Vanessa Wolffe
2 Capítulo 2- Once Upon A Time!
Notas iniciais
Estava montada em jacob, olhei para minha mãe que tinha um expressão ilegível, talvez fosse medo, não sei. Aro estava do outro lado, sua expressão mudou quando todos começaram a dizer
_Alice!
_ela voltou!
_Alice!
Me estiquei para ver melhor, foi ai que eu entendi todo aquele alvoroço tia Alice e tio jasper finalmente voltaram, estavam indo direto ao outro lado, onde toda a guarda dos volturis estavam posicionados.
Aro não esperou tia Alice e já foi exasperado ao seu encontro tomando-lhe sua mão, ele parecia encantado, com a visão então tia Alice puxou sua mão com relutância e disse.
_não importa o que eu te mostre, mesmo que você já viu. Ainda assim não muda a sua decisão!
Então se virou, olhando diretamente para minha mãe e falou tão baixo que tive dificuldades para fazer uma leitura labial.
Ela havia dito: Agora!
Fiquei desesperada, olhei em volta e depois para minha mãe que olhou nos meus olhos, notei que ali fora sua despedida.
Depois se aproximou de jacob e disse:
_cuidado com a minha filha!
Jacob deu uma meia volta rápida e saiu em disparada para a floresta me levando para longe. Então tudo ficou borrado e nebuloso.
Acordei chorando e me debatendo, senti um par de braços quentes ao meu redor imediatamente, abri os olhos ainda assustada, me deparando com poltronas em minha frente, arregalei os olhos tentando enxergar melhor, foi ai que eu me dei conta que estava dentro de um avião.
_shii, shii vai ficar tudo bem ness!- jacob falou me abraçando, tentando de algum jeito me acalmar.
_jakey eu tive um pesadelo horrível- solucei ao me lembrar da batalha dos meus sonhos.
_o que você sonhou?- perguntou passando a mão em meus cabelos
Endireitei-me na poltrona, agora mais consciente, olhei pra ele.
_que minha família havia morrido- falei chorando ainda mais, com as cenas que me vieram a cabeça.
_shii, não chora ness nós vamos ficar bem eu vou cuidar de você!- falou me alinhando novamente em seus braços.
O encarei agora me lembrando da fuga, procurei em seus olhos e lá estava a tristeza, naquele instante soube que todo aquele pesadelo era real, minha família realmente tinha lutado!
Coloquei minha mão em seu rosto e mostrei-lhe todo o meu sonho, demorei mais nas cenas onde meus pais apareciam. Derramei mais uma lágrima.
_ jakey me fala a verdade, não foi só um pesadelo não é?- falei acusando-o
_ eu sinto muito mesmo, também estou sofrendo, bella era minha melhor amiga!- falou deixando escapar uma lágrima
_meu deus jakey eu... eu não pode ser!- estava em estado de choque, olhei pra ele de forma suplicante- jakey a gente tem que voltar e ajudar meus pais- tentei me soltar e me levantar, eu tinha que voltar pra clareira e ver se meus pais estavam bem.
_ness nãoo!- falou agarrando meu braço
Por um momento o olhei como se fosse uma ameaça, olhei para suas mãos ainda no meu braço e depois voltei a encara-lo.
_eless não estão lá- falou baixinho, balançando a cabeça.
_como assim eles não estão lá? Pra onde eles foram?- eles não me abandonariam a menos que eles estivessem mortos.. ãnh tapei minha boca para não soltar um grito.
_eles..estão..mortos?- jakey nem precisava me responder, eu já sabia a resposta.
Senti meu coração acelerar como se eu fosse ter um infarto, meu corpo tremia, minha boca ficou seca e um nó se formou na minha garganta me impedindo de falar, fui caindo até que braços me pegaram e me colocaram na poltrona.
_ alguém me ajuda, ela está passando mal!- ouvi jacob gritar nervoso para alguém, olhei pro lado ainda impossibilitada de falar, um mulher veio até nos, minha vista estava embaçada devido a tantas lágrimas.
