Vida Roubada
1 Capítulo 1
Londres, dias atuais.
Estava se sentindo bem, apesar de ter a sensação que o ar a qualquer momento poderia lhe faltar e de não conseguir por nenhum momento deixar que seu corpo parasse de tremer. Suspirou frustrado. Essa maldita doença era tão cruel, nem ao menos conseguia se arrumar sozinho, ou até mesmo se alimentar. Mas não se sentia mal com isso, mal de Parkinson poderia não ter cura, mas também não era uma doença fatal e o índice de demência é relativamente baixo. E consegui permanecer com suas memórias até seu último suspiro era um desejo confortador.
– Bom dia! – disse Karen, sua enfermeira mais querida. – Como meu paciente mais importante passou a noite?
Com o dinheiro que possuía poderia ter certo luxo, até mesmo em uma casa especializada em velhos, como ter o direito de uma enfermeira particular. Sorriu ao pensar na palavra, se fosse mais novo, com certeza ele seria repreendido por pensar assim, não eram velhos, eram idosos. – Assistir uma reprise de um show dos The Beatles – falou com certa dificuldade. Efeitos da doença.
– Que legal, deve ter sido emocionante!
– E foi!
Desde que decidiu por vim para a casa de repouso ao invés de ficar em sua casa, Karen cuidava dele, isso já fazia mais de seis anos, e ao longo desse tempo, criaram um carinho um pelo outro. Sua adorada enfermeira lhe ajudou a se alimentar, ele já havia feito sua higiene com ajuda de um dos enfermeiros. Durante o processo conversaram um pouco, mas nada como o de costume, ela ainda não estava bem. – Adoraria ficar no jardim essa manhã. – comentou.
– Claro ótima idéia, o dia está lindo.
Com ajuda da cadeira de roda ele chegou sem problema. Apesar de a última cirurgia que fez no cérebro ter ajudado na fala e nos movimentos das mãos, caminhar era um verdadeiro martírio, por isso evitava esse habito antes tão banal. Ficou de frente a lagoa, viu alguns pássaros sobrevoando o local e não pode deixar de achar a imagem bela. A grama estava verde e as flores exalavam um glorioso perfume. Karen sentou-se ao seu lado.
– Então, o que lhe aconteceu? – perguntou com os olhos fixos na paisagem que se desenhava a sua frente.
Karen sorriu, era de se esperar que ele perceberia que haviam novidades. – Ele, Seth veio me procurar.
Karen era uma linda mulher, morena com olhos cor de avelã que deixavam os homens suspirando, mas ela só tinha olhos para Seth, o médico que trabalha na casa de repouso há três anos e que arrancava suspiros das jovens que por lá trabalhavam. Já namoravam por um tempo, mas haviam se separado por cerca de três meses, antes de terem voltado.
Ela suspirou – Imagino que você irá me dizer para não ter tanto orgulho. Acredite, eu mesmo me falo isso todas as noites, mas não consigo nenhuma evolução.
Ele havia estado com muitas mulheres, incluindo sua melhor amiga. Ao que demonstrou, durante o período em que estiveram separados o celibato dramático comum entre rompimentos doloridos de amor não dominara a mente e ato do jovem médico — Errar é humano, perdoar é divino. Minha mãe sempre me disse isso, mas sinceramente eu não acho que devemos sempre perdoar, há casos e casos.
Karen olhou-o com uma expressão divertida. – O que aconteceu com meu paciente que me sugeriu cortar as partes intima de Seth a semanas atrás?
Sorriu – Estava brincando, não me diga que pensou em cortar mesmo?
– É claro que não, não quero passar o resto de meus dias na cadeia, mas juro que deu vontade. – comentou rindo.
– Imagino. Emascular homens safados sempre fez parte do imaginário feminino. – os dois sorriram até perderem o fôlego.
O silêncio permaneceu no ar por alguns segundos. – Eu queria tanto poder esquecê-lo. – murmurou.
– Talvez então devesse perdoá-lo, não há mal algum nisso, nunca ouve traição de qualquer modo, e mesmo que houvesse, dependendo de como, nem sempre é um problema.
Karen olhou-o.
– Não é assim tão simples, ele esteve com minha melhor amiga, a pessoa que eu sempre confidenciei todos os meus segredos... Isso me deixa maluca.
