Viagem ao planeta Terra
52 Capítulo 52
Chegamos a casa de Morfus em alguns minutos, me apressei e corri até os fundo depois de entrar pela árvore e o encontrei no quintal meditando.
— Morfus!- eu gritei correndo até ele fazendo-o levantar
— Calma, você me viu ontem, não precisa sentir tanta saudade
— A Isabele, ela está com problemas- disse ainda arfando
— Quando ela não está?
— Não, dessa vez é muito serio, ela está perdendo muita força e começou a fica transparente, eu não sabia o que fazer então corri até aqui- eu dava grandes suspiros enquanto falava e apoiei minhas mãos nos joelhos tomar mais folego
Ele parou por um tempo me encarando, talvez pensando no que acabei de descrever e procurando um diagnóstico, pôs suas mãos a frente do rosto e deu um longo suspiro.
— Venha comigo- ele me disse enquanto caminhava na minha frente a caminho da casa
Eu o segui, ele me pediu para sentar e foi até a cozinha, mas logo voltou com uma xícara de café, que colocou na mesa a minha frente e se sentou na poltrona para fica de frente para mim.
— Como isso aconteceu?- ele me perguntou com o olhar preocupado
— Foi logo de manhã, ela ficou em casa quando fomos fazer uma missão, quando eu voltei ela me mostrou, eu não entendi bem porquê isso aconteceu, então eu a deixei no meu quarto e vim até aqui
— Vamos ter que ligar pra Ophis- ele me disse suspirando
— Você a conhece? consegue falar com ela?
— Ela era a minha mestra, eu cuidava dos dragões dela, sempre foi muito gentil e amava a filha adotiva dela tanto quanto amava seus dragões, então eu tenho certeza que...... Ela fará a Isabel voltar para casa
Fiquei calada, eu não tinha o que dizer, queria poder impedir que ela fosse, mas eu não podia. Apoiei minha cabeça nas mãos e deixei meus cabelos caírem por cima de mim.
— Venha- ele se levantou de novo e caminhou pelo corredor
— Sua casa é bem grande para uma árvore oca e velha, não?
— A árvore é só um disfarce, assim ninguém irá perturbar, isso aqui é uma galeria subterrânea
ele parou na frente da porta do seu quarto, achei que esse era o lugar mais proibido da casa inteira. Ele abriu a porta, o quarto era bem escuro, quase um azul, tinham vários pontos brilhantes passando lentamente pelas paredes e no centro havia um pedestal de mármore com um circulo preto e esfumaçado encima. Ele fechou a porta e ficou de frente do circulo esfumaçado, começou a sussurrar algo em uma língua que eu não conheço e o circulo começou a brilhar com uma luz branca muito forte. Uma voz começou a sair de dentro do circulo.
— Yup, Morfus, quanto tempo velho amigo! To vendo uns pelos brancos nessa bunda de cavalo, vovôzinho- disse a imagem de uma mulher com a aparência bem jovem com cabelos longos e pretos que saía do circulo
— Também senti saudades, mestra, mas eu a chamei por conta de um assunto serio
— Não me chame de mestra, apenas Ophis está bom ou Philis, meu avô me chamava assim, ele era um pouco surdo, ou pode me chamar de Phil, alguns dos meus amigos dizem que se eu fosse homem esse seria um bom homem, só que eles também me acham muito masculina...
— Claro, Ophis, mas é realmente algo muito serio, é a sua filha
— Isabel? O que ela fez dessa vez?
— Sua energia vital está chegando no fim, ela precisa urgentemente ir até as cavernas de cristal
Ela ficou em silêncio, parecia estar em choque.
— Quando pode vir buscá-la?
— Dentro de 3 dias, preciso recolher os ingredientes para abrir um portal para ela entrar, eu disse para ela que nenhum mestre aprende a fazer portais da noite pro dia
— Iremos cuidar dela até lá
— Obrigada, velhinho- ela disse dando um pequeno sorriso, o circulo ficou escuro novamente
Saímos do quarto em silêncio, ele pegou uma bicicleta que guardava no galpão, não sei porquê ele tinha uma, ele é quase um cavalo, voltei para casa para ver se Isabel estava bem.Quando cheguei Azimonte estava só de toalha perto da porta do meu quarto.
— O que está fazendo?
— Isabel não me deixou entrar
— Eu também não deixaria
Entrei no quarto e fui recebida com um sorriso e um "bem vinda de volta", mas ela ainda estava com um olhar triste, eu a beijei na testa e peguei algumas roupas para entregar a Azimonte do lado de fora
— Achei que sua roupa fazia parte da sua pele- falei
— Mas é claro que não, eu simplesmente tenho uma roupa adaptável, acha que minha pele vira roupa- ele falou pegando uma camiseta que era muito grande pra mim e uma calça
— Ainda bem que você tem cinturas femininas para caber na calça- eu disse e ele riu voltando para o banheiro
Fiquei no quarto mais um pouco para fazer companhia a Isabel, conversamos um pouco e contei a ela que ela voltaria para casa em 3 dias, apesar de ter ficado triste ela entendeu a situação.
— Acha que vai ficar bem sem mim?
— Eu tenho minhas adoradas pernas de bode para cuidar de mim graças a uma garota estranha que tentou me abusar sexualmente depois de me conhecer em apenas algumas horas
— Não diga que não gostou- ela me disse rindo
— Queria que ela pudesse fazer de novo- passei a mão nos cabelos dela
— Ela também queria poder fazer
Ela me beijou e, como sempre fazia, passou sua mão pelo meu quadril e começou a tirar minha calça, mas logo parou.
— Desculpe, não tem como
— Eu sei, não se esforce tanto, por favor
Eu a deixei dormindo no quarto e fui até a sala onde Azimonte estava enxugando Tanta e me sentei do lado deles.
— Ela vai ficar bem, ouvi a conversa, desculpe, mas não se preocupe, ela é forte
— Eu sei, acho que estou mais preocupada comigo, sem ela aqui eu acho que não terei ninguém pra cuidar de mim
— Eu cuido de você- ele me disse dando um meio sorriso e voltando sua atenção para Tanta
— Tudo bem- eu disse deitando minha cabeça no ombro dele- Acho melhor você virar rato de novo, minha mãe pode chegar logo
Ele se levantou e ficou parando por um tempo na minha frente e quase tão rápido quanto eu pudesse perceber ele me beijou e saiu ela porta dos fundos da casa, eu estava parada em choque, não sabia como reagir aquilo, logo minha mãe chegou em casa e se ofereceu para fazer o almoço. Contei a ela que Isabel estava doente e que ela passaria alguns dias na casa da família dela em outra cidade, ficamos a tarde toda vendo filmes no sofá da sala, minha mãe tinha um velha cadeira de rodas que guardava no sotão, era do meu avô e ela não conseguia jogar fora, e a usamos para ajudar Isabel a se locomover um pouco. Nós duas dormimos na sala de noite, já que era difícil subir com Isabel pelas escada, ela não conseguia dormir bem, então ficamos a noite toda com ela me contando histórias e me ensinando a falar um pouco de elfico.
— Eu te amo- ela me disse meio sonolenta, se deitou perto de mim e me beijou, logo antes de cair no sono
— Eu também te amo- eu sussurrei no ouvido dela e também dormi
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