Vampire Academy - (Sangue Nobre)
38 Capítulo 38 - A Reconciliação
Notas iniciais
Bom seguinte, sei que merecemos um puxão de orelha pela demora na postagem, mas eu tive um surto de criatividade e como voltou graças a Deus, consegui postar hoje.
Mas, como muita gente não sabia que aquele seria o penúltimo capítulo (cap. 37), decidi com a Kah, deixar o penúltimo agora, seja esse (cap. 38).
Então é isso, temos mais um capítulo para terminar a fic.
Então por favor, vamos comentar a quem ainda não recomendou, cá uma ótima oportunidade.
Bom é isso, boa leitura e nos vemos lá embaixo....
Depois que fechei a última caixa com fita adesiva e me despedi de Philip, resolvi que precisava antes mesmo de conversar com Isadora sobre o sumiço aparente do meu livro, verificar Dimitri. Eu não estava nem um pouco satisfeita com nossa última conversa e me doía o peito, só de pensar em me separar dele. Não era algo que eu iria aceitar de bom grado, ainda mais sabendo que graças aos recentes acontecimentos, além de minha habitual rival, eu poderia contar com a presença de Selena a qualquer momento.
Revirei os olhos diante do meu pensamento inoportuno, enquanto empurrava a pesada porta do refeitório dos guardiões, tendo a certeza de encontrar Dimitri. Um suspiro aliviado surgiu de meus lábios, quando notei que como eu previra, ele estava ali, sentado de costas e com seu cabelo castanho amarrado em um curto rabo de cavalo. Aproximei-me devagar, tentando não ser notada por ele, mas antes que alcançasse a mesa, ouvi sua voz e congelei no lugar.
–Não quero falar com você. – A voz de Dimitri era firme e totalmente indiferente. Respirei fundo, me negando a me submeter a aquilo. Com toda a calma que eu não tinha, me virei de frente a ele e logo, sentei na cadeira de metal vaga, bem a sua frente na mesa redonda.
–Quero conversar com você. – Forcei um sorriso. Dimitri não me encarava. Seus olhos castanhos e desprovidos de qualquer emoção, bem da forma que eu conhecia, estavam em seu copo de isopor branco. Pelo cheiro inebriante de café, percebi que Dimitri estava ali há pouco tempo.
–Mas eu não tenho nada para conversar com você. – Foi a primeira vez que o vi lançar seus olhos castanhos para mim. Dimitri respirou fundo e logo se levantou da cadeira. Antes que ele se afastasse, segurei sua mão. Isso fez com que ele voltasse a me olhar.
–Rose, por favor, não torne as coisas mais difíceis. – Ele havia baixado um tom em sua voz. Meu coração se apertou. –E se for sobre seu livro, vou falar pessoalmente com Natasha.
A indignação tomou conta de minhas feições, refletindo em meus olhos parcialmente cerrados. Dimitri então revirou os olhos e suspirou pesadamente, dando a impressão de que achava meu ato absurdamente previsível.
–Então se já acabamos, pode soltar meu braço? – Dimitri ergueu as duas sobrancelhas, se sentindo cansado de repente. – Tenho coisas a tratar.
Percebendo que se eu continuasse daquela forma não resolveríamos nada, respirei fundo e o soltei, mas antes que ele virasse novamente, voltei a falar:
–Pode se sentar, por favor, eu quero muito conversar com você. – Ignorei o único casal de guardiões presente próximo de nós. Com um controle que eu não sabia ter até aquele momento, pedi educadamente a Dimitri, mesmo que meu coração e minha razão dissessem loucamente para fazer o contrário. Graças a aquele maldito esquecimento em seu quarto, eu estava a ponto de ser descoberta por Natasha Ozera e pior, eu temia pelo que ela pudesse tentar contra mim ou qualquer um que eu conhecia. Mas embora tudo isso fosse parcialmente verdadeiro, Dimitri não tinha culpa e minha acusação cega estava por me nublar os sentidos. Eu precisava dele e por mais que me doesse admitir isso, ele tinha razão em estar chateado comigo. –Por favor. – Insisti.
Vi nos olhos de Dimitri a indecisão. Ele claramente preferiria ir embora, mas com um suspiro pesado, fez algo que eu não esperava. Ele segurou minha mão e me puxou para fora do refeitório. Seguimos em silêncio até um clarão bem de frente aos limites dos prédios Moroi e a floresta. Soltando outro suspiro, Dimitri soltou minha mão e se virou para mim com os braços cruzado no peito e toda a indignação que ele havia escondido a pouco, estava em suas feições. Era uma mistura de preocupação, ansiedade e raiva.
–Você errou. – Sem esperar para que eu falasse alguma coisa, Dimitri tomou a iniciativa.
–Eu sei que errei. – Cruzei meus braços no peito também, de forma defensiva. –Mas você não precisa me evitar até a morte.
