-la por eu ter perdido meu bebê!

Edward a soltou em choque, Isabella paralisou como todos naquele quarto, nem mesmo Sarah parecia ter saído ilesa diante do comentário acusatório.

- O que... O que... Disse? – perguntou Edward.

Isabella estava chorando, virou-se e encarou Edward. – Eu sinto muito... Sinto muito mesmo Edward... – sussurrou e então saiu correndo.

Com um instinto desconhecido correu atrás dela e antes que chegasse à escada ele a pegou pelo braço, sem qualquer aviso levou-a para o quarto que era deles e então os trancou ali dentro. Foi doloroso para ambos, pois a ultima vez que estiveram juntos naquele quarto ainda eram um casal.

- Será que você pode me explicar o que exatamente você disse naquele quarto? – disse depois de vários minutos, sua respiração falhando era a prova que se encontrava nervoso.

Isabella olhou para ele, fechou os olhos e tentou falar sem soluçar – Não tenho muito mais a dizer Edward... Ele já não existi mais...

- Era isso que queria falar comigo? – perguntou lembrando-se do recado de Rose.

- Sim, mas como disse, já faz algum tempo que não tenho mais nada a dizer.

Os dois se encararam, era amor, ódio, paixão, desejo, loucura, saudade... Tudo naquele olhar.

- Era meu? – perguntou com a voz falhando.

Isabella apertou suas mãos com força, à pergunta lhe doeu na alma, lhe tirou a respiração. Mas sabia que merecia duvidas, ela deu motivos para duvidas.

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- Nunca existiu outro depois você! – disse fazendo os dois lembrarem-se do sonho.

- Isso é difícil de acreditar depois do que eu vi, depois dos meses em que viveram juntos, me diga, Jasper sabe que está aqui? – retrucou Edward depois de alguns longos segundos.

Os dois ainda estavam se encarando com a mesma paixão.

- Acredite, você não viu nada, não sabe de nada!

Edward sorriu, uma raiva o dominou, virou-se e socou a parede e então gritou.

- Que droga Isabella então me esclareça às coisas, porque me sentir um idiota não é fácil... Droga, eu a peguei com meu irmão depois de você ter me jurado que era eu quem queria... Venho sofrendo com um condenado por sua traição, pela falta da minha filha... Então de repente você vem e me diz que sou o único como em um maldito sonho, de repente você ataca Sarah como uma mulher ciumenta, de repente eu descubro que iria ser pai... Droga, diga alguma merda que faça sentido! – pediu desesperado.

- Eu amo você! – disse arrancando dele um sorriso triste.

- Essa sua frase não respondi nada!

Ela deu um passo em direção a ele, um após outro, até estar próximo o suficiente para tocar sua face, foi receosa, viu quando ele acelerou a respiração em antecipação e então se lembrou do sonho – Eu tive um sonho com você... Eu queria tanto poder tocá-lo, mas eu simplesmente não conseguia... – disse o fazendo engolir em seco. – Isso me desesperou... Não poder tocá-lo dói demais!

Foi então que sem qualquer aviso Isabella tocou a face de seu marido com a ponta dos dedos, acariciou a lateral da face de Edward fazendo os dois estremecerem diante do contado. Em resposta Edward retirou a mão de Isabella, segurando firme seu pulso.

- O que você realmente quer Isabella? – perguntou Edward. – Quer me fazer sofrer ainda mais? Sou um jogo divertido de brincar?

- Eu errei... E eu sinto muito não ter me compreendido a tempo, a tempo de evitar que você sofresse... Eu juro que jamais quis magoá-lo!

- Quanto mais fala, menos respondi!

- Imagino que não seja fácil... Mas também não é fácil para mim, nunca foi... Foi difícil, um caminho muito difícil que tive que percorrer para entender certas coisas Edward... Para entender que meu sentimento por Jasper sempre vai existir, ele sempre será o meu primeiro amor, o homem que me trouxe Rebecca... Que nos trouxe Rebecca...

- Ótimo... Acho que as coisas estão começando a se esclarecer, finalmente! – disse ele dando um passo para se afastar, mas Isabella o segurou pelo pulso, fazendo-o olhá-la novamente.

- Ele sempre será uma lembrança doce... Mas nunca será você!

- E o que isso quer dizer? Que quer transar comigo também?

- Eu só estive uma vez com Jasper, quando concebemos Rebecca, depois disso só me deitei com um único homem, você. Porque não acredita nisso?

- Tente entender, é difícil acreditar depois da paixão que vi que durante todo esse tempo nada aconteceu!

- Eu juro, nada aconteceu. Depois que perdi você, depois que descobrir como ele me manipulou tudo o que queria era não olhar para ele...