– Eu sei, percebe-se que não está em seu estado normal – comentou com um sorriso matreiro nos lábios e um brilho nos olhos de quem estava adorando o rumo da conversa.
– O que exatamente isso quer dizer?
– É como Charlie Chaplin diz: Chega um momento em sua vida, que você sabe. Quem é imprescindível para você, quem nunca foi, quem não é mais, quem será sempre – Ele ficou em silêncio por alguns minutos, deixou que cada palavra penetrasse nela, fundo em seu coração. Talvez, somente talvez ela tomasse uma decisão com que pudesse conviver. – Está preparada para escutar uma história? – perguntou subitamente.
– Não vou para outro lugar, de qualquer modo, e adoro escutar suas histórias.
Sorriu triste – Eu adoro contar histórias para você. – suspirou cansando – Eu confio em você, e por isso, decidi que vou lhe contar uma linda história de amor. – fechou os olhos e voltou ao tempo, pela primeira vez, contaria algo tão intimo a alguém. – Você sabia que sou americano, sou de uma pequena cidade dos Estados Unidos, Forks.
– Eu já tinha reparado que seu inglês é um pouco diferente. – comentou.
Em reposta ele sorriu. – Nem dá pra perceber tanto, já moro aqui há bastante tempo. – suspirou – Enfim, essa história começa nessa pequena cidade, não é nenhuma história que tenha transformado o mundo, mas é verdadeira, aconteceu, e às vezes a realidade basta pra mudar algumas pessoas... Para sempre!
Forks, 1943
http://www.youtube.com/watch?v=_3-rL7N441Q
Já não soluçava mais, não tinha o porquê de fazer isso, nada transformaria o rumo em que sua vida tomou e ela nem ao menos teria a coragem que seu pai teve, era fraca e puritana ao ponto de não querer arruinar sua vida e daquele que dependia dela.
Abaixou seu olhar e olhou para sua mão direita, a pequena pedra sem grande valor econômico brilhava mais que um verdadeiro diamante e faziam com que suas lágrimas rolassem por sua face com mais rapidez.
Ela estava noiva, iria se casar logo...
Como tudo podia mudar tão rápido?
Por Deus ela ainda podia se lembrar com riqueza de detalhes daquela noite, daquele momento, ela podia sentir o perfume inebriante que ele emanava, ela podia sentir o gosto de seus lábios, só bastava fechar os olhos para a viagem começar.
...
Em algum momento por ela desconhecido, ele iria partir, iria para longe, confiante, decidido, iria lutar pela pátria, ela temia por ele, seu coração se apertou no instante em que ele decidiu servir ao exercito, e se despedaçou no momento em que ele aceitou ir para terras européias, mas seus questionamentos sumiam no exato momento em que olhava para aqueles olhos azuis que brilhavam com tanta intensidade quando ele começava a falar, que tudo o que conseguia fazer era permitir que ele sonhasse mais e mais. Até porque ela sempre estava descrita em seu futuro e para ela isso bastava no momento.
– Jasper, Jasper onde está me levando? – perguntou sorrindo.
Ele parou um instante, emoldurou sua face e lhe deu um beijo na ponta do nariz.
– Para um lugar onde possa estar sozinho com você, venha! – disse voltando a puxá-la.
Ela o seguiu sorridente, esquecendo-se do baile que acontecia em La Push, ficando cada vez mais distante.
Quando sem qualquer aviso ele parou, estava ofegante e carregava em sua face um enorme sorriso. Estavam em frente ao mar, as ondas pareciam mais bonitas que o normal, parecia cantar junto com a música que tocava ao longe, e deixando tudo ainda mais belo o luar que os iluminavam era encantador e as enormes pedras que os escondiam eram perfeitas.
Ele acariciou a lateral de sua face com a costa de sua mão e seu sorriso foi se desfazendo aos poucos.
– Você é tão linda! – disse sussurrante.
Ela sorriu sem graça, se achava bonita, conseguia admitir que tivesse lá seus encantos, mas sempre se considerou comum, cabelos castanhos, olhos castanhos, pele clara, nada de tão diferente que a fizesse se destacar das outras garotas. Diferente de Jasper, loiro, alto, atlético, olhos claros, não tinham um só lugar em que ele passasse que os olhos femininos não o devorassem.
