Vampírico

3 Capítulo 2


Notas iniciais
HOOOY GEEENTIIII ♥ Que saudade que eu estava de escrever, nossa! Vou explicar a minha imeeensa demora. Eu estou no 3° ano do ensino médio e esse ano tem o ENEM e como eu quero medicina em uma federal (que tem corte aproximadamente 860) estou estudando como uma doida tanto pro vestibular quanto para a escola (que agora tem aula extra todo dia à tarde então saio de casa 7h e só volto 20h). Desculpem-me :/ ♥ Crow: Você é um dos leitores mais maravilhosos que tenho, sempre me incentiva e me deixa com um sorrisão no rosto com suas lindas recomendações. Fico realmente muito feliz que esteja gostando tanto e nem sei se mereço todos esses elogios ♥ ♥ Sue: Você quer me matar do coração? ODJIOA Sua recomendação foi maravilhosa! Saí dançando pela casa quando a li UHAU Meu Deus! Até abertura do Simpsons? Tá gostando mesmo hein UAHU ♥ ♥ Insano: Mais um querendo que eu tenha um pirepaque! UASHUS Muuuito obrigada pela sua linda recomendação, você é um amor ♥ Obrigada por todos os comentários e por lerem minha história. Quando estiver com tempo prometo que irei responder todo mundo! ♥ Boa leitura, espero que gostem ♥

Uma coisa que irritava muito Clittia eram as feiticeiras. Elas se achavam os serem mais poderosos do mundo só porque podiam soltar purpurina pelos dedos e mover coisas. Porém, ir ao encontro de uma era necessário para que a rainha fosse achada. E a feiticeira que Clittia procurada era a única que havia sobrevivido após o feitiço de remoção das memórias de Seelyn. A vampira bateu duas vezes na porta de carvalho da feiticeira, que morava cercada de humanos. A casa era grande, o muro possuía cor azul e havia poucas janelas.

– Por que não tocou campainha, Clittia? – perguntou Greta Haymark ao abrir a porta.

Greta, apesar de ter mais de cento e cinquenta anos, parecia ter apenas quarenta e poucos. Uma vantagem de se ser uma feiticeira era que elas envelheciam de uma maneira bem mais lenta que a maioria das outras criaturas. Sua pele era branca, o cabelo preto e possuía algumas rugas ao redor dos olhos âmbar e da boca fina. Usava um robe cinza sobre um pijama de frio e chinelos felpudos, já que naquela noite o vento estava gélido. Já Clittia usava um vestido curto preto que realçava ainda mais o sangue que tingia seus lábios de vermelho. Por conta da fraca iluminação, suas tatuagens de símbolos egípcios pareciam se mover por sua pele negra.

– Adoro seu maravilhoso senso de humor, Greta. – falei – Ferro benzido, uma boa maneira de afastar os vampiros distraídos. Toque campainha e perca o dedo, bem inteligente.

– O que uma integrante da Corte dos vampiros quer comigo? Sabe muito bem que não possuo quase nenhum poder.

– Você sabe muito bem o que eu quero, Greta. Aposto que seus discípulos ridicularmente fuxiqueiros já te avisaram. É hora da rainha Seelyn assumir nosso trono novamente.

– Ela não pode! – exclamou Greta com raiva.

– Pouco me importa, era irá governar novamente por bem ou por mal, com ou sem memórias. E você me dirá onde ela e suas memórias estão. – afirmou a vampira sorrindo.

Greta arregalou os olhos e deu um passo para trás. Rapidamente e com força fechou a porta encerrando aquela conversa. Porém, o pé de Clittia impediu que ela se fechasse completamente. Como era mais forte, a vampira logo entrou na casa com uma expressão vitoriosa inabalável.

– C-como? – perguntou Greta apavorada – Você não pode entrar aqui! Não te dei permissão! Caia fora!

