Vampire Academy - (Sangue Nobre)
8 Capítulo 8 - Olhos Vermelhos
Notas iniciais
Segue mais um post =)
E ahhh não vai ser tãaaooo dramática igual me perguntaram...
Aguardo os comentários
Beijosss
Eu observava a parede branca, enquanto milhares de pensamentos se apossavam de minha mente confusa. Uma suave batida na porta, me fez virar a cabeça.
–Posso entrar? – A figura esbelta e cautelosa de Dimitri, apareceu na porta.
–Claro que pode – Sorri da melhor forma que pude. Dimitri, então entrou na enfermaria e se aproximou de mim. Antes que ele se acomodasse ao meu lado, o surpreendi me sentando as pressas, para abraça-lo.
–Hey amor, está tudo bem? – Ele sussurrou no topo da minha cabeça. Eu mantinha os olhos fechados.
–O que você acha? Meu pai é o cara mais bizarro do mundo, minha mãe me odeia e ainda para ajudar tudo, eu posso machucar Lissa ou ela a mim. – Funguei para não começar a chorar. Dimitri se distanciou um pouco.
–Como assim? Aquilo foi um acidente – Ele tocou meu queixo com dedos quentes. Pelo seu olhar perdido, eu sabia que a médica não havia contado nada a ele. Enquanto observava seus olhos chocolate, uma sensação bastante reconfortante se apossava do meu corpo. Era como se acima de qualquer coisa e de qualquer um, ele fosse o meu porto seguro. E foi por esse motivo, que eu resolvi deixar as coisas dessa forma, por enquanto.
–Eu sei. – Apenas desviei o olhar. Não contente com aquilo, Dimitri segurou novamente meu queixo, para que o encarasse.
–Não, não sabe – Sua voz era determinada. – Eu sei que se culpa pelo que aconteceu principalmente com Alice, mas isso foi um acidente. Ninguém fazia ideia de que Abe apareceria com aquela declaração bem hoje. Você não pode se preocupar com algo, que não depende só de você. – Os olhos de Dimitri agora, brilhavam e eu percebi se tratar, de uma cega esperança e confiança, que ele tinha em mim. Que ele tinha em nós. Eu apenas sorri, mesmo que minha alma gritasse ao contrário.
–Não sei o que seria de mim sem você camarada – Sussurrei e Dimitri envolveu seus braços sem nenhum cuidado, envolta de mim. Depositei minha cabeça em seu ombro.
–Eu não faço ideia do que está acontecendo, mas vamos descobrir juntos uma solução para isso. – Dimitri mexia no meu cabelo passando conforto. Fechei meus olhos, apreciando sua promessa muda.
–Apenas me leve daqui. – Me distanciei um pouco, para selar nossos lábios. Para a minha surpresa, Dimitri me beijou com ansiedade e profundamente, enquanto segurava meu cabelo, com uma de suas mãos. Meu corpo tomou vida e cada nervo dolorido, ardia por antecipação. Quando finalmente ele rompeu o beijo, me senti tonta. E não era por um motivo ruim. Percebendo minha confusão momentânea, as bochechas de Dimitri tomaram uma coloração escarlate e ele sorriu torto. Mechas castanhas, escapavam de seu elástico, enquanto ele desviava o olhar. Dimitri provavelmente, achou que eu houvesse interpretado de uma maneira não maravilhosa, seu último impulso. Para calar seus receios, ignorei que estávamos em uma enfermaria e enlacei meus braços em volta do seu pescoço, o puxando para um segundo beijo. Fiquei de joelhos na maca, enquanto Dimitri me puxava para o seu colo. Meus lábios desceram para o seu pescoço com fome. Era como se estivéssemos longe um do outro por muito tempo. Desde que havíamos chegado a Corte, tivemos poucos momentos juntos um com o outro e isso, estava dificultando demais, meus pensamentos coerentes.
–Eu acho que temos sorte com enfermarias – Dimitri comentou sem folego. Não consegui evitar rir sob sua pele, me lembrando de noites atrás. –Já está dispensada? – Ele continuou enquanto apertava meus quadris.
–Eu mesma me dispenso. – Levantei a cabeça, para que ficássemos nos encarando. –Quero ir embora com você. –Dimitri franziu o cenho e antes que sua responsabilidade e controle falassem mais alto, voltei a beija-lo.
