Fim de mais um dia de aula, tivemos de aturar um dia todo de pessoas casoando de nós pelos cantos e dando risadas quando passávamos, "quem se importa com esses babacas? A opinião deles é tão fútil quanto suas personalidades primitivas", pensei enquanto entrava no ônibus para voltar pra casa.

— Preciso te levar pra minha casa de novo

— Por favor, não me faça ficar sozinha na floresta com você de novo

— Não, não é isso. A poção que eu te dei vai fazer efeito essa noite e você não pode ficar em casa, quer que sua mãe veja que a filha dela virou metade bode?

— Então tudo bem, mas o que vai fazer?

— Você acharia estranho se eu dissesse que quero estudar o corpo de um sátiro?

— Eu ficaria bastante assustada

— Então eu vou fingir que não vou fazer isso, mas na verdade eu vou mesmo fazer isso

— Isso é assédio

— Que tipo de assédio?

— Depende de onde você vai tocar

— Não vamos falar disso agora

— Você não vai fazer isso

— Por que não? Não tem nenhum problema já que nós somos garotas

— Eu sinto que isso não faz eu me sentir melhor

— Não farei nada tão sério, vou ser cuidadosa, prometo!

— Falaremos disso depois

No fim acabei cedendo, afinal eu não ia virar um sátiro de verdade mesmo. Liguei pra minha mãe pra dizer que eu ia passar a noite na casa de uma amiga e fomos pra casa dela.

— Ah, cuidado com o gato, não deixe ele pisar no seu pé, da ultima vez que ele fez isso comigo meu pé ficou inchado pro uma semana

— O que tem no pé desse gato?

— Eu disse que ele é metade sátiro, vou te mostrar

Ela começou a chamar pelo gato, o nome dele era Barão Westich, nome criativo para um gato, ela parou de chamar quando ouviu um miado, e eu comecei a ouvir um barulho de...........cascos?

— Aí está você, Barão Westich, quem é a chimera mais fofa do mundo?

Ele miou como se estivesse respondendo, eu olhei um pouco pra ele e não conseguia acreditar, ele tinha mesmo pernas de bode!

— Isso nele é uma fantasia?

— Não, eu derramei um pouco da poção no leite dele, agora ele mia e bale, é fofo

Ela me deu o gato para eu segurar, eu toquei nas patas dele e era mesmo real e o miado dele era mesmo engraçado, ele falava "mieeee" ao invés de "miau"

— Está na hora da poção fazer efeito, pro meu quarto rápido!

Ela me puxou pro quarto dela, fechou todas as janelas e ligou a luz.

— Barão Westich, pode pegar minhas luvas, por favor?

O gato foi e pegou as luvas dela no banheiro, ele era bem treinado.

— Marry, pode me avisar quando você começar a sentir alguma coisa estranha nas suas pernas? Vou te dar privacidade

Ela saiu do quarto, a essa altura eu já estava começando a ficar assustada, principalmente por causa do gato, e se acontecesse comigo também? O que eu ia fazer pra esconder isso?

Eu deitei na cama pra me acalmar e fiquei olhando pro teto, mas comecei a sentir cócegas nas minhas pernas, elas estavam.....aí meu Deus. Eu dei um grito quando eu vi aquilo, o que atraiu Layla de volta pro quarto.

— O que foi, já aconteceu?

— O que aconteceu com as minhas pernas?

— ainda estão aí, mas estão mais peludas e agora você pode trotar, não é ótimo?

— Como eu vou esconder isso da minha mãe ou quando eu for pra escola?

— Eu te ensino a esconder, mas vai ficar assim de novo sempre que estivermos sozinhas, tá?

— Por que só quando estivermos sozinhas?

— Porque eu gosto de sátiros, agora eu posso mexer nas suas pernas?

— E eu tenho escolha?

— Bom que aceitou, mas vou começar pelos chifres

— Chifres?!

Ela começou a mexer no meu cabelo e tinham mesmo pequenos chifres na minha cabeça assim como na do gato, ela estava ajoelhada na cama, quase sentada no meu colo, o pescoço dele estava bem perto do meu rosto e eu podia sentir o cheiro dela, era um cheiro doce e tão viciante.

— Marry, sua cauda está balançando, aconteceu alguma coisa?

— Não é nada

Droga, esse maldito corpo de bode! Agora eu estava começando a ficar envergonhada.

— Agora as pernas

Ela ficou de joelhos no chão perto da cama bem onde eu estava sentada. Ela começou a acariciar minhas pernas, tocou na minha cauda e analisou por um tempo meus cascos.

— Sei que pode ser estranho eu perguntar, mas....pode abrir suas pernas?

Quando eu ouvi isso sentir meu rosto queimando, como eu conseguira fazer uma coisa dessas? Respirei fundo e fechei os olhos, eu não conseguira ficar vendo ela fazer isso. Abri as pernas lentamente. Ela começou a mexer no meio das minhas pernas.

— Impressionante, suas partes íntimas ficam escondidas no meio do pelo. Será que você se eu colocar meus dedos aqui.........

— NÃO FAÇA ISSO

Ela olhou para o meu rosto e viu como eu estava nervosa.

— Desculpe, eu só estava fazendo isso por curiosidade, eu devia ter pensado melhor

Ela se levantou e me abraçou, ela era um pouco menor que eu e estávamos encima da cama, então a cabeça dela fica em baixo do meu queixo.

— Seu coração está meio agitado, é melhor você ir tomar banho logo, podemos ver um filme depois

— Tudo bem

Ela me levou até o banheiro e trancou a porta.

— Não vai me deixar tomar banho?

— Podemos tomar banho juntas,........ou não?

— Não tem problema

Eu tinha que começar a me acostumar com o "carinho exagerado" de Layla, tudo que ela fazia ela gostava de fazer comigo. Entramos no banho e ela teve que me ensinar como lavar minhas novas pernas de bode.

Saímos do banho e fomos nós vestir, logo depois jantamos e fomos ao quarto dela pra ver um filme.

— Eu posso te mostrar um coisa?

— Claro

Ela fechou os olhos e desabotoou os três primeiros botões de sua camisa, suas orelhas começaram a ficar maiores e pontuda, e apareceu uma marca de uma rosa negra bem no centro da área entre seus seios e seu pescoço, não era possível, ela era........uma elfa.