Vida Complicada

25 Uma visita um tanto inesperada


Notas iniciais
Hey, people, voltei! Para sua alegria! Ou Não!
Bem, eu também sou VICIADA em The Pretty Reckless, eles são muito fodas. Culpe minha irmã Mylla por isso. Então, tinha esse show de talentos na escola e ela me pediu pra fazer um dueto com ela. Eu estava ouvindo a única música que eu conhecia deles, Make Me Wanna Die, e eu estava cantando junto. De acordo com as imaginações fertéis da minha irmã e a do meu prof de teatro, eu tenho a voz parecida com a da Taylor Momsem (Vai nessa, ó az idéia, eu acho que eles devem ter ingerido muitas Lotus Flower). Acabou que eu e a minha irmã cantamos essa mesmo.
Mas vocês não tão nem aí, né? Well, eu acho que essa música dá certo com o momento (será que a Taylor é filha de Poseidon? Parece que ela fez essa música pros filhos de Poseidon, né? Ei, Taylor, se apaixonou pelo meu irmão Percy, é? kkkkkkkk)
MAIS ALGUÉM FICOU SABENDO QUE O NICO É GAY??? EU CHOREI VÉI! TIPO, MUITO. EU TAVA NO MEIO DA AULA DE INGLÊS MEXENDO ESCONDIDO NO CELULAR VÉI E EU VI AQUELA FOTO DA PÁGINA DO LIVRO NO FACE. EU COMECEI A TREMER E A CHORAR VÉI. É SÉRIO. A MINHA PROF TEVE QUE ME TIRAR DA SALA. E PRA EXPLICAR PRO MEU PAI O PORQUE QUE EU ESTAVA CHORANDO ENTÃO? "Porque você está chorando, filha?" "Por causa do Nico, pai!" "-..." "pai?" "Õ-Õ QUE NICO?!?" Foi terrível, véi.
Bem, ao capítulo. Hope ya have fun!

Lay my head under the water

Lay my head under the sea

Excuse me sir, am I your daughter?

Won't you take me back, take me back and see? — The Pretty Reckless, Under The Water

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– Eu te amo – sussurrei em seu ouvido, mesmo sabendo que ele não ouviria. Me aconcheguei melhor em seu abraço e adormeci, tendo uma visita muito curiosa e um tanto inesperada em meus sonhos...

Abri os olhos e estava em um lugar em que nunca estivera antes. Era um espaço enorme, algo como um salão de festas antigo, em tons de pérola, abalone e azul claro. Do lado de fora das janelas gigantes, parecia que estava de noite, pois era de um azul escuro. Também notei que estava de jeans, com uma camiseta preta do Panic! At The Disco e um all-star.

Dei um passo para frente e senti algo frio passando por mim, como uma corrente de ar. Dei outro passo e aconteceu de novo. Dei um giro para ver o que acontecia e notei um homem em um trono no meio da parede da frente. Ele parecia ter cerca de cinco metros de altura. Fui até lá. Pode me rotular de maluca, mas algo me dizia que eu deveria falar com ele.

Quanto mais perto eu chegava, mais parecia que minha pele iria queimar se eu encostasse no homem. Ele irradiava poder. Cheguei mais perto e pude vê-lo com mais clareza. Ele lembrou-me um catador da praia de Key West. Usava sandálias de couro, bermudas caqui e uma camisa marca Tommy Bahama toda estampada de coqueiros e papagaios. Sua pele tinha um bronzeado escuro e as mãos eram marcadas de cicatrizes como as de um velho pescador. O cabelo era preto, como o meu. Seu rosto tinha o mesmo ar taciturno que sempre me fez ser rotulada de rebelde. Mas os olhos, verde-mar como os meus, eram rodeados de rugas que me diziam que ele também sorria muito. Segurava um tridente em uma mão, e isso me fez adivinhar quem era.

– Pai – disse e me ajoelhei aos seus pés.

– Sim, criança. Levante-se. – disse ele e eu obedeci. – Imagino que esteja pensando no por que de eu tê-la trazido ao meu palácio no fundo do oceano – disse e eu olhei para as janelas. Então não era de noite. Eu que estava no fundo do oceano. Essa era a razão da corrente de ar quando me movimentava. – Bem, eu queria ter te chamado ontem, mas pelo visto você se assustou com minha nereida.

– O-o espírito em baixo d'água? Era uma... nereida?

– Sim, era uma nereida – respondeu. Então me ocorreu uma pergunta.

– Como... como eu estou respirando em baixo d'água? – perguntei me lembrando do Capture a Bandeira.

– Você é minha filha – disse ele. – E eu sou o deus dos mares. Não faz sentido que você respire em baixo d'água?