– Ora, Greta, esqueceu-se do dia de ação de graças de 1937? Você precisava de alguns ingredientes que somente eu poderia fornecer e teve que me convidar para entrar. Sabia que dormir com aqueles caras para conseguir o que me pediu valeria a pena. – explicou sentando-se confortavelmente em uma poltrona preta – Não é culpa minha você morar na mesma casa horrorosa há tanto tempo.

A casa era maravilhosa, apesar de bem antiga. As paredes de cor creme possuíam pequenos símbolos desconhecidos que irradiavam poder, o piso de cerâmica branco fazia o ambiente parecer maior. Na sala havia dois grandes sofás pretos, uma estante repleta de livros poderosos, antigos e em diversas línguas – a maioria nem conhecida pelos humanos –, uma televisão de tela plana e um grande lustre de cristal no teto.

– E então, vai ser por bem? – Clittia retirou uma adaga afiada de sua bota preta de cano alto e ficou passando a ponta levemente pelos dedos – Ou por mal?

– Está muito enganada se acha que pode invadir a minha casa e me ameaçar. Posso não ter poderes, mas tenho proteções bem eficientes.

– Ah! Você está se referindo a todas aquelas barreiras ridículas e aos seus discípulos? – perguntou a vampira sorrindo de satisfação ao ver a bruxa ficar pálida.

– O que você fez a eles?! – gritou desesperada.

– Nada por enquanto, mas nunca se sabe quando um corpo de feiticeiro pode aparecer com sangue das sereias nas veias ou quando alguns braços ou pernas amputados simplesmente aparecem do nada no jardim de uma casa, não é? – falou Clittia analisando suas perfeitas e longas unhas pintadas de dourado.

– Pode fazer isso, eu não me importo. A coisa mais fácil para mim é achar novos feiticeiros idiotas e loucos para me adorarem como uma deusa. – retrucou sorrindo e sentando-se no sofá – Para ser sincera eles já estava me irritando então é um favor que fará ao matá-los.

– Durona como sempre, não é mesmo, Greta? Pena que tudo isso é encenação. Soube que sua própria filha faz parte dos discípulos.

– Aquela pirralha ingrata? – Greta começou a gargalhar alto para tentar disfarçar seu nervosismo – Ela não vale nem a dor do parto!

Greta estava começando a se apavorar. Porém sua longa e desagradável convivência com vampiros ensinara-lhe que se demonstrasse o menor pingo de preocupação, estaria ferrada. Usariam sua fraqueza contra ela mesma da forma mais cruel que poderiam. Ela queria dar logo a informação para que Clittia fosse embora o mais rápidos possível, mas não podia falar a localização de Seelyn graças à maldição. Se contasse onde a rainha estava, Greta sentia a dor de todos os doze feiticeiros que morreram na cerimônia em que Seelyn teve sua memória retirada. E talvez ela não sobreviveria a tamanha agonia.

Com um estralar de dedos, duas pessoas apareceram do nada no meio da sala. Clittia não era boba de vir para a casa de uma feiticeira que possuía inúmeros contatos valiosos, barreiras mágicas quase impenetráveis e vários excelentes discípulos fiéis como cachorros sem uma carta na manga. O homem, Gavriel, era um bruxo poderoso que detinha todos seus poderes e estava ligado à vampira por uma magia de sangue, o que o impedia de traí-la e o submetia a todas as suas ordens. Ele possuía o cabelo castanho cortado em estilo militar, usava uma regata branca que valorizava seus músculos e os olhos pretos e uma calça de nylon azul marinho.

Era fácil encontrar um servo mágico como Gavriel. Bastava alimentar um feiticeiro com o sangue do vampiro por um mês e eles já estavam sob domínio. Clittia se passou por uma humana comum nos primeiros dias, teve um relacionamento com o bruxo e enchia uma taça com seu sangue misturado a um forte vinho para que o homem tomasse. Antes que percebesse, ele já estava sem vontade própria e agia como uma marionete usada ao bel prazer da mulher.

