Verdades e Mistérios
1 Prólogo
Notas iniciais
Estava chovendo muito. Nunca pensei que poderia me sentir tão… ah! Sei lá! No meu lugar, você também estaria assim. Eu a amava, mas ela nunca soube. Talvez suspeitasse, mas eu nunca contei a ela…
… e agora ela se foi.
Os Cinco Furiosos (agora Quatro Furiosos) levavam o corpo da mais forte integrante do grupo: Tigresa.
Ela não deveria ter morrido. Eu deveria tê-la salvado. Deveria ter dado o meu jeito… mas não. Eu não consegui. Agora penso que poderia ter feito alguma coisa, mesmo sabendo que não tinha o que fazer. Eu sou um idiota, não evolui nada desde aquela época. Achei que as gotas de chuva pudessem levar embora um pouco da minha dor, mas ate as gotas de chuva estão me deixando deprimido. E agora todo o Vale da Paz chora a morte de uma das maiores heroínas de toda a China. E eu chorava, não apenas a morte da minha amiga, mas daquela que eu amava. Aquela que morreu sem saber o que eu realmente sentia por ela. De que adiantou ser o Dragão Guerreiro agora? Salvei a China um milhão de vezes, mas não consegui salva-la.
Logo aquela que eu amava.
Todos caminhavam pelas ruas atrás dos guerreiros que levavam o caixão aberto pelas ruas, menos eu, que os observava encima dos telhados das casas. Eu queria poder voltar atrás. Mas não havia nada que eu pudesse fazer. E depois que o corpo foi deixado no restaurante do meu pai, onde o corpo seria velado, me aproximei para me despedir, mas uma voz me chamou:
– Po? Está tudo bem? – era Víbora.
Me virei e respondi: – O que você acha?
– Todos lamentamos a morte…
– Não tento quanto eu. – a interrompi.
– Ela era minha amiga tanto quanto era sua. – ela falou.
– É diferente. Eu a amava. – admiti.
– Mas por que só foi contar agora?! – ela questionou surpresa.
– O que você acha que ela diria? – questionei.
Ela assentiu. Depois me olhou nos olhos e disse: – Talvez fosse recíproco!
– Eu duvido. – respondi dando de ombros – Agora, se me dá licença, preciso me despedir.
– Vá, mas lembre-se de que chegou tarde.
– Eu sei. – enxugo uma lágrima com o polegar – E você nem imagina como me sinto mal por isso.
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