–Ironia você mencionar a morte agora, quando estava pouco interessada por ela e se jogou sem pensar em cima do guardião Alto, sendo que tinha me prometido que não iria subir naquela maldita árvore. – As veias do pescoço de Dimitri saltarão quase no mesmo instante, em que seu dedo foi apontado para mim. Engoli em seco. Eu nunca havia o visto daquela forma. Ele estava transtornado. – Você poderia ter morrido e nem sequer pensou nisso! Nem sequer pensou nas pessoas que estão aqui do seu lado.
Dimitri então pausou seu discurso e fechando os olhos nervosamente, se virou mexendo em seu cabelo castanho e com a outra mão, tocou sua cintura.
–Estou cansado de suas atitudes sem pensar Rose. Você se atira em um bando de Strigois, você ataca um Moroi por causa de uma ofensa, você agride um Guardião, você pula de uma árvore e simplesmente. – Ele pausou sorrindo de forma triste e amarga – Nem sequer pensa em mais ninguém além de si mesma.
–Hey – Disse com o que me restava de dignidade, após seu sermão. –Não é como se eu procurasse problemas. Eles me procuram – Dei de ombros e Dimitri voltou a sorrir de forma amarga. – E não me olhe com essa cara. – Desviei o olhar para meus próprios pés, me sentindo miserável com o impacto de suas palavras em mim.
–Você sabe que eu estou certo. – Dimitri se aproximou alguns passos, me fazendo erguer o olhar. – E mesmo assim não admite.
–Eu sei que posso ser meio.... – Parei de falar, não conseguindo expressar a palavra presa em minha boca.
–Impulsiva? – Ele completou por mim e então voltei a virar os olhos.
–Tudo bem Okay. Eu assumo a responsabilidade por tudo o que você citou. – Sem esperar por sua resposta, apenas sentei na grama e puxando uma pequena flor amarela do chão, tentei me distrair.
Depois de um longo tempo que pareceu uma eternidade, Dimitri se sentou a minha frente no chão, mas seus olhos estavam adiante.
–O que vem agora? Você terminar comigo? – Minha voz não saiu mais do que um sussurro assustado.
–Eu não vou terminar com você Roza. – Dimitri respondeu minha pergunta depois de outra longa pausa. – Mesmo que eu quisesse, eu não consigo.
Sua declaração me fez buscar seus olhos. Sua expressão agora era neutra e seus olhos castanhos brilhavam pra mim. Senti que mesmo com todas as palavras que ele havia citado, ainda havia amor ali. Amor por mim.
–Me desculpa. – Senti meus olhos se enxerem de lágrimas. –Eu sou uma idiota impulsiva e idiota – Me debatendo por dentro, tapei meus olhos, mas antes que o primeiro soluço viesse a tona, senti as mãos de Dimitri ao redor de mim. Ele puxou meu corpo para o seu, me envolvendo em seu abraço.
–Está tudo bem amor meu. – Suas palavras eram calmas, enquanto ele deslizava suas mãos pelo meu cabelo. –Não gosto de te ver chorando Roza.
–Mas eu sou uma imbecil. – Funguei, levando minhas mãos as lágrimas que não paravam de deslizar por meus olhos.
–Você não é nenhuma imbecil. – Gentilmente, Dimitri puxou meu rosto para que nos encarássemos frente a frente. – É sim muitas vezes impulsiva e até arrisco dizer inexperiente em alguns assuntos, mas nunca imbecil.
Com um sorriso, ele beijou minha testa e voltou a me abraçar.
–Eu amo tanto você. – O apertei junto a mim, sem nenhuma vontade de deixa-lo. – Eu não sei oque anda acontecendo. Eu estou me sentindo diferente.
–Eu também amo você Roza. Você sempre será meu amor, mas sobre essa sua sensação, eu acredito ser relacionado às suas recentes descobertas. – Dimitri mexia em meu cabelo de uma forma tão tranquila, que me permiti fechar meus olhos.
–O livro não está no quarto, não é? – Perguntei de repente. Senti o peito de Dimitri inflar e depois soltar o ar devagar.
–Não. Não está — Dimitri respondeu prontamente e eu notei certo desapontamento em sua voz.
– O que vamos fazer agora? – Perguntei, diminuindo um tom em minha voz. Meu choro havia cessado completamente, mas mesmo assim, eu não me sentia confortável em deixar os braços de Dimitri.
–Vamos atrás de Natasha Ozera. – Seu tom era decidido, me fazendo voltar a fita-lo com expectativa. Quando seus olhos cruzaram com os meus, eu vi sua determinação.
Notas finais
Eu particularmente curti o momento Romitri *-*
Acho que tanto a Rose como o Dimitri merece um crédito. Sei que ela tem sido meio "impaciente" e Dimitri distante mas ela está com um monte de coisas na cabeça e ele, não conseguindo até agora, acompanhar seus passos.
**Vamos lembrar as leitoras que a demora da publicação do segundo livro, vai depender exclusivamente de vocês.
Se não comentarem ou não recomendarem, vamos suspender um pouco u.u** #simsomosmalvadas
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