Vida A Dois
3 Capítulo 3
Notas iniciais
No caminho de volta para casa fiquei pensando em quem iria encontrar amanhã no jantar. Será que Scott arranjou uma namorada e gostaria de me apresentar a ela? Após a guerra, ele e Vee namoraram, mas não durou muito. Todo aquele desejo que tivera por ele sumiu quando Vee o conheceu melhor, ela percebeu que os dois realmente não seriam um casal tão bom quanto ela pensou que seria. A convivência mudou tudo. E não fiquei tão surpresa quando eles decidiram manter somente a amizade. E os dois continuaram sendo meus amigos mais próximos.
Três anos depois, Vee se casou com Gavin e foi morar na Inglaterra junto dele. Sinto muita falta dela,mas nós nos comunicamos por Skype e coisas assim, e pelo menos uma vez por ano me faz uma visita.
Com Scott foi diferente. Ele não teve uma namorada fixa. Seus relacionamentos duravam no máximo três semanas, ás vezes somente uma. Pelo menos era isso que eu ficava sabendo quando falava com ele. Sempre achei isso estranho, porque ele era um ótimo amigo e companheiro, não tenho dúvida de que seria um ótimo namorado também. Talvez fosse só as garotas que ele escolhia. Vai ver realmente não eram as certas.
Quando chegamos à casa fui tomar banho, enquanto Patch me esperava no sofá pra a gente ver um filme juntos. Isso era uma coisa que nós nos acostumamos a fazer . Sentamos juntos e assistimos algo que esteja passando ou nos beijamos ao em vez de assistir qualquer coisa. Hoje, a segunda opção parecia melhor, mas eu também queria impressioná-lo. Por isso eu me vesti com uma lingerie que eu comprei escondida dele quando ainda estávamos em Nova York. Era preta e tinha liga. Patch sempre diz o quanto adora me ver usando liga.
Saí do quarto e vi Patch sentado no sofá numa posição relaxada com seus olhos na TV analizando a sinopse de uma filme.
– Anjo, tem um filme que...- ele se virou, e me olhou de cima a baixo, com os olhos já cheios de desejo. Concentrando-se especialmente nas minhas pernas.Depois de alguns segundos ele abriu um daqueles sorrisos safados e falou:
– Está linda, Anjo.
Mordi meu lábio inferior e sorri um pouco. Começei a andar em sua direção lentamente.
– Obrigada.- respondi satisfeita.
–Você deveria se vestir assim todas as noites.- Seus sorriso crescia ainda mais.
–Hum... Eu não sei. Você só vai tentar tirar mesmo.
–É, talvez. Vem cá.- ele se levantou, me agarrou pela cintura e me puxou para o sofá.
Sentei no colo dele de perna de pernas abertas de modo que ele ficasse entre elas. Ele me beijava com toda a paixão e desejo do mundo. Quando a TV começou a emitir muito barulho, indicando que o filme estava prestes a começar, sai de cima dele e desliguei o aparelho.
Novamente, sentei-me em cima dele, e dessa vez não perdi tempo. Passei minha mãos por baixo de sua camisa, sentindo seu peito musculoso e sua pele macia. Patch tirou sua camisa e eu quis fazer o resto. Dasabotoei suas calças e abaixei o zíper, quando começei a puxá-la para baixo ele arqueou um pouco suas coxas para que pudessem passar por elas. Depois que a calça estava completamente removida, ele me puxou para me dar mais um beijo apaixonante e explorou meu corpo com suas mãos até chegar nas minha costas, onde o fecho do meu sutiã ficava, ele o tirou e aproveitou para beijar meus seios nus.
Joguei minha cabeça para trás e deixei escapar um gemido, que, aparentemente, estimulou Patch o suficiente para começar a lamber ainda mais a pele sensível de meu seio direito. Agarrei seus cabelos, sentindo a textura sedosa e acariciando com meus dedos. Nos beijamos novamente e sua língua selvagem explorava minha boca com produndamente.
Depos disso, fizemos amor com intensidade e quando nós dois chegamos ao clímax juntos gritamos em êxtase, sem se imporar com quem estava ouvindo. O que provavelmente era todo mundo da casa ao lado.
Patch’s POV
Nora descansou a cabeça em meu peito assim que terminamos de fazer amor pela terceira vez naquela noite. Dessa vez estávamos deitados na cama.
Ela suspirou e se remexia suavemente, parecendo querer dizer algo. Esperei até que ela estivesse pronta para não pressioná-la, apesar da curiosidade.
Finalmente ela disse o que estava em sua mente:
– Patch... Lembra do que a Lynn perguntou enquanto estávamos lá em casa?
