Acordei no dia seguinte com a Yuuki me chamando:

--- Yori-chan! Acorda!

Assustei-me. Geralmente era eu quem tinha que acordar a Yuuki todo dia...

--- Melhor nós irmos logo...

--- Tudo bem, vou me trocar.

No caminho paramos apara dar oi pro Zero

--- Ohayo Zero-kun.

--- Yuuki, venha comigo um instante... Kname-senpai e o diretor querem falar conosco.

--- Tudo bem... Yori-chan, até mais!

Lembro-me de ter sentido aquele sentimento estranho de novo... Aquele que me fazia pensar em possibilidades e fracassos todas as noites. Aquele que muitas vezes havia tirado o meu sono, ou se envolvido nos meus sonhos e pesadelos. Como a Yuuki tinha sorte... Zero- senpai e Kaname-senpai, os doisgostavam dela. Antes tinha algumas dúvidas sobre Zero, mas há tempos que elas haviam sumido... Kaname-senpai vivia abraçando a Yuuki toda vez que a encontrava. Eu tinha inveja da Yuuki. Quando ela precisava chorar, quando ela precisava de um ombro, havia duas pessoas de braços abertos... Duas não, três, ainda tinha o diretor Cross, que a amava tanto... Eu nem pai tinha, pois há tempos ele havia morrido. Ninguém conseguiu explicar direito como o meu pai morrera... Nossa, como eu sentia falta dele... Sim, minha vida era difícil. Há tempos que eu queria desabafar isso com alguém. O problema era quem. Pra Yuuki eu não podia contar isso, mas ela era minha única amiga... Aff... Qual era o meu problema? Será que eu era tímida de mais? Não sabia, mas, literalmente, eu queria minha mãe.

Apagando esses sentimentos estranhos da minha cabeça e dando lugar a outros melhores (ou não), pensei no que a Yuuki estaria conversando com o diretor e os outros... Aquele dia eu senti uma curiosidade que não era minha... Matei minha primeira aula e fui até a sala do diretor. Olhei pela fechadura da porta e acabei descobrindo que Kname-sempai não estava mais lá, depois encostei o ouvido na porta, perdi as primeiras palavras, mas o que eu escutei depois me assustou.