- Serio? Então porque foi morar com ele? Sinceramente isso não faz qualquer sentindo!

- Como poderia aceitar o seu dinheiro? Como poderia ficar aqui com seus pais? Em sua casa? Por Deus, ainda me restou um pouco de dignidade... – ela suspirou, soltou a mão de Edward e afastou-se. – Foi doloroso perder o nosso filho, foi terrível e uma dor que jamais poderei esquecer, mas ao menos isso serviu para me aproximar de Jasper novamente, serviu para que eu enxergasse as coisas com mais clareza, sem medo do que poderia encontrar.

- Será que pode compartilhar? – questionou Edward olhando para as costas de Isabella.

De repente ela virou e voltou a encará-lo.

- Sempre amarei Jasper, mas sempre será somente isso, um amor pela amizade que temos, pela história que tivemos... Você não, você é mais que amor... É o grande amor da minha vida, é o sonho real que me faz bem, que me torna completa, me faz feliz... – Isabella fechou os olhos e voltou a abri-los para encará-lo. – Estou morrendo por dentro, a cada dia que fico longe de você é como se respirar fosse quase impossível...

- Eu queria tanto poder acreditar nisso!

- Como? Indo para cama com Sarah? – acusou Isabella.

- Por favor, você é a ultima a quem devo explicações do porque disso, isso é, se devo explicações a alguém...

- Ela é uma falsa, ela ajudou Jasper, ele me contou tudo... Passava informações nossas para ele... Foi ela que fez o bilhete chegar até você...

- Que seja, mas o que realmente importa Sarah não teve nada haver! Você não foi forçada a ir para cama com ele! – gritou Edward.

- Eu não fui, já lhe disse isso!

- Porque eu cheguei! Se eu não tivesse atrapalhado você teria ido Isabella!

- Eu sinto muito, já lhe pedi perdão, já lhe disse que errei que me enganei...

- Então me explique, como um tamanho desejo que a fez perder noção do tínhamos desapareceu, assim, do nada? Isso não faz sentido!

- Porque nunca houve desejo por ele em si... Era somente uma dúvida recheada de suposições que me fizeram cega... Quando resolvi abrir os olhos, quando finalmente resolvi me enxergar no meio disso tudo, foi fácil descobrir a verdade... É você Edward, sempre foi você – disse então rapidamente emoldurando a face de Edward novamente para então o puxá-lo para um beijo.

Ele bem que tentou evitar, mas seus braços logo a envolveram, e o beijo se tornou intenso, línguas matando saudade, braços prendendo corpos em chamas, lábios sussurrando murmúrios de prazer. Foi um beijo movido a paixão, movido a amor, carregado de saudade e desespero.

Quando o fôlego exigiu que suas bocas se afastassem, seus olhos se encontraram novamente.

- Não me deixe... Se você ainda consegue ver um coração em mim, um coração que bate por você, não me deixe...

- Não sei se serei capaz Isabella... Não depois de tudo...

- Ao menos dê algo em que possa acreditar... Acreditar que ainda possamos ter uma segunda chance...

Ele respirou fundo e então lhe deu um selinho em seus lábios e afastou-se, seguiu rumo ao banheiro, entretanto antes de fechar a porta olhou para ela novamente.

- Acho que tive o mesmo sonho... Foi terrível não poder sentir seu toque! – disse ele fazendo-a sorrir em meio às lágrimas. Ele não demonstrou qualquer emoção em sua face, fechou a porta e a disse silenciosamente para retirar-se.

Com os dedos em seus lábios Isabella suspirou, estava sentindo-se a um passo de dar a volta por cima, estava sentindo-se encorajada a tentar, a sonhar com a realidade novamente. Saiu do quarto e então assim que estava descendo as escadas escutou os gritos de Carlisle.

- Socorro!

Correndo chegou até a sala e paralisou diante da cena, Esme estava caída no chão, desacordada enquanto seu amor clamava por ela desesperado.

FIM DO CAPITULO

Notas finais
Vamos lá...

Capitulo postado.... E...

Ai gente o que acharam do conversa do Edward e de Isabella???

Bom, ao menos o Edward n acabou com as esperanças dela, o que é boa coisa, até pq esperar que ele perdoe assim rapido seria demais.... Ele ainda esta magoado e a situação com Jasper precisa ser resolvido, ao menos parcialmente...

Falando nele.... Até que enfim ele tomou alguma atitude em relaçao a Alice.... E sim, ele irá a Inglaterra... Como será esse encontro???

quero saber o que acharam do capitulo....

comentem, comentem, comentem...

bjocas

*-*

OBS: é capaz de na proxima semana n ter postagem, problemas pessoais que talvez n se resolvam a tempo, mas farei o possivel...