– Se eu fazia parte de uma gangue?
– Não, seu bobo. – disse ela rindo um pouco – Se a gente vai ter filhos ou não. – ela apoiou o queixo em meu peito para que pudesse olhar nos meus olhos.
– Lembro, mas por que quer falar sobre isso?
– Bom, nós nunca realmente discutimos o assunto. Até porque a gente nem sabe como seria uma criança nascida de uma união de um anjo caído com uma nefilim, já que as duas raças sempre tiveram pura aversão uma com a outra.
Levantei as sobrancelhas.
– É verdade. E você está começando esse assunto agora por que quer ter filhos comigo?
– Não. Quer dizer, sim, eu até queria ter filhos com você um dia, mas não sei... Bem, quem sabe no futuro, mas eu nem sei a sua opinião sobre isso. O que você acha?
Parei por um segundo. Nunca havia pensado em ter filhos com Nora. Na verdade, nunca pensei em ter filhos. Não sou uma pessoa muito paternal, se Nora quisesse filhos, quando ela estiver pronta eu ficaria feliz em fazê-la feliz. Porém a ideia de eu criar uma criança era assustadoramente nova pra mim. Não sabia absolutamente nada sobre gravidez, crianças ou coisas do gênero... Somente sabia o processo de como se fazia um bebê. E nisso eu era bom. Pelo menos.
– Hein, Patch? – Nora me tirou de meus pensamentos profundos.
– Bom, eu... Literalmente não sei se seria... – hesitei. Não sabia como falar isso em voz alta. Tinha enfrentado milhares de coisas perigosas em toda minha existência, mas não conseguia dizer para a mulher que eu amava mais do que tudo no mundo, que descordava dela sobre esse assunto tão delicado.
– O que, Patch? – ela me olhava com muita expectativa, mas também um pouco preocupa, pois raramente eu hesitava desse jeito antes de falar. – Tem algo de errado? – perguntou.
–Não, Anjo, não tem nada de errado. É que, na verdade, nunca me passou pela cabeça ter filhos. Não que eu não queira começar uma família com você. É que quando imaginei nossa vida juntos, somente visualizei você e eu. Só nós dois. Na minha mente nós vivíamos juntos, viajamos juntos... Esse tipo de coisa, entendeu?
Ela assentiu. E esperou alguns segundos antes de responder.
– Entendi, mas imagine uma criacinha com seus cabelos negros, meus olhos cinzas e com uma pele morena correndo pela casa, nos fazendo rir, que nós amaríamos pelo resto da nossa vida. E que criaríamos juntos e passearíamos juntos. – nesse instante ela deu um largo sorriso. Acho que realmente estava se animando com a ideia. E muito. – Sabe, nós continuaríamos juntos, mas estaríamos com uma junção da gente também, e pra mim isso parece muito com o que eu idealizei na minha mente como seria minha família. Com o amor da vida e nosso filho ou filha. Ou até mais. – o sorrios dela não parava de crescer, e minha ansiedade também não.
–Anjo, você acha que eu seria um bom pai? Eu não tenho dúvidas de que você seria uma ótima mãe, mas não sei se eu seria uma boa pessoa para esse tipo de cargo. – falei meio preocupado.
– Acha mesmo que eu deixaria você ser um pai ruim? Patch, eu não teria escolhido justamente você para passar o resto da eternidade comigo se eu não soubesse que iria ser o melhor parceiro que alguém poderia ter. Incluindo a paternidade.
– Você pensava muito nisso? – eu disse sorrindo. Grato pelo o que ela acaba de dizer.
– Eu costumava pensar muito no assunto. – deu de ombros.
– Sei... O que eu fiz pra merecer você, Anjo? – a olhei com ternura.
Ela deu uma pequena risada e se inclinou para me beijar. Foi um beijo delicado, porém com muita paixão. A beijei de volta demonstrando o quanto eu a amava.
Nos afastamos ela disse:
– Não vamos ter filhos nesse exato momento, ok? Eu só estava querendo discutir o assunto, porque simplesmente não saía da minha cabeça.
– Entendo, Anjo. Tá ok. Eu me senti bem em falar com você sobre isso também. Agora sei que não serei um pai ruim, pois você estará lá comigo. E sei que seremos bons pais. Temos um ao outro para apoiar. – pisquei para ela. E sorriu.
–Isso mesmo.
Nora virou se corpo para o outro lado, eu a abracei e enterrei meu rosto em seu pescoço. Inalei seu cheiro inebriante e sussurrei em seu ouvido:
– Amo você, Anjo.
– Também amo você. Boa noite.
– Sonhe com os anjos. – falei sorrindo.
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