Verbotene Liebe
14 Jamais beba se você for um ruivo

De noitinha, dois adultos se encontravam reunidos em um bar da região fazendo o que se faz de melhor nessas situações: bebendo e conversando, sem nenhuma preocupação a mais no mundo. Estes eram Shanks e Buggy, que conheceram-se na infância e agora coincidentemente moravam juntos.
No momento os dois rapazes tomavam mais uma cerveja, depois de já terem esvaziados dez copos no total. O ruivo havia consumido nove, enquanto o outro apenas estava na segunda rodada, bebendo de maneira mais devagar do que o normal.
– Hahahahhahahahaha! – Shanks gargalhava alto, batendo a mão na mesa do bar e gritando. – Eu me lembro disso, eu me lembro disso! – Até chorava de tanto rir.
– E depois você percebeu que era mentira, mas aí já tinha se passado tempo demais. – Buggy relembrava a história de maneira mais calma, por estar mais sóbrio.
– Dem be vale! – De tanto beber, o ruivo mal conseguia falar direito. – Bocê dinha me dito que… gue aquele dia, era o dia…
– Eu tinha te dito que aquele era o dia nacional de usar as roupas do gênero oposto, e você acreditou.
– Izo, izo, izo! Eu agreditei né… aí eu fiz uma saia usando um casaco.
– E eu tinha feito um cachecol e um turbante pra você.
– É, você me enganou direitinho, hahahaha! Depois disse pra eu sair na frente que depois você ia me encontrar, era engraçado porque só tinha meninos na nossa escola.
– E você ficou vestido de garota lá na frente de todo mundo, foi muito bom!
– E eu nem tinha me tocado!
– É, pra piorar você nem se tocou!
– Eu esqueci totalmente que eu tava com aguelas roubas… hahaha… aí eu fiquei na sala de aula e todo mundo tava rindo e eu não sabia porgue eles tavam rindo…
– Estavam rindo de você como sempre.
– Pois é! Aí o coordenador me chamou e eu entendi tudo, foi muito bom.
– Eu fiquei com medo de você ser expulso, mas era muito engraçado fazer esse tipo de brincadeira. Você precisa ir vestido de mulher algum dia desses lá na escola.
– Eu tenho certeza que os alunos iriam gostar.
– Só não sei se o Doflamingo gostaria.
– Bois zé, aguele gara é um… zato. Ele nunca deixa a gente fazer nada de legal.
– Verdade. – Buggy havia terminado a sua segunda cerveja.
– Ei, Buggy…
– Oi.
– Por que você tá bebendo tão devagar hoje?
– Ah, é que eu não gosto muito de beber em dia de semana, no dia seguinte eu não consigo acordar direito.
– Mas como assim? Todo mundo bebe sexta à noite…
– Sim, mas hoje é quinta-feira.
– Aé? Hm… – O ruivo segura a sua caneca e se vira até o barmen. – Mais, por favor.
– Você não se importa de ficar bebendo assim? Tipo, amanhã tem escola e tudo mais.
– Mas abanhã é zábado, eu dão drabalho zábado.
– Não, amanhã ainda é sexta.
– Do que você tá falando, Buggy? Olha... – Shanks, para provar que estava certo, pega seu celular e mostra ao outro a data do dia atual. – Aqui tá dizendo que hoje é sexta.
– É que já passou da meia noite, teoricamente agora é a madrugada de sexta.
– Então!! É a madrugada de sexta, vamos comemorar! – Com entusiasmo, ele bebe seu copo de uma vez inteira e o levanta novamente, olhando para o barmen. – Traz mais cerveja, por favor!
– Ahn... Shanks...
– Não vai beber, Buggy? Assim a sua cerveja vai esfriar!
– Esquentar.
– É, esquentar.
– Você ainda não percebeu?
– Percebi o quê?
– Sexta de madrugada só quer dizer que daqui há umas seis horas você tem que estar acordando pro trabalho, idiota, hoje ainda é quinta feira.
– Ahn...
– Se tocou agora?
– P-P-Pera, pera, pera... você tá me dizendo que eu vou ter que trabalhar amanhã?!
– Isso.
– Que horas são?
– Três da manhã.
– C-Caramba, como você me deixa ficar aqui?!