– Acho que sim – eu disse.

– Bom, eu te trouxe aqui para avisá-la de algo muito importante. – disse ele. – Seu namoro com Nico di Angelo.

– O que tem o meu namoro... Senhor? – perguntei. Essa última parte foi porque vi que a primeira sentença havia soado rude e eu não estava à fim de virar uma poça de água marinha.

– Como deve saber, você e o di Angelo são filhos dos Três Grandes, então são muito poderosos.

Ele não continuou.

– E...? – perguntei.

– E que vocês não podem ficar juntos.

– Por que? – perguntei chocada.

– Porque seus filhos seriam muito perigosos. Se filhos de semideuses menores já são muito perigosos porque tem poderes dos pais, imagine filhos de filhos dos Três Grandes! Seriam capazes de destruir o Olimpo! – disse ele. – E ainda tem aquele outro detal... cof cof cof – ele fingiu uma tosse, obviamente escondendo alguma coisa. O que ele ia falar antes? – Bem – ele continuou. – O caso é que seus filhos seriam poderosos demais.

– Mas, pai... Eu tenho só 15 anos! Eu não vou ter filhos tão nova. Além disso, quem garante que eu não vou terminar com o Nico à qualquer momento? Eu mal o conheço, é só uma paixonite. A gente se conhece à exatos três dias. Se a gente brigar, a gente vai terminar, isso é um fato. Quem garante que não vamos terminar? – eu disse.

– As Parcas – disse ele. – Eu as consultei antes de falar com você. Elas decretaram que você e Nico ficarão juntos e seus filhos decidirão o futuro do mundo, assim como Percy decidiu. Eu não vou tentar separar os dois por causa de Afrodite. Ela adora vocês. Ela me mataria se eu os separasse. – disse ele, torcendo o nariz. – Pelo visto, ela ama fazer casais complicados com os meus filhos. Primeiro Percy com a sabidinha irritante júnior – ele viu minha cara de confusão – a filha de Atena. – Ah, pensei. – E agora você com o filho de Hades, deus da morte, meu irmão e um dos Três Grandes. Porque ela ama fazer casais assim com os meus filhos? Não quero nem ver o que ela vai fazer com a Nicolly.

Antes que eu pudesse responder, uma voz falou das sombras.

– É porque eles são os mais bonitos, depois dos meus, claro – disse uma voz feminina.

Então eu vi uma deusa vindo em nossa direção. Ela estava usando um vestido vermelho de cetim e seu cabelo loiro longo estava enrolado em uma cascata de presilhas. Sua face era a mais bonita que eu já havia visto: maquiagem perfeita, olhos azuis deslumbrantes, um sorriso que iluminaria o lado escuro da lua. Pensando melhor, eu não posso dizer com quem ela se parecia. Pegue a mais bonita atriz que você possa pensar. A deusa era dez vezes mais bonita do que ela. Pegue qualquer coisa que você quissesse ter: cabelo, olhos. A deusa tinha aquilo.

– Afrodite – eu concluí. – A deusa do amor.

– Sim, querida. Fico feliz que Zeus tenha me mandado aqui. Assim posso interromper seu pai ao lhe dizer para não se apaixonar pelo garoto di Angelo. Bobagem. O amor vale à pena sim. O Olimpo vai ser destruído se você tiver filhos com ele? Não se importe! Tudo vale à pena no amor. EU sou a encarnação do próprio amor. Acredite, eu sei dessas coisas. – disse a deusa.

– Afrodite – disse Poseidon – O que faz aqui? Como você entrou no meu reino?

– Zeus me mandou convocá-lo para uma reunião agora no Olimpo. – respondeu ela.

– Tudo bem. Eu já vou indo – ele se levantou do trono. – E, filha... Só mais uma coisa. – ele tirou algo do bolso. – Fico feliz que tenha ganhado o capture a bandeira – ele me entregou um tipo de argola.

– Obrigada, senhor – agradeci.

– Só mais uma coisa. Tudo vai mudar quando você acordar, Celynne. Tudo.

– Como assim, pai?

– Lembre-se do que conversamos. – disse ele e estalou os dedos, virando uma névoa verde-mar e me deixando no vácuo.

– Não siga o que ele lhe disse – disse Afrodite colocando a mão no meu ombro.

– Ahn?

– O conselho.

– Ah tá. Ei – perguntei meio incerta olhando a argola de prata. Havia várias cenas entalhadas em ouro de semideuses ganhando de monstros, mas eu nunca havia visto aquilo nas minhas pesquisas... ou havia? Aquilo parecia ser bem familiar. De onde eu conhecia aquilo? – O que é isso? – perguntei a Afrodite mostrando a argola.

