Notas iniciais
Segue mais um post :)
Gente agora é sério, vamos comentar! Estou ficando sem inspiração e isso, não pode acontecer!
Beijos

Eu conseguia ouvir passos. Passos rápidos e urgentes, no piso de mármore. Eu lutava para abrir os olhos, mas era impossível, pois eu me sentia extremamente cansada. Mãos firmes e fortes ao meu redor, unidas com um cheiro inebriante de pós-barba, só me fizeram ter a certeza, de quem naquele momento, me carregava. Dimitri.

–Ela está desacordada? – Lissa. Eu podia ouvir sua voz urgente também.

–Eu acho que não. – Dimitri respondeu sabiamente. Sua voz era de preocupação. De medo. –Ela estava ali, da última vez que o vi. Procure por ela e diga que Rose está na enfermaria, precisando de sua ajuda. – Eu conseguia escuta-los, muiito bem por sinal e algo me dizia, que eles pareciam estar falando da médica.

–Estou indo para lá. Ian está trazendo Alice também, que precisa de ajuda. – A voz de Lissa era urgente e eu senti meu sangue gelar. Eu havia machucado Alice? Forcei-me novamente a abrir meus olhos, enquanto escutava o som de saltos finos, batendo contra o piso depressa. Isso, era sinal, de que Lissa estava partindo.

–Não force – O som da voz de Dimitri, era um sussurro quente, perto do meu ouvido sensível. – Estamos chegando à enfermaria.

Logo, fui colocada com calma, em uma superfície gelada de algodão. Presumi ser o colchão da maca. Dimitri passou sua mão protetoramente, por cima do meu estômago.

–Estou aqui. Não faça nada nem force. A médica está chegando. – Um beijo suave, foi depositado em minha testa. Como em um gesto suicida, mexi o máximo que pude uma de minhas mãos, nas laterais do meu corpo. Dimitri pegou o pequeno gesto e entrelaçou seus dedos nos meus. –Não se mexa – Ele repetiu em tom de advertência, depositando outro beijo em minha testa. Ao notar pelo seu perfume inebriante, eu sabia que ele estava bem próximo de mim.

Novamente ouvi passos no piso.

–O que aconteceu? – A voz irreconhecível da Dra. Isis, soou alarmada. Eu não podia ver Lissa, mas tinha a certeza, de que ela estava perto.

–Eu acho que ela teve um surto – Dimitri respondeu por mim.

–Alice! – A voz de Dimitri era urgente. –A coloque ali Ian. – O calor do corpo de Dimitri logo foi substituído, pela presença da médica.

–Estou bem – Não consegui conter meu alívio por dentro, ao ouvir a voz de Alice. Ela parecia aborrecida. –Apenas me deixe sentar, que só preciso de alguns pontos.

–Srta. Palermo, pode por gentileza cuidar disso? – Novamente a voz da Dra. Isis. – Vou ver o que se passa com a Rose.

–Claro Doutora – Outra voz feminina, que era desconhecida soou. Provavelmente se tratava de uma enfermeira ou outra médica. Eu não sabia dizer.

–O que aconteceu Rose? – E como se eu estivesse sendo chamada por algo maior, abri finalmente os meus olhos. Notei que Lissa e Christian, estavam sentado em duas cadeiras.

–O que aconteceu? – Perguntei me sentindo cansada e tonta.

–Você parece ter esquecido, sobre toda aquela história, sobre se manter longe de fortes emoções. – Embora o tom de Isis fosse autoritário, ela estava bastante à vontade. Na verdade, eu poderia arriscar que isso, talvez não fosse algo totalmente novo para ela, como era para mim.

–Eu tentei – Toquei minha cabeça dolorida. – Mas as pessoas não estão acostumadas, necessariamente a me ajudar.

