São os cigarros e os vinhos;
É o vento e até mesmo os besourinhos;
São as saídas que não tem hora pra acabar;
É o próprio coração que eu tenho como sina vir a decepcionar;

São os beijos e os amassos;
É o jazz e o blues;
Completando cada um dos espaços;
(Efemeramente) transformando o mais cinza;
No mais claro dos azuis;

São as gotas de sangue e suor;
Que desenham como pincel um futuro melhor;
Será mesmo verdade?
Ou será mentira contada da maneira pior?

São quatro versos;
Que explicam muito de quem sou;
Ou será que não?
Dedico minhas póstumas esperanças;
Ao meu eu de amanhã;