Após uma noite considerada magica aos olhos dum casal apaixonado, Veronic e Conrad ficaram noivos e casariam em menos de dois meses… Indo contar a novidades para os seus familiares, individualmente. Veronic e Conrad ouviram reações parecidas de seus pais.

—Dois meses? Como assim, vocês terão um casamento simples, é isso? — disse Catherine LaFontaine, mãe da noiva. A mesma reação de Catherine LaFontaine, foi a de Délphine Deveraux, mãe de Conrad.

Era notório o desconforto da mãe de Veronic ao saber do casamento repentino da filha. Catherine e Conrad nunca se deram bem, ela vivia falando mal do genro sempre que tinha oportunidade. Diferente de Catherine, Délphine não falava mal de Veronic, mesmo pensando que o filho poderia se casar com uma mulher do mesmo nível social que o dele.

— Veronic Sérena, por favor, não se case com esse rapaz! — disse Catherine, imaginado um futuro incerto e triste para a filha.

— Por favor digo eu, sei que a senhora não gosta do Conrad, o chama de golpista e tudo mais, mas eu o amo, entenda duma vez.

Deixando a sua mãe reclamando sozinha na cozinha, Veronic caminha em direção ao fundo da casa, onde o seu pai e a sua irmã mais nova estavam.

— père? O senhor acredita que a maman começou com aquele papo de novo? — disse Veronic, andando de um lado para o outro.

— Acredito, a sua mãe se tornou uma velha que reclama de tudo e todos. — disse Oliver, com a certeza de que iria ouvir reclamação sobre a criação da filha mais velha, Veronic.

Ela riu.

— Onde esta a Wé? Preciso de mais tinta vermelha… — indagou Oliver.

''Oliver LaFontaine, advogado aposentado e pintor nas horas vagas. Um homem que nascera em berço de ouro, mas preferia a aldeia hippie da sua tia-avó.''

Saindo duma casinha de madeira, Wé, a caçula dos La Fontaine, trazia em mãos dois potes de tintas vermelhas. Depois de entregar os potes ao pai, Wé foi conversar com a irmã que estava sentada na balanço de pneu feito pelo pai.

— Chateada com a mamãe? — disse Wé.

— Tinha até esquecido, já acostumei com ela falando mal do Conrad. — respondeu Veronic, mandando uma mensagem para o seu futuro marido.

— Pensando no grande dia? Falando nisso, vamos organizar essa festa. — disse Wé pegando uns papeis no seu bolso para fazer anotações do grande dia.

— Vamos. Parece que você esta mais animada do que eu. — disse Veronic surpresa com a empolgação da irmã mais nova.

— Estou mesmo, não é todo dia que eu posso ser a cerimonialista da ma soeur. — disse Wé, uma ótima organizadora de festa de Paris.

***

21 de novembro de 2015

O dia em Veronic Sérena LaFontaine se torna a mais nova senhora Deveraux. Depois de muitos contras ao seu casamento, Veronic e Conrad se casaram num lindo jardim do hotel da família Deveraux. Uma festa simples e ao ar livre, tudo o que Veronic mais queria. Todos os convidados estavam vestidos com roupas claras, menos a senhora Catherine La Fontaine, a mãe da noiva que estava com traje de luto, um vestido preto e um chapéu com véu da mesma cor. Mas essa forma de chamar a atenção da sua filha foi falha, Veronic não estava ligando para ninguém além dela e do seu marido.

— Parabéns pelo lindo casamento. — parabenizou um senhor que Conrad convidara.

— Obrigado, senhor?… Como se chama mesmo? Desculpe, estou tão feliz por esse dia que nem lembro dos nomes de alguns convidados. — disse Veronic com um belo sorriso no rosto.

— Samuel Monet. — disse o homem se afastando.

Depois da festa, os noivos foram direto para a Grécia em lua de mel.

***

Depois dum ano e meio de casados, nasceram as gêmeas Sophie e Adelé Deveraux. Logo após o nascimento das filhas, Conrad aumentou os números de viagens a Londres e a Roma, Veronic não se importava com as viagens, mas dum certo tempo a ate a data atual ela começara a desconfiar que Conrad poderia esta traindo com outra. Então começou os questionamentos incansáveis de Veronic.

— Para onde você foi designado agora, seus clientes não poderiam apenas ser de Paris? — disse Veronic andando dum lado a outro do quarto.

Indo em direção a ela, Conrad a abraça e fala em seu ouvido para não se preocupar, pois, ele voltará daqui a três dias. Saindo do quarto com as malas na mão, ele se vira e solta um sorriso gracioso para a sua amada esposa que não gostou de ter a pergunta ignorada.