–Sente-se – Ela me ajudou a sentar na maca e eu consegui finalmente, olhar para Alice e Ian, que estavam bem na minha frente. Enquanto Alice recebia cuidados médicos, Ian estava ao seu lado, a ajudando a manter-se sentada na maca. A aparência dela era um tanto confusa, mas ela estava bem.

–O que aconteceu? – Perguntei confusa, percebendo que ela estava tomando pontos.

–Eu estou bem – Alice fez uma careta, quando provavelmente sentiu dor, pela agulha. – Foi só um cortezinho.

–Eu fiz isso? – Me virei perdida para Isis, que me olhava calmamente. Dimitri apareceu do outro lado da minha maca, tocando meu braço.

–Não fez meu amor. Se acalme – Dimitri me puxou para um abraço, enquanto eu estava em choque.

–O que aconteceu? – Envolvi meus braços ao redor do seu corpo, enquanto sentia minha cabeça voltando a latejar, conforme memórias voltavam com força pela minha mente. – Abe Mazur? Cadê ele? – Me afastei um pouco de Dimitri, para encarar seus olhos.

–Chega de perguntas. – Dra Isis tocou meu braço, para que eu me distanciasse de Dimitri. – Vamos primeiro acalmar isso dentro de você. – Ela então pegou algo em sua bolsa e dessa vez, não era aquele líquido viscoso e amarelado. Era uma pedra escura. Uma ônix. Sem ao menos pedir minha opinião, ela encostou a pedra em minha testa. – Respire fundo Rose e feche – E assim, acabei obedecendo, mesmo que contra gosto.

–Como essa pedrinha pode me ajudar? – Abri um de meus olhos, para olhar para ela.

–Feche os olhos mocinha e se concentre – Ela repetiu, autoritária dessa vez. Virei os olhos e logo obedeci.

Conforme o ar entrava pelas minhas narinas e era solto pela boca, sentia como se algo invisível e extremamente pesado, fosse saindo de dentro de mim, conforme eu respirava. Quando finalmente a pressão da pedra fria saiu de minha testa, abri meus olhos.

–Como se sente? – A Dra Isis me perguntou.

–Estou bem – Respondi – O que é isso? – Apontei para a pedra que agora, estava sendo guardada dentro da bolsa, novamente.

–É um método rápido, de concentrar suas energias. Agora fique um pouco aqui, que vou verificar sua amiga.

–Alice – Me virei para ela, que agora estava sentada na maca, acompanhada de Ian. Suas pernas balançavam livremente e um pouco desajeitadamente pelo vestido, no ar.

–Estou bem – Alice sorriu fracamente – Não me derrubam fácil – Ela virou os olhos e eu sorri. Dra Isis agilmente, começou a trabalhar em seu corte, próximo do pulso. Ele agora já estava fechado, mas um curativo ainda não havia sido feito.

–Eu sinto tanto. – Mordi o lábio, tentando me lembrar do que estava acontecendo. Senti mãos ao meu redor. Encostei minha cabeça de lado, no peito de Dimitri.

–Ela vai sobreviver Hathaway – Foi à vez de Ian sorrir.

–Rose? – A voz irritante e preocupada de Janine, me fez virar em direção a porta. – O que aconteceu? – Ela parecia alarmada. – Ouvimos barulhos de vidros.

–Não foi nada demais – Dimitri respondeu e logo, Lissa levantou ao lado de Christian, para ir em direção a minha mãe.

–Ela está bem. Estamos todos bem – Lissa começou a mexer com suas mãos. Sinal de que estava nervosa.

–Quem quebrou os vidros? – Janine olhou ao redor e como em um gesto cumplice, todos desviaram o olhar ao mesmo tempo. Se não fosse cômico, seria trágico.

–Eu quebrei. – Respondi decidida e de repente, não me importando mais, com a sessão melodramática de Janine. Ela além de ter sido uma das piores mães que conhecia, havia mentido sobre outro assunto pior ainda. Meu pai. – Fui a quem quebrei os vidros. – Tornei minha voz mais firme dessa vez.