– Ahn, eu meio que... tentei te avisar várias vezes lá em casa, mas você disse que não se importava.
– Que seja, o importante é que nós precisamos sair daqui agora!
– Ótimo, é bom mesmo, vamos.
– Só deixa eu acabar a minha bebida antes. Ah, e tomar uma saideira.
– Sério..?
Depois do ruivo passar mais uma hora no bar se lamentando por estar bêbado demais para ir trabalhar no dia seguinte, ambos finalmente foram para o apartamento o qual dividiam. Ao chegarem, Shanks estava tão tonto que seu companheiro Buggy precisava o carregar pelo ombro e ficar ouvindo suas reclamações ininterruptas.
– Aarh... Buggy... – Ele somente era arrastado pela casa.
– Que é? – E Buggy já estava impaciente, indo em direção ao sofá da forma mais rápida que conseguia, tendo em vista que precisava carregar o corpo do amigo junto.
– Eu... não tô sóbrio...
– Eu tô vendo.
– Buggy...
– Oi.
– Urhnm. – Sem mais aguentar, o ruivo acaba desmaiando nos braços do outro, com o rosto em seu ombro e babando pela boca, fazendo também estranhos barulhos.
– Mereço...
Buggy, perdendo a paciência, deita o corpo de seu amigo no sofá e o ajeita, indo ao quarto e pegando um cobertor para cobri-lo. Logo em seguida, também fica olhando para Shanks adormecido, agachado no chão em frente ao seu rosto.
O de cabelos azuis observava a feição calma que o outro tinha enquanto dormia, bem diferente da usual. Olhando para ele, também tinha algumas lembranças do passado que o acalmavam e o deixavam com um ínfimo sorriso no canto dos lábios de nostalgia.
– Uhnm... ahn? – Mas, passado-se um curto tempo, Shanks foi abrindo seus olhos devagar e notou a presença de seu companheiro bem próximo a seu rosto, olhando fixamente para si. – Buggy?
– Ahn? – E ele acaba percebendo que inconscientemente apreciando o outro enquanto este dormia. – A-Ah, oi! Bom dia.
– Já é de manhã..?
– Não, não, ainda é de madrugada, eu só queria saber se você estava bem dormindo no sofá.
– Ah sim... obrigado, acho melhor eu ir pra cama então. – Shanks começa a se levantar, mas estava com tanta dor de cabeça que não conseguia enxergar nada direito e estava tonto. – Aahn, eu...
– Tá tudo bem? Quer ajuda? – E Buggy segurou o braço dele até o ruivo conseguir ficar de pé.
– Não, não precisa, eu tô ótiMO, AAH!
– C-Cuidado!
Antes que o pobre homem de cabelos vermelhos conseguisse se estabilizar em pé, ele acaba se desequilibrando graças à tontura e à bebida e tropeça, caindo diretamente no chão junto com Buggy, que estava tentando o ajudar, mas acabou levando a pior.
– Ai, ai, ai... desculpa. – Em seguida, pede desculpas após a queda, mas não conseguia ficar em pé direito. Shanks havia caído em cima de Buggy, que estava de olhos fechados ainda sentindo o impacto, e foi tentando se levantar com as mãos.
– Arh, tá tudo be–
Abrindo os olhos devagar, Buggy acabou cortando sua fala ao perceber que o outro estava deitado em cima de si, parado, somente com os braços apoiados no chão, deixando sua cabeça presa entre eles. Shanks tinha, naquele momento, o rosto bem próximo do de cabelos azuis, chegando a quase tocar os narizes, apenas cruzando seus olhos castanhos com os dele.
Buggy se viu preso; não poderia sair daquela posição graças aos braços do ruivo estarem entre seu rosto, praticamente obrigando seu corpo a permanecer no chão. Também não conseguia parar de encarar Shanks, que não se mexia, somente olhava para ele com a boca semiaberta e olhos semifechados, semblante de alguém que estava nas nuvens, perdido em pensamentos.
Mesmo não podendo se mexer, Buggy não reclamou dos braços do outro como era de seu feitio, apenas retribuía seu olhar perdido, não conseguindo falar ou pensar direito. E assim ficaram, intactos, até que a força da gravidade deu às caras.
