Vanilla Tea
1 Único
Notas iniciais
Também fui eu que corrigi os erros com a ajuda do word, favor não notar.
E talvez não tenha todas os gêneros corretos, porque ainda estou aprendendo como se acrescenta tudo direito.
Aproveitem!
Tóquio amanheceu agitada naquela sexta-feira. Talvez fosse a vontade de fazer a semana finalmente terminar, mas antes mesmo do relógio marcar oito horas as ruas já se encontravam cheias, de trabalhadores e estudantes.
O despertador não tocou, não por terem esquecido de o programar, apenas por não haver motivo de se levantarem tão cedo.
Infelizmente, depois de anos acordando especificamente em certo horário, aparentava que o relógio biológico de Akashi não desprogramava mesmo sendo dia de folga. E era exatamente isso que o levava a posição desconfortável que estava naquele momento.
Sua cabeça, que antes descansava sozinha no travesseiro, buscava nem que fosse um centímetro de espaço no mesmo enquanto os fios azuis estavam descabelados em seu rosto. Não podia mexer o corpo, encontrava-se bloqueado pela estrutura menor praticamente deitada em cima de si.
Já podia sentir a sensação de formigamento no braço direito quando o namorado fez o primeiro movimento depois de horas deitado. O jovem de cabelo azul tremeu e se moveu pro outro lado da cama, pegando o cobertor num ato inconsciente e se cobrindo. Seijuro suspirou aliviado ao mesmo tempo que seu braço voltava ao normal.
Agora a luz do Sol ultrapassava a cortina, iluminando melhor o rosto de Tetsuya. A respiração calma e o semblante relaxado trazia ao ruivo uma paz que nem considerava possível com todo o estresse que passava no emprego.
Esse realmente era um dia de paz uma vez que nenhum dos dois teria que se afligir com essas coisas.
Akashi levantou-se da maneira mais silenciosa que conseguia e saiu do quarto, ainda de pijama, e fechou a porta. O relógio marcava quase 09:30, ainda era cedo para preparar o almoço e tarde para tomar o desjejum, porém estava com fome e tinha certeza que Kuroko também acordaria com, afinal a pizza que comeram na noite anterior não os manteria de barriga cheia por muito tempo.
Passou pelo corredor e desceu as escadas, se dirigindo para a cozinha simples, mas arrumada. De frente para a pia, a cortina curta da janela aberta era levada pelo vento, explicando o porquê da casa estar tão fria.
Suspirando, fechou a fonte do frio que passara a noite e começou a trabalhar, colocando a água para ferver. Conhecia Kuroko desde o colegial e por causa disso acabou ganhando algumas manias, como o fato de toda manhã tomar chá invés de café.
Quando a água começou a ferver, Seijuro desligou o fogo e acrescentou o chá, tampando a chaleira enquanto pegava duas xícaras, colocando em cima da pia. Tirou do fundo do armário um pote branco, o abrindo e o cheiro de doce da baunilha invadindo o ambiente.
Servindo o chá já pronto, acrescentou a baunilha e o açúcar, colocando menos na sua afinal não era muito fã de coisas doces. Colocou as xícaras na mesa e se virou para pegar uma colher quando sentiu um par de braços circularem sua cintura.
Kuroko havia levantado mais cedo do que esperava, e conseguiu passar pelo campo de visão do ruivo, igual como fazia no colegial. Um sorriso não pôde deixar de atravessar os lábios de Akashi quando o menor desfez o abraço por trás e seguiu para a mesa, se sentando em frente a xícara azul e o olhando.
Ainda sem pronunciar uma palavra sequer, entregou pro namorado a colher que tinha em pego e também se sentou, olhando Tetsuya misturar o chá de baunilha.
Os dedos finos de Kuroko circularam a xícara, a levando até os lábios para tomar o líquido adocicado. E Seijuro seguia com os olhos cada movimento, sorrindo com a delicadeza do azulado.
Notando que estava sendo observado, Tetsuya deixou a xícara na mesa e olhou o ruivo. Não havia tocado no chá, duvidava até mesmo que este tivesse misturado. Pegando a colher que havia usado de cima da mesa, levantou-se da cadeira e inclinou-se, colocando sua colher dentro da xícara do namorado.
Na mesma posição, ergueu o olhar sorriu para Akashi. Não tinham trocado uma palavra desde que acordaram naquela manhã.
As duas primeiras palavras que deviam dizer não saiu dos lábios de nenhum dos dois. O ‘bom dia’ permaneceu preso em suas bocas, e nem fora necessário dizer quando estas juntaram-se. O recado foi transmitido quando as línguas se entrelaçaram. Tudo que o casal buscava transmitir era o suficiente com aquele ato.
Era a sua forma de dizer um ao outro um ‘bom dia’, e um ‘eu te amo’ ao mesmo tempo.
Notas finais
Também postei no Spirit e no Wattpad, e talvez mais tarde eu crie uma capa pra ela.
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