– Oh, vai combinar com a sua armadura! – ela disse feliz. – Isso, querida, é um chakram. – Oh, sim. A arma da Xena. Era daí que eu conhecia aquilo. Ela o pegou de minha mão e o atirou. Ele acertou todas as paredes como um bulmerangue, girando de um jeito mortal e assassino, e voltou a mão da deusa. – Não sou muito fã de violência, mas Ares me ensinou uma ou duas coisinhas.

Eu estava embasbacada.

– Mas isso não vem ao caso. – ela me devolveu o chakram. – Venha. Vamos tomar um chá. Temos muito que conversar.

Ela acenou e sua forma mudou. Seus olhos agora brilhavam de brincadeira – às vezes verde, azul ou âmbar. Seu cabelo mudou de loiro longo para cachos chocolates escuro. Ela agora estava vestida como uma belle do Sul. O vestido tinha um corpete de seda rosa decotado e uma saia de três camadas com renda branca e anáguas. Ela usava luvas altas de seda e manteve um leque rosa e branco emplumado no peito. Tudo nela parecia calculado para fazer-me sentir inadequada: a graça com que ela usava o vestido, a maquiagem perfeita, mas discreta, o jeito com que irradiava charme feminino que nenhum homem poderia resistir.

Ela acenou de novo, dessa vez na minha direção e minhas roupas também mudaram. Eu agora vestia um vestido igual ao de Afrodite, mas preto, com detalhes em vermelho. O leque preto na minha mão era de penas vermelhas e pretas. As luvas eram totalmente vermelhas. Eu usava uma sandália de salto preta e vermelha, com fitas até a panturrilha, como as de sapatilhas de bailarina.

Ela me guiou até onde uma mesa estava posta com talheres, copos de porcelana e, claro, um bule fumegante de chá, a fragrância mudava tão facilmente quanto à aparência de Afrodite – às vezes canela, às vezes jasmim, às vezes menta. Havia pratos de bolinhos, biscoitos e muffins, manteiga fresca e geleia – todos eles, notei, eram incrivelmente gordurosos, a não ser é claro, que você fosse a deusa imortal do amor.

Afrodite sentou-se – ou segurou o tribunal, ao invés – em uma cadeira de pavão de vime. Ela serviu o chá e os bolos sem ficar com uma única mancha em suas roupas, sua postura perfeita, seu sorriso deslumbrante.

Sentei-me na cadeira à sua direita e ela pôs uma das xícaras de chá na minha frente. Tive o cuidado de manter minha postura perfeita como a dela e os cotovelos fora da mesa. Não iria cometer uma gafe na frente da deusa que parecia defender meu relacionamento com Nico.

– Então, querida – disse ela. – Com o que exatamente o seu pai está implicando?

– Bom, ele diz que, como somos os dois filhos dos Três Grandes, nossos filhos seriam muito perigosos para o Olimpo. – eu disse abaixando a cabeça. – Mas eu tenho só 15 anos! Como ele quer que eu tenha filhos aos 15? – perguntei, indignada.

– Querida, a maioria dos relacionamentos começa quando as pessoas são crianças. 50% ficam na friendzone e os outros 50% viram casais eternos. Entre você e o Nico, a chance de vocês ficarem só na amizade é 0,001%, se tanto.

Quando eu ia responder, minha visão virou e embaçou. Então eu senti algo, como um puxão e Afrodite saiu de foco.

– O que está acontecendo? – perguntei.

– Você está acordando. Tchau, até logo, querida. Nós veremos em breve. Mais em breve do que você imagina. – disse ela.

– Espere!! O que meu pai quis dizer com "tudo vai... – não consegui concluir a frase, pois eu havia acordado.

Nico me sacudia com força e gritava meu nome. Eu abri os olhos, olhando para ele com descrença. Isso é jeito de acordar alguém?

– Que susto, mô! Pensei que estivesse em coma! Eu estou gritando com você tem, sei lá, uns 40 minutos? Quer me matar, é? – disse me abraçando.

– Bom dia pra você também. – eu disse. Ele me largou e eu me espreguicei.

– Bom dia – disse ele e me deu um selinho. – Você dorme igual uma vítima da Medusa, gata. Eu estava à ponto de chamar o Quíron aqui pra ver o que havia de errado com você.

– Nossa, que exagero. Eu não acordei porque dois deuses me convocaram nos meus sonhos.

– Sério? Eu meio que esqueci de que você poderia estar sonhando. Quem te convocou?

– Meu pai e Afrodite.

– O que eles queriam?