Shanks acabou cansando seus braços e caiu em cima de seu amigo mais uma vez, com a única diferença de seu rosto agora estar escondido no ombro de Buggy, virado em direção a seu pescoço. Buggy acabou acordando do transe poucos segundos depois, ao sentir a respiração calma do ruivo batendo em sua pele.
– Ei... Shanks... – E ficou tentando o cutucar para sair dali.
– … – Porém, Shanks já havia adormecido novamente.
– Argh... – Então ele viu que seria inútil tentar fazer qualquer coisa e permaneceu no chão, deitado, com o corpo de um homem adulto em cima de si, até adormecer junto.
(…)
No dia seguinte, ambos acordaram com uma incrível dor de cabeça graças ao despertador do celular de um deles que parecia gritar de tão alto que estava. Shanks se encontrava com uma ressaca insuportável e percebeu rapidamente que havia dormido no chão.
– Arhngm... – Também notou que estava com um mau humor terrível e dores fortes nas costas, tanto é que não conseguia se levantar direito, só sentar.
– Bom dia... – Buggy também acordou mau humorado, porém, mais sóbrio que o outro. Mesmo com dores nas costas, ele conseguiu levantar. – Eu não acredito que você me fez dormir no chão, ruivo idiota.
– Argh asmrh ard. – O pobre Shanks não conseguia falar direito, somente grunhir.
– Vai tomar um banho pra ver se acorda, você tá fedendo. Deixa que eu faço o café da manhã.
– Urhnm... – Arrumou forças para se levantar, indo em direção ao chuveiro.
Sem muito o que fazer e estando mais tonto do que o de costume depois de uma noite de bebida e dormido poucas horas, Shanks acabou adormecendo no banho. Posicionou sua cabeça na parede do box, ligou a água e desmaiou ali mesmo, em pé, como quem não quer nada da vida.
– EU ESPERO QUE VOCÊ NÃO TENHA DORMIDO NO BANHO!
– Ahn, quê? Quando? Onde?! – Mas acabou acordando com um grito de Buggy.
(…)
Já na tão famigerada escola, o sinal havia acabado de tocar e os alunos entraram no colégio, prontos para mais um dia proveitoso de aula. A primeira ação que Coby realizou foi a de ir em seu armário e pegar seus cadernos como fazia toda pacífica manhã, sem nenhuma preocupação em mente.
– E aí! – Porém, para estragar seu dia que mal havia começado, Helmeppo foi falar com ele usando um sorriso irônico e intimidante que deixou Coby assustado.
– H-Helmeppo, bom dia! Q-Que coincidência te ver por aqui.
– Coincidência? Nós estamos na escola, idiota, você me vê todos os dias.
– A-Ah, é... verdade.
– Hoje é aniversário da Hancock e ela vai dar uma festa na casa dela. Você não vai, né?
– B-Bom, na verdade o Luffy andou insistindo tanto que eu até pensei em ir... por quê?
– Oh, é só o seu namoradinho chamar que você vai logo, não é? Hahahaha, vocês dois formam mesmo um lindo casal!
– … nós não somos um casal.
– Aham, sei. – Helmeppo chega mais perto e abraça Coby pelo ombro. – Não precisa fingir pra mim, Coby, eu não sou preconceituoso.
– Mas é verdade, eu e o Luffy somos só amigos.
– Uhum, eu sei que tipo de amizade é essa, uma beeem íntima.
– Aonde você quer chegar..?
– Em lugar nenhum ué, eu só quero saber mais da vida do meu amigo.
– “Amigo”?
– Qual o problema, você não me considera assim?
– Não, é que... eu achei que você não queria ser meu amigo.
– O quê? Imagina! – Helmeppo ainda estava com ele abraçado pelo ombro e começa a andar pelos corredores, falando ironicamente. – É que eu sempre te vejo tão quietinho, só falando com o Luffy e tudo mais.
– E você e os seus amigos ficam importunando a gente.
– Pff, esquece aqueles idiotas, na verdade eu queria pedir um favor pro meu grande amigão Coby.
– E o que é?
– É que os professores passaram muitos deveres e hoje tem a festa da Hancock, acho que eu não vou ter tempo de fazer, sabe? E se eu não fizer meu pai vai brigar comigo e tudo mais.
