Vencendo desafios

1 Desafio 1 - Prova de Seleção


Notas iniciais
O primeiro capítulo é para conhecerem um pouco mais da Lyn!!! Já criaram um personagem incrível na cabeça que está desesperado para ter vida? Tenho um carinho muito grande por essa menina! Espero que gostem!

Sentia uma euforia desconhecida! Havia abraçado inúmeras vezes a minha tia, que por uma insistência da minha parte, me trouxera até ali sem o consentimento do meu pai. Ela acompanhava todas as fases de seleção: a inscrição, as provas, a entrevista e enfim o resultado. Agora a única coisa que faltava era contar a meu pai sobre a nova conquista e fazer minhas malas. Obviamente a segunda opção era mais viável e menos arriscada. Separar meus pertences seria uma tarefa simples, enfrentar meu pai um obstáculo inesperado e necessário. Em meus pensamentos o impacto da notícia seria menor se eu seguisse uma sequência de ações que ele aprovava.

A casa continuava organizada como de costume. Meu pai não tinha maus hábitos quanto a limpeza, então era fácil para ambos manter essa questão longe de conflitos. Estabelecemos rapidamente uma rotina favorável para nós dois. Na cozinha ele era um desastre ambulante. O papai conseguia transformar qualquer ingrediente em um inimigo poderoso para o organismo. Por aprovação mútua, decidimos que a culinária ficaria ao meu encargo ou na responsabilidade de estabelecimentos do ramo. Amávamos hamburguer e frango frito. Me despedi da minha tia, que continuava em dúvida sobre minha decisão.

— Tem certeza que é isso que quer, Lyn? Ainda dá pra desistir!

Não tinha certeza se aquela era realmente uma boa decisão ou se eu desejava verdadeiramente aquilo. Mas eu precisava tentar. Dar espaço pra ele e me certificar de que não era a razão dele se acomodar a uma vida sem emoções fortes ou pequenas aventuras. Queria que ele se desprendesse da rotina e encontrasse alguém que o fizesse feliz. Que preenchesse o vazio que não caberia a mim ocupar, por mais prestativa e boa filha que eu fosse. Desde que minha mãe nos abandonara ele se dedicara exclusivamente a minha criação e bem estar. Queria retribuir, mesmo que fosse um pequena parcela de tudo que ele fizera por mim.

— Claro que sim! Obrigada por tudo!

Dei um abraço forte na tia Kyra, esperando que ela não visse meus olhos marejados. Precisei me munir de todas as forças para aquele tipo de ação e chorara várias noites em meu quarto lutando contra a covardia e pedindo silenciosamente em longas orações que aquele pequeno impulso fosse bem sucedido. Abaixei a cabeça escondendo meu rosto em meus fartos cabelos cacheados e me despedi entusiasmada. Uma interpretação sutil e eficaz. Entrei em casa e me dirigi a cozinha, separando logo o que necessitava para preparar uma refeição. Pela primeira vez chorei ao executar a simples tarefa, percebendo que aquela seria minha última vez a realizar aquele mimo para ele durante um longo período!

Notas finais
O que acharam da montanha russa emocional? De alegria a tristeza!!!