Verdade

12 Capítulo XII - Enganos


Notas iniciais
Detalhe importante: Omiti o POV do Pedro e da Carol e substituí por um da Regina, justamente porque gostaram da personagem (e particularmente eu também queria dar um espaço a mais a ela) Além disso não gosto de ultrapassar as 3.000 palavras, pois acho que um capítulo demasiado longo torna-se cansativo de ser lido. Espero que gostem, e não se zanguem, o Pedro e a Carol voltam no próximo!

–Espiero que tenha gostado do passeio. – Murmurou Lorenzo enquanto pegava nas mãos de Regina, juntando-as e selando-as com um beijo.

–Adorei. A peça foi muito engraçada... E olha, comédia não é bem o meu gênero.

–O meu tampouco.

–Agora preciso ir Lorenzo... Já está tarde, e meus pais nem sabem que eu estou aqui...

–Entendo... Mas permita-me que a leve hasta em casa... – Disse ele com sua voz sedutora, que soava levemente sonolenta.

E assim foram os dois, conversando sobre os mais variados assuntos... Suas rotinas, quotidiano, do que gostavam, o que haviam feito... Talvez parecessem coisas banais, mas cada som que trocavam fazia Regina estremecer um pouco Nunca personalidade alguma havia a cativado tanto. Lorenzo era sedutor em todos os seus gestos, apaixonante em cada palavra, alguns dos beijos que havia trocado com certeza eram os melhores. Sua voz grossa, seu sotaque carregado, todo aquele calor ibérico eram ingredientes de um charme iníquo.

–Mas, espere... Eu acho que você errou o caminho... Lorenzo, minha casa é bem pro outro lado desse bairro. – Deu-se por si Regina, ao perceber que haviam parado numa rua escura com vários becos, o cheiro não muito agradável daquele ar vinha dos fundos dos vários restaurantes que beiravam aquele canto da orla. – Eu me distraí e não reparei... Preciso ir andando, meus pais não gostam que eu chegue tarde... – Disse Regina pronta a despedir-se com um beijo.

–No... Quede-se um pouco mais comigo.

Lorenzo agarrara Regina com uma tremenda pegada, que a fez respirar com velocidade e inconstância. Puxara-a com um só braço pela cintura, a pressionando contra seu corpo, e então a beijou com um furor e uma voracidade tremenda, ali mesmo, em frente aquele cais abandonado e tomado do entulho daqueles estabelecimentos ao lado. A lua brilhava completa no céu, refletindo seu brilho de prata nas águas que emanavam reflexos bruxuleantes. Aquela cena, o beijo dos dois era aparentemente um deleite para qualquer cineasta que quisesse expressar a lubricidade e o ardor da jovem paixão em suas telas.

–Não... Lorenzo para... Eu realmente acho melhor eu ir pra casa. – Protestou Regina, tentando desgarrar-se dos braços do estrangeiro. Mas ele não parecia ouvir seus protestos, arfando por mais e mais. Pegou uma das mãos de Regina, e pôs seu dedo sobre sua boca, chiando com os lábios como quem pede por silencio.

–No existe mais nada, apenas nós dos. Esqueça todo. – Dizia ele com sua voz sensual e suave, enquanto continuava a agarrá-la com os braços e apertá-la contra si, cobrindo seu corpo de beijos e carícias. Parte de Regina até queria entregar-se, mas achava aquilo meio desconfortável de ser feito em tal situação. Lorenzo precisava parar.

–Não, não Lorenzo... Quem sabe a gente sai outro dia. Eu vou ficar brava se você não parar. –Advertiu Regina falando com voz sôfrega, que tentava vencer o impulso que sentia. – Era cedo demais para aquilo.

–Shhh... Eu disse pra ficar quieta. – Disse ele, e sua voz de súbito tornou-se áspera e agressiva. E ele passou a acariciar os seios da garota, sem nenhuma vergonha ou inibição. Regina tentou se afastar, num impulso só. Mas ele era mais forte.

