Vem cá, te conheço?!

2 Estou ficando louca, só pode!


Notas iniciais
Oi, eu sei que ainda ninguém leu a fic... :( Mas se alguém um dia se interessar...

Quando eu e Anna chegamos, ela me levou a uma cabana de madeira, tinha cinco portas, e uma área social com uma TV, sofás e pufes, uma mesa com quatro cadeiras e um balcão com um micro-ondas e frigobar.

Ela pegou um bilhete em cima da mesa. Leu-o e riu. Estranhei, mas depois ela passou para mim.

A senhorita Isabel deverá passar a primeira noite no dormitório do senhor Henrique, depois iremos providenciar para ela uma cama e uma cômoda no quarto da senhorita Anna.

Att: Diretora Whitney.

Empalideci. É isso mesmo produção? Olha só! Isso aqui não é um daqueles melodramas clichês adolescentes! Eu me recuso! Nananinanão! Eu não vou ficar com aquele cara, ele parece não gostar de mim. E nem de longe é tão simpático quanto Willian. Além disso, eu aposto que eu e ele vamos, sei lá, transar, ele vai me dispensar e vai dar merda. Me sentei num sofá vermelho.

–Ãh…Isa, que cara é essa?- Perguntou Anna- Você ficou tipo “peixe morto que queria vomitar”.

Dei uma risadinha.

–Ah! Ficar perto do Henrique te incomoda?-Ela perguntou, arqueando uma sobrancelha.

–É, ele parece não gostar de mim...

–Ele gosta sim, só… Ele está um pouco estranho...Parece que você o lembrou de alguém.

–Será?

–E isso te preocupa, é?- Ela sorriu.

–Não!- Apressei-me a dizer.

–Oi Anna, oi gata- Disse Willian, aparecendo, junto de Henrique.

Anna revirou os olhos.

Henrique jogou-se no sofá, ao meu lado. E suspirou, cansado.

–A diretora me falou que ficaremos “juntos” hoje a noite- Ele disse.

–Caraca véi!- Disse Willian- Você tem a chance de dormir com essa gata e fala como se não fosse nada de mais! Que gay isso...

Eu e o loiro coramos.

Anna começou a rir, apertando a barriga.

Quando alguém bateu na porta.

–Atenda, Isabel- Disse Henrique, sério- Deve ser para você.

Me levantei e abri a porta, e me deparei com um garoto. Um lindo garoto, ele tinha um sorriso incrível, usava um gorro e tinha os olhos azuis-piscina mais lindos que esse planeta já viu!

–Oi!- Ele sorriu, estendendo a mão- Eu sou Thomas Giullin.

–Oi…Eu sou Isabel Fray…Muito prazer

–Tudo bom, Isa?

–S-sim, obrigada. E você?

–Melhor agora.

Meu rosto ficou da cor do meu cabelo.

–Bem, Isa, eu sou um dos melhores Jóqueis daqui, e a diretora mandou eu chama-la para ver os cavalos e escolher um.

–TCHAU!- Gritou Anna, de lá de dentro.

Saí com Thomas, para um dos estábulos;

–Aqui estão os mais dóceis- Disse ele- Sabe montar?

–Nunca montei- Eu disse.

– Então esses são os melhores para aprender.

Entramos, no estábulo, onde haviam mais ou menos vinte baias enfileiradas.

Mas um cavalo logo chamou minha atenção, ele era alto, com uma pelagem castanha e brilhante, a crina e o rabo dele eram mais escuros. E ele era lindo.

–Qual é o nome deste? O da baia 23?

– Este é o Cometa.

– Ele é mansinho?

– É sim- Ele disse, entrando na baia e selando o cavalo rapidamente.

Depois, Thomas puxou-o pelas rédeas até o cercado.

–Pronta?

–Pra quê?

–Para montá-lo, obviamente!- Disse Thomas, com um risinho.