Descrevi o meu sonho, não escondendo nada. Afinal, eu iria esconder o que? O sonho era sobre nós dois. Não faria sentido. Apenas omiti a parte que mais me afligia. "Tudo vai mudar, Celynne. Tudo". Não sabia o que aquilo significava e não queria compartilhar com mais ninguém aquela informação.

– Sério que as Parcas disseram que vamos ficar juntos para sempre? – disse Nico com um sorriso enorme.

– Sério – eu disse sorrindo também.

Ele me beijou. Eu já estava meio tonta por causa do sonho, estão quando nos separamos eu quase caí, mas consegui disfarçar, fingindo que iria sentar na cama.

– Hora de nos arrumarmos. – disse ele.

– Por que? – perguntei.

– A viajem a Nova York, lembra? – perguntou.

– Claro! – eu disse e lhe dei um selinho. – Tchau. Vou tomar um banho e arrumar minhas coisas. Me pegue no meu chalé daqui a uma hora e meia, mais ou menos.

– Ok. – disse e eu saí do chalé.

Em uma hora eu estava pronta. Eu tomara um banho, escovara meu cabelo e fizera minha maquiagem. Me vesti com uma blusa do Metallica e uma saia preta de spikes. Coloquei minha maquiagem diária: delineador, lápis, rímel e batom, todos pretos. Pus uma meia arrastão e uma bota preta de cardarços, com salto. Coloquei minhas armas escondidas por baixo da roupa. Vai que alguma coisa nos ataque.

Saí do meu chalé. Nico me esperava do lado de fora. Estava usando uma camiseta preta dos Beatles e calças jeans escuras.

– Uau – disse ele.

– Gostou?

– Adorei – ele me puxou para um beijo quente.

Ficamos nos beijando por alguns minutos.

– Nós já estamos atrasados – disse ele.

– Tem razão – respondi, mas continuei a beijá-lo.

– Vamos – disse ele.

Suspirei.

– Vamos – concordei sorrindo. – Ou não. Podemos ficar aqui por mais um tempo – eu ri.

– Eu não te entendo – resmungou ele.

– “Mulheres existem para serem amadas, não para serem entendidas." Aprenda um pouco com Vinícius de Moraes.

Ele riu e pegou a minha mão.

– Só por curiosidade, como vamos chegar em Nova York? – perguntei.

– Vamos viajar pelas sombras.

– O que? – perguntei.

Nico suspirou, como se não fosse a primeira vez que fazia aquilo.

– Percy também não entendeu – disse ele. – Bem, minha querida aluna, todas as sombras são parte de uma mesma substância. Só há uma escuridão, e as criaturas do submundo podem usá-la como uma estrada, ou porta.

– Eu não entendo – eu disse.

– Não. – disse Nico. – Eu demorei um longo tempo para aprender. Tentei explicar para Percy como funcionava, mas ele não entendeu nada – ele riu. – Acho que eu devo te mostrar. – ele apertou minha mão com força. – Preparada?

– Claro.

De repente, eu senti sombras tão frias quanto o lado escuro da lua tentando entrar em mim. Escuridão. Arrepios gelados passaram pela minha espinha. Eu ouvia barulhos estranhos. E estávamos indo tão rápido que parecia que meu rosto ia desgrudar.

Em outras palavras, achei incrível. Num minuto, eu não conseguia ver nada. Só conseguia sentir meus dedos entrelaçados nos de Nico. No minuto seguinte, as sombras transformaram-se em uma nova cena.

Estávamos no Central Park, em Nova York.

Notas finais
O que acharam? Grandinho né? Putz, 2574 palavras! Mereço rewiews? Recomendações? Tiros na testa? Cartas-bomba? Declarações de amor? Planos para dominar o mundo? Talvez planos terroristas? Bombas nuclares?
E no próximo capítulo: Finalmente um pouco de ação, minha gente! Os magos resolveram aparecer!! MUAHAHAHAHA MUAHAHAHAHAHAHA ~le risada maníaca~ cof cof cof kkkkkkk
Então, mudando de assunto, alguns leitores me mandaram MP's pedindo para eu colocar hentai na fic. Eu escrevo várias fics aqui no meu pc (que eu nunca, jamais, jamé, never, postarei aqui no Nyah!) e tenho alguns hentais muito bons *modo pervs on*.
ENTÃO EU PERGUNTO: Vocês querem que eu mude a fic para +18 e coloque hentai Nicel, Percabeth e Nifael (Nicolly + Rafael - esse casal vai aparecer depois, mais precisamente no capítulo 34, sim, eu já escrevi até o capítulo 40 e não postei MUAHAHAHAHA #Sou Má). Mas eaí? Deixem rewiews anunciando suas opiniões, ou pode ser por mp mesmo.
~ beijinhos com gostinho de Axl Rose *OMFGs*