_ eu sou médica, o que houve?- disse uma mulher magra, de cabelos claros e de boa aparência.
_eu não sei, de repente ela começou a se tremer e quase desmaiou.
_hum..-a moça colocou suas mão em meu peito, sentindo o meu coração ainda acelerado e depois olhou pra mim
_querida, consegue falar?- ela era gentil e serena, balancei a cabeça em resposta, comecei a me desesperar com aquela situação.
_calma.. não precisa ter medo... já estamos quase pousando!- falou segurando minha mão. De alguma formal isso me acalmou um pouco.
_doutora o que ela tem?- ouvi Jacob a espreita perguntando.
_ ela vai ficar bem, ela só esta tendo uma crise de pânico, é a primeira vez dela em um avião?- jakey mentiu balançando a cabeça em um sinal de sim- acontece muito com crianças que andam de avião pela primeira vez!- falou por fim a doce médica.
Mal sabia ela o que eu realmente tinha!
_ bom vou pegar um calmante, o que fará você dormir por umas horinhas, assim quando acordar já estará em terra firme- falou olhando pra mim com um pequeno sorriso no rosto.
A doutora se levantou permitindo que Jacob ocupasse seu lugar. Demorou pouco e ela voltou com um comprimido pequeno na mão.
_coloque debaixo da língua, sem mastigar, engula quando ele estiver dissolvido. — deu um leve, tapa no ombro do jakey e saiu. Esperei o comprimido dissolver e depois engoli.
Aconcheguei-me melhor em seu peito, fechando os olhos e ele sussurrou algo que eu não entendi muito bem.
_durma minha pequena, vou cuidar de você, não deixarei nada de mal te acontecer, você agora é a minha prioridade!- sussurrou e eu apaguei me desligando completamente do mundo em minha volta.
Acordei novamente nos braços de jakey, olhei pra cima e me deparei com a forte claridade cobri meus olhos instantaneamente. Mais que lugar é esse?
_ahh que bom que acordou já esta ficando preocupado- falou me colocando no chão.
_onde estamos?- perguntei, ainda sem conseguir encarar o sol forte.
_ Brasil, mais precisamente no rio de janeiro!- falou segurando minha mão e me levando em direção a uma lancha, que estava na direita do caís.
_ a gente não vai ficar aqui?- apontei para o hotel, que estava a poucos metros de distancia dali, jakey olhou pra traz.
_não... Temos um lugar só nosso mais reservado. — falou desamarrando a corda da lancha
_você sabe pilotar essa coisa?- falei olhando a lancha, que tinha muitos controles me parecia complicada de pilotar.
_não por isso, você vai pilotar! Bom mais ou menos pilotar, você só vai traduzir essas coisas pra mim- falou confiante demais pro meu gosto.
Agora sim eu estava literalmente perdida, era uma passagem só de ida para a morte, me enfiar nesse mar imenso, com o jakey, em uma lancha era suicídio total.
_tá, me ajudada a descer e entrar nessa coisa!- falei muito corajosa, mais o que eu teria á perder afinal, os volturis já tiraram de mim tudo mesmo.
Jakey estendeu a mão me ajudando a entrar na lancha, depois fui até os controles e dei uma olhada, tinha bastante botão.
Tudo bem, você consegue nesse, tentei convencer a mim mesma que conseguiria, eu falava português fluentemente já que meu pai gostava bastante do Brasil.
A lancha tinha um GPS, e um botão que dizia piloto automático, bom assim até eu pilotava esse “trem”
_jakey qual é a localidade, de onde estamos indo- fiquei com o dedo só no ponto de digitar o endereço.
_ahh, espera me deixa ver aqui. — ele olhava um papel que estava dentro de um envelope, notei que o feixe do envelope era um selo dos cullen, o que me deixou bastante intrigada. — pronto coloca ai: ilha esme. Fiquei parada por um instante
A ilha tinha o nome da minha vó, olhei pra ele surpresa, e voltei a digitar o nome, depois acionei o piloto automático e me sentei deixando a brisa do mar percorrer pelos meus cabelos. E assim partimos em direção a ilha esme.
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