–Não... Não Para! Para com isso! Gritava ela, enquanto ele avançava tentando agarrá-la. Mas ela golpeou-o entre as pernas, imobilizando-o pela dor por alguns segundos, e começou a fugir. Não conhecia direito o lugar, mas sumiu pela primeira viela que havia, ainda com medo devido ao recente acontecimento. Mal olhava para frente, apenas para trás, e não notou o que se aproximava, não houve tempo de desviar, em poucos segundos ela batia nele, sacos cheios de lixo caiam emporcalhando o chão, e um grito era abafado. Regina ainda caída no chão, com o rosto coberto de lágrimas e a respiração arfante, precisou levantar-se e ajudar o rapaz.

–Desculpe... Eu... Por favor... O senhor precisa me ajudar... Tem um tarado, ele tentou... Por favor, socorro... – Regina estava aos gritos com o rapaz que se levantava e buscava entender a explicação.

Eu não entendo, o amigo do meu primo me apresentou ele, ele parecia tão simpático, e interessante... Eu me deixei levar... Ele entendeu errado as coisas, eu fui boba, não deveria ter dado tanta liberdade a ele. – Lamentava-se ela, sentada em um pequeno banco na cozinha do restaurante onde o rapaz trabalhava.

–Tome um pouco de água... Eu coloquei uma colher de açúcar, a minha mãe sempre diz que acalma o susto. – Riu o rapaz de cabelos cor de mel, que estava levando o lixo para fora, no final de seu expediente, quando alguma garota desesperada o derrubara alguns minutos atrás tentando fugir de algo – A gente não pode confiar em mais ninguém hoje em dia... — Lamentou ele, sentando-se ao lado dela, os dois cheiravam a lixo depois do que acontecera no beco. Mas aquele era o menor dos problemas.

–Ai, eu fui boba, me encantei por ele e me deixei levar... Não deveria ter saído sozinha com ele essa hora, eu sou distraída sabe?

–Não adianta se culpar, você foi forte e conseguiu escapar, o pior passou. Infelizmente essas coisas ainda acontecem. – Consolou ele, tentando ser simpático

–Infelizmente mesmo... Que nojo, sério... Não quero mais pensar nisso por enquanto, só quero que aquele desgraçado se dane... – Esbravejou Regina, tentando controlar as lágrimas. Era uma garota forte, e era assim que deveria agir. Não devia chorar, nem pensar mais naquilo. Enxugou as lágrimas, deixando um borrão enorme em volta dos olhos, e tentou se recuperar do trauma.

–Mas desculpa, eu cheguei aqui, te derrubei, comecei a chorar... E nem me apresentei, eu sou Regina. – Continuou ela, tentando continuar com calma, aos poucos o nervosismo iria diminuir.

–Meu nome é Fábio... Eu sou... É... Garçom aqui... Na verdade não é bem “garçom” o cargo, eles chamam de “cumim”, mas eu sou mais um “faz-tudo”. – Brincou – Eu Arrumo as mesas e cadeiras de manhã, lavo o chão, os pratos, ajudo na cozinha... Levo o lixo pra fora, essas coisas. É o que tem pra fazer.

–Nossa, você deve estar cansado... Já é quase de madrugada e chega uma louca te derrubando... – Exclamou Regina, tentando brincar com a situação. – Quer ajuda pra tirar todo aquela bagunça de lá da rua?

–Imagina, amanhã cedinho eu limpo tudo... É melhor você ir pra casa e descansar... Não sei se devo me oferecer... Mas quer que eu te leve até o ponto de ônibus? – Ofereceu Fábio, tirando o avental e pegando a mochila que guardava num dos armários num cômodo ao lado.

–Eu moro aqui perto, umas três quadras eu acho, lá na avenida Rio branco, não é longe, mas pra ser sincera, eu aceito a companhia... Vai que.... Ele ainda esteja aqui por perto. – Temeu Regina.

–Que isso... meu ponto é lá perto mesmo, podemos ir juntos. – Sorriu ele enquanto vestia o casaco, o ar da noite já estava deixando tudo frio.

As ruas estavam desertas, apenas a luz prateada da lua se mesclando com o amarelo forte dos postes de iluminação pública derramavam sua claridade sobre os prédios e árvores imóveis... O silencio só era quebrado pelos passos apressados de Fábio e Regina.

