Viagem ao planeta Terra
49 Capítulo 49
Chegamos até o fim da floresta depois de quase 30 min correndo, não havia nada lá além de algumas árvores e uma parede de pedra com uma pequena abertura parecida com um túnel.
— Pois bem,... Acho que se nos agacharmos e formos engatinhando nós podemos entrar — eu disse analisando a entrada — Quem vai primeiro?
Azimonte deu um passo à frente.
— Eu vou — ele tomou sua forma de rato e entrou junto com Tanta, Isabel entrou logo em seguida, depois eu entrei
O túnel era bem estreito, fomos engatinhando por ele por alguns minutos até que a abertura se expandiu e fomos parar numa caverna com cheiro de carne podre, tudo continuava completamente preto com contornos brancos, a única coisa melhor definida era Azimonte que estava branco. Passos começaram a ecoar ao fundo, parecia que alguma coisa grande estava vindo cada vez mais perto, mas a caverna era circular e tinha um teto em abóbada, não havia outra entrada além da que tinha usado para entrar, sendo assim, não teria como alguém ou alguma coisa simplesmente entrar na caverna sem que seja notada. Continuei ouvindo aqueles passos se aproximando e garras arranhando pedra, engoli em seco e olhei para cima com muito medo do que eu poderia ver.
Uma criatura parecida com um tigre sem pele com sua carne se decompondo chegando a ficar numa tonalidade acizentada estava descendo pelo tento, ele olhou para mim, sua cabeça virou e ficou de cabeça para baixo, então mostrou um sorriso ensanguentado para mim fazendo minha espinha gelar.
— P-pessoal.... — eu gaguejei um pouco ainda olhando nos olhos dele
Eles acompanharam meu olhos até o tento e viram a criatura também, ele era a única coisa em cores naquela caverna. Ele pulou do teto e aterrissou de costas no chão, logo se levantando para nos encarar.
— Eh,.... Isabel..... Sabe se isso é perigoso?
— Eu, na verdade, nunca vi uma coisa dessas, mais talvez ele seja..... Legal — ela esticou seu braço e deu pequenos paços para tentar tocá-lo
Ele começou a andar até ela também deixando-a encostar em sua cabeça como se fosse um gatinho.
— Ehhh, a pele dele é viscosa, mas acho que ele é fofinho....
Rapidamente ele movimentou a cabeça para o lado e tentou lhe acertar com uma patada, mas Isabel consegui pular para longe.
— É, eu sabia, ele é da 4º dimensão — disse Isabel desembainhando sua espada
— Como sabe disso?
— Ele é um cadáver matadouro temperamental, certamente não é daqui
Azimonte tomou a forma de um tigre também e foi para cima da criatura para enfrentá-la, mordidas e arranhões por todo lado, infelizmente a criatura o deu uma patada muito forte, o fazendo bater no outro lado da caverna e retomar sua forma de rato.
— Tanta, pegue o Azimonte e fuja daqui rápido
Tanta o segurou com a boca e correu até a saída, ficamos apenas as 2 na caverna esperando o momento do próximo ataque da criatura. Ele andou lentamente até nós, ficamos em posição de ataque, até que ele parou a menos de 1 metro de nós. Soltou um grito alto fazendo com que a caverna inteira tremesse e tentou avançar para nós morder, nos separamos e fomos uma para cada lateral dele tentando acertá-lo, ele deu um salto e se prendeu na parede, tentávamos ao máximo pelo menos arranhá-lo com as espadas, mas ele era muito rápido.
— Meu Deus, você não sabe o ponto fraco dessa coisa, não? Ou pelo menos alguma coisa que o distraia? — perguntei
— Acho que eles não gostam de luz, mas está tudo escuro tanto aqui dentro quanto lá fora..... A não ser que....
Isabel segurou com força a sua espada, seu corpo começou a brilhar, seus cabelos começaram a ficar com o tom ruivo, seus olhos também brilhavam, tanto o verde quando o vermelho pareciam ter luz própria, sua marca de flor apareceu em seu peito e suas orelhas cresceram, sua luz era tão intensa que os olhos da criatura começaram a derretes e ele gritava de dor.
— Parece que dessa forma será bem mais fácil — disse ela pulando e pousou no pescoço da criatura encravando sua espada bem no centro da sua cabeça
O corpo dele começou a brilhar enquanto ele continuava gritando, até que ele se desfez em várias luzes brilhantes de se juntaram no chão e formaram uma flor parecida com uma margarida dourada. Eu a retirei do chão e um fetiche de luz saindo do solo fez a luz voltar.
— Em quanto tempo fizemos isso?
— Acho que 1 horas
— Ótimo, não vamos precisar limpar os estábulos
Saímos da caverna e depois de quase 1 hora nos arrastando cansadamente chegamos ao campo.
— Finalmente chegaram, achei que tinham morrido — disse Morfus sorrindo
— Não vamos morrer assim tão fácil- retruquei sentando no tronco cortado no chão que era sempre usado como banco
— Acho melhor as duas irem ver o amigo de vocês, ele parece um pouco machucado, mas não é nada grave
Fomos às duas para dentro da casa, Azimonte estava no quarto de hóspedes deitado na cama.
— Parece que as duas conseguiram, parabéns
— Você lutou muito bem também, não é Isabel
— Lutou bem para um rato
— Eu já disse que sou um homem de verdade
— Certo, certo — Isabel caminhou até ele e beijou sua testa — Não pense que vou ser tão coração mole com você de novo, essa foi uma exceção por você ter sido corajoso, vamos voltar pra casa agora, você deve descansar
— Tudo bem, vejo as duas mais tarde então?
— umas 14:00 provavelmente iremos voltar para ver se você não morreu, se Morfus te oferecer remédios caseiros não aceite, você vai vomitar por 3 dias
Voltamos para casa e logo fui guardar a flor junto com as outras coisas, apenas me perguntando o que eu faria com todas aquelas tralhas.
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