–Não é assim amor – Bufei, quando Dimitri me distanciou dele, fazendo com que eu voltasse a sentar na maca. – Vou falar com a Dra. Isis antes e também, preciso passar na sala dos guardiões. Há uma movimentação estranha perto dos portões.
Abri a boca para protestar, mas o pensamento de estarmos colocando algum Moroi em perigo, me fez calar.
–O que está havendo? – Entrelacei meus dedos nos dele. A respiração de Dimitri era um pouco difícil.
–Eu não sei, mas antes de eu chegar aqui, Ian me ligou e pediu para eu verificar algo. –Seus olhos desfocaram um pouco.
–Acha que temos um problema? – Franzi o cenho, sentando em cima dos meus joelhos.
–Acho que não, mas eu vou me certificar de qualquer forma. – Dimitri então suspirou e logo se levantou, ajeitando sua roupa.
–Eu vou com você – Também me levantei e ajeitei meu vestido. Dimitri me lançou um longo olhar de advertência, como quem dizendo, que eu estava sendo absurda.
–Seu pai está querendo vir te ver – Ele me olhou cautelosamente.
–Depois eu converso com Abe Mazur – Virei os olhos, me lembrando do conselho da médica.
Sai com Dimitri da enfermaria e me arrependi por não estar usando um casaco. A neve cobria quase que totalmente o campus, e eu mal conseguia, sentir meus pés no salto alto. Dimitri basicamente me ergueu a maior parte do tempo, quando percebia que eu estava afundando desastrosamente, na neve.
Quando finalmente alcançamos a sala onde Ian estava, percebi que Alice não estava ali.
–Até que enfim – Ian diferente de Dimitri, ignorou os acontecimento de mais cedo.
–O que está acontecendo? – Dimitri soltou minha mão, vestindo sua máscara de guardião. Ele se dirigiu para próximo de Ian, observando as quatro telas de câmera, que possivelmente eram da entrada principal.
–Dois BMW estão rodando a área. Eles param próximo dos portões e ficam durante um tempo. – Ian tocou sua testa cansado. – É como se estivessem observando ou memorizando qualquer detalhe.
–Existe uma longa diferença entre ambos – Dimitri comentou cerrando um pouco os olhos. –Faz quanto tempo que isso está acontecendo?
–Há algumas horas – Uma voz grave soou próximo da porta. Virei-me a tempo, de ver Hans aparecer. –Decidi não intervir ainda, mas acho bastante complicado, ignorarmos isso.
–De acordo – Dimitri e eles, trocaram um olhar significativo. – Já falaram com Tatiana?
–Não é necessário ainda incomodar a rainha. Ela está recebendo amigos e familiares agora. – Hans deu de ombros. – Além do mais, nosso maior inimigo, não consegue passar pelas wards. – Um frio na espinha, percorreu meu corpo. Eu sabia exatamente a quem ele estava se referindo. Strigoi.
–Nós dois sabemos que isso não quer dizer nada – Dimitri quase sorriu, mas de uma forma bastante irônica.
–De qualquer forma, estou com homens a postos, caso seja necessário. – Pelo tom de voz usado por Hans, era notável se perceber que aquilo na verdade, não passava de uma grande piada para ele. Alguns guardiões acreditavam ferozmente, que as Wards eram nossa salvação única e exclusiva. –Eu vou me retirando e tenham uma boa noite. – Sem nem esperar por uma resposta, Hans partiu seguido por dois homens, também guardiões.
–Panacas – Murmurei alto demais, fazendo com que Ian risse ao meu lado. Dimitri ainda observava as câmeras e começou a digitar códigos, em uma das telas de cristal.
–O que está fazendo? –Me aproximei dele
–Observando os postos – Dimitri respondeu sem me olhar. Sua atenção estava totalmente nas telas. Vários guardiões foram mostrados um a um, conforme as câmeras de vigilância, passavam por eles. No total, se passavam de cinco salas como aquela, em que estávamos.
–Acha que tem algo errado? – Eu já sabia a resposta, mas mesmo assim resolvi perguntar.
–Eu não sei Roza... – Dimitri voltou às câmeras para a entrada. A rua estava bastante deserta e escura.
–Ative os holofotes – Dimitri ordenou a Ian. –Eu quero ver uma coisa.
Quase que instantaneamente, as luzes cegas cobriram grande parte do terreno de frente a Corte. Prendi a respiração ao mesmo tempo em que Dimitri e Ian ao meu lado, quando um par de olhos vermelhos vivos, apareceram em nossa visão.
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