Vestígios Profundos
8 Ato 2 - Cena 2
Isaac atravessa o corredor em direção ao seu quarto. O corredor tinha um piso muito velho de madeira, toda fez que pisasse forte, ele rangeria. Quando chega em seu quarto, vê que é um cômodo muito pequeno, como ele já esperava. O quarto possuí uma pequena cama de solteiro, um criado mudo ao lado da cama e um pequeno armário de madeira que parece que está prestes a desabar em qualquer momento. Isaac abre sua pequena mochila e põe todas as suas coisas na cama. Uma agenda, algumas peças de roupas uma foto dele com os irmãos e a mãe. Guarda a foto e a agenda no criado mudo e põe as roupas em cima dele. Estava com a roupa suja e empiorada da viagem. Após trocar de roupa, saiu do quarto e se dirigiu a sala de refeições e viu todos os olhares diante dele. Não conhecia ninguém contudo sabia o nome de um deles. Reconheceu o nome deles pela descrição que a Dona fez
ISAAC: (Envergonhado) Boa noite.
(Os outros hospedes observam ele e ninguém responde primeiramente, mas após algum tempo, todos respondem.)
(Isaac se senta na mesa e puxa uma cadeira para ele, no mesmo momento que a Dona sai da cozinha e vem com um prato de carne assada com batatas e arroz para Isaac.)
ISAAC: Muito obrigado! A carne parece estar muito boa!
DONA DA PENSÃO: Nada, depois que você provar, você me diz o que achou..
ISAAC: Pode deixar (Começando a devorar o prato)
VALTER: (Observava o jovem e espera ele terminar de abocanhar o prato) Então Isaac, o que lhe fez vir até essa pensão no meio da noite?
ISAAC: Hum.. Eu realmente não sabia para onde estava indo e por sorte consegui encontrar esta pensão.
VALTER: Então, no que você trabalha?
ISAAC: Eu terminei minha faculdade de jornalismo a pouco tempo, vim para Inglaterra para conseguir um bom emprego
VALTER: E tem certeza que vir foi uma boa ideia?
DONA DA PENSÃO: Isaac, vem aqui vou te mostrar a pensão (Percebendo a onde aquela conversa poderia chegar)
ISSAC: (Não sabia aonde Valter queria chegar com isso e achou que era melhor acompanhar a Dona) Sim, estou indo
Isaac segue ela até um quarto que ele não tinha entrado, era provavelmente o maior cômodo da pensão, tinha 2 sofás beges que eram virados um para o outro. Ambos estavam com alguns cortes, mostrando a espuma que os enxia e uma televisão gasta, era um modelo antigo, logo era gigante, porém era o úncio meio de entretenimento eletrônico da pensão.
DONA DA PENSÃO: Não ligue muito para o Valter, ele não gosta muito de pessoas novas, mas com o tempo ele se acostuma. Então, você vai querer conhecer a pensão agora ou deixar para amanhã de manhã? Você deve estar muito cansado né?
ISAAC: Acho melhor deixar para amanhã, estou mesmo. Acho que vou indo pro meu quarto agora. Boa noite e mais uma vez, obrigado!
DONA DA PENSÃO: Nada! Vai lá, boa noite!
Voltou para seu quarto pensando no quanto o jantar foi estranho. Apesar de ele ter conhecido todos os hospedes, não se sentiu muito bem recebido, principalmente por Valter que aparenta ter 30 anos. É um sujeito alto e com os olhos negros. É um tanto suspeito para um funcionário de banco e realmente deixou Isaac assustado. Após chegar em seu quarto, separou uma camisa e um short e foi banhar-se. O banheiro também era pequeno como todos os cômodos da pensão. Coberto com azulejo azul, era simples, mas não deixava de ser bonito. Logo depois de seu banho dirigiu ao seu quarto e despencou na cama. Não passou mais de 2 minutos e já estava dormindo como uma pedra.
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