Talvez porque seu sangue não fosse totalmente americano, seu pai, Carlisle Cullen veio aos Estados Unidos da América quando ainda era um bebê, sua família chegou decidida a mudar de vida, a deixar a fome que sofriam na Polônia para trás. Eles não conseguiram grande coisa, mas pelo menos tinham comida à mesa todos os dias.
– É tão irreal, como não acredita em mim? – disse e voltou a sorrir.
– Jasper... – Ela iria protestar, mas uma música conhecida tocou ao longe, ele nada disse somente colocou seu polegar nos lábios de Isabella para que ela se calasse e a convidou silenciosamente para uma dança, fazendo-a sorrir. – Me tirou do salão de dança para me conduzir no meio das pedras.
Ele gargalhou, dando dois passos à esquerda.
– Não minha querida, eu simplesmente não resistir ao fato de nossa música esta tocando, e estamos bailando nessa macia e graciosa areia sob a luz do luar, lhe garanto estamos bem melhor que qualquer outro apaixonado no mundo! – girou com ela colada em seu corpo, para então continuar com os dois passos básicos tão conhecidos.
– Realmente muito tentador! – concordou enquanto aspirava o cheiro dele e então a famosa tristeza a dominou.
Percebendo o que estava preste a acontecer a segurou pela mão e a girou graciosamente fazendo-a sorrir. Definitivamente ser rodopiada em uma dança era maravilhoso, isso quando já se estava acostumada, pois no começo a tontura era simplesmente humilhante.
Quando o fim do rodopio chegou, ele voltou a conduzi-la ao dois pra cá, dois pra lá.
– Esse lugar é mágico, não sei explicar porque, só gosto de estar aqui e queria que esse momento acontecesse aqui.
Ela não interrompeu a dança, mas se afastou o suficiente para encará-lo.
– Jazz, não estou entendendo!
Ele lhe sorriu, voltou a girá-la, dessa vez fazendo-a dar duas voltas e começou a cantar a música, colado mais fortemente nela.
“Just a second glance,
Apenas um segundo olhar
Just a brief romance, and I might have gone on
Apenas um breve romance, e eu poderia ter seguido o
my way,
Meu caminho
Empty hearted
Com o caração vazio
It was fascination I know,
Foi fascinação, eu sei
Seeing you alone in the moonlight above,
Vendo voce sozinha à luz do luar acima,
Then I touched your hand and that moment
Então eu toquei sua mão e naquele momento
I kissed you,
Eu beijei você
Fascination turned to love...
fascinação se transformou em amor”
Quando a música chegou ao fim, eles ainda permaneceram abraçados por longos segundos, para enfim se afastarem. Ele a olhou e emoldurou sua face.
– Sei o quanto isso está sendo difícil para você, e apesar de querer continuar, eu sinto muito por estar lhe causando essa dor... – Ela tentou dizer algo, mas ele não deixou – Eu sei Bella, eu sinto, mas eu lhe prometo logo estarei aqui, logo estarei de volta, sei disso porque você é o meu destino! – disse deixando-a com lágrimas nos olhos.
– Oh querido, você também é o meu destino eu sinto isso em cada bater de meu coração!
Ele a puxou para um beijo apaixonado, entretanto rápido demais, para em seguida colar sua testa na dela, olhando fundo em seus olhos de modo tão apaixonando e sentindo a respiração batendo de encontro à face um do outro, para então se afastar, não muito, somente o suficiente para se ajoelhar a frente da mulher que dominava seu coração.
– Eu pensei em fazer isso de várias maneiras, mas acho que não tenho muito tempo e nem dinheiro para algo mais elaborado, então, aqui de joelho aos seus pés eu lhe peço, me dê mais um motivo para voltar... – Retirou uma caixa de seu bolso e então concluiu – Isabella você aceita se casar comigo?
– Jazz... – ela não conseguiu concluir, as lágrimas tomaram conta de seu ser com tamanha intensidade que tudo o que ela conseguiu foi se jogar nos braços de seu amado.
– Ow, espero que isso seja um sim! – disse ele abraçando-a enquanto sentava-a em seu colo, sem ao menos se importar com o fato de estar sujo com a areia úmida da praia.
