Notas iniciais
Espero que gostem pessoal!Divirtam-se!(ps: que caras mais lindos estes da capa)

Era mais uma daquelas tardes de outono...meu pai estava no andar de cima terminando de arrumar a minha mala,afinal eu teria de morar na casa de um conhecido dele por causa de alguns problemas,nada demais.

Entendia que ele também deveria estar triste com esta situação,por isso fui compreensiva e não comentei nada;vou apenas aceitei.

Ah...um último suspiro antes de entrar no taxi que levaria-me ao aeroporto.

–Adeus,filha cuide-se e qualquer coisa me ligue,ok?

–Serei discreta para não causar uma mal impressão.

–Só...seja do jeito que você é.

–Sim.

Em um abraço rápido nos saudamos e,logo depois entrei no veículo.

No caminho,pensava em tudo que me levou até esse ponto.Quando dei-me por mim,já era hora de embarcar.

Durante o voo dormi para tentar recuperar a noite que passara em claro.Sonhei que estava em uma sala escura e sentia o meu sangue escorrer pelo pescoço.Acordei ao ter uma estranha sensação de que alguém tocava o meu rosto com mãos geladas como o próprio gelo.

Ao abrir os olhos,deparei-me com o avião pousando lentamente.Não sabia quanto tempo descansei e nem precisava desta informação...naquele momento vinha à mente apenas o quanto queria que demorasse para chegar no meu novo lar,pois estava com medo do que viria.

Enquanto terminava de check out meu celular tocou.A ligação veio de um homem avisando que chegara no estacionamento e ordenara os demais servos a virem me buscar e ajudar com a bagagem.Após desligar o aparelho,dei-me com cerca de quatro mulheres e um rapaz ao meu redor segurando meus pertences.Segui-os e encontrei um carro preto e luxuoso que viera me buscar.

No percurso,não tive coragem de trocar uma palavra sequer com ninguém,levando em consideração que todos fitavam-me com olhar de pena por algum motivo.

Aos poucos,aproximamo-nos de uma montanha na qual no topo havia uma mansão belíssima.

Os portões de aço que davam acesso à entrada abriram-se vagarosamente,permitindo a entrada do automóvel.

Um dos empregados me disse que as minhas coisas seriam levadas em breve e que os seus mestres pediram-me desculpas pois atrasariam-se devido a um compromisso importante.Recebi também,a instrução de que seria melhor guardar as minhas coisas antes da vinda deles.

–Perdão.Sabe onde fica meu quarto?-perguntei para um homem que ficava à frente da construção.

–Sim,situa-se no terceiro andar no corredor à direita...se não engano-me é a última porta...

–Obrigada.

–Quer que lhe acompanhe?

–Não precisa.Acredito que causei-lhe incômodo demasiado,entretanto agradeço pela gentileza.

–Que educado de sua parte.Mesmo assim,estaremos a seu dispor até às seis da tarde.

–Entendo.Nossa...essa casa é enorme!Vocês também moram aqui?

–Não.A maioria de nós reside em cidadezinhas ao norte.

–Por quê?Fica tão longe!Nunca pensaram em dormirem aqui durante a semana?

–Isto seria impossível.

–Ah!Por causa da família.Sinto muito por entrometer-me de modo tão liberal.

–Não seja por isso.A questão é que...

–Sim?

–Nada!Deixe para lá.Outro dia conversamos melhor.Foi um prazer,senhorita.

–O prazer foi todo meu...

Depois de abriram a enorme porta de marfim da entrada,infiltre-me na gigantesca sala de estar.Não tive trabalho de subir até o andar indicado,um tapete vinho guiou-me até a escadaria.

Andei em direção ao cômodo relatado.

Girei a maçaneta e encontrei-me em um aposento exageradamente espaçoso com uma cama rosa perto à janela coberta pelo pano grosso da cortina roxa.Os armários de pinheiro localizavam-se ao lado da penteadeira e ao leste da escrivaninha.

