Vestigios Do Passado

39 Capítulo 39 Futuro e esperanças


Notas iniciais
Esse capítulo vai para minha querida Cris que fez aniversário ontem e que eu amo de paixão! Ela é uma leitora linda e desnaturada que veio aqui no Rio e não veio me ver, mas eu ainda a amo!
Recadinho: para quem gosta de fictions HOT e com um melodrama básica estou com uma fiction nova Amarras e ela vai mexer com vocês meninas!
Meninas, eu amei ter vocês aqui comigo, amei os comentários e recomendações. Obrigada pelo carinho, pelas ameaças e por todas as contas de cardiologistas que me mandaram. Continuem comigo porque eu não parei de escrever e quem gosta desse estilo de Vestígios estou com Minha existência, uma fiction super emocionante e que prometo não demorar a postar!
Esse é o último capítulo e coloquei tudo junto para vocês não terem que esperar o epílogo. Meninas obrigada mesmo por tudo e desculpa por alguma coisa, não sou perfeita, mas procuro sempre dar atenção a todas vocês da maneira que posso e consigo. Sintam-se a vontade para me add no seus faces e quem quiser entrar no grupo Fanfiction da Isa é só me add no face! BEIJOS GATAS!

- Bella isso não pode ser normal! – disse Edward passando a mão furiosamente nos cabelos. Sorri e olhei o monitor, estava tudo em ordem.

- Edward... – outra contração que não me deixava completar a frase. Essa foi mais longa e forte. Seria um sinal de que estavam chegando? Queria que assim fosse. Respirei mais aliviada e consegui me focar nele novamente. Andando pelo quarto, nervoso e lindo. – Não há filhos sem dor, de qualquer fora há dor.

- Vou chamar uma enfermeira, essa sua fala não fez o menor sentido!

- Edward, segure minha mão e seja um bom marido e pai por favor. Preciso de seu apoio.

E outra contração e ele correu para me amparar. Eu amava e estava sendo perfeito. Eu e ele ali e n ossos filhos querendo vir ao mundo numa noite chuvosa de Seattle.

- Acabou? – perguntou ele quando desfiz minha careta.

- Sim... acho que sim....

E a médica entrou e sorriu para mim.

- Olha doutora ela não está anda bem.

- Sente algo Sra. Cullen?

Ainda é estranho ser chamada de senhora Cullen depois de tudo que aprontamos. A verdade era que no final eu e Isabel teríamos o mesmo sobrenome. Sorri com aquele pensamento, ela era minha irmã e me ajudou. Me levou até Edward e de certa me ajudou a me encontrar.

- Edward é um exagerado, estou só com dores.

- Vamos ver como eles estão.

E ela fez um exame de toque incômodo demais e avaliou mais um pouco quando a contração veio.

- Está na hora de trazer essas crianças. Pelo jeito elas gostam de chuva e hospitais lotados Sra. Cullen. – eu ri, mas Edward não achou graça nenhuma e eu estava observando suas expressões enquanto a sala enchia de pessoas para que eles viessem em segurança. Ele deveria estar fazendo uma nota mental de nunca mais me engravidar e evitar essas doze horas de agonia que foram para ele. Para ele, apesar da dor eu estava feliz. Eram meus filhos. Meus presentes e meu marido. Nunca poderia imaginar essa vida e agora não sei viver sem ela. Uma lágrima de emoção escorre e eu tenho vontade de ver eles logo, eles estão a caminho e faço força quando a médica manda e vejo Edward segurar a minha mão. É lindo e perfeito. Mais uma força que não sei da onde tiro forças e ouço o som que vai mudar minha vida para sempre.

- É uma menina! É a nossa princesa! Bella! – ele diz emocionado e me beija profundamente na testa. – eu respiro aliviada e tento vê-la, mas a dor volta e eu volto a reunir forças, nosso outra filho quer nos conhecer.

- Sra. Cullen por favor um pouco mais, já está acabando.

