Vermelho, vermelho, vermelho brilhante

Escorrendo pelo corpo dos sonhos

Quanto mais suportar essa queimação?

Quanto mais agüentar ser levado pelo instinto?

Vermelho, vermelho, vermelho clemente

Chamando para perto o perigoso predador,

Enfeitiçando os olhos sedentos

Mandando-os virem depressa

Vermelho, vermelho, vermelho sufocante

Descendo sem volta pelas feridas abertas

Cantando aos ouvidos, provocando o caçador

Quase dando um sorriso, envolva-o com seu calor

Vermelho, vermelho, vermelho-sangue

Quente, líquido, substância da vida

Cutucando a sede, seduzindo os lábios,

Entreabrindo a alma, como um beijo cálido.

Vermelho, vermelho, vermelho perigoso

Quando o caçador luta, renunciando a alma

Quando perde o controle, atacando sedento

Quando não suporta feridas, perdendo a calma.

Notas finais
Hum, espero que tenham gostado.
Minhas poesias são quase todas assim, meio sombrias, mas eu mesma não sou assim. Tenho muitas românticas, descritivas, entre várias outras...
Comentários, onegai...
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!