Sou como um pássaro em uma gaiola

Com saudade de casa

Confundem meu canto, afinado como uma viola

Com uma orquestra de alegria, acompanhada de um bater feliz de minhas asas

Sou como um cão acorrentado

Que ladra sua insatisfação

Que uiva aos céus estrelados, o desejo de liberdade

E recebe silêncio em troca

Sou como uma mariposa que voa em direção a luz

Não conhecendo meu cruel destino, mas, enfrentando-o sob pretexta coragem

Armadilhado pelas invenções do homem

E antes que perceba, a luz some sem deixar vestígios

Sou como um homem que levanta todos os dias para ir ao trabalho

Preso na gaiola da minha esperança

Contido pelas correntes das expectativas

Que sonha em voar em direção a luz

E sumir sem deixar vestígios