Victor crauchi e o herdeiro do demônio

3 A indomável fúria do rei dos dragões


Notas iniciais
O fim então começa

Madalena estava agora correndo em um pequeno corredor diante da escuridão, a única coisa que a garota podia ver era o brilho de sua espada nos relâmpagos da chuva forte que na janela batia.

Um som apavorante domou os ouvidos da mulher que entrou na primeira porta que viu na frente para se esconder do demônio.

Mal sabia Madalena que o som na verdade vinha do enorme quarto que ela havia entrado, se virando com medo ela podia ver o enorme lugar.

A garota de olhos verdes voltou a segurar a espada com firmeza e se aproximou da criança de costas e com ódio a atacou.

Corpus imediatamente se desviou indo para parte mais escura do enorme quarto

—você não pode viver seu demônio desgraçado – nessa hora uma grande luz vermelha e roxa sai da criança que começou a gritar, seus olhos se tornaram fogo e como um ritual ele agora aumentava vinte vezes o tamanho de Madalena.

A mulher podia ver claramente que corpus já não tinha a aparência de um garoto e sim a de um dragão, Madalena com medo sai do quarto o mais rápido que pode deixando o demônio para trás.

Mas era inevitável despistar o grande dragão, pois por onde passava derrubava tudo aquilo que tocava.

Um cheiro de enxofre atacou as narinas de Madalena que corria sem parar agora pelo corredor grande, quando uma luz vermelha esquenta o lugar olhando para trás a mulher observa o dragão com sua boca aberta ela de dentro um jato de fogo sai e atacando Madalena que com a espada se defende.

Parecia que a espada fosse feita realmente para se defender do fogo cruel do demônio mesmo sendo pequena Madalena não sofreu nem uma queimadura, pois o fogo não conseguia sair da bainha da pequena espada.

—como ousa se defender do meu poder infinito sua mera mortal – corpus agora havia se esquecido de tudo o que havia aprendido sobre ter um coração bom, havia todo de ruim em sua mente ate o desejo de matar a garota que te afrontou desde antes de seu nascimento.

O dragão parado e com toda força que tinha ainda cuspindo fogo disse

—sua espada em breve vai derreter sua inútil, meu fogo corta qualquer barreira ate queimar seu inimigo! – Madalena empurrou o fogo contra o próprio dragão

A chama apagou no rosto do demônio que gritou de dor dando chance para Madalena tentar se despistar mais uma vez, a garota corria para um lado e para o outro, mas o castelo era tão grande que não achava a porta de onde havia entrado.

Os barulhos dos passos do dragão ficavam cada vez mais autos apavorando a mulher que tentava achar uma saída tentando se tele transportar para fora do castelo, mas estava muito fraca e não obteve sucesso.

—já te encontrei Madalena! – a voz grossa do dragão vinha de traz da mulher, virando rapidamente a garota só sentiu um peso caindo em seu corpo era a cauda do enorme monstro que com força a jogava para baixo destruindo o chão caindo no andar inferior, Madalena estava a um passo de desmaiar.

Corpus abriu ainda mais o enorme buraco para que pudesse passar para continuar seu massacre.

Mas seus planos foram interrompidos pelos guardas que chegaram para proteger seu alvo

—afaste se mostro.

Eles gritavam e com suas lanças a perfuraram.

O dragão berrou e num estante engoliu um dos guardas que sumia em sua boca

—meu deus vá chamar mais homem não podemos deixar essa criatura fugir do castelo – disse Madalena se pondo de pé com todas as forças que ainda tinha.

— olha para mim corpus – grita a mulher de olhos verdes

Apontando a espada dourada para o rosto do dragão que desviava o olhar para vela

—vou matar você sua desgraçada – tomando fôlego o dragão cospe mais uma vez seu fogo infinito contra a mulher que se defende com mais dificuldade.

— de novo? Você desobedece a meu poder?

— quem você pensa que e?

— eu sou o rei dos dragões – corpus se orgulhava em dizer essa frase e com toda a força que tinha aumentou o fogo empurrando a mulher contra a parede

— já chega! – fala corpus anulando o seu fogo e com sua enorme pata esmurra o corpo da garota que voa contras as paredes

O demônio agarra Madalena e levando a uma grande janela ele a joga na escuridão da noite.

A mulher podia sentir o ar no seu rosto que sangrava, escutava as trovoadas, quando pode ver o chão chegar sentiu um impulso te levando para cima era os seus poderes dando mais uma chance para sobreviver.