–Você não quer que eu te empreste o casaco? – Ofereceu Fábio ao notar que Regina se encolhia buscando se proteger do ar gélido que tomava conta da noite. Ela assentiu e se cobriu com a jaqueta do rapaz, confortada pelo calor que a envolvia.

–Ai... E pensar que ainda tenho prova na facul amanhã... –Lamentou-se Regina, um pouco por que falar ajudaria a quebrar aquele silencio constrangedor que reinava, e em parte para puxar assunto.

O Rapaz riu, e acrescentou:

–Eu nem estudo mais... Eu terminei o ensino médio e comecei a trabalhar sabe? Eu tenho duas irmãs menores, e minha mãe é viúva... Aí fica difícil...

–Entendo... – Afirmou ela. –Bem, o meu prédio é aquele ali... Eu vou indo então... E sério, muito obrigado por ter me salvado hoje. Muito obrigado por tudo. – Disse ela, sorrindo pela primeira vez após tudo que acontecera.

–Imagina... Você se salvou sozinha. Eu só fiz o que qualquer um faria.

–De qualquer forma eu fico grata. – Riu ela, e enquanto Fábio estendia a mão para cumprimentá-la, ela despediu-se com um beijo no rosto, deixando o rapaz deveras surpreso.

Abriu a porta devagar, se seus pais acordassem estaria em maus lençóis, e rumou para o banheiro. Primeiro tomou um banho quente no chuveiro, a água, de tão abrasadora, enchia o cômodo de vapor a medida que saia, e quase arrancava a pele. Mas era assim que Regina desejava. Livrar-se de toda aquela impureza daquele homem nojento. E pensar que estava perdidamente apaixonada por um sotaque estrangeiro e uma pele bronzeada. Sentia culpa em si mesma. E nojo de Lorenzo, não queria vê-lo nunca mais. Nem sonhar que sua presença era real.

Passou para a banheira, e ali se deitou por longos minutos, relaxando na água morna, e deixando tudo passar. Sorriu novamente ao lembrar-se de Fábio... Por que os homens não podiam ser todos assim? Por que havia alguns como aquele espanhol desgraçado? Mas não queria pensar em Lorenzo... Apenas na bondade daquele que a ajudara... Geralmente as pessoas mais humildes tendem a ter o coração mais puro, pensou ela. Enquanto enrolava-se na toalha e secava os cabelos. Rumou para o quarto, não havia comido durante horas, mas não pensou em passar na cozinha, porém uma luz acesa a atraiu:

“mamãe se acordou” – Foi sua primeira reação, e começou a imaginar o castigo que levaria por ter chegado aquela hora.

–Muito bonito, mocinha, chegando da rua a esta hora hein? – Regina já tinha vintenas de desculpas na ponta da língua. Entretanto não era a voz de sua mãe que vinha da cozinha, e sim a de Thomas.

Regina respirou aliviada.

–Você me assustou. – Disse ela, sentando-se num dos bancos da mesa de vidro onde Thomas preparava um sanduíche.

–Desculpa, mas e aí... Como foi com “el gatón ibérico “ hoje? – Brincou ele, mas parou, ao perceber que Regina fez uma cara embrulhada e começou a chorar.

–Regi... O que foi, me conta? Ele fez alguma coisa?

–Sim, Thomas... E não fale mais nele.... Ele é um tarado desgraçado... Ele tentou me agarrar, e se eu não fugisse teria feito coisa pior! – E então Regina contou toda a história, e de repente a situação se invertera, era Thomas que consolava a prima desta vez.

–Ai eu não acredito... O Ivan me falou que não colocava a mão no fogo pelo Lorenzo, que ele era um riquinho acostumado a ter tudo que tinha e que era melhor ir com calma, mas aí eu vi você tão feliz falando dele e achei melhor nem falar nada, eu achei que ele tivesse mudado... – Revelou Thomas, lamentoso. – Bem, pelo menos ele não te machucou ou chegou a fazer algo de pior...