O lugar era perfeito,não tinha traços de poeira ou qualquer outro tipo de sujeira.Enquanto encantava-me com os detalhes um barulho deu-se no corredor.Uma jovem avisou-me que todos os objetos pertencentes a mim estavam no corredor.Puxei-os para dentro e desfiz as malas de couro.

Roupas e livros espalharam-se pelo tapete florido.

Quando finalmente terminei de guardar o último deles,fui ao banheiro tomar banho,já que sobrou-me tempo para descansar.

A banheira encheu-se de espuma e pus-me a relaxar por cinco minutos.Ao final,sequei-me com a toalha e coloquei o vestido azul que encontrava-se sobre a cômoda.

Terminava de pentear o cabelo no momento em que escutei algumas vozes manifestarem-se no térreo.”É agora...seja educada e...não tenha medo...será só...um simples diálogo...não fique com vergonha...seja apenas você mesma,tá?”,respirei profundamente e desci as escadas.

–Você viu a cara do Matsu ao falar que não precisávamos da sua presença?Foi hilário o jeito que você disse:”você é descartável e substituível.”.Hahaha.

–Não ria tão sadicamente.

–Ele teve o que merecia.

–Ah!Calem a boca!Eu vou estar no salão.

–Ouvindo músicas?

–Ele só faz isso.

–Quer brigar?

–Não,você quer?

–Componham-se!Hã...quem temos aqui....?

–Eu...-pousei ao descer o penúltimo degrau-eu sou a Tamaka Yui,e...

–Ah!Você é a Yui.Estamos a par de sua situação.Não se dê ao trabalho de explicar.-interrompeu-me um dos garotos-Terminou de realizar sua obrigações?

–Sim...

–Pois então,encontre-nos em dez minutos para o jantar e explicaremos as regras.

–Sim.

–Vamos,irmãos.

Eles deram as costas e desapareceram.

–Para onde foram?!Não...não devo ser curiosa.Deixemos assim.

Saí para andar no jardim dos fundos.Por incrível que pareça,encontrei-o por acaso.

Caminhei de um lado para o outro imaginando em como deveria me comportar na hora da refeição.

–Seria melhor falar algo...talvez sobre política...ou...

–Não se esforce afim de tentar agradar-nos.

–Quem...é..?-olhei em volta,sem encontrar ninguém.

–Atrás de você.

–Hã?!

Ao virar,deparei-me com um menino ruivo de olhos verdes um pouco mais alto de que eu.

–Des...desculpa!

–Hahaha.Você está vermelha...é por minha causa?

–Nã...não!

–Sei...como eu ia dizendo...não ouse preparar um discurso para agente.

–Não era minha intensão...eu só...

–Estava pensando em um modo de nos seduzir?

–O que?!Não!

–Então por que se preocupou em nos agradar?

–Eu queria tentar conversar convosco,mas sou meio tímida e não sei o que conversar...

–Se este é o caso,não diga nada.

–Sim.Eu...

Antes que pudesse falar mais alguma palavra,ele sumira.

–Isto está ficando cada vez mais estranho...

Passei o resto dos minutos observando o canteiro de rosas vermelhas ao lado de uma fonte d’água.

–Ei!Você!Venha jantar!

–Sim...

Ao retornar a casa,percebi que não havia mais nenhum empregado,pelo visto já eram seis horas.

Segui um garoto de cabelo escuro até uma enorme mesa,cheia de pratos e comidas.Haviam oito cadeiras,mas apenas cinco estavam ocupadas.

–Sente-se aqui-disse um fazendo sinal.

–Obrigada.

As pontas estavam vazias e ais laterais reuniam três lugares.

–Boa noite.-levantou-se um que estava na extremidade direita-A partir de hoje teremos uma nova companhia,Tamaka Yui.Ela morará aqui até a segunda ordem.Espero que todos sejam gentis e hospedeiros com vossa amiga.Yui....

–Sim?