Madalena flutuava destruindo a física saiu voando o mais de pressa possível indo em direção o posta do castelo

— não pode ser — gritava corpus da janela se preparando para voar atrás da mulher

Assim fez o dragão voando contra a escuridão encontrando Madalena que muito rápido corria pelo ar, por cima das casas.

As pessoas que estavam acordadas andando pela rua ficavam assustadas ao ver algo tão grande no céu.

Corriam e se escondiam em seus lares, mas ninguém sabia que era corpus a criatura vermelha que continuava em sua busca de vingança.

Madalena ao ver que estava sendo seguida acelerou o seu impulso, indo em direção as nuvens escuras que só podiam ser vistas com detalhes pelos relâmpagos.

O dragão preparou mais uma vez seu fogo, mas dessa vez seu fogo seria ainda mais poderoso.

A mulher começou a perder suas forças, estando perto da boca do demônio.

Estava tão quente que Madalena nem se importava com os pingos gelados da chuva forte.

Então saiu o jato de fogo que em segundos cobria a noite, todos os lugares do reino ficaram da mesma cor, a cor destrutiva do inferno.

Madalena desapareceu no fogo assim como a chuva, caindo em direção às casas.

Corpus a pega antes de tocar o chão e com mais força joga contra o castelo

— morra! Gaspel — diz o dragão entre dentes.

A mulher atravessa a janela batendo com muita força na parede.

Logo o demônio entra no castelo vendo Madalena que estava deitada muito ferida com seu braço muito queimado decide atacar pela ultima vez!

— chegou a hora de dizer a deus garota insuportável — a besta abre sua boca pela ultima vez e vai para engolir a garota que com pouca força joga sua espada contra o coração do dragão

Corpus solta um berro e terminando o ritual volta a ser uma criança.

Ficando de joelhos a quatro metros de Madalena que com muito esforço se levanta

— como pode como ainda fica de pé?

— tem coisas que um demônio jamais vai entender

Corpus tira a espada de seu peito que jorrava sangue roxo.

A lamina dourada na mão do demônio descoloriu sobrando uma lamina simples e verde que queimou no membro do herdeiro.

Em estantes a mão do menino ficou na carne viva, ele jogou nos pés da mulher que o encarava sem piscar.

— você se queimou? Como pode um dominador de fogo se queimar? – Madalena pegou a pequena espada do chão.

Agora passava suas mãos pela lamina verde musgo e por alguns segundo examinou ate chegar numa conclusão

— essa espada e feita do mesmo material da espada divina de deus por isso que se queimou

Corpus cospe sangue roxo e entre dentes diz

— mesmo com o poder de seu salvador você garota tola vai morrer sentindo a minha fúria!

O herdeiro se levantou e com sua energia maligna fez de sua mão queimada surgir uma eletricidade roxa que se materializou em uma espada.

Caminhando lentamente os dois se olharam de frente, a criança e a mulher esticaram suas espadas.

Em relâmpagos da noite fria e obscura as laminas se batiam freneticamente Madalena sabia assim como corpus que não podiam fracassar, pois não haveria volta à vida dos dois estavam em jogo.

A mulher de olhos verdes pensava enquanto se defendia dos ataques do demônio

— como pode uma criança ter a mesma força que eu tenho e por cima com o seu peito perfurado.

O herdeiro também pensava

—tenho que matar essa mulher ela não pode viver não depois de ter tentado me assassinar durante tanto tempo

A briga dos dois foi interrompida com uma porta se abrindo no fim do corredor era o rei Tiago e um pequeno grupo que tinha seus mais fortes soldados

Mas corpus não ligou para o rei e continuou ainda com mais força atacar Madalena que se defendia de seus golpes frenéticos

O herdeiro deu uma rasteira na mulher que caiu no chão e com sua força diabólica arrastou jogando a para longe.

Ainda de costas para o rei o filho do diabo diz

— o senhor também esta contra mim não é? Você tentou me matar, vocês dois – o menino olhou para Tiago e para Madalena.

E com um sorriso de lado ergueu suas mãos para os dois, nesse momento Madalena flutuava assim como o fracassado senhor.

— o que você pensa que esta fazendo me solte imediatamente seu monstro — ordenava o rei, mas suas palavras não entravam no consciente do demônio.

— vocês devem morrer — uma pressão fez com que seus corpos começassem a se espremer

Mas o pequeno grupo não ficou parado eles foram para cima do garoto que estava desarmado

O primeiro atacou com sua espada que derreteu e seu corpo esfarelou como a rainha há dez anos, e a pressão ficou ainda mais forte.