–Sim. Eu fugi, e um rapaz de um restaurante lá da orla me ajudou a voltar pra casa... Ai foi um pesadelo Tom... Não quero nem mais pensar nisso. E por favor, não conta nada pro pai e pra mãe, se eles perguntarem eu vou dizer que nós estávamos jantando com uns colegas da minha facul, eu te apresentei umas “amigas” e a gente resolveu estender pra uma festinha. Ok?

Thomas concordou meio a contragosto, e ambos foram dormir. Regina pensou que ia ter pesado elos naquela noite, mas tudo que viu nos seus sonhos foi Fábio sorrindo para ela, a levando para casa e emprestando o casaco. E então Regina teve uma daquelas sensações ruins que temos num sonho, como se estivéssemos caindo e então acordamos de súbito. Olhou na poltrona que ficava diante da cama: o casaco ainda estava ali, ela havia esquecido-se de devolvê-lo.

***

–Recebi uma carta de seu pai hoje cedo. – Anunciou tio Alberto enquanto servia o café da manhã de Thomas, que ainda sonolento mastigava sem vontade.

–É... E o que diz? – Perguntou ele assumindo desinteresse, infelizmente tudo que guardava do pai eram magoas. Que pai era aquele que fizera-o sofrer tanto?

–Ele te matriculou numa academia... É aqui perto de casa... Eu te levo lá pra fazer a ficha. Agora vai deixar de ser um pau de virar tripa – Riu o tio, despreocupado, como sempre em seu tom brincalhão.

Thomas, pelo contrário, não demonstrava bom humor algum, academia era um lugar que definitivamente não combinava com ele. Thomas nunca gostara de esportes, nem futebol, nem vôlei, nem natação... Era sempre mais “parado”, as vezes que arriscava jogar uma ou outra partida sempre fazia algo errado, as pessoas zombavam dele e ele desistia mais uma vez. E agora? Teria que levantar peso, e fazer exercícios pesados, e correr e se alongar... É ruim demais para seu corpo aguentar. Seu ímpeto era de fugir dali e não voltar mais, queria escapar do que parecia uma pequena tortura.

Era um lugar grande, barulhento, uma música animada tocava ao fundo e um barulho quase ensurdecedor de ferros batendo e pessoas respirando arfantes os levantando. O suor pingava as bicas do rosto e do corpo de alguns homens que mais pareciam primatas de tão grandes e de músculos quase desproporcionais. Thomas sentiu-se estranho, como se não pertencesse àquele lugar, além disso, seus braços finos se equiparavam a gravetos se fossem postos lado a lado com aqueles rapazes.

–Bom dia amigão, eu sou o Alex e vou te ajudar com o treino, agora me diz Thomas, o que eu posso fazer por ti? – Quem perguntava era um rapaz alto, trajava uma regata púrpura com o logotipo da academia e calças esportivas comprida, Thomas julgou que aquele era o uniforme dos funcionários. Sua cabeça era raspada e um dos braços coberto por tatuagens orientais, não era em verdade tão vigoroso e avantajado quanto alguns daqueles que Thomas vira quando entrara, mas parecia ainda assim muito forte. Seu aperto de mão chegava a provocar uma leve dormência nas mãos do garoto. E sua voz grossa era de intimidar.

–Eu... Eu vim, treinar. – Respondeu Thomas um tanto timidamente, sem estar certo do que devia responder.

Alex riu em resposta, batendo de leve com as mãos nos ombros de Thomas, num gesto que pareceu bem simpático.

–O garotão aqui só quer saber de internet e televisão... Tem que dar uma malhada para ficar em forma e conquistar umas gatinhas no verão. – Riu Alberto, com seu velho tom de escárnio, ou pelo menos naquele momento não parecera tão engraçado assim, Thomas já estava irritado com aquilo tudo.

–Quem sabe pro verão do ano que vem, não é. – Respondeu o treinador com um riso e uma piscada. – Mas agora vamos lá! Partiu ficar saradão?

Thomas apenas assentiu com um gesto de cabeça, não se esquecendo de formular o sorriso mais fingido de toda sua vida. Alberto anunciou que precisava voltar para o restaurante, deixando o sobrinho a sós com Alex.