Quando Greta reconheceu a segunda figura, começou a murmurar uma magia tentando ao máximo não mover os lábios. Entretanto, quando Gavriel percebeu o que a mulher fazia, rapidamente lançou um feitiço para imobilizá-la e amordaçá-la. O desespero dela começou a ficar evidente em seu rosto ao notar que sua filha, Clare, estava inconsciente no chão e ela não poderia fazer nada para ajuda-la. A menina possuía apenas cinquenta anos, com aparência de quinze, o cabelo era cacheado e preto como o da mãe e estava pálida. Usava um pijama que consistia em uma calça rosa com corações roxos e uma camisa cinza.

– Vou te fazer um favor, livrarei seus ombros do fardo que é esta menina. – falou a vampira pegando a menina pelos cabelos e a levantando até que ela ficasse meio sentada no chão.

Com a ponta da adaga, começou a furar vários pontinhos aleatórios na pele da garota fazendo pequenas gotas de sangue saírem dos ferimentos. Clare abriu os olhos desnorteada pela dor e um súbito medo a invadiu. Não conseguia gritar nem se mover e o pior de tudo: estava cega. Seu mundo era negro e tudo que havia nele era a dor. Clittia ao analisar o pânico de Greta, fez um movimento que rapidamente foi entendido por Gavriel e a menina começou a gritar. Sua mordaça havia sido tirada. A vampira passou o dedo por todas as gotas de sangue e as usou para desenhar um sorriso no rosto da mãe. Só não sugava o sangue da garota porque o gosto dele era horrível. Como todo o sangue dos feiticeiros, parecia uma mistura de peixe podre e piche.

– Pronta para me dizer a localização de Seelyn? – perguntou Clittia fazendo pequenos cortes nos braços de Clare.

Greta continuou olhando fixamente para a vampira com o coração queimando do mais puro ódio, porém nada falou. Ainda sorrindo, Clittia pegou uma seringa que continha um líquido prateado e brilhante da mão de Gavriel. Mostrou-o claramente para Greta, que sentiu um frio intenso passar por sua espinha. Sangue de sereias era letal para os feiticeiros e era aquilo que a vampira estava prestes a aplicar na menina. Se um bruxo tivesse aquele líquido por menor que fosse a quantidade na corrente sanguínea, seria incapaz de fazer qualquer coisa, a única sensação que sentiria em cinco anos seria a mais forte e indescritível dor e nada poderia livrá-lo daquilo, nem mesmo a morte. Só depois desse tempo que eles conseguiriam ter paz finalmente.

A feiticeira não poderia permitir que aquilo acontecesse à sua querida filha. Começou a emitir grunhidos desesperados para chamar atenção de Clittia, que logo interrompeu sua ação e mandou Gavriel tirar a mordaça.

– Te darei um mapa, não faça nada à minha filha! – exclamou fazendo um pedaço de pergaminho antigo aparecer na mão da mulher – Juro pelo Grimório que a localização está correta.

A vampira poderia mandar seu ajudante matar a pirralha, porém não valia a pena ter uma feiticeira com sede de vingança em seu pé por mais cem anos. Por isso, contentou-se em analisar o mapa com felicidade.

– Ótimo. Fico feliz por termos chegado a um acordo, Greta. Talvez eu apareça aqui amanhã no aniversário de sua filha. – falou sorrindo para amedrontar a mulher – E onde estão as memórias de Seelyn?

– Foram destruídas há muito tempo, eu juro. – choramingou Greta sendo libertada do feitiço.

Clittia segurou a mão de Gavriel e ambos sumiram da sala deixando somente Clare, já livre e conseguindo enxergar. A garota chorava, mas em meio ao pânico começou a fazer um feitiço de cura em si mesma. Greta levantou-se para ajuda-la, mas sentiu uma aguda dor em seu peito. O oxigênio parecia rarefeito, apesar de sua busca frenética por ar. Todos os seus ossos pareciam se quebrar um por um e sentiu como se sua pele estivesse em chamas. A feiticeira caiu no chão inconsciente pela profunda dor emitindo um grito de pura agonia.

