Vejo Você mais tarde ?
16 _Foi você quem devolveu minhas coisas …
O pano úmido deslizando pelo peito dele, obedecendo as mãos dela.
Ele agarrou sua mão e estendeu o alcance para logo abaixo de sua cintura, em seu quadril, exatamente no centro.
_Gris … não estamos … em condições.
_Não faça isso comigo, Sara … por favor.
Ele pulou em cima de seu corpo, quase batendo a cabeça no detalhe de madeira da cama, eles estavam completamente desajeitados, ela foi mudar o braço e acabou acertando o olho dele.
_Ai …
Eles começaram a rir, aquilo não ia dar certo, estavam tão embriagados que parecia ser impossível completar qualquer ação.
Quanto estavam enganados.
De repente eles pararam de rir e se encararam, olho no olho. Ela sentiu alguma coisa muito firme pressionando seu ventre.
_Eu … preciso de você … por que me deixou, Sara ?
_Foi … você quem devolveu minhas coisas …
_Pensei ter entendido que não … me queria mais …
Ele a beijou de novo, depois com muita dificuldade abaixou as alças de seu delicado vestido, deslizando – o até sua cintura fina. Sua mão subiu pela sua coxa, e encontrou uma minúscula calcinha, aquilo o excitou ainda mais.
Quase caiu da cama com a tarefa de enrolar a pequena peça pernas abaixo.
Ouviu ela gemer quando seus dedos encontraram a cavidade completamente molhada dela.
_Diga que ... me quer, por favor. Eu preciso … ouvir
_Eu quero você … agora … não suporto … mais … Gris.
Ele abriu sua calça, lutando contra o botão, depois desceu o zíper depressa e jogou sua calças por cima de sua cabeça, ficando apenas de cuecas.
Era sua preferida, azul com pequenas listras brancas.
A imagem dele completamente ereto a assustou, tinha se enganado quando disse que um homem naquele estágio jamais ficaria tão excitado.
Assim como suas calças, a peça bonita foi parar em um canto no chão.
Ele se ajeitou em cima dela, a beijando com volúpia.
O gosto de uísque se misturando com a cerveja que ela havia tomado, nenhum dos dois estavam se importando.
Ele estava com dificuldades para respirar e ela estava completamente entregue esperando que a penetrasse o mais fundo possível, precisava dele, e tinha que ser urgente.
Abriu as suas pernas para recebê – lo, ele empurrou com força, quase fazendo – a gritar de desespero.
Quanto mais ela se mexia embaixo dele, mais ele perdia a cabeça.
_Você … não … pode me .. deixar …. eu quero você … mais que … tudo e … para sempre... você … me tirou … a vida … eu .. te … amo …. Sara …
Ela se segurava em seus braços fortes, apertando os lábios para suportar a pressão dele.
_Nunca mais … quero … me separar … de você … entendeu ?
O desespero em sua voz era quase palpável, os sons que proferia se misturavam com soluços.
_Jamais … diga que não me ama …
_Mas … eu nunca … disse isso … nunca.
_Quero sentir … as suas ...mãos … em mim, enquanto … estou dentro de você …
Ela obedeceu. Ele passou os braços por baixo de seu corpo e a apertou com força se mexendo dentro dela.
Um telefone estava tocando, depois outro, nenhum dos dois queriam saber, os gemidos soavam altos, distribuindo ecos pelo apartamento e a qualquer momento seus vizinhos poderiam bater em sua porta, incomodados. Ele precisava dela, e ela precisava sentir que ele a amava.
_Quero ouvir a … sua boca ...gritar … que ama …
_Eu .. te … amo … eu … te … amo … eu ...te … amo !!!
_Eu ...não consigo dormir … não consigo comer … estou ficando maluco … sem você … não quero ver você com o Nick … nem com o Greg ... pelo amor de Deus … você é minha … Sara … só minha … você não … pode gostar de me esquecer … por favor !
_Eu não te esqueci … nunca … não quero mais ninguém … eu juro !
Então ele explodiu dentro dela, gemendo muito alto, estava completamente fora de si, as lágrimas escorriam pelo seu rosto. Estava chorando por ela, por tudo que achou que tivesse perdido.
Ela enxugou as suas lágrimas com as mãos, sentindo os pelos ásperos quase a machucando. Sentiu seu rosto arder, mas o torpor era tão intenso que não tinha nem percebido.
Ele saiu de dentro dela, e repousou sua cabeça entre seus seios, depois puxou o lençol e os cobriu, dormindo imediatamente depois.
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