Viagem ao planeta Terra
55 Capítulo 55
Já fazia cerca de 1 semana que Isabel tinha voltado para casa, passei esse tempo todo me perguntando se ela já havia ficado melhor, se já havia saído da cadeira de rodas e se estava sendo exagerada e espontânea como sempre junto com os amigos dela. Nesse tempo visitei Morfus algumas vezes para saber que ele tinha alguma noticia de Isabel, mas ele também não sabia de nada, eu precisava que qualquer coisa acontecesse de um vez para que eu pudesse pelo menos vê-la outra vez.
— As missões chagavam praticamente todos os dias, o que está acontecendo? O mundo não entra em caos a muito tempo. — murmurei jogada no sofá da sala para Azimonte, que se sentava ao meu lado fingindo prestar atenção na televisão
— Não se preocupe, ela deve estar bem com a família dela, logo tudo vai ficar bem. — ele diz numa voz quase robótica e entediada, ambos estávamos entediados demais
Passamos mais algum tempo em silencio na sala, mas um pequeno tremor no chão nos fez ficarmos mais acordados. Em poucos segundos o pequenos tremor virou um terremoto, sentimos a casa começar a subir, mais e mais a cada segundo, até que tudo ficou em silencio por. O sinal da televisão caíra e agora ela apenas chiava bem baixo, fomos para o lado de fora, parecia que estávamos a mais de 100 metros do chão, uma montanha havia crescido embaixo da minha casa. No começo fiquei um pouco assustada, mas logo o medo foi substituído por uma imensa alegria.
— Isso é perfeito! Finalmente poderemos terminar. — saí da casa e pisei na neve, tudo em volta era praticamente branco, eu não tinha ideia de onde ir
— Ei, ei, vai com calma. — Azimonte me seguia com um casaco e cachecol em mãos os jogando encima de mim — Tem um templo no topo da montanha, vamos
Encarei a parte de cima da montanha sem conseguir ver muita coisa, mas o segui mesmo assim, Azimonte se transformara em um grande urso negro e me deixou montar em suas costas, ele me carregou por cerca de 30 minutos até que parou e se deitou no chão.
— O que foi? Ficou cansado?
Ele não podia responder na forma de animal, apenas continuava deitado e respirando profundamente, eu não sabia bem o que ele tinha, tirei meu casaco e o coloquei sobre suas costas, continuei caminhando. Não sei quanto tempo andei, pareciam horas, mas poderiam ser minutos, cai de joelhos quando cheguei ao topo, meu corpo inteiro congelando, vi a porta se abrir e uma figura escura sair de dentro do templo, mas antes que ele chegasse em mim eu apaguei.
Depois de um tempo eu acordei, não sei quanto tempo eu fiquei dormindo, estava num sofá com um cobertos sobre o meu colo. A sala parecia vazia, nada além daquele sofá e algumas colunas vermelhas muito brilhantes, o chão e teto pareciam ser feitos de ouro, haviam duas portas, uma a minha esquerda e outra a minha direita, a porta da direita de abriu.
— Ah, você está acordada, ainda bem, achei que tinha chegado tarde demais. — diz um homem com um kimono branco e dourado, cabelos longos e pretos presos num rabo de cavalo, ele segurava uma bandeja com uma xicara e um bule — Sede? — ele se aproxima e me entrega a xicara
— Obrigada..... O que é esse lugar?
— Um templo
— Por que há um templo encima da montanha?
— Bem, eu não faço ideia, eu apenas encontrei e entrei
— Espera, você não mora aqui?
Ele fez uma cara meio estranha e distorcida, parecia irritado, mas logo voltou a sorrir.
— Isso não importa agora, não é?
— Acho que não.... — olhei em volta mais um pouco — Para quem foi feito esse templo?
— Ah, para o Oraculo
— Mesmo? — me lembrei das mensagens do Oraculo, eu poderia encontra-lo e ele poderia me ajudar a encontrar Isabel — Onde ele está?
O homem fez a mesma feição estranha novamente.
— Perdido
— Perdido?
— Isso mesmo
— Como perdido?
— Significa que ele não está aqui e não irá voltar. — ele grita e sua pele começa a parecer apodrecida
— Desculpe... — me encolhi — Você encontrou um urso que estava junto comigo?
— Urso? Não, eu só vi você
— É o Azimonte, um amigo meu, ele parecia cansado e o deixei com o meu casaco para que não sentisse frio, eu não poderia carrega-lo
— Azi... monte? — ele fica pálido e corre em direção a porta esquerda indo para o lado de fora
Eu o sigo, não me importo com o frio, nessa hora eu só pensava que aquele louco poderia mata-lo e ele estava fraco demais para se defender, Tanta me encontrou enquanto voava por cima da montanha, agora que ele já estava bem maior, do tamanho de um labrador adulto, ele poderia me carregar sem nenhum esforço. Em pouco tempo encontramos o homem perto de Azimonte, ainda deitado no chão.
— Pare! — gritei me posicionando a frente dele — O que acha que está fazendo?
— Saia da frente, não permitirei que o Oraculo volte ao templo, ele está corrompido
Eu parei em choque encarando Azimonte no chão, ele me olhava com um cara triste e dava longos suspiros, todo esse tempo eu venho me matando para conseguir cumprir as missões e o Oraculo estava comigo o tempo todo.
— Como assim? — perguntei ainda em choque
— A anos atrás o Oraculo foi corrompido pelo feitiço de um demônio, desde então ele foi exilado, não pode entrar no templo, ele destruirá tudo se conseguir o poder dele de volta
— Não podemos ajuda-lo com nada?
Azimonte se transforma em homem novamente e se levanta.
— Não, não podem. Meu pelo negro é a prova de que estou corrompido e nunca poderei voltar, eu não sei quem lançou o feitiço em mim, e quando fui banido meu ajudante Dastan ficou tomando conta do templo, desculpe não poder te ajudar, mas eu não posso retomar meus poderes
— Por que não me contou antes?
— De que adiantaria, você continuaria do mesmo jeito, nunca ia parar de tentar encontrar a Isabel, mesmo que não possam ficar juntas, sua parte humana morreria em Taminy em menos de 3 dias e a aparte semi sátiro não aguentaria controlar o corpo sozinha
— Eu..... — me sentia congelada, não por causa do frio, mas por causa do choque que acabara de receber, eu não sabia o que fazer, meus olhos se enchiam de lagrimas
— Saiam daqui os dois — o homem do templo, Dastan
O encarei por um tempo, o rosto dele ainda parecia se distorcer, Tanta também reparou e começou a rosnar e o atacou, o homem revida e começa a mudar de forma, a pele enegrecia e aparecia podre, asas saiam de suas costas, chifres e dentes cresciam, ele ruge e então eu percebo.
— Um demônio...
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