No dia seguinte, Júnior e Carol acordaram bem cedo:

C: Bom dia, meu amor.

J: Bom dia, como você está se sentindo?

C: Um pouco melhor.

J: Consegue ficar em pé?

C: Acho que sim.

Júnior ajudou Carol se levantar, mas ela ainda estava muito fraca para andar e tonta por causa dos remédios, então ele levou café na cama para ela, se arrumou e foi buscar as meninas no orfanato enquanto Carol tomava café.

Quando eles chegaram, Dani foi correndo abraçar Carol:

D: Mamãe, eu pensei que tinha perdido você pra sempre!

Ao ouvir Dani chama-la de mãe, Carol começou a chorar.

C: Minha pequena, que saudade de você.

Dani (chorando): Eu já perdi minha mãe e não ia aguentar te perder também. Você também é minha mãe.

C: Não chora, princesa, eu estou aqui e você não vai me perder.

D: Eu te amo.

C: Eu também te amo muito.

Carol acariciou os cabelos de Dani e deu um beijo em sua testa. Depois Dani pegou Sophia do colo do Júnior e a colocou nos braços da Carol.

C: Ei, meu amor. Eu senti tanto a sua falta!

Sophia sorriu e a abraçou. Os quatro passaram o dia inteiro juntos, matando a saudade que estavam um do outro.

Passou uma semana e Carol já estava bem melhor, por isso resolveu voltar para o orfanato.

Júnior deixou a Dani na escola e depois levou Carol e Sophia para o orfanato. Quando chegaram lá, as crianças já haviam ido para a escola, então ela foi para a cozinha conversar com o Chico, mas ao entrar viu que ele estava chorando. Carol sentou ao seu lado com Sophia no colo e perguntou:

C: Por que você está chorando, Chico? O que aconteceu?

Ch: Que bom que você chegou, Carol. Vou precisar muito de você! A Dona Carmen enlouqueceu!

C: O que ela fez dessa vez?

Ch: Ela vendeu o orfanato.

C: O que? Ela não pode vender o orfanato!

Ch: O pior é que ela pode sim.

C: E o que vai acontecer com as crianças?

Ch: Cada uma vai para um orfanato diferente e não sabemos se são bons ou ruins.

C: Tem que ter um jeito de fazê-la mudar de ideia! Onde ela está?

Ch: Na diretoria, esperando você chegar.

C: As crianças já sabem de tudo?

Ch: Não, só eu, a Ernestina e você que sabemos. Eu achei melhor não contar ainda.

C: Você fez certo, agora eu vou lá conversar com a Dona Carmen.

Ch: Pode deixar que eu fico com a Sophia. E boa sorte.

C: Grata.

Carol foi para a diretoria. Carmen já estava a sua espera com um grande sorriso no rosto:

D.C: Que bom que você chegou, Carolina.

C: Eu não acredito que você vendeu o orfanato! A senhora não pode fazer uma coisa dessas, dona Carmen.

D.C: Quem você pensa que é para dizer o que eu posso e o que eu não posso fazer? Eu já vendi o orfanato e não tem nada que você possa fazer, sinto muito.

C: Até quando as crianças vão ficar aqui?

D.C: Até daqui duas semanas, depois cada uma vai para um lugar e eu tenho uma notícia que você vai adorar.

C: O que?

D.C: É você quem vai contar a novidade para as crianças, não é ótimo? Elas vão ficar muito felizes em saber que vão deixar o Raio de Luz, ou talvez não, mas isso não importa.

C: Eu te odeio, dona Carmen!

D.C: Que bom, porque eu também te odeio, Carolina.

Continua?

Notas finais
E aí o que estão achando? Me desculpem pela demora...