Os outros com medo se afastaram, Madalena que estava sendo espremida jogou a lamina que caiu perto de uns dos soldados e sem saber se daria certo ele a pegou e com coragem imediatamente enfiou a pequena espada esverdeada no menino que gritou pela ultima vez.

Corpus deitou no chão soltando os dois do ar

Eles caíram, mas a mulher estava tão machucada que nem sente o piso gelado do castelo.

— ele morreu? Disse Tiago assustado, se levantado para checar.

Madalena com muita dificuldade se levanta e caminhou rapidamente ate a criança deitada, e com um sorriso pensava que a criatura estivesse morta.

Mas sua felicidade durou pouca o herdeiro ainda respirava, a mulher fechou o rosto, tirando a espada de seu corpo adormecido no chão.

—corpus e o mais poderoso dos três filhos do diabo, ele não precisa de seu corpo para viver, por isso que não morre.

Madalena agora apontava sua mão para o rei que se calou e olhando para baixo ficou

— a culpa e sua você deviam ter destruído esse monstro antes de sair do cristal, lutei brava mente contra ele hoje vi com os meus olhos e senti com o meu corpo o que essa criatura do inferno é capaz de fazer.

Madalena fechou ainda mais o rosto mostrando a todos sua tristeza e raiva

—você me desmentia ao seu povo toda semana por quê? O que você ganhou com isso?

— tentava ser feliz, ter um filho sempre foi o meu sonho.

—não existe felicidade aos olhos do demônio.

— queria esquecer o que ele fez tentar domesticá-lo usar seu poder para o bem, mas depois dessa noite vi que e impossível.

— seu reino entrou em uma depressão profunda Tiago, o chão e venenoso as plantas já não crescem, pessoas vão embora de suas casas por falta de comida e por causa da chuva que nunca para – Madalena olhou para os guardas que também olhava para baixo.

— tem um meio de matar a criatura e salvar esse lugar dessas impurezas

— como? — disse o rei levantado sua cabeça, e com um olhar de esperança chegou mais perto de Madalena que continuou a falar.

— pensava eu que com essa espada fosse capas de matar o demônio, mas errei isso feri apenas, mas jamais o mataria.

Tiago olhou para a espada na mão da mulher e curioso perguntou.

— por que esta espada, por que ela e tão importante.

— meu pai deixou essa espada com minha mãe antes de voltar para o reino de deus, ela contem matéria divina, capaz de ferir seu inimigo.

Tiago compreendeu a mulher que mostrava a pequena lamina esverdeada

— posso ver com mais clareza que a cor e a mesma da espada que o senhor destruiu o demônio, mas agora me diga qual e mesmo o jeito de matar a criatura?

Madalena guardou a espada e apontando sua mão para o norte falou.

— o lago da morte pode ser a salvação

O rei se arrepiou todo quando ouviu o nome, pois jamais havia ido lá.

Madalena muito cansada colocou suas mãos nos ombros de Tiago e lembrando-se de tudo o que o miserável rei lhe fez durante toda a vida e com um gesto de superioridade disse

— eu tenho pena de você — a mulher se agacha pegando corpus que desmaiado continuava

— dessa vez não fracasse, você deve chegar lá em quatro dias de viagem no máximo, Tiago você não pode errar – entregando o herdeiro para o rei Madalena sai pela porta da saída do quarto junto com os guardas restantes deixando o homem de meia idade para trás, pois sua tarefa ali havia acabado.

Naquela mesma noite o rei desesperado sai do castelo enfrentando as tortuosas chuvas, em seu cavalo indo para o norte.

Tiago sabia que aquele lugar era santo, pois não podia tele transportar para lá.

Tinha que fazer esse sacrifício pelo bem de seu reino.

Durante três dias e três noites o senhor correu, corria contra o tempo ate chegar ao lago da morte, naquele lugar não chovia, o fracassado rei pode ver as estrelas novamente, pois fazia muito tempo que não via algo tão bonito.

O demônio tirou tudo o que mais amava nesse mundo, tirou ate mesmo algo tão simples como ver as estrelas.

Vendo o céu Tiago também observava o extenso lugar de seu reino que coberto por uma nevoa mais escura do que a própria noite estava.

Dessa vez ele não podia fracassar então foi logo tirando de cima do cavalo a criança que ainda dormia, levando a criatura do inferno para mais perto do lago ouviu um barulho como se estivesse mais alguém presente.

