Vampire Diaries: Secrets.
8 Última vez.
Notas iniciais
“Diga-me, você mataria para salvar uma vida? Diga-me, você mataria para provar que está certo?”
Hurricane – 30 Seconds To Mars
NO PONTO DE VISTA DO STEFAN.
– Você não deveria ter ido até a escola! – gritei, assim que descemos do meu carro. Eu estava furioso, meu coração acelerado no peito e uma estranha vontade de rasgar Eve em vários pedaços. – Não era pra você ter mentido pra Elena desse jeito. Eu tenho que conquistar a confiança dela, e isso estraga tudo!
– Você não tem que conquistar a confiança dela, Stefan. Só tem que matá-la, e lembre-se bem. Só tem mais 14 dias para isso.
Fechei meus olhos, respirando fundo enquanto deixava meus dentes se sobressaírem e rugi alto. Não me preocupava se alguém fosse ver, se bem que minha casa ficava distante das demais, protegida por diversas árvores da floresta que cercava Mystic Falls.
– Stefan, eu não quero ter que te machucar. Eu amo demais esse seu rostinho perfeito, e sempre que fizemos isso você saía bem, bem ferido.
Eu não me importei que ela fosse mais experiente do que eu e que tivesse um veneno percorrendo minhas veias. Apenas foquei-me inteiramente em feri-la o máximo que conseguisse.
Corri em sua direção, imaginando meus dentes em seu pescoço e segurei-a pelos braços enquanto tentava me aproximar do seu rosto. Eve sorriu, aparentemente satisfeita, enquanto chutava minha barriga com seu joelho e se desvencilhava do meu ataque. Imediatamente me puxou pela parte detrás da camisa, rasgando-a completamente, e me atirou por cima do carro na direção das árvores.
Consegui pular, e me colocar em posição de ataque assim que Eve veio correndo por trás de mim, numa velocidade surpreendente até pra uma vampira. Seus dentes também estavam esticados e seu olhar era feroz, brilhando com um instinto assassino.
– Você ainda é novo demais pra lutar com uma vampira de 700 anos, pequeno Stefan. – ela falou, quase entre rugidos. Eu me mantive pronto pro ataque que com certeza viria, avaliando todas as minha possibilidades: havia muitas árvores ao nosso redor, e galhos secos e resistentes por todos os lados.
– Sabe que eu nunca desisto. – e juntei todas as minhas forças para correr e me jogar pra cima de um enorme carvalho à esquerda de Eve. A árvore balançou perigosamente, e sem pensar duas vezes puxei um dos seus galhos mais grossos. Eve ainda estava avaliando o que fazer quando, num outro salto que surpreendeu até a mim, eu pulei a sua frente e enfiei o galho em seu estômago. Errando por alguns poucos centímetros o coração.
– Argh, essa doeu.
Ela cambaleou um pouco, enquanto o sangue manchava completamente seu vestido roxo, e respirava fundo. Sem piscar ou hesitar, puxou o galho do estômago, fazendo um estranho barulho de desentupidor de pia. O sangue jorrou como uma bica aperta do buraco.
– Vai, Stef. Eu estou em desvantagem. Me mate agora. – ela segurou a ferida, que não parava de sangrar e sorriu debochadamente pra mim. – Porque sabe que depois dessa eu mesma vou matar a Elena. Ele vai ficar bem desapontado quando descobrir que você não cumpriu o trato.
Me aproximei dela, rugindo e encostando meus dentes em na pele do seu pescoço. Eve não se mexeu, como se esperando que eu acabasse com aquilo o mais depressa possível.
– Eu vou cumprir com o trato. E vocês me dêem o antídoto. – me afastei dela, tonto com o cheiro do sangue. De repente eu percebi a sede que me abatia.
– Stefan. Você perdeu a grande chance da sua vida.
Eu percebi que uma coisa não estava certa quando ela se ergueu, o ferimento completamente cicatrizado, apesar do vestido cheio de sangue, e piscou pra mim. Não havia tempo de correr, e minha única saída foi esperar o golpe. Eve veio na minha direção, e apenas alguns segundos depois estava enfiando repetidas vezes o mesmo galho com que eu a acertara. Furando cada parte do meu corpo em que ela conseguia acertar.
– Você é um tolo. Apaixonado por aquela humana desde a primeira vida dela. – caí no chão da floresta, coberto de folhas secas, terra e insetos, e Eve não parava de cravar o galho em mim, nunca acertando meu coração. A dor superava a capacidade de sofrer. Não consegui gritar ou reagir, porque não tinha forças para isso. – Mas dessa vez será para sempre, Stefan. Essa é a última vida da Elena. Depois que eu a matar não haverá segunda chance pro seu amor platônico. Será o fim.
Eu não tinha conhecimento dessa parte da história, e sabia que Eve não pretendia me contar até que eu realmente tivesse matado Elena. Mas por algum motivo aquilo mudava tudo.
Ela gritou de ódio, enfiando o galho uma última vez na minha perna e levantando-se com elegância. O cheiro do meu próprio sangue era nauseante, tentei me mover, mas apenas meus olhos se mexiam.
- Você vai morrer em 14 dias, Stefan. Vale a pena se sacrificar por uma humana que você já matou tantas vezes antes?
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