Quando acordei naquela manhã a primeira coisa que vi foi Layla deitada a minha frente, ela estava tão bonita, os cabelos jogados pela sua bochecha, sua pele tão clara que parecia brilhar com a luz do sol entrando pela janela semi-aberta, como eu queria poder esticar minha mão e tocar sua bochecha. "Por que eu não o faço então? Ela está dormindo mesmo", confiei em meus pensamentos e estiquei a mão para tocá-la, só que em meio caminho acabei recuando, a mão dela se moveu rapidamente e agarrou a minha, ela levou minha mão até a bochecha dela e deu um leve beijo nela, depois esticou sua mão e ficou brincando com as mechas de meu cabelo que estavam à frente de meu rosto, enfim ela abriu os olhos.

— Bom dia, Marry

Ah, Deus, ela estava com um sorriso tão bonito, como eu iria conseguir responder olhando para ela? Desviei o olhar para meu travesseiro e respondi.

— Bom dia......

Ela segurou meu queixo e começou a se aproximar de mim.

— Não vai olhar pra mim enquanto fala?

Estávamos a poucos centímetros de distância, ela subiu seu polegar que antes estava em meu queixo e acariciou meus lábios, ela começou a se aproximar de novo, nossos lábios estavam a milímetros de se encontrarem quando.......

— Bom dia, minhas crianças, levantem e vão tomar banho

Nos afastamos repentinamente quando o ouvimos o estrondo que minha mãe fez ao abrir a porta. "Droga!", pensei enquanto me levantava para ir ao banheiro.

— Não demorem muito, eu vou tentar fazer o café da manhã então podem demorar um pouco

Ela fechou a porta e eu me encaminhei ao banheiro do meu quarto, quando fui puxada para trás, os percebi o que tinha acontecido quando senti Layla me beijando, ela nunca desistia de uma coisa que queria fazer.

— V-você pode tomar banho primeiro se quiser

— Não podemos ir juntas?

— Eu iria, mas..........

Tentei pensar numa resposta adequada para disfarçar minha vergonha.

—........minha mãe está em casa

— As minhas não se importavam com isso

— Isso porque ela faziam essas coisas também

— Tudo bem, eu vou primeiro

Fiquei sentada na cama esperando ela acabar pensando um pouco sobre o que estava acontecendo, agora que tínhamos feito aquilo o que isso nos torna? Amigas? Namoradas?.....amizade colorida? Não, acho que amizade colorida seria só se fizéssemos outras coisas, mas mesmo assim o que aqueles beijos significaram? "Será que eu deveria perguntar pra ela? Não, não, não, péssima ideia!", pensei. Layla estava saindo do banho agora.

— Pronto, já pode entrar

— Ok

Fui tomar meu banho e logo que terminamos de nós arrumar fomos comer as torradas queimadas de minha mãe e mais uma vez pegamos a droga do ônibus para irmos pra droga da escola.

— Marry, eu preciso da sua ajuda

— Pra quê?

— Eu acho que localizei uma fúria, mas não tenho certeza, pode vir comigo até o lugar que eu acho que ela está?

— Claro, a onde é?

— Infelizmente fica num local perto da escola, se eu estiver certa então teremos sérios problemas

— E quando vamos ver isso?

— Assim que sairmos do ônibus

— Bem,........tá, eu vou

Assim que chegamos à frente da escola ela agarrou meu braço e correu até a pare de trás da escola, nem eu mesma sabia que tinha uma matagal assustador ali. Ainda tínhamos uns 20 minutos até a aula começar então eu não me preocupei. Ouvimos um rugido e logo comecei a me arrepender.

— Ela está aqui

Layla de mudou para sua forma élfica e parecia preparada para lutar. "Não acredito que vou morrer antes de terminar o ensino médio", pensei enquanto ouvi passos muito pesados de aproximando.

Por trás daquele matagal saiu um monstro enorme, ele era quase o dobro do tamanho de nós duas, e de peso também, sua pele era cinza como se fosse feita de pedra e ele estava coberto de musgo e cogumelos.

— Ah, eu me enganei, isso é só um trol

— E ele vai nos machucar?

— A maioria deles é bonzinho....

Ele deu um grande rugido e nos cobriu de baba.

—.........talvez não esse

— Ela pegou seu arco e frecha e tentou acertá-lo, mas sua pele era muito dura, felizmente ela conseguiu acertar o olho esquerdo dele com uma das flechas, só que isso o deixou mais irritado. Ele agarrou Layla e ela tentou desesperadamente se soltar. Droga, eu tinha que fazer alguma coisa, quando percebi aquelas cócegas nas pernas voltaram, que maravilha, voltei a ser sátiro, "e o que eu faço agora?", olhei para Layla para ver se ela podia me dar uma resposta.

— MARRY, PODE POR FAVOR FAZER ALGUMA COISA?

— EU FARIA SE EU SOUBESSE O QUE FAZER!

Tínhamos que gritar pra nos comunicar, ela estava muito longe. Por impulso acabei correndo em direção ao trol, eu estava quase agindo como um bode, comecei a dar coices nele, até que sentir que sua pele estava começando a se rachar.

— Isso, continue fazendo isso!

— Espero que não demore muito, porque eu não gosto nada de ficar de 4 dando coice em uma pedra viva

Ela tirou sua espada da cintura e começou a a bater com ela no braço dele com muita força, até que o braço do trol caiu. Continuamos a fazer isso até que só sobrasse um monte de pedras sem vida.

— Layla, temos 5 minutos pra ir pra sala

Saímos correndo até que conseguimos chegar na sala, estamos terrivelmente suadas e cansadas pela luta e pela corrida no corredor, mas chegamos antes do professor e agora já podíamos nos acalmar,.....por enquanto, espero.