Aquilo era apenas o início da maldição e ela sabia disso..

[...]

Uma criança corria e gritava desesperadamente por ajuda naquela fatídica e gélida noite. A lua não fazia questão de agraciar as pessoas com sua presença e estava escondida atrás de pesadas nuvens de chuva. A iluminação pública das ruas era a única coisa que impedia a escuridão quase total de Rumson, uma pequena cidadezinha estadunidense.

– Socorro! – berrava a menininha.

Ela usava um delicado vestido de flores, seu cabelo curto estava preso em marias-chiquinhas e possuía um extenso corte ensanguentado na bochecha. A medida que ia passando pelas casas do centro, as luzes iam se acendendo e cada vez mais pessoas saíam de suas moradias. No meio da praça principal, a criança tropeçou e caiu imóvel no chão. Os mais curiosos e dispostos a ajudar correram para vê-la e auxiliá-la no que fosse preciso, outros caminhavam com medo de que o que feriu a garotinha os machucasse também.

Com os olhos fechados e a expressão apavorada congelada no rosto, Agatha contava mentalmente até vinte. Com seus sentidos mais sensíveis era capaz de ouvir e sentir a terra tremendo minimamente pelos passos das pessoas e seus odores chegavam até ela. A vampira podia até mesmo imaginar com perfeição como a cena estava ocorrendo de fora. Dezessete, dezoito, dezenove...

Vinte.

Antes mesmo que as pessoas soubessem o que estava acontecendo cinco indivíduos já estavam no chão gritando de dor e com algo mordendo seus pescoços. Nas sombras das árvores, dezenas de vampiros corriam em direção à multidão confusa e apavorada. Agatha deliciava-se com o sangue de um homem que possuía o dobro de seu tamanho. O líquido vermelho que descia pela sua garganta possuía um sabor excepcional que só a adrenalina poderia proporcionar e a sensação dele sendo distribuído por seu corpo para reanimar seus músculos sedentos era uma explosão prazerosa, mais viciante do que qualquer droga mundana.

Como uma dama, tomava o líquido com avidez, mas sem deixar derramar uma gota em seu vestido, que, em sua opinião, era mais repugnante que sangue de morto. Isang sorria e intercalava mordidas no pescoço de uma jovem com alguns goles de vodca. Para aquela ocasião usava uma blusa do AC/DC, jeans e tênis, seu cabelo acobreado estava preso em um rabo de cavalo e seus olhos vermelhos brilhavam de entusiasmo. Lucius aproveitava a festa sugando o pulso de duas mulheres para que o alimento durasse mais e havia as hipnotizado para que ficassem quietas e dançassem com ele a música eletrônica alta que alguém colocara para tocar no som de algum carro.

Os corpos sem sangue estavam jogados de forma descuidada no chão, como se não passassem de lixo, uma simples embalagem dispensável que continha o alimento. Em meio àquele cenário repugnante, uma criança tentava sair de seu esconderijo sem ser notada pelos desconhecidos. Antes que pudesse se mover, uma mão saiu das sombras e o agarrou pelo colarinho da camisa.

– Ora, ora. Um espiãozinho do Mitchell. Esse velho já está me dando nos nervos com seu conservadorismo. – falou uma mulher morena de longos cabelos pretos e olhos da mesma cor – Já fui tolerante demais com esses desgraçados da Corte, é hora de enviar uma mensagem para eles.

Pego de surpresa, o recém-transformado nada podia fazer contra a mulher muito mais experiente e mais forte. Hipnotizando o garoto, forçou-o a se cortar e colocar o sangue em uma taça.