– Poxa, que pena, mas eu disse que também iria na festa, se não eu te ajudava.
– Ah, você tava falando sério quando disse que iria?
– Por que eu não estaria?
– Fala sério, Coby... a Hancock nem gosta de você, ela só tá te convidando pelo Luffy. Você vai lá fazer o quê?
– B-Bom, eu–
– Tá, você até pode ir, mas ninguém vai querer falar com você. O Luffy provavelmente vai ficar com os irmãos dele e você vai ser aquele garoto estranho que fica sentado num banco bebendo suco a noite toda! Hahaha, é isso que você quer?
– Ahn... na verdade, não...
– Me diz, você quer ir porque gosta de festas ou só porque aquele Luffy tá mandando?
– Tá, eu confesso que vou mais pelo Luffy, mas–
– Então! Se esse garoto está te forçando a ir num lugar que você não será bem vindo, ele nem deveria ser considerado seu amigo de verdade.
– V-Você acha mesmo que eu não vou ser bem vindo?
– Ah, eu não queria te dizer isso pra não ferir seus sentimentos, mas eu ando com a Hancock e ela sempre fala mal de você.
– … ver-verdade? – Diz, meio cabisbaixo.
– “Ai, aquele nerd ridículo do Coby só fica isolado naquele canto”, “ai, eu não acredito que eu vou ter que convidar ele pra minha festa, ele vai estragar tudo!” E coisas do tipo. – Helmeppo fala imitando uma voz feminina.
– Ela diz isso?
– Sim, mas eu sempre te defendo dizendo que esse é só o seu jeito de ser. Você sempre me ajuda com os meus deveres, é o mínimo que eu posso fazer, certo?
– Eu não achei que algum dia seria defendido logo por você...
– Que isso, eu sempre te defendo! Me diz, você prefere estudar ou ir nessas festas chatas?
– Na verdade eu sempre preferi estudar, mas–
– Então, não é melhor nós fazermos assim? Você me ajuda com os seus deveres, eu vou na festa por você.
– … você acha que é melhor assim?
– É melhor pra nós dois, acredite. Bom, mas agora eu já vou indo, a aula vai começar.
– Então tá...
– Tchau, tchau, até mais, Coby!
Helmeppo seguiu correndo na frente sentindo-se vitorioso, indo em direção aos seus amigos para rir e debochar do inocente Coby, que iria fazer seus deveres no fim de semana. Por outro lado, o jovem de cabelos rosas foi para sua sala de aula.
Lá, ele sentou-se atrás de Luffy, que estava no celular, como era de seu costume. Todos da turma ainda riam e conversavam entre si visto que o professor ainda não tinha chegado; com exceção de Ace, que já estava dormindo em sua carteira e Sabo, que estava desenhando em um caderno de anotações.
– E-Ei, Luffy... – Coby cutucou seu amigo, que logo se virou até ele.
– Sim?
– Eu tava pensando... acho que eu não vou à festa hoje.
– Hã? Nem vem, eu finalmente tinha te convencido! O que houve?
– É que a Hancock nem gosta de mim, não faz muito sentido eu ir, e eu odeio festas.
– Que bobagem, de onde você tirou que a Hamock não gosta de você? Se ela não gostasse não teria nem te convidado.
– Mas é que o Helmeppo me disse qu–
– Ow, ow, ow, pera aí, você ainda presta atenção no que aquele cara te diz?
– Ahn, não, é que... sei lá, talvez ele tenha razão.
– Coby! Eu sei que nós somos amigos, mas você é muito covarde e isso me irrita. Você não pode deixar as pessoas ficarem te manipulando!
– M-Me manipulando?
– Você não percebe? Eu aposto que ele só tirou a sua vontade de ir na festa porque os professores passaram muitos deveres pro fim de semana.
– …
– Eu acertei, né? Ele mandou você fazer os deveres dele como sempre?
– … mandou.
– Então só me diz! Você quer ou não ir à festa comigo?
– Mas essa é a questão, e-eu não sei! Eu tenho medo de ir e ficar isolado em um canto e ser o esquisitão de sempre que as pessoas evitam.
– Claro que não, você não vai ficar isolado, eu fico com você.
– Você não prefere ficar com os seus irmãos?
