Viagem ao planeta Terra
43 Capítulo 43
Ficamos um tempo parados olhando para o grande pássaro morto.
— Ah não, ah não, ah não! O que a gente vai fazer?Tanta ficou sobrevoando o cadáver e logo após começou a voar para perto de uma grande pedra que estava um pouco distante, eu o segui e chegando lá vi um ovo meio rosado de tamanho estranhamente grande, mas ainda assim dava para carregá-lo.— Talvez seja daquela fênix, não podemos deixar ele aqui..... Se levarmos ele até o cemitério a gárgula poderia nos ajudar? – perguntei a Tanta que deu de ombros e então, como não tínhamos outra opção, voltamos para o cemitérioColocamos o ovo no ninho da antiga fênix e Tanta montou guarda enquanto eu fui pedir ajuda da gárgula, mas ela não acordava de jeito nenhum e resolvi voltar para ver como faríamos para chocar um ovo de fênix.— Droga, será que os ovos de fênix são como os de galinha?Minha linha de pensamento foi interrompida por um barulho vindo do céu, uma grande fênix negra pousou no ninho e começou a aquecer o ovo com suas chamas azuis. As chamas contornavam o ovo sem o queimar e continuou assim por um tempo, olhei para o pássaro que obviamente era Azimonte.— O que está fazendo aqui?— Obviamente fazendo seu trabalho – ele disse se transformando em homem— Não pedi sua ajuda— Não é porque você é grossa que eu vou deixar você ser morta por um bando de zumbis— Isso ia acontecer?— Provavelmente. Então, o que se diz pra pessoa que salvou sua pele? – ele disse se curvando um pouco para me olhar e segurando meu queixo— Obrigada... – disse bufando— Boa menina, agora se afaste, ele vai nascerEle disse pegando Tanta com uma braço e pulando para se agachar na base do pequeno templo da fênix.— Ei, espera, me afastar pra quê? – perguntei olhando para baixo, infelizmente não tive tempo de me afastar e o ovo começou a misturar as chamas azuis com as vermelhas que saiam dele e estava prestes a explodir, só tive tempo de sentir Azimonte me puxar pelo pulso para perto dele.— Da próxima vez a piralhinha deveria ouvir quando eu falar – ele disse batendo na ponta do meu nariz com meu dedo indicador— Ei, tenho 16 anos, você não é tão mais velho que eu— Eu tenho a idade desse planeta, mocinha— Uau, você é tão velho assim?— Não sou velho, sou apenas sábio— Você é um imortal ou algo do tipo?— Um dia eu te contoNossa conversa foi interrompida por uma explosão acima de nossas cabeças.— Já podemos subirEscalamos o templo e vimos algumas parte queimadas no telhado, mas o ninho estava intacto, nele estava um pássaro recém-nascido com apenas umas poucas penas em seu corpo rosado. Ouvirmos alguns gemidos saindo do chão e várias pessoa começaram a sair de suas lápides, todas deformadas e meio decompostas, a gárgula saiu de onde estava e veio voando para perto de onde estávamos, agora o pássaro já estava começando a abrir seus olhos e abriu o bico para fazer um pequeno barulho semelhante ao barulho de uma águia, assim que o fez as árvores retorcidas e mortas começaram a estalar e se endireitar, seus galhos criaram folhas verdes e do chão cinza começou a crescer grama.— Muito, muito obrigado! – disse a gárgula apertando minha mão e a de Azimonte – Finalmente temos nossa casa de volta, mas.... É uma pena que nosso querido Shuan tenha partido, se ele pelo menos tivesse morrido aqui por perto poderiamos fazê-lo voltar mesmo que aos pedaços— Acho que podemos ajudar nisso tambémAzimonte tomou a forma de um pegasus e trouxemos a fênix morta de volta para sua casa, onde agora já se movia novamente e fora cuidar de seu filhote que era a única coisa viva naquele lugar além das árvores.Voltamos para o portal, mas antes de irmos a gárgula me entregou um pergaminho amarrado com uma fita vermelha e partimos para nossa casa enquanto o portal se retorcia e voltava a ser casca de árvore novamente atrás de nós.
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