Ele esperou até que ela se acalmasse para então voltar a questioná-la.
– Querida, eu ainda estou esperando por uma resposta sua. – disse olhando-a nos olhos.
– É bom que volte logo, não sei se vou agüentar sonhar com esse casamento por muitos meses, quero ser a senhora Cullen o mais rápido possível!
Delicadamente ele acariciou sua face.
– Sabe eu ainda não escutei o sim! – disse brincalhão, mas mesmo assim, o tom apaixonado não saíra de sua voz.
– Sim, sim, mil vezes sim, eu aceito me casar com você! – gritou sorridente.
Em resposta ele a puxou para um beijo apaixonado que tirou o fôlego dos dois, para em seguida colocar a aliança que ele comprou com suas economias que juntou antes de se alistar, era somente um carpinteiro, sua família não possuía grande coisa e ele tinha que ajudar em casa.
– Noiva é um motivo maior para voltar do que uma namorada! – brincou.
Isabella não sorriu junto com ele, e isso o deixou preocupado.
– Querida...
– Shiiii... Eu, eu quero deixar esse motivo ainda maior Jazz. – ele a olhou confuso.
– Um motivo ainda maior? – perguntou como se ela estivesse falando um absurdo.
– Sim... – tremula ela pegou a mão direita de seu agora noivo e levou até seu seio – Me faça tua Jasper, faça amor comigo! – pediu com os olhos suplicantes.
Ele ficou paralisado.
– Bella...
– Não, por favor, não diga o que penso que irá dizer, eu preciso de mais que um anel para ter força de viver um longo tempo longe de você, por favor, por favor...
Ele bem que tentou, mas ao vê-la implorando com tanto clamor não pode resistir, a puxou para um beijo e a luz do luar a fez dele, tornando o momento mais especial do que ambos poderiam sequer imaginar.
...
Toc toc
Batidas na porta de seu quarto a fizeram despertar de suas fantasias, mas não lhe deu força para pronunciar uma só palavra.
Depois de três batidas o visitante cansou de esperar, adentrando o aposento. Ela nem sequer virou o rosto para ver quem atrapalhava, a única coisa que há deixava um pouco melhor, eram as lembranças.
Ela escutou passos se aproximando até que ele entrou em seu campo de visão.
Quem ele era? Questionou-se curiosa.
Ela nunca o tinha visto, pelo menos não pessoalmente, talvez por isso tenha se sobressaltado, e como defesa encolheu-se em sua cama, abraçando suas pernas e olhando curiosa para o homem a sua frente.
– Olá! – cumprimentou-a.
Como resposta olhou para ele mais atenta, sua mente trabalhava a todo vapor, de alguma forma louca ele lhe parecia familiar.
– Me desculpe – disse com um sorriso fraco – Eu não deveria agir assim, mas a sua recusa em abrir a porta, acabou mandando pra longe tudo o que planejei para esse momento...
Ele falava rápido demais, porém tinha uma segurança na voz que a fascinava, jamais tinha ouvido alguém tão seguro de si como ele aparentava ser.
– ... Sou Edward Cullen!
Silêncio!
Quando ele parou de falar tudo o que se ouvia era silêncio.
Cuidadosamente começou a examiná-lo, tinha olhos claros como Jasper, só que não eram azuis, eram verdes, seu cabelo era claro, mas ao invés de um loiro radiante a cor era de um cobre escuro, a pele era clara, entretanto não havia um brilho encantador como o de seu eterno amor.
Entretanto apesar de tantas diferenças, havia algo nele que lembrava Jasper, algo que ela não sabia explicar, mas que lá no fundo tinha uma explicação desconhecida.
Em suas poucas conversas com o noivo sobre sua família ele havia falado do irmão, ela não sabia exatamente o porquê, mas ele parecia ficar triste toda vez que Edward era mencionado.
...
Estavam aproveitando o dia lindo da cidade em um passeio na praça, com todas aquelas flores o cheiro era fascinante e estando de mãos dadas com seu amado, nada no mundo parecia atingi-los, a não ser o amor.
– Minha mãe depende de mim, tenho que ser o forte, não está sendo fácil para ela ter que cuidar do meu pai, depois do derrame as coisas estão complicadas!