E o som da nossa menina enche a sala e a contração me faz voltar a realidade. Edward se concentra em mim e se aproxima de meu ouvido.

- Eu sei que é capaz. Eu estou aqui. Com você e para você.

E eu faço força e depois de alguns longos segundos ele nasce. Me deixando esgotada com a força que precisei fazer e agora com ela mais calma é o som dele que ouvimos e Edward está com os olhos vermelhos.

- Veja-os por mim. – digo baixo e suada. A médica começa outros procedimentos e me vejo com sono e muito cansada. Isso seria normal? Preciso descansar e ouço depois de fechar os olhos a médica dizendo que vou acordar quando estiver um pouco mais descasada. Ela ri e sinto ele acariciar meus cabelos, já não sei se é sonho ou realidade e me entrego ao que tanto me quer.

“ – Já estava com saudades. – disse Isabel me abraçando. Estávamos na clareira e eu ri para ela.Travessa e saltitante.

- Eles nasceram.

- Eles são lindos, uma nova geração. Livre de tudo e de todos. Imagino que agora os Cullen poderão ser felizes como sempre deveriam ter sido. – ela diz me olhando com esperança. Eu compartilho disso com certeza.

- Grace e Anthony. Escolhi ontem. – digo sem que ela pergunte.

- Lindos nomes! Eu amei. E não se sinta culpada porque não me homenageou ou algo assim – era algo que vinha me correndo e cheguei a conversar com Edward, ele dizia que ficava a meu critério – Eu também acho melhor deixar tudo para trás. Eles não merecem o peso do passado ou algo que remetam eles a esse.

- Verdade. Isabel obrigada por tudo, eu não sei quando isso acontecerá de novo e eu queria te agradecer.

- Não precisa, uma pena nada ter sido como deveria, queria ter uma irmã como você. Eu a amaria demais e te protegeria de tudo e de todos.

A abracei emocionada.

- Você o fez.

- Precisa voltar para os seus e eu para os meus. Uma linha fina nos divide agora, mas lembre-se que estarei aqui caso seja necessário, se não, seja feliz.

E nunca mais vou esquecer do sorriso dela, que era diferente do meu, do seus cabelos ao sol e sua imagem quase mítica de tão linda e que realmente era diferente da minha. Isabel era feliz e eu também seria.”

- Achei que não voltaria para mim – disse Edward assim que abri os olhos.

- Vou sempre voltar. Onde eles estão?

- Na sua frente.

E vi o grande monitor que os deixava bem no foco. Chorei vendo meus filhos, eram pequenos e estavam inquietos. Alguém se aproximou.

- Devem estar trazendo eles meu amor. Vou ver isso agora.

E então Edward saiu da sala e fiquei ainda olhando eles e eles saíram do foco do monitor. Alguns minutos depois Edward entrou com eles em seus braços e uma enfermeira atrás com berços e mais um aparato de coisas. E foi uma emoção que eu nunca senti na vida, Tony era a minha cara e Grace era toda Edward. Cada um tinha suas particularidades, mas que no final os tornava ainda mais lindo.

Aprendemos a segurá-los corretamente, a enfermeira me ensinou a amamentar e a trcá-los. Edward começou desajeitado, mas fez tudo como podia. Eu percebi que era só medo de pai inexperiente e sorri com nosso desajeito. Deveríamos ficar mais tempo com essa enfermeira por perto.

- Meus pai chegam amanhã e estão emocionados, minha mãe só soube chorar e gritar.

- Lily vem com eles?

- E ela conseguiria ficar longe? Alice disse que ela está eufórica.

Tínhamos nos mudado para Londres. Edward abriu uma filial importante no centro e estávamos nos adaptando a tudo. Nossa casa ficava a algumas horas do Centro, numa área um pouco mais rural e era perfeita as crianças. Tudo ficou pronto em tempo Record graças a ajude de Esme e Alice que ficaram indo e vindo a todo instante enquanto eu ficava num apartamento longe das obras. Edward e eu decidimos isso porque era um recomeço. Um novo amanhecer todos os dias, cheio de descobertas e uma vida a dois. Queríamos isso antes das crianças chegarem e foram messes perfeitos.