Foi uma tarde exaustiva, Thomas não se lembrava de ter sentido tanta dor e desconforto nos músculos. Alex gritava palavras de incentivo com sua voz imperiosa, enquanto Thomas suava em bicas ao levantar todos aqueles pesos. Passavam de etapa em etapa, na primeira Thomas devia levantar oito vezes o mesmo peso, na segunda dez, nas demais doze, ou até cansar. Era assim que instruía Alex. “o problema é que eu me canso ao levantar duas” Respondia Thomas mentalmente, mas não tinha coragem de falar ou protestar, talvez nem tivesse voz ou fôlego para falar enquanto estivesse ali. Até os alongamentos eram sôfregos, Thomas sentia cada um de seus músculos, nervos, talvez até sua alma, sentisse sendo puxada como numa máquina de tortura medieval, igual àquelas que vira no museu com Pedro. Mas esta era a última coisa que tinha em mente, só pensava no esforço que teria que fazer.

–Parabéns irmão! Mandou muito bem! Amanhã a gente repete tudo, falou? – Anunciava Alex, e sua voz grave soava como uma trombeta celestial anunciando a abertura dos portões dourados do empíreo. (ao menos foi esta a imagem que Thomas tivera da porta de saída daquela academia) Isso até Alex mencionar a palavra amanhã, esta chegara aos ouvidos do garoto como uma saraivada de flechas peçonhentas que massacravam a esperança que Thomas mantinha de passar a tarde do dia seguinte em um confortável e revigorante sono.

Nem sequer respondeu, apenas moveu os músculos da boca (potencialmente os únicos que não havia trabalhado ainda) num de seus sorrisos contrafeitos. Dirigiu-se para o vestiário onde tomou uma ducha fria, felizmente estava vazio, não queria nem pensar na vergonha que sentiria se tivesse que tomar banho com mais alguém no mesmo lugar. Vestiu-se cansadamente, cada movimento parecia exigir muito mais força que o normal, até que finalmente em passos vagarosos e levemente errantes dirigiu-se para casa.

Quando chegou a casa estava vazia, deitou-se na cama e sentiu que nem que se a casa estivesse em chamas poderia voltar a levantar-se tão cedo. Os músculos amoleciam como se fossem feitos de borracha, e doíam como se tivesse sido atropelado, não uma, mas várias vezes. Um barulho interrompeu sua tentativa de dormir. Regina havia esquecido o celular, era isso que estava emitindo aquele som estridente. Thomas fez um esforço descomunal, e arrastando-se, chegou até a sala, ao encostar no aparelho, este parou de tocar, Thomas quase esbravejou de raiva, tratava-se apenas de uma mensagem.

A curiosidade pesou mais aquela hora, afinal fizera tanto esforço para levantar-se, era justo que visse do que se tratava. Para sua surpresa, a mensagem era de Ivan.

“oi... Thomas? Eu não sei se posso mandar mensagem para esse número, mas eu preciso muito falar com você. Acho que você vai gostar da proposta... Eu vou estar livre amanhã a tarde... Quer sair comigo?”

O garoto não hesitou, depois de tudo que acontecera na praia... Ivan era tão perfeito, tão melhor, tão seu, Seu jeito altivo, misterioso, mas ao mesmo tempo carinhoso provocavam em Thomas um embrulho no estômago, algo bom, meio incomodo de sentir, mas quando se sente, não se quer que acabe. Respondeu a mensagem com um sim. Iria encontrá-lo após a academia, para ele teria disposição de sobra, para todas as carícias e beijos que pudessem trocar. Ivan estava o cativando, e só de mencionar seu nome, em um pensamento que fosse, os arrepios tomavam conta de seu corpo. Queria ter Ivan ao seu lado durante um dia inteiro, e cada segundo se tornaria perfeito.

Notas finais
Espero que tenham gostado! (como os acontecimentos dos caps XII e XIII são quase simultâneos, já tenho um pouco da história pronta e sinto que não vou demorar a postar o próximo) Ah, a parte que fala da academia é quase um relato fiel do meu primeiro dia de treino rsrsrs. Mas e aí? o que estão achando desses novos casais se formando? Não se esqueçam de comentar caso tenham alguma crítica, sugestão... Qualquer coisa é bem vinda! Um abraço e até a próxima!