Aquilo causaria um rebuliço na Corte, aquela festa era em comemoração à chegada da rainha Seelyn. Finalmente ela iria fingir governar. Quando todos vissem a ineficiência de seu reinado, mais vampiros iriam se unir aos rebeldes e vir para a superfície seria somente uma questão de poucos dias. A líder dos revoltos apreciava seu trabalho com o menino ao seu lado enquanto sentia uma onda e êxtase percorrer seu corpo sempre que engolia um pouco do líquido carmesim. Aquela seria uma longa e maravilhosa noite e ela esperava que o espião não secasse antes da diversão terminar.

– Um brinde à rainha, Seelyn. – ironizou agitando a taça para simular um brinde com ninguém em especial.

[...]

Clittia odiava florestas – ainda mais quando elas ficavam no meio do nada, sem nenhum lanchinho que pudesse fazer enquanto estava entediada. Não tinha nenhum indício de seres humanos nem animais, parecia que aquele local não fora explorado por ninguém desde que fora criado. As árvores altas e frondosas que tapavam os raios solares eram repletas de cipós e galhos retorcidos conferiam àquele lugar um aspecto um pouco ameaçador e tenebroso.

– Gavriel, desfaça o feitiço que está nesse lugar. Quero ver onde nossa querida rainha tem vivido nos últimos séculos.

O feiticeiro pegou seu grimório de feitiços e começou a fazer um complicado encantamento. A magia que havia sido colocado naquele local para encobrir o esconderijo era muito forte e consumia grande poder da pessoa que iria revertê-lo. A vampira já podia ver pedaços de uma casa aparecendo, como se a imagem estivesse por detrás de um pano rasgado que ia se deteriorando cada vez mais.

Quando a última barreira sumiu, Gavriel caiu desmaiado no chão pelo cansaço. O feitiço havia exigido quase toda a sua força vital.

Uma pequena, porém bem cuidada casa era visível no meio de uma clareira naquela floresta densa. As paredes eram de madeira branca, a porta de carvalho e havia uma varanda com canteiros de flores cuidadosamente podadas. Aquela parecia mais a morada de uma velhinha dócil do que com a residência da mais poderosa vampira viva. Clittia não sabia como algum vampiro conseguiria morar em um lugar como aquele, mas como Seelyn estava senil, nada podia mais surpreendê-la.

– A melhor coisa que aquele companheiro estúpido de Seelyn fez em toda sua existência foi morrer. Imagine só se os feiticeiros não tivessem apagado a memória da rainha e ela ainda nos governasse? Era capaz de estarmos tomando sangue de animais igual aos chupa cabra. – murmurou Clittia aproximando-se.

Após conferir minuciosamente o redor da casa e a porta de madeira, a vampira egípcia pegou uma lâmina de sua bota preta de cano alto e fez um corte na palma de sua mão. Esperou o sangue se acumular e depois passou-o nas dobradiças e na maçaneta. Ao dizer anoichtó, a entrada ficou liberada e ela pôde ver o interior do local. O que mais a surpreendeu foi ver uma mulher parada na sua frende como se esperasse uma visita. Seus olhos pareciam inocentes e eram pretos como piche, combinando perfeitamente com seus cabelos negros lisos e sua pele morena. Ela usava um vestido largo e longo cor creme e nenhuma maquiagem no rosto.

– Olá Seelyn. – falou Clittia – É hora de voltar à ativa, você tem uns vampiros malcriados para domar.

Notas finais
Gostaram? Odiaram? Mereço comentários? *--* Agora sim as coisas vão ficar interessantes UASHU ♥ Queria fazer um pedido, mesmo não merecendo. Por favor não desistam de mim e dessa história, porque eu não irei desistir de vocês, leitores maravilhosos ♥ Continuem me incentivando, mandando MP's perguntando se estou viva e a me cobrar capítulos porque, francamente, eu sou muito preguiçosa USHAU