Checando se não havia ninguém Tiago continuou, mas não sabia o rei que Madalena havia te seguido ate ali, e se escondendo entre as pedras que cobriam o lugar ela via se dessa vez o fracassado senhor não seria covarde o suficiente para abandonar mais uma vez a chance de matar o herdeiro do demônio.

E com um gesto robótico o rei mergulhou a criança no lago.

Corpus se contorcia de baixo da água, o herdeiro havia acordado, mas estava fraco por causa de seus graves ferimentos, passando algum segundo Tiago pode ver que o demônio não se mexia mais, então o rei soltou no lago seu herdeiro do trono.

Caindo de joelhos o senhor da miséria chorou, um choro verdadeiro de tristeza e agonia.

— como pode eu um homem tão poderoso entrar num declínio sem fim.

Aos soluços Tiago deixou uma lagrima rolar e cair no lago nesse momento uma forte luz iluminou o lugar jogando o rei contra o chão, o senhor ainda chorando levantou a cabeça para espiar o que estava acontecendo.

Pois sua lagrima de agonia ao ter contato com o lago da morte fez com que corpus se regenerasse e chegando a sua idade adulta, vestindo um sobre tudo marrom o homem muito bonito encarou o olhar do rei que de baixo para cima arrepiado olhava.

— obrigado meu pai – numa gargalha corpus se olhava, via seu corpo regenerado e adulto, pois nunca pensou que isso fosse possível.

Tiago como um relâmpago se levantou e se afastando do demônio gritou

— fique longe de mim seu monstro

— pai espere — o demônio foi para cima do rei, mas era tarde de mais Tiago tropeçou numa pedra caindo de cabeça em uma pequena rocha pontuda, antes que pudesse imaginar a agonia e dor já domava o seu corpo o miserável rei morria deixando apenas um único cômplice.

Madalena assistia toda a sena, chorando baixinho encostou-se à pedra.

Mas o som de tele transporte chamou sua atenção pois doze homens que era ligada a realeza apareceram da luz

de todos os soldados apenas um estava desarmado, um homem magro e com um rosto nada bondosa assustava madalena que se escondia ainda mais atras das pedras, pois sabia a mulher que era ele o comandante de reinos, a unica pessoa que podia mudar qualquer lei de todos os três lugares fantásticos que possuíam poder!

O senhor encarou o corpo que estava no chão, vendo corpus o único presente no momento.

seu rosto se fechou e com um olhar de nojo o homem começava a falar!

— não pude estar presente em seu nascimento na pequena capela e nunca acreditei no que lia sobre você mas não e que as bruxas tinham razão? temos um assassino entre nós, Vejam rapazes estamos perante do filho do diabo – com uma risada de lado o senhor que não era nada bom continuou sem deixar corpus se explicar.

— você já causou muitos estragos a esse reino demônio você será levado para o castelo e julgado pelo povo de lá e por mim – ele colocava sua mão no peito e com um gesto rápido balançou o braço e sem demora os guardas foram ate corpus que se mantivera parado ao lado do corpo de seu pai!

Ao ser puxado para cima com força corpus exclamou frustrado

— não fui eu ele tropeçou, eu não matei meu pai, vocês estão enganados, estão cometendo um grande erro!

— cala a boca seu mostro, vamos senhor basel – os guardas levaram o herdeiro para perto do homem.

Com sua mão magra agarrou o rosto de corpus que se mexia para se soltar e calmo começou a falar

— há vamos ver o que fez de errado, você matou alguns guardas, destruiu boa parte do castelo, ferio uma mulher quase a morte, matou sua mãe e agora vemos você diante do corpo de Tiago crauchi.

Tomando um pequeno fôlego basel continua

— sem conta nos estragos no próprio reino, você destruiu o reino maravilhoso deixando as maravilhas do lugar em ruínas.

O homem fecha a cara e da com toda a força um tapa no rosto de corpus que solta um grito virando sua cabeça para o lado direito.

— como se diz inocente besta do inferno

Com um olhar de derrotado o herdeiro e tele transportado junto com todos que estavam presente.

Madalena viu tudo o que aconteceu e derrubando lagrima sabia que o fim estava próximo, pois não havia jeitos de derrotar o filho do demônio.

Notas finais
oi pessoal queria dizer que sim corpus tem um apelido que se chama rei dos dragões por que ele possui o poder de fogo infinito de seu pai fiquem com DEUS ate o próximo capitulo