–Sou Kirigaya Otoya,20 anos e o filho mais velho.

–Kiragaya Fuuto,18 anos.

–Kirigaya Ryu,18 anos.

“Você é aquele garoto que encontrei no jardim!”.

Do lado esquerdo,os demais prosseguiram.

–Fuyuto Ren,17 anos.

–Fuyuto Yukki,16 anos e o caçula.

–Entendido.Eu...acho que devo apresentar-me melhor...Tamaka Yui,16 anos.Prazer em conhecê-los.

–Certo.-disse Otoya-Vamos às regras...não traga visitas,nunca.Não bisbilhote as salas.Não saia sem o nosso consentimento e...a mais importante...não atreva-se a sair do quarto depois da meia-noite.-alterou o tom da voz.

–Certo.

–Então,sirvam-se.-ordenou Otoya.

Eu peguei um pouco da sopa à minha frente.Os demais comeram um espécie de peixe de água doce.

–Yui?

–Hã?

–Está bem?Ficou em silêncio a refeição inteira e alimentou-se tão pouco...-falou com sarcasmo o ruivo.

–Si...sim...desculpe por tê-lo afligido...

–Aff!-ergueu-se Fuuto irritado-Não enche,Ryu!Você deve tê-la constrangido!

–Não!-interrompi.

–Eu não ligo para o que você pensa!Ela é meu brinquedo e eu faço o que quiser!

–Quem definiu isso?!

–Eu.

–Já basta!-entrometeu-se Otoya.

–Este dissimulado!Eu não o suporto...vou para meu quarto.

–E eu também!

Os dois se retiram.

–Com licença...-acrescentou o mais velho.

–Eu...vou também...des...desculpem-me.-falei.

Desorientada,fui até o meu quarto e tranquei a porta.

Refleti sobre o que acontecera e na minha culpa.

–Eu...fui a responsável pela briga deles...não é?

Fiquei concentrada nessa e questão e reavaliei os fatos.

Meus devaneios foram cortados ao ouvir alguém batendo na porta.

–Só um segundo.-pedi girando a chave.

Ao abri-la,encontrei Ryu sério.

–Com licença.-disse entrando-Talvez você espere que eu peça perdão por ter sido tão rude e dissimulado,no entanto não irei.Estou de muito mal-humor por sua causa,sendo assim aconselho-a a se redimir.

–Desculpe-me por qualquer inconveniente.Me diga o que posso fazer para ajudá-lo a se sentir mais tranquilo.

–Se está disposta a realizar minha vontade...-riu fechando a saída.

–Ryu...?

Inesperadamente,ele puxou-me pelo braço para si e prosseguiu.

–Não consegui me alimentar bem...-pausou e lambeu levemente meu pescoço-não me alimentei adequadamente...-sorriu mostrando os caninos que mais pareciam presas.

Vagarosamente,afastou o meu cabelo e enquanto fazia-me a dar passos para trás até acabar por cair na cama.

–Yui-chan é bem safadinha,hein?-brincava.

–Errado!Eu...

–Tudo bem...se é isto que quer é isto que terá...

Segurando fortemente meus braços,aproximou se rosto pálido e beijou-me friamente.

–O que está...?!

–Yui...você ainda me deve um favor...

–...

–Estou com fome por suia culpa...então...me alimente,por favor.-cochichou.

–Eu...aí!-gritei ao sentir algo perfurando meu pescoço.

Aos poucos,sentia algum líquido escorrendo até o meu ombro.

De repente,a janela se abriu e diante de mim,apareceu o Otoya.

–Esperava mais de você...Ryu.

–O que quer?-levantou-se.

–Você está bem?

–O que está acontecendo...?!-indignei-me.

–Bem...acho que isso não foi mencionado...-despistava o olhar para o enorme espelho da parede.

“O reflexo deles!Será possível que...?!”.

–Nós somos vampiros,Yui.

“Vam...vampiros?!”.

Notas finais
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