A nova filial era um outro sonho dele de expansão e com o mercado favorável e o projeto Ícaro sendo comprado e disputado não vimos porque ficar em Seattle por mais tempo. Assim que o médico me liberou viemos. E não me arrependo de nada.

Infelizmente ou para alívio de Edward e de sua família Richard se matou algumas semanas depois que viemos. Acho que ele não viveria sem a última coisa que o ligava a Isabel e Eleonor, a vingança que agora já não seria mais concretizada. Saber que ela morreu e que não havia mais nada que o ligasse a ela ou alguma vingança o matou. Edward o chamou de covarde. Eu não sei o que pensar até hoje. Talvez pena do destino infeliz que todos ligados a Eleonor tiveram. Eu o enterrei do lado dela. Achei digno isso e talvez desse a eles algum descanso maior. Era o fim de um história longo e penosa demais.

...

- Olha só isso! – Edward estava nervoso e eu ria. – Saiam daí agora! Bella faça algo!

E olhei para eles em cima da árvore e sorri. Eram impossíveis mesmo.

- Grace e Tony!

E assim que ouviram minha voz desceram e saíram correndo pelo enorme jardim. Os cabelos de Grace enormes e claros balançavam enquanto ela corria atrás de Anthony que tinha descido primeiro. O vestido atrapalhava a estripulia dela.

- São crianças Edward, precisam brincar!

- Eles querem é me levar para o hospital novamente!

- Isso aconteceu a um mês atrás. – disse sorrindo e abraçando ele.

- Tony quebrou a perna Isabella! A perna! Grace machucou a cabeça! Não vou conseguir achar isso normal!

- Estavam brincando e acabou de maneira inesperada, só isso. E outra coisa, quem os levou para o hospital fui eu! Você só chegou lá gritando!

- Desesperado! Ninguém me dava notícias!

- Deveria ser porque você só gritava! – disse e caí na gargalhada!

- Eles estão proibidos de brincar de ache Nárnia!

- Eles contaram isso?

- Eu ouvi uma conversa! Você precisa parar de ler essas coisas, está mexendo com a cabeça deles.

- De uma forma boa meu amor. Eles queriam ver se conseguiam ser transportados. Ler é bom e um hábito saudável. Agora vamos entrar e ver se conseguimos ter um almoço sem suas preocupações desnecessárias. – olhei para o fundo – Venham!

- Mãe! Daqui a pouco! – E Tony se voltou a olhar as rosas com Grace.

- Qual é a brincadeira dessa vez? – Edward não entendeu quando eles estavam no canteiro de rosas e olhando e discutindo.

- Alice no país das maravilhas. – disse.

- Minha mãe não vai gostar de chegar aqui e ver o jardim estragado. – ele riu comigo dessa vez.

- Podemos plantar mais e outra coisa. Eles só vem nas férias de Lily, ela ligou e disse que vem com o namorado.

- Namorado? Meu Deus estou velho!

- Se prepare para conhecer o namorado de sua filha Sr. Cullen! Ainda temos muitas emoções e precisamos estar preparados para elas.

- Bella olha só, eles tem seis anos. Só vamos viver isso daqui a muito tempo! Muito tempo e eu escolho o livro que eles vão ler hoje.

- E qual seria? – Perguntei curiosa.

- Peter Pan. Vamos tentar voar amanhã.

E entrei na casa abraçada com ele e rindo de nossa vida comum e calma. Olhei para trás e vi Tony e Grace ainda discutindo sobre flores. Se o passado nos assustava, o presente era delicioso e o futuro esperançoso. E hoje prepararia Edward para outras emoções porque eu estava grávida e sabia que ele surtaria com a notícia.

Notas finais
Não deixem de comentar meninas quero saber o que acharam do final.
Continuem comigo meninas!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!