Carlisle era viril e ativo, assim como Jasper trabalhava como carpinteiro, enquanto Esme fazia deliciosos quitutes para vender no centro da cidade para ajudar em casa. Entretanto depois dos problemas de saúde do chefe da família, as coisas pareciam estar desandadas.
– Não sei como fazer para encobrir esse problema de Edward! – disse desanimado.
Ela parou de caminhar, fazendo-o acompanhá-la. Carinhosamente ela o encarou.
– Querido, não é justo, você tem um irmão, não é egoísmo querer dividir o peso que está carregando!
Ele sorriu, acariciou a face da namorada com tanto carinho que a impressão que ela teve, foi que sua face era uma das mais raras e belas porcelanas.
– Não minha querida, pelo contrário, falar sobre nosso pai é que seria egoísmo, nesse caso, de minha parte!
– Mas...
Rapidamente calou-a com um beijo. Vermelha de vergonha ela o afastou.
– Jasper! – falou constrangida, repreendendo-o, o que o levou a gargalhar.
– Venha, vamos passear! Assuntos como este são entediantes.
...
Quando por fim despertou de suas lembranças ela o encarou verdadeiramente desde que chegou.
– O que está fazendo aqui? – perguntou com um fio de voz.
Ele lhe sorriu.
– Vim buscar você! – falou firme.
Isso a surpreendeu.
– O que disse?
– Me desculpe, acho que não disse as coisas corretamente... – ele respirou fundo para então prosseguir – Vim buscar você, para morar comigo, para se tornar minha mulher!
Era como se um raio a tivesse atingido, ou ela estava louca, ou o mundo havia começado a girar de forma contrária!
Enojada ela deu um pulo da cama.
– Está louco? Não percebe o desproposito que esta dizendo?
Ele sorriu como se ela estivesse falando algo absurdo e não ele.
– Minha jovem me corrija se estiver errado. Você era noiva de meu irmão, acabou desfrutando de seus direitos como esposa muito antes do apropriado, recentemente descobriu que está grávida assim como que perdeu seu noivo. Que destino acha que essa criança terá? O que acha que irão dizer ao olhar para ele ou ela quando descobrir que não tem um pai?... – ele suspirou – Bem eu acho que posso lhe dizer, em uma só palavra. Bastardo! Não irão querer saber que o pai foi morto em guerra daqui a algum tempo, só irão dizer o quanto foi irresponsável e fácil ao se entregar e o quanto essa criança foi indesejada pelo pai!
Ela começou a chorar de raiva.
– Você não sabe de nada sobre meu relacionamento com Jasper, de nada, ninguém sabe, mas eu sei, ele amaria essa criança...
– Eu jamais disse o contrário, tenho certeza disso, mas os outros não têm, e por isso estou aqui.
Ela continuou olhando enojada.
– Escute, vim de Washington D.C. buscar meus pais estou levando eles daqui, tenho uma condição melhor e um futuro promissor, um emprego seguro, um muito bom por sinal, então fiquei sabendo da sua... – hesitou um pouco – Situação, minha mãe está muito preocupada com você, o fato de morar de favor e de ter dias contados para ficar nesse quarto em que vive...
– Diga a ela que darei um jeito! – disse firme o cortando.
– Dar um jeito... – sorriu – Você está carregando a única coisa que liga ela a Jasper, você acha que dar um jeito é a resposta que ela quer?
– E me relacionar com você seria a resposta desejada por ela? – retrucou.
Por um momento ele paralisou, para então sorrir. Se divertido levantou e a encarou.
– De fato eu não me expliquei direito o que é imperdoável para um advogado com eu. Isabella escute bem, pois não irei mais repetir. Tenho condições e estou oferecendo um nome para essa criança, somente isso, um nome, o nome de direito dele ou dela, se não estivesse carregando meu sobrinho em seu ventre jamais me daria ao luxo de vim vê-la. Por isso pense com carinho em minha proposta, tem dois dias, depois disso, lhe garanto que mesmo que queria jamais me verá novamente, a mim e a minha família, a decisão é sua!
Ela ficou sem resposta, o viu se afastando, o viu indo embora, deixando-a decidir entre dois traiçoeiros caminhos!
FIM DO CAPITULO
Notas finais
Espero que gostem
e por favor não esqueçam de comentar...
bjs
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