Vestígios Profundos
11 Ato 2 - Cena 5
Isaac saiu cedo da pensão, tinha olhado alguns classificados, mas quase não tinham vagas para jornalistas recem-formados. Passou a manhã inteira indo de prédio em prédio.Cada vez mais longe da pensão. Estava na hora do almoço e ele ainda não tinha conseguido nada concreto. Estava pensando em voltar para a pensão para almoçar porém algo lhe chamou a atenção, um prédio muito pequeno comparado aos outros que ele já tinha visitado, tinha 2 andares. Era todo feito de tijolos marrons e acima da porta enferrujada, tinha uma placa completamente suja de poeira, mas Isaac conseguiu ler o que estava escrito, A Voz do Povo. Abriu a porta e subiu a escada encaracolada que tinha. Encontrava-se em um pequeno aposento, muito bagunçado. Tinha 2 mesas, e papel espalhado por todos os cantos. Um belo quadro na parede, Isaac não entendeu o que estava sendo retratato, arte morderna pensou. Na sala, também tinha dois computadores. Não encontrava-se ninguém no cômodo e continuou esperando alguém aparecer. Percebeu que nem todos os papéis jogados eram papéis velhos amassados. Alguns eram exemplares do jornal. Apanhou um e começou a ler. Estava interessado e não percebeu que alguém tinha saído de uma porta que ele não tinha reparado no fundo do aposento. Um homem alto, de barba preta longa. Era branco embora tivesse olhos escuros. Estava vestido com roupa social, uma gravata azul e também possuia um belo relógio que estava em seu pulso esquerdo. Aparentava ter 40 anos por estar com uma aparência cansada, devia ter por volta de 35 anos.
JORNALISTA- (Entra na cena. Dá uma leve tossida proposital) Quem é você?
ISAAC: (Assustado) Ah! Me desculpe, eu achei que não tinha ninguém. Você é o dono do jornal? A propósito, sou Isaac.
JORNALISTA: Não.. Então o que está fazendo aqui?
ISAAC: Eu estava andando e o prédio me chamou a atenção e quando eu li a placa, percebi era um jornal e resolvi entrar para dar uma olhada
JORNALISTA: Sinta-se a vontade... Quase ninguém lê a Voz mais, anos atrás foi um dos mais famosos e um dos primeiros jornais de toda Inglaterra
ISAAC: O que aconteceu? Por que ninguém mais lê?
JORNALISTA: O jornal está praticamente falido, não temos mais dinheiro para contratar jornalistas e colunistas... O dono do jornal está quase desistindo dele e ele é minha vida.
ISAAC: E se alguém aceitasse trabalhar por um tempo de graça?
JORNALISTA: O que você está querendo dizer?
ISAA: Eu acabei minha faculdade de jornalismo a pouco tempo, eu podia fazer um estágio aqui! Estudei em Hogsmead, conhece né?
JORNALISTA: (Pensativo) Pensando bem, não é uma má ideia... Claro que conheço (Pausa) Terei que falar com o Ian, mas ele não virá hoje, entretanto amanhã falarei com ele. Deixe seu número celular que qualquer coisa eu te ligo, ok?
ISAAC: Eu não tenho celular, mas vou deixar o número da pensão que eu estou morando (Anota o número da pensão em um papel e entrega ao Jornalista) Licensa, mas que horas são?
JORNALISTA: São quinze para as duas. A propósito, sou Delson.
ISAAC: Prazer, mas agora eu tenho que ir senão perderei o almoço (Risos) Até outro dia quem sabe?
DELSON: Até...
Fale com o autor