– Meus irmãos? Ah, a gente se fala toda hora em casa e eles costumam ficar mais juntos em festas do que comigo, não se preocupa com isso. E nada impede de nós quatro ficarmos juntos também.
– … você acha mesmo que eu devo ir então?
– Claro que sim! E desse jeito você faz novos ami–
– OE, ZWENTI!
Interrompendo a amigável conversa entre Luffy e Coby e chamando a atenção de todas as pessoas ali presentes, o professor Shanks adentrou a sala de aula com um enorme sorriso no rosto e muita tontura, esbarrando nas carteiras até chegar à sua mesa. Todos os seguiam com o olhar e cochichavam entre si.
– O Shanks tá bêbado? – Um dos alunos fofocava, em voz baixa.
– Bêbado ele sempre tá, mas dessa vez acho que tá pior!
– O que será que houve? Ele parece mais feliz do que o normal.
– Tomara que ele aproveite isso e dê ponto extra pra gente, né.
– O guê cês dão cochichando ae? – O ruivo perguntou, olhando cada um deles. Os alunos riam com a mão na boca, tentando disfarçar.
– Bom dia, professor! – Hancock, a representante de classe, se levantou e o cumprimentou.
– Ah, oi, Hancock! Como sempre cê é a única deze lugar gue ainda simporta cuns professores.
– Alguém precisa dar uma boa influência pra essas pessoas, né? – Diz, gabando-se. – Aliás, hoje é meu aniversário.
– Oh, parabénss! Tá fazendo quantos anos?
– Dezessete.
– Ih, ano que vem já pode ser breza se te pegarem dirigindo bêbada, hein, doma guidado!
– Hmpf, como se alguém tivesse a coragem de prender alguém tão bonita quanto eu.
– Num vai nessa, quando eu... – Shanks acaba interrompendo sua fala quando avista Ace, que estava dormindo em sua carteira. Ele, então, fica chateado e resolve ir até o garoto, bem perto de seus ouvidos, gritando. – ACORDA!
– Hãa, quê, quando? Onde?! Q-Q-Que que tá acontecendo, onde eu tô?!
– Hahahahahahahaha! – Todos os alunos, incluindo os irmãos, riram do pobre garoto de sardas que acordou com um susto.
– Zê tá na ixcola, igiota, não durma na aula duzoutros! – Shanks volta a exclamar de modo embriagado, o que deixa o pobre garoto mais constrangido ainda.
– A-Ahn, foi mal...
– Cê acha que eu queria tá aqui? É óbvio que eu preferia ficá em casa durmino, mas a gente tem que trabalha né!
– S-Sim, sim, claro, desculpa.
– Num tem problema, na sua idade eu era assim também e eu me arrependo porque isso atrapalhou muito a minha vida, eu era um vagabundo que vivia bêbado durante a faculdade, aí... eu me formei, e...
– E continua um vagabundo bêbado como professor?
– Hahahaha! – Os alunos continuavam rindo da atuação de Shanks e de sua conversa com Ace.
– A-Ahn, b-bais ou benos isso...
– Ei, Luffy. – Hancock se aproximou do moreno, sussurrando.
– Ah, oi, Hamock! Feliz aniversário.
– Brigada! Você vai hoje na festa, né?
– Sim, com o Coby.
– Ah, que ótimo. – Sempre que ela falava com Luffy, tinha um semblante mais meigo devido à paixonite. – Escuta, você acha que seria uma péssima ideia convidar o professor Shanks?
– Uhn, convidar o professor pro seu aniversário?
– É! Eu falei isso com as minhas amigas, seria divertido ter um professor bêbado lá. Minha mãe vai sair de casa, então eu consegui bastante bebida e mais algumas “coisas”.
– Mais algumas coisas?
– Enfim, você acha que seria muito estranho convidá-lo?
– Não, ué, a festa é sua. Além disso o Shanks sempre foi meu professor preferido.
– Beleza, então! – E ela se vira, exclamando em direção ao ruivo. – Ei, professor!
– Oi! – Que se vira alegremente até ela.
– Eu vou dar uma festa hoje, vai ter bebida. Quer ir?
– Hm, bebida em festas de meninas de dezessete anos nunca dão muito certo...
– Isso foi um sim?
– COM CERTEZA! Uhuuu, vamos pra festa!
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