Viagem ao planeta Terra
8 Capítulo 8
Chegando na escola percebi que começaram a espalhar boatos sobre nós, algumas especulação sobre o que aconteceu noite passada, mal eles sabem que foi bem mais estranho, e alguns sobre nós estarmos namorando.
— Marry, você não acha que estão olhando muito para nós hoje?— Bem, já demos vários motivos pra eles para que pensem que estamos namorando e estamos de mãos dadas agora mesmo— Mas isso é normal, afinal eu amo você— M-me ama?— Claro, você é minha amiga, é perfeitamente comum eu te amar— Ah, nesse caso eu também te amoEu me sentia um pouco estranha de falar isso, mas ao mesmo tempo me sentia tão feliz. De repente ela me olhou com uma cara um pouco triste.— Posso falar com você mais tarde?— Claro, mas sobre o que?— É uma coisa muito importante, você tem que me prometer que não vai contar pra ninguém— Eu não vou contar, mas quando vai falar?— Quando estivermos sozinhas, pode ser na sua casa?— Minha mãe vai trabalhar até mais tarde hoje então tudo bemFomos para sala de aula, passei o dia todo pensando sobre o que ela queria falar, isso ficou me deixando louca, minha curiosidade estava acabando comigo.Enfim acabou o dia, eu não aguentaria nem mais um minuto com esse suspense, o ônibus parou em frente à minha casa e nós descemos. Ao chegarmos a primeira coisa que fiz foi ver se minha mãe já tinha chegado.— É, ela não está aqui, você quer jantar?— Sim, por favor— O que vai querer comer?— posso comer batata frita e frango empanado?— Claro, mas isso parece comida de criança— Eu sei, minha mãe sempre fazia isso pra mim— Por falar nisso, eu não vi nenhuma das duas mães quando eu fui na sua casa outro dia, elas trabalham até tarde?— Sobre isso...........Ela parou de falar porque ouvimos um barulho de chaves vindo da porta. Minha mãe entrou em casa e se surpreendeu com a presença de Layla porque era a primeira vez que vinha alguém pra minha casa.— Oh, você deve ser a amiga da Marry, é um prazer conhecê-la, eu sou a Jane, mãe da Marry— Oi, o prazer é meu, senhorita— Own, que amor, querida, mas eu já sou senhora. Por um tempo eu fiquei até surpresa pela Marry ter uma amiga, ela é meio antissocial demaisEu interrompi nessa hora para que minha mãe não começasse a falar da minha vida.— Mãe, nos dias sabemos que minha faze de criança solitária já acabou— E graças a Deus acabou no ensino médio. Ela vai passar a noite aqui?Ela olhou para Layla esperando uma resposta.— Ah, bem,......eu não quero encomodar— Você não vai encomodar, querida, se sinta a vontade— Então obrigadaLayla e minha mãe foram pra sala para ficaram vendo minhas fotos de bebê, ou melhor dizendo, rir das minhas fotos de bebê, e eu estava na cozinha preparando o jantar. Quando ficou tudo pronto eu as chamei para a mesa.— Uau, você cozinha muito bem, Marry— Puxou meus dotes culinários— Mãe, você queimou a comida do café da manhã ontem, por isso eu só me arrisco com o café— Ah, vamos, eu só fiz isso 2 vezes essa semana, antigamente eu fazia 6— E no dia que não fazia era porque eu quem cozinhavaTerminamos o jantar e fomos tomar banho para irmos dormir.Depois de estarmos prontas fomos deitar, Layla se deitou de frente pra mim e me abraçou, logo pude perceber que ela estava triste.— Posso te contar agora?— ClaroEla respirou fundo e começou a falar— Quando eu era pequena eu não morava aqui nesse mundo, eu vim de um lugar muito longe, um planeta chamado Taminy. Eu morava numa cidade chamada Verafenda, que era uma cidade élfica. Quando eu era pequena eu era bem antissocial, como você, mas eu não me sentia sozinha, eu sempre fazia amizade com as chimeras que moravam nas montanhas fora da cidade. Quando eu tinha uns 5 anos estávamos no meio de uma guerra entre elfos e anões,..........a cidade onde eu morava foi incendiada no meio da noite,......eu fui a única que sobreviveu, porque eu fui salva por uma dragão metamórfica que me criou depois disso, o nome dela era Ophis, ela cuidou de mim por 11 anos, até que um dia ela me deu a missão de vim pra cá pra resgatar possíveis criaturas mágicas que podem ter vindo pra cá e também pra estudar um pouco de magia sozinha, mas eu sinto...........saudades dela, eu.....eu..........Eu olhei bem para ela e ela estava começado a chorar.—.......eu perdi tudo o que eu tinha.......Eu a abracei, não sabia o que dizer a ela.— Eu estou aqui com você, prometo que não vou te deixar— Você promete?— Eu prometeEla sorriu mesmo que ainda estivesse com lágrimas nos olhos.— Marry........— O que?— Eu te amo— Como amiga?— Não,..........eu te amo de verdade, mas hoje de manhã isso saiu sem querer e eu não tive coragem de admitir"Ela não disse isso, ela disse? Ela disse! E agora, o que eu faço?" Me questionei em minha mente. Ela se aproximou de mim e me beijou, eu não sabia como reagir a isso, então eu apenas fechei os olhos e retribui seu beijo.
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