Vida De Uma Bruxa Semideusa
10 Canoagem
Notas iniciais
Você deve estar pensando que minha dupla foi um dois meus amigos, não é? Pois você está muito errado. Minha dupla é Clarisse La rue. E não, não há nenhum lado bom nisso. Ela também não parecia feliz por ser minha dupla. E não, Quíron não teve piedade de mim:
– Não podem trocar de dupla. É a regra.
Já estávamos dentro da canoa. As outras duplas também estavam preparadas.
– Se perdermos, a fada do dente lhe fará uma visitinha — demorei alguns segundos para entender o que ela quis dizer: quer iria arrancar os meus dentes, e por isso eu iria receber uma visita da fada do dente.
Eu não sei remar, nunca havia remado na minha vida. Ou seja era bem provável mesmo que eu ia ficar sem os dentes.
– Quando eu disser 3. 1, — contou Quíron — 2, 3!
No exato momento em que ele disse três todos começaram a remar. Eu estava remando de forma que fazia nós irmos para trás.
– Reme direito! Idiota! — Clarisse socou minhas costas.
Com essa motivação consegui me ajeitar e fiz o barco ir para frente. Meus braços já estavam extremamente cansados.
Quando chegamos na metade do percurso, um filho de Atena e Courtney já haviam ganhado e todos, exceto nós, já haviam chegado lá também. Ao perceber isso Clarisse fez a canoa ir para a margem e saiu de lá. Sem o peso dela a canoa quase virou comigo, cuidadosamente sai de lá.
Clarisse estava em pé diante de mim me encarando. Olhei para além dela, Quíron estava de costas para nós, é ela escolheu o momento certo para arrancar os meus dentes. Coloquei as mãos no rosto, porém ela não me socou. Ela me bateu com o remo com força o bastante para que eu caísse na água e o remo quebrasse. Uma lição: remos podem ser armas nas mãos de filhos de Ares.
A água estava fria. Antes de chegar ao fundo dei impulso e emergi. Botei os braços na margem e me joguei para fora da água. Cuspi um pouco d'água.
Eu estava encharcada, obviamente. É nessas horas que tenho inveja do Percy.
Olhei para meu lado esquerdo, Clarisse já havia sumido. Levantei, ao fazer isso a lateral do meu corpo doeu ao extremo, fora ali que Clarisse me acertou. Também não vi Quíron.
– Cara, você está encharcada. — Disse Jordan vindo até mim junto com Phillip e Courtney.
– Sério? Eu não havia percebido. Obrigada por avisar.
– Tentar matar alguém com um remo, essa é nova. — Disse Phillip segurando o riso.
– Cala a boca — Dei um empurrão nele — Tenho que trocar de roupa. Eles me acompanharam até meu chalé.
Conforme passávamos os campistas olhavam para mim e cochichavam.
– Foi muita má sorte sua ter tido Clarisse como dupla — Disse Jordan.
– Nem me diga. — Falei.
– Você tem que fazer ela parar de pegar no seu pé. Por que você não fez ela entrar em um pesadelo louco? — Perguntou Phillip.
– Porque... por mais que ela me perturbe, eu não me sinto bem fazendo isso. Vou fazer ela parar de pegar no meu pé de outro jeito.
– Como? — Perguntou Courtney.
– JÁ SEI! Você e Jordan são filhos de Hermes, logo gostam de pegadinhas. Me ajudem a trollar a Clarisse. Mas tem que ser uma pegadinha que faça ela nunca mais querer mexer comigo.
– Cara, somos filhos de Hermes, não suicidas. — Disse Jordan.
– Como assim?
– Ela vai querer matar você e a gente, se ajudarmos. Os únicos que tem coragem de fazer pegadinha com ela são os Stoll — respondeu Courtney.
– Ok. Então eu vou falar com eles. Até mais tarde.
– Nós vamos estar nos estábulos! — Gritou Phillip enquanto eu corria até o meu chalé.
Peguei uma roupa e toalha, para me secar, e fui ao banheiro me trocar.
Queria que meus amigos me ajudassem com isso, mas, pelo que li nos livros quando se trata de pegadinhas você tem que falar ou com os irmãos Stoll ou os gêmeos Weasley.
Assim que me arrumei fui procurar os Stoll. Eu espero que ele não me roubem e não peçam dinheiro em troca da pegadinha.
Os dois estavam na quadra de vôlei, não estavam jogando só assistindo.
– Ei, posso falar com vocês?
– Já está falando — Disse Connor.
Revirei os olhos.
– Sei que vocês são especialistas em pegadinhas...
– E? — Disse Travis.
– Preciso de ajuda para trollar Clarisse La rue.
Na hora que eu disse o nome de Clarisse eles me deram um olhar travesso.
– Clarisse? São poucos que tem coragem de mexer com ela. — Respondeu Connor.
– Exato. E sei que vocês têm coragem para isso.
– Ok, mas vamos querer algo em troca. — Travis disse.
– O que? — perguntei.
– Deixa já temos — quando olhei para mão de Connor ela estava pegando dinheiro da minha carteira. Eles são bem mais rápidos do que eu pensava — Na hora do jantar vamos combinar a trollagem direito.
– Ok. — Concordei arrancando a minha carteira da mão dele. Só um dracma e metade um chiclete sobraram, mas, vai valer a pena já que Clarisse não vai mais pegar no meu pé. E isso sem eu precisar botá-la em um pesadelo.
Corri até o estábulo para contar aos outros.
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