Notas iniciais
Espero que gostem desse capítulo.

“Não posso acreditar. Arrancou seu coração bem em frente aos seus olhos. Os olhos enganam fácil.”

A Little Peace of Heaven – Avenged Sevenfold.

NO PONTO DE VISTA DA EVE.

Eu detestava ter voltado para essa cidadezinha perdida no mapa, ter vivido aqui durante metade da minha vida já fora o suficiente pra mim. Mas, como que para completar meu pesadelo, a última e mais importante vida da Elena resolveu viver onde toda aquela história sobre reencarnações e maldições de bruxas havia começado: Mystic Falls. Me lembrava muito bem do verão quando Lorde Klaus resolveu comprar uma mansão nos arredores da cidade, isso há quase 300 anos atrás. Na época ninguém entendera muito bem o motivo de um homem tão rico e respeitado como ele ter resolvido viver em Mystic Falls, uma cidadezinha deplorável e sem nenhum atrativo peculiar, mas hoje eu compreendo as razões que levaram Klaus a isso. E tudo envolvia Elena, ou as vidas passadas dela: Anna, quando ela viveu em 1766, Genevieve, em 1798, Lucinda, em 1820, Alexina, em 1832, Bessie, em 1848, Chelsea, em 1870, Katherine, em 1900. E assim por diante, vivendo e morrendo sempre pelas mãos de Stefan, até os dias de hoje.

Dirigi o meu carro pela rua que contornava a cidade e estacionei num antigo galpão abandonado. Dali eu esperaria por ele, onde eu receberia minhas novas ordens de como agir com relação à Stefan e Elena.

As horas passaram sem que ninguém aparecesse, apenas alguns cachorros magrelos de fome revirando umas latas de lixo. Eu esperei sentada num banco de um ponto de ônibus desativado, olhando o relógio vez ou outra. Não adiantaria nada ficar impaciente, ele sempre chegava na hora que queria.

– Ora, ora, Eve. Eu não me canso de elogiar esse seu novo corte de cabelo. – falou uma voz suntuosa atrás de mim. Eu praticamente não o escutara chegando, o que era realmente algo extraordinário.

Virei-me, fitando seus cabelos loiros e seu porte de nobre. Klaus não poderia ser menos espetacular.

– Klaus, obrigada pelo elogio.

Ele sorriu, mas um sorriso desprovido que qualquer senso de humor ou diversão, e se aproximou de mim. Usava roupas pretas comuns demais para seu status social, mas eu sabia que ele precisava manter seu disfarce muito bem.

– Como anda Stefan? – ele perguntou, com uma fisionomia nada agradável no rosto. – Tive pouco tempo para conversar com ele nos últimos dias.

– Ele está hesitando, Klaus. – respondi. – Não sei se está apaixonado pela humana, ou hesita em matá-la porque isso poria fim no Damon.

– Entendo. – ele virou o rosto, estranhamente pensativo. Sua aura de poder e perigo era tão grande que eu me sentia compelida a me ajoelhar a sua frente, mas me contive. – É importante que ele mate a última vida da Elena, não será a mesma coisa se eu ou você matá-la. Não é assim que tem que ser, isso quebraria a naturalidade da coisa.

– Ele está envenenado, como você mandou. Talvez a perspectiva da própria morte seja um bom motivo para ele cumprir com o que deve.

– Talvez. Mas se nem isso der jeito, eu darei. E Stefan não terá a mínima chance. – sua voz retumbou num tom de crueldade que eu nunca escutara antes, e eu poderia ficar com medo se fosse capaz disso. – Aquele humano está vindo pra cá? Você sabe que o tem que fazer com ele.

– Ok, Klaus. Vou fazer o que você mandou.

– Obrigado, minha Eve. – ele tornou a se aproximar de mim e tocou meu queixo com as mãos. – Em breve isso tudo estará terminado, Elena estará morta e as coisas serão mais fáceis para todos nós. Em breve o mundo será nosso.

E sem hesitar me beijou demoradamente na boca, eu reagindo ao beijo e gostando daquilo tudo. Segundos depois uma lufada de vento e eu estava sozinha novamente na estação de ônibus.

O outro homem que eu esperava naquele dia chegou alguns minutos depois, andando rapidamente pela calçada e olhando para trás diversas vezes. Ele não estava sendo seguido, disso que tinha certeza.

– Que bom que você veio. – falei, falsificando uma voz de amor e saudades. Os olhos do humano se abriram de felicidade.

– Agora eu estou aqui, Eve. E eu te amo tanto.

Eu sabia que ele ia me beijar, isso estava claro demais em seu rosto apaixonado, mas eu fitei seus olhos antes e o hipnotizei. Eu sempre gostara de fazer aquilo, a sensação de poder e domínio sobre os humanos era incrível.

Há algumas coisas que eu quero que você faça, Jeremy. Preste bastante atenção no que eu vou falar.


Notas finais
Deixem reviews!!!!