–Mas…Eu não sei montar…

–Calma Isa!- Ele disse, me ajudando a subir. Me empurrando para cima. Depois que eu me ajeitei em cima de Cometa, ele me entregou as rédeas, com instruções de não me mover. E ele entrou no estábulo. Dei uma puxadinha nas rédeas, Cometa começou a caminhar, instiguei mais um pouco, ele começou a trotar, dando a volta no cercado. Apertei um pouco a barriga de cometa com as panturrilhas, já tinha visto que ele começaria a correr caso eu fizesse isso. E ele correu, rápido como um cometa. Me segurei nas rédeas e deitei sobre o pescoço dele, sentindo o vento no rosto. Era delicioso. Dei um puxão nas rédeas, Cometa diminuiu o ritmo.

–Muito bonito, hein?- Disse Thomas, montando num garanhão branco. Corei.

–T-Thomas? Desculpe, eu…

–Não precisa se desculpar! Você nasceu para esse cavalo! Ele pegou uma plaquinha do bolso.

ISABEL FRAY

Ele disse que ia grudar na baia de Cometa, e que ele seria o meu cavalo durante o meu tempo no acampamento;

Voltei para o chalé 39 e encontrei apenas Willian.

–Fala aí, gata!- Ele disse.

–Meu Deus! Eu não sou “gata”! Eu sou um cocô!

Ele riu.

–Você não faz ideia de como é bonita, Isa!

–Não faço, por que não sou!

–ISA!

–Willian!

Nós rimos.

–Vai ser legal te ter por perto, Isabel, sem segundas intenções.

–Obrigada- Eu sorri- Acho que vai ser divertido ficar aqui. Você já vem aqui a muitos anos?

–Há três anos, assim como a Anna e o Henrique.

–Qual o problema do Henrique?

–Ele não tem problema algum, Isa, você está ficando maluca- Ele disse, com um sorriso amarelo.

Não foi difícil notar que ele mentia.

–Então tá!- Eu disse- Vou fingir que acredito, Willian!

–Serio, Isabel, não se meta, ou você vai acabar se machucando, não interessa se você se parece com ela, você não pode se envolver nisso! É perigoso, não quero ver seu corpo dilacerado e seu sangue manchando a areia da praia, portanto, NÃO SE META AONDE VOCÊ NÃO VAI CONSEGUIR SAIR!

E Willian saiu do chalé, me deixando sozinha e com a cabeça extremamente cheia de duvidas.

Uma dica para as pessoas que sabem segredos perigosos: Fiquem bem quietinhos, por que assim vocês só aumentam a curiosidade das pessoas, e elas vão atrás e acabam se ferrando.

E é obvio que eu vou descobrir o que o Henrique tem, eu sei, eu sei, isso está virando aqueles clichês adolescentes...Só falta ele ser um vampiro…

Ri de mim mesma. Óbviamente ele não pode ser um vampiro…Ou será que pode? Bom, eu dormi tranquilamente por seis horas, em um ônibus para um acampamento de Phoenix a Los Angeles, ganhei mil dólares desse acampamento, comprei roupas com uma loira de pircing, andei -E corri!- de cavalo, conheci um cavaleiro supergato e agora descubro que o cara que me perguntou: “Vem cá, te conheço?!”, tem um segredo obscuro e que pareço com alguém, bem, não dá pra ter certeza de mais nada. Porém, acho que um vampiro seria exagero...Quem sabe um lobisomem? Só que não.

É bobagem minha! Viu só? Isso parece um daqueles clichês super comuns, do tipo: Oi, meu nome é fulaninha, tenho 17 anos e moro em Los Angeles — Ei! Eu não moro aqui não, vim parar aqui por pura coincidência ou destino, ou sei lá — aí ela se apaixona por um carinha popular que se chama Brad, ele não liga pra ela, ou então, o carinha popular faz uma aposta com os amigos, ele pega ela, ele acaba gostando dela de verdade, dá merda, porque os amigos dela e a escola toda acaba sabendo, ela se enfia no quarto, chora, daí no outro dia ela faz um coque frouxo e vai tomar um café no Starbucks, aí ela e o cara se resolvem, eles casam, tem dois filhos e um cachorro chamado Rex.

Pois é...

Na verdade, eu estou é ficando louca, sei lá!! Preciso descobrir o que está